terça-feira, 11 de outubro de 2011

Superbad - É hoje



Mais um besteirol americano. Superbad é, de fato, super ruim. Um filme que abusa das bobagens, do escatológico, do apelativo, pra vender que todos os adolescentes têm personalidades parecidas, ou melhor, que só pensam bobagens e se colocam em encrencas por causa das suas vontades.

O elenco vai bem nesse tipo de produção. Michael Cera e Jonah Hill já participaram de vários filmes da mesma linha e acabaram assimilando vários aspectos idiotizados dos seus personagens. Mas isso acaba sendo um ponto positivo na trama. O elenco funciona bem com a proposta absurda da história.

História que é apelativa, previsível, e com poucas passagens realmente engraçadas. Recheada de palavrões e alusões sexuais. Uma comédia tipicamente americana. Se você assistiu Porks, saberá exatamente do que estou falando. Um filme onde os protagonistas só querem curtir (com muita bebida e sexo), sem que a história faça sentido.

No filme, Evan (Michael Cera) e Seth (Jonah Hill) são dois amigos adolescentes não muito sociáveis, que estão terminando o colegial e se unem para festejar sua formatura e ingresso na faculdade. Essa será a oportunidade deles tentarem compensar o fracasso no terreno de conquista de belas garotas, em uma balada tão humilhante e diferente que jamais será esquecida pela dupla.

Não se trata de uma produção fantástica. É um filme curioso, mas sem muito senso de ridículo. Muito pelo contrário. O ridículo faz parte de quase todas as passagens e, se você se sente confortável, ou acha engraçado esse tipo de situação, então Superbad é o seu filme. Uma comédia sem muito pé ou cabeça, que promete muitas risadas, mas que por fim, só apresenta adolescentes com sérios problemas existenciais

FICHA TÉCNICA
Diretor: Greg Mottola
Elenco: Jonah Hill, Michael Cera, Christopher Mintz-Plasse, Bill Hader, Seth Rogen, Martha MacIsaac, Emma Stone e Aviva.
Produção: Judd Apatow, Shauna Robertson
Roteiro: Seth Rogen, Evan Goldberg
Fotografia: Russ T. Alsobrook
Trilha Sonora: Lyle Workman
Duração: 114 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Columbia Pictures / Apatow Productions
Classificação: 14 anos

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Bruna Surfistinha



Não sou um fanático pelos filmes brasileiros, muito menos aqueles que se prestam a vender "histórias reais". Explico melhor. Hoje, cinema e realidade andam quase grudados, e uma história, só vende bem se é baseada em fatos reais. Não entendo isso, e tenho certeza que o cinema brasileiro teria ótimos filmes de ficção. Exemplos não faltam. Já escrevi a respeito disso neste blog. O cinema brasileiro tem tudo pra ser um dos maiores do mundo, só precisa aprender a produzir mais entretenimento do que filmes reais.

Mas vamos falar sobre Bruna Surfistinha. O filme é muito bom, tecnicamente falando. Boa fotografia, bom elenco, uma direção que deixa a narrativa fluir, mas é na história que deixa um pouco a desejar. A vida é dura pra muita gente, e cada um encara de uma maneira, sem que para isso se veja retratado em uma produção para cinema. Esse é o ponto principal da trama. Vender o sofrimento da sua protagonista, e os desafios enfrentados para sua virada de página.

No filme, Raquel Pacheco (Deborah Secco), mais conhecida como Bruna Surfistinha, é garota de classe média que fugiu de casa aos 17 anos e passou a se prostituir e a consumir drogas. A rotina como garota de programa contada em um blog fez de Bruna Surfistinha uma celebridade nacional.

Enfim, um exemplo de vida, como tantos outros, mas que mereceu destaque por toda exposição que a própria Raquel optou ter. O filme tem um bom apelo visual, e não apela à pornografia para ser sucesso. Uma boa pedida para quem curte o gênero dramalhão e quer conhecer um pouco mais da vida da garota de programa que conseguiu virar estrela.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Marcus Baldini
Elenco: Deborah Secco, Cássio Gabus Mendes, Drica Moraes, Fabíula Nascimento, Cristina Lago, Guta Ruiz
Produção: Roberto Berliner, Rodrigo Letier, Marcus Baldini
Roteiro: Homero Olivetto, José de Carvalho, Antônia Pellegrino, baseados em livro de Raquel Pacheco
Fotografia: Marcelo Copanni
Duração: 109 min.
Ano: 2010
País: Brasil
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: TV Zero
Classificação: 16 anos

