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quarta-feira, 9 de abril de 2014

4º Festival Internacional Cinerama.bc


Começou ontem, dia 8 de abril, a 4ª edição do Festival Internacional CINERAMA.BC, em Baneário Camboriú (Santa Catarina). O festival tem crescido ano após ano, chamando a atenção de cineastas de vários países. A curadoria é dos cineastas André Gevaerd e Barbara Sturm, que pretendem, em suas próprias palavras, apresentar "poucos e bons filmes de Arte (com A maiúsculo)".

Este ano, após a visualização de 188 longas-metragens e 809 curtas-metragens, foram escolhidos oito longas, e oito curtas para integrar a mostra competitiva. Os destaques ficam por conta de Fugindo do Amanhã, filme de terror gravado secretamente nos parques da Disney, e o belga Violet, premiado no festival de Berlim, sobre um garoto atormentado após testemunhar um assassinato. A Bélgica, aliás, é o país de honra nesta edição do festival.

Além dos filmes em seleção oficial, serão exibidos filmes infantis e curtas-metragens produzidos em Santa Catarina. O público também poderá contar com debates e oficinas diários.

Veja os longas-metragens que participam da competição:
A Estranha Cor das Lágrimas do seu Corpo
Violet
Fugindo do Amanhã
O Dia dos Mineiros
Não se Preocupe
Mamarosh
As Filhas
Cruzeiro ao Paraíso
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terça-feira, 1 de abril de 2014

Animação da Disney arrecada mais de US$ 1 bilhão e é a maior bilheteria


"Frozen: Uma Aventura Congelante", arrecadou US$ 1,07 bilhão, se tornando a maior bilheteria de animação da história. Com informações do site da revista Variety.

Até então, "Toy Story 3", de 2010, estava à frente com US$ 1,06 bilhão. "Frozen" faturou nos EUA e Canadá US$ 398,4 milhões e US$ 674 milhões no mercado internacional. "Frozen" ficou no topo das bilheterias em 27 países. No Japão obteve US$ 50,5 milhões.

Frozen: Uma Aventura Congelante" garantiu o Oscar de melhor longa de animação, o primeiro da Disney.

Também disputavam o Oscar de melhor animação "Os Croods", "Meu Malvado Favorito 2", "Ernest et Célestine" e "Vidas ao Vento".

A animação é inspirada no conto do dinamarquês Hans Christian Andersen (1805 -1875), "A Rainha do Gelo", pouco conhecido no Brasil, mas clássico na Europa.

Anna e Elsa são duas princesas do reino Arendelle. Porém, Elsa guarda um segredo que a mantém isolada no castelo: ela tem o poder de controlar a neve. Quando os pais morrem em um naufrágio, Elsa é coroada rainha, mas sem querer congela todo o reino e acaba fugindo por medo.

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Filmes passam a estrear às quintas-feiras no Brasil



O filmes chegarão agora um dia antes aos cinemas brasileiros. A partir de 13 de março os lançamentos acontecerão às quintas-feiras, e não mais às sextas. Com isso, o Brasil segue países como Argentina, Peru, Bolívia e Chile, na América do Sul. Nos Estados Unidos, as estreias ainda acontecem às sextas-feiras.

"Hoje a quinta-feira é agitada, animada em várias cidades do Brasil. Mas o público interessado em filmes não encontra novidade neste dia. A partir de 13 de março, o cinema entra também no cardápio de opções da quinta-feira", diz Paulo Lui, presidente da Feneec (Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas). A mudança surgiu de conversas entre a Feneec, exibidores e distribuidores ao longo do último ano.

Ainda segundo Paulo, a mudança pode influenciar positivamente nos resultados de filmes médios nacionais e internacionais, que nem sempre têm verba para uma comunicação pesada antes da estreia. "Eles ganham mais um dia de boca a boca". 
 
A novidade acontece na semana logo depois do Carnaval, com estreias como os brasileiros "Alemão" (de José Belmonte, da Downtown/Paris) e "Éden"(de Bruno Safadi, da ArtHouse), e os internacionais "About Last Night" (Sony), "Need for Speedy" (Disney), "Prenda-me" (Esfera/Vitrine), "Refém da Paixão" (Paramount), "Vampire Academy" (Diamond Films). 

terça-feira, 30 de abril de 2013

'Homem de Ferro 3' bate recorde de bilheteria em estreia mundial

No terceiro filme da trilogia, Tony Stark enfrenta seu maior desafio (Foto: Divulgação do Filme)
"Homem de Ferro 3", que estreou entre quarta e sexta-feira passada em 42 países, já arrecadou US$ 195,3 milhões de bilheteria, sem ainda ter sido lançado nos cinemas dos EUA, informou a produtora nesta segunda-feira (29).

Com isso, o filme estrelado por Robert Downey Jr. e Gwyneth Paltrow superou o recorde de outra bem-sucedida superprodução da Marvel, "Os Vingadores". No ano passado, o blockbuster obteve US$ 185,1 milhões em seu fim de semana de estreia internacional, informou a Disney, proprietário dos estúdios Marvel.