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Pixar tornou Steve Jobs o maior acionista da Disney



O premiado estúdio de animação Pixar, que foi comprado da Lucasfilm e rebatizado – chamava-se Graphics Group – por Steve Jobs, em 1986, por US$ 10 milhões, acabaria transformando o cofundador da Apple no maior acionista individual da Disney. Isso porque, em 2006, após diversos atritos surgidos nas parcerias entre as duas companhias, a Disney pagou US$ 7,4 bilhões pela Pixar, parte do montante em ações ao empresário, que morreu ontem, vítima de câncer.

Após o anúncio da morte de Jobs, colegas da Pixar que lideram a empresa desde o tempo de sua fundação emitiram um comunicado, lamentando o fato. "Steve Jobs foi um visionário extraordinário, um amigo querido e uma luz guia para a família Pixar", diz um texto assinado por John Lasseter (atual chefe da parte de animação da Disney Pixar) e Ed Catmull (um dos diretores da empresa). "Ele enxergou o potencial do que poderia ser a Pixar antes de nós, e a levou além de onde qualquer um teria imaginado".

Antes de Jobs, a empresa era focada na produção e venda de equipamentos de informática (ou hardwares). Após a chegada do executivo, a Pixar revolucionou a computação gráfica e passou a colecionar diversos prêmios Oscar com animações como "Carros" (2006), "Toy Story" (1995) e "Procurando Nemo" (2003).

O CEO da Disney também lamentou a morte de Jobs, que era membro do conselho da tradicional gigante dos desenhos animados. “Steve Jobs era um grande amigo e um conselheiro confiável”, disse Bob Iger. “Seu legado se estenderá muito além dos produtos que ele criou ou dos negócios que construiu. (...) Steve era dono de imensa originalidade, criatividade sem limites e de uma mente imaginativa que definiu uma era”, disse.

Ao vender a Pixar, Jobs disse que a Disney era a única empresa que tinha “animação em seu DNA”. Desde então, o estúdio lançou bem sucedidas sequências de "Carros" e "Toy Story", além de novos títulos premiados como "Up - Altas Aventuras" (2009), vencedor do Oscar de melhor animação e melhor trilha sonora em 2010.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Vencedor



Dos indicados, e vencedores da edição do Oscar deste ano, até agora, O Vencedor é o filme que na minha opinião, mereceu o prêmio e deveria ter ganho muitos mais. É uma bela produção, com personagens fortes e bem caracterizados, uma história cativante, e uma direção agradável, que deixa uma boa sensação para o seu espectador.

Destaque para as atuações de Christian Bale e Mark Wahlberg, irmãos na história, que são fantásticos. Eles fortalecem a trama. A fotografia do filme também é excepcional, com boas tomadas e combinações que auxiliam a velocidade do filme.

A história é um caso a parte. Não se trata de um roteiro comum, com uma mensagem de fundo, mas duas histórias paralelas, que seguem lado a lado durante todo o tempo. A luta da carreira de Micky Ward e os problemas com a droga de seu irmão, Dicky Ecklund, que acaba envolvendo toda a sua família. Uma bela história, dando valor à família acima de tudo.

No filme, Dicky Ecklund (Christian Bale) é uma lenda do boxe que desperdiçou o seu talento e a sua grande chance. Agora, o seu meio-irmão Micky Ward (Mark Wahlberg) tentará se tornar uma nova esperança de campeão e superar as conquistas de Dicky. Cinebiografia do boxeador Mickey "Irish" Ward, um dos maiores nomes do esporte nos anos 80.