O filme, que ficou em primeiro lugar em todos os países onde foi lançado, arrecadou US$ 21,5 milhões na Grã-Bretanha; US$ 19,2 milhões na Coreia do Sul; US$ 18,4 milhões na Austrália; e US$ 16,1 milhões no México.

O primeiro "Homem de Ferro" (2008) acumulou US$ 585 milhões em bilheteria, e o segundo da franquia (2010) conseguiu US$ 625 milhões.

quarta-feira, 6 de março de 2013

A Família do Futuro

5527A Família do Futuro é mais uma grande animação Disney, no entanto, sua passagem pelo cinema foi tão abreviada, e mesmo quando passou na TV, logo sucumbiu para os canais de menos expressão, que o filme parece ter caído em um gigantesco limbo de esquecimento.

Apesar de toda a sua qualidade técnica, muita ação, roteiro bem funcional, personagens que valorizam e que também dão valor à trama, muitíssimo colorido, o que tem tudo para agradar os pimpolhos mais novos, o filme não é colocado em uma lista de preferência ou melhores animações.

Parece mesmo ter sido um problema de divulgação, ou até de estratégia de lançamento. Mas é o que se tem para o momento. E no conjunto geral, A Família do Futuro cumpre bem seu papel e garante boa dose de entretenimento ao seu espectador. Claro, não se compara a Madagascar, ou A Era do Gelo, ou Wall-E, ou Encantada, mas ainda assim é uma produção bastante interessante.

No filme, Lewis é um jovem inventor que cria máquina capaz de recuperar lembranças perdidas. Ele só quer encontrar em suas memórias a figura de sua mãe, que o abandonou quando bebê, mas acaba viajando no tempo. Em algum lugar do futuro, ele encontra uma família cuja sobrevivência está em suas mãos.
Apesar de ter passado quase totalmente despercebido, ainda é uma produção Disney, com todo o cuidado e a qualidade que sempre procura investir em seus filmes. Uma história com uma mensagem de fundo que funciona, personagens bem divertidos e funcionais, muita cor, muitos sons, e uma narrativa rápida, que não se perde em detalhes desnecessários. No geral, um filme pra assistir e, se bobear, até repetir. Tenho certeza que os mais novos adorarão, e os mais velhos não se decepcionarão.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Stephen J. Anderson
Elenco: Angela Bassett, Paul Butcher, Jessie Flower, Spencer Fox, Jordan Fry, Daniel Hansen, Tom Kenny.
Produção: Dorothy McKim
Roteiro: Michelle Bochner
Trilha Sonora: Danny Elfman
Duração: 96 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Walt Disney Pictures
Classificação: Livre

segunda-feira, 4 de março de 2013

John Carter: Entre dois Mundos

234677A crítica foi muito ácida com John Carter: Entre dois Mundos. O filme, inclusive ajudou a derrubar o presidente da Disney, algumas semanas após seu lançamento. Embora o filme tivesse uma "cara" muito interessante, esses fatores me levaram a colocar a produção em uma posição baixa na lista de "filmes a assistir".

Depois de tanto tempo, confesso que encarar o filme não chegou a ser tão traumatizante. Não tanto quanto aguentar as duas horas que o filme leva para contar a sua história. Sua previsibilidade e seu roteiro fraco acabam com a graça de qualquer espectador. Visualmente o filme vai bem, com bons efeitos especiais e bons cenários/locações, e até mesmo a seleção de elenco não vai tão mal, embora o herói Taylor Kitsch não tenha tanto apelo na tela.

O filme tem um ponto de semelhança com Superman, sem exageros. Mas é aquela velha máxima do camarada que chega de outro planeta, e percebe ter super poderes, então vira herói no novo planeta. Claro, guardadas as devidíssimas proporções dos dois, as semelhanças acabam por aí. Embora John Carter também não voe.

Pela proporção de John Carter, a expectativa era muito maior e muito mais positiva. Mas seu roteiro enrolado, e sua narrativa lenta tornam o filme cansativo e chato. Pra ser honesto, e sem querer estragar a surpresa de ninguém que ainda não tenha visto o filme, a produção vale pelos últimos 4 minutos, quando tudo é explicado e a trama tem uma interessante reviravolta. No mais, muita enrolação, pra pouco resultado. Mesmo para quem curte o gênero, o filme pode se tornar muito cansativo e cheio de detalhes dispensáveis.