Fantástica produção. Um drama real e atual. Um filme cheio de adjetivos, em uma história forte e que tem tudo para agradar seu espectador. Se você procura um filme inteligente, com atuações geniais, e uma mensagem verdadeira, esse filme vai de encontro às suas pretensões. Belíssimo filme. forte na medida certa, e real na medida exata. Classe A!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: David O. Russell
Elenco: Christian Bale, Mark Wahlberg , Amy Adams, Melissa Leo , Robert Wahlberg, Dendrie Taylor, Jack McGee, Jenna Lamia, Salvatore Santone , Chanty Sok, Bianca Hunter, Sean Patrick Doherty, James Shalkoski Jr., Barry Ace, Caitlin Dwyer, Jeremiah Kissel.
Produção: Dorothy Aufiero, David Hoberman, Ryan Kavanaugh, Todd Lieberman, Paul Tamasy
Roteiro: Scott Silver, Paul Tamasy, Eric Johnson
Fotografia: Hoyte Van Hoytema
Trilha Sonora: Michael Brook
Duração: 115 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Mandeville Films / Relativity Media
Classificação: 14 anos

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

9 - A Salvação



Mais uma prova de que as animações estão com tudo, principalmente nos últimos tempos. 9 - A Salvação pode até causar uma sensação de ser uma história previsível, mas independente disso, a mensagem de fundo é válida, e somada aos vários atributos positivos do longa, tem tudo para agradar seu espectador.

Aqui vale um destaque para a associação entre Shane Acker e Tim Burton. O primeiro, por dar vida à animação de 9, após vencer diversos prêmios com um curta de mesmo nome, decidiu estender o filme e, associado à Tim Burton, conseguiu dar uma impressão ainda melhor à sua história pós-apocalíptica.

Fantásticos são os detalhes da animação, o colorido, e a movimentação dos personagens. Os profissionais envolvidos parecem ter conseguido um avanço bastante significativo na produção, o que deixa o filme digno de ser comparado ao de outras grandes e já experientes produtoras.

Os personagens têm o carisma necessário para agradar o espectador, e a história, como dito anteriormente, pode até parecer repetitiva, mas consegue segurar a atenção mesmo quando o filme usa elementos desconfortáveis, como o silêncio total durante vários minutos. O resultado é surpreendente, e o filme supera qualquer ponto negativo com um conjunto muito balanceado.

O filme conta que quando o boneco 9 ganha vida, ele encontra-se em um mundo pós-apocalíptico, no qual os humanos foram dizimados. Por acaso, encontra uma pequena comunidade de outros como ele, que estão escondidos das terríveis máquinas que vagam pela Terra, com a intenção de exterminá-los. Apesar de ser o novato do grupo, 9 convence os demais que ficar escondido não os levará a nada. Eles devem tomar a ofensiva se quiserem sobreviver e, antes disso, precisam descobrir por que as máquinas querem destruí-los.

Uma belíssima produção, com elementos agradáveis e uma história bastante inteligente. Pode parecer estranha pelo tom meio sombrio, comum em todas as produções de Tim Burton, mas acredito que com isso o filme consiga alcançar um novo patamar, e ser ainda mais delicioso. Imperdível para quem gosta de uma trama inteligente, e uma animação repleta de pontos positivos. Um filme para ser assistido e repetido.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Shane Acker
Elenco: Vozes originais: Jennifer Connelly, John C. Reilly, Elijah Wood, Crispin Glover, Christopher Plummer, Martin Landau
Produção: Tim Burton, Timur Bekmambetov, Dana Ginsburg, Jinko Gotoh, Jim Lemley
Roteiro: Shane Acker, Pamela Pettler
Trilha Sonora: Deborah Lurie
Duração: 79 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: PlayArte
Estúdio: Focus Features / Starz Animation
Classificação: 10 anos

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Piranha 3D



Não é possível que eles tenham feito um filme como esse. Sério! Não é necessário destacar a baixa qualidade, mas a mistura de erotismo com terror só piora as coisas. O resultado é uma produção sem sal nem açúcar, com muitos bichinhos famintos, e algumas mulheres exibindo seus corpos desnudos, para todos os lados.

Mais improvável ainda se pensarmos que o filme é um remake do clássico Piranhas, de 1978. Esse sim, um filme cheio de atributos assustadores. No caso da nova produção, além de muito sangue e pedaços de corpos mutilados para todos os lados, pouca coisa se salva. A trama retrata um gênero de sucesso entre os americanos. Jovens em f´rias, todos no auge da idade e da sexualidade, invadindo uma cidade pacata, para muita bebedeira e diversão. O elenco, apesar de nomes conhecidos (Elisabeth Shue, Eli Roth, Christopher Lloyd, e até Ving Rhames), consegue produzir pouco.

A ideia geral da produção é chocar, não pelo gênero do filme, mas pelos excessos. Os efeitos não ajudam muito, e o resultado final beira a banalidade. Os fãs mais aficionados do estilo podem se decepcionar.

O filme conta que todos os anos, a população residente em uma pequena vila próxima do Lago Victoria recebe visitantes ávidos por diversão e muito sol. Mas um tremor sob a superfície do lago liberta dezenas de ameaçadoras piranhas pré-históricas e o xerife local tenta fazer de tudo para detê-las.

Sim, você não leu errado. Desta vez as piranhas são pré-históricas. então você pode imaginar o tamanho da fome das bichinhas. Muita gente fará parte desta dieta especial.

Já que a parte do susto deixa a desejar, o que poderia se esperar então, era uma forte corrente de humor. Mas isso também é deixado de lado, e o conjunto não tende nem para o terror, muito menos para o humor. A melhor maneira de definir o filme, é como trash, daqueles mais classe D que podem existir.

Um filme sem pé ou cabeça, baseado em um clássico do terror, sem estar estabelecido com o gênero (pelo menos não ao pé da letra). Acaba sendo leve para um terror, e pesado para uma comédia. Uma produção desnecessária que não acrescenta muito ao currículo de seu elenco, e não chega a ser uma fonte agradável de entretenimento para os espectadores. Para assistir, se for um fã do estilo, mas sem esperar muita coisa. Se não curte esse tipo de filme, passe longe.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Alexandre Aja
Elenco: Adam Scott, Elisabeth Shue, Eli Roth, Christopher Lloyd, Steven R. McQueen, Ving Rhames
Produção: Alexandre Aja, Mark Canton, Grégory Levasseur, Marc Toberoff
Roteiro: Alexandre Aja, Josh Stolberg, Pete Goldfinger
Fotografia: John R. Leonetti
Trilha Sonora: Michael Wandmacher
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Dimension Films / The Weinstein Company / Atmosphere Entertainment MM / Chako Film Company / Dimension Films

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Livro de Eli



Mais um belo filme protagonizado por Denzel Washington. Inteligente, dinâmico, com boas doses de ação, bons efeitos, uma linda fotografia, e um roteiro surpreendente, que prende o espectador até o final e, mesmo assim, reserva uma surpresa incrível quando se acredita que nada mais pode acontecer.

O cenário apocalíptico é muito bem retratado nos diversos elementos do filme, desde as locações até as roupas. E é na fotografia, que o clima árido predominante na história fica ainda mais acentuado, com um efeito de cores maravilhoso. Impressionante as tomadas possíveis com esse recurso.

Ponto positivo também para a direção, que conseguiu fazer do menos, muito mais. Isso quer dizer que são poucos diálogos, poucos personagens, mas tudo muito bem costurado e com um resultado final que supera as expectativas. Apesar de algumas passagens mais silenciosas, o filme não tem nada de cansativo.

Isso fica claro nas cenas de ação. Lutas muito bem trabalhadas, sequências de perseguição e destruição. E o elenco também tem sua contribuição. Caras já manjadas (como o caso de Denzel e Gary Oldman), trabalhando muito bem com novos talentos.

No filme, Eli (Denzel Washington) é um guerreiro solitário que sobreviveu a um não muito distante futuro pós-apocalíptico. Sua missão é atravessar os EUA para conseguir passar adiante conhecimentos que podem ser a chave para a redenção do planeta, escritos em um misterioso livro.

O filme começa sem muitas explicações, e só melhora a cada passagem. Não existe muito tempo para pensar, e quando você percebe, o filme já acabou. De maneira surpreendente, elenco, direção, roteiro, absolutamente todos os elementos trabalham muito bem, e em plena sintonia, com um resultado magistral. Uma produção para quem busca entretenimento, inteligência, ação, e uma trama muito acima da média. Não faz o estilo vale a pena repetir até cansar, mas sem dúvidas, é um tremendo filme.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Albert e Allen Hugues
Elenco: Denzel Washington, Gary Oldman, Jennifer Beals, Mila Kunis, Ray Stevenson, Lora Martinez, Luis Bordonada, Tom Waits, Frances de la Tour
Produção: Broderick Johnson, Andrew A. Kosove, Denzel Washington, Joel Silver
Roteiro: Gary Whitta
Fotografia: Don Burgess
Trilha Sonora: Atticus Ross, Leopold Ross, Claudia Sarne
Duração: 118 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Classificação: 16 anos