No filme, o soldado americano John Carter (Taylor Kitsch), para a tristeza de seus parentes, faleceu no planeta Terra. Contudo, para a alegria de outros, ressuscitou em Marte. Agora, em meio a uma guerra civil no planeta vermelho, habitado por seres de cor verde e criaturas gigantescas, ele é visto como a única esperança de ajudar a princesa Deja Thoris (Lynn Collins) a salvar o seu mundo, numa batalha que mudará para sempre o seu destino.
Uma produção que promete muito, mas não entrega o mesmo tanto ao seu espectador. Seu lado visual, com efeitos especiais e jogos de cena são bastante interessantes, a proposta do filme era muito boa, mas o filme se perde em elementos previsíveis e lentidão da narrativa. Ainda é uma boa pedida, para quem procura um filme com visual bonito, e algumas boas sequências de ação. Mas não é daqueles que deixa gostinho de quero mais. Pra assistir, de coração e mente aberta, pra conseguir curtir melhor.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Andrew Stanton
Elenco: Taylor Kitsch, Lynn Collins, Samantha Morton, Mark Strong, Ciaran Hinds, Dominic West, James Purefoy, Daryl Sabara, Polly Walker, Bryan Cranston, Thomas Haden Church, Willem Dafoe, Johathan Hyde, Don Stark, Raad Rawi, Sean Carrigan, Julian Stone, Kyle Agnew, Matt Lasky, Amanda Clayton, Perry Millward, Darwin Shaw, Rupert Frazer, Bridgett Riley, Davood Ghadami, Harry McEntire, Christopher Goodman, Ekaterina Botziou, Steven Cree, Dusty Sorg, Daniel O'Meara, Christian Wolf-La'Moy, Akima, Filippo Delaunay, Oliver Boot, Emily Tierney, Ray Mirabal, Aldred Montoya, Umit Ulgen, Ryan Sherman, Walles Hamonde, Sonu Louis, Cate Fowler, Jared Cyr, Joseph Billingiere, Annette Georgiou, Evelyn Dubuc, Ashley Beck
Produção: Jim Morris, Colin Wilson, Lindsey Collins
Roteiro: Michael Chabon, Andrew Stanton, Mark Andrews
Fotografia: Daniel Mindel
Trilha Sonora: Michael Giacchino
Duração: 132 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Estúdio: Walt Disney Pictures
Classificação: 12 anos 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Detona Ralph

265693Ah, as animações. De longe, o que vem sendo produzido de melhor pelo cinema. E o caso não é diferente em Detona Ralph. A Disney acerta mais uma vez, une cinema e vídeo games, e o resultado final é fora de série.

Detona Ralph é capaz de agradar a criançada e os adultos. Muito do que aparece na história é capaz de aplacar o saudosismo de muitos que curtiram as fases mais antigas dos fliperamas ou vídeo games. Mais do que isso, reúne personagens que até então faziam parte apenas do universo digital dos games e lhes dá uma personalidade quase real, como se cada personagem tivesse uma vida fora dos jogos.

A parte áudio visual vai além. A seleção musical combina bem com as passagens e a qualidade gráfica do filme é surpreendente. Tudo muito colorido, capaz de atrair e encantar as vistas de seu espectador. Parece existir um cuidado muito especial com isso, de uma maneira geral, em todas as animações, mas em uma produção Disney isso parece ser mais exaltado.

A seleção de personagens é deliciosa. Todos eles agregam bom valor à trama, e mesmo aqueles que estão só de passagem conseguem dar um extra ao filme. O resultado é fantástico, e os ditos extras do filme acabam valendo muito da atenção de quem assiste, a ponto de a todo instante haver uma competição para ver quem é que identifica mais personagens dos games.

A história, como todo filme Disney, também tem toda sua moral como pano de fundo, que dá valor à amizade, e também à importância de cada pessoa, mesmo ela sendo vilã.

No filme, Ralph (voz de John C. Reilly) é um ex-vilão de videogames 8-Bit que quer mostrar ao mundo que pode ser um herói, assim como o mocinho Fix-It Felix (Jack McBrayer). Quando surge um moderno jogo de tiro que mostra a perspectiva do protagonista, o durão Sargento Calhoun (Jane Lynch), Ralph encara o jogo como sua grande chance. Ele invade o jogo com um plano simples - ganhar uma medalha -, mas não demora a arruinar tudo, libertando sem querer um inimigo mortal que põe em risco todos os jogos do fliperama. Agora, a única esperança de Ralph é Vanellope von Schweetz (Sarah Silverman), jovem e encrenqueira “pane” de um jogo de corrida de carros com cobertura de bala, que pode acabar sendo quem ensinará a ele o verdadeiro significado de ser o mocinho.

Uma produção deliciosa. Agradável do começo ao fim. Que não gasta tempo com detalhes desnecessários e no fim, ainda deixa um gostinho de quero mais em seu espectador. A seleção de personagens faz toda a diferença, e transforma o filme em algo que vai além do fato de apenas assistir ao filme. Você vai querer identificar os games, as datas, as passagens. Enfim, diversão para todo tipo de gamemaníaco. A parte musical é deliciosa, com seleção dos games, e a parte visual, toda colorida e chamativa, torna o filme ainda mais atraente. Enfim, corra para um cinema, e não perca essa deliciosa produção. É diversão certa para toda a família.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Rich Moore
Elenco: John C. Reilly, Jane Lynch, Sarah Silverman, Stefanie Scott, Jack McBrayer, Jamie Elman, Gerald C. Rivers, Brandon T. Jackson, Jack Angel, George Kotsiopoulos
Produção: Clark Spencer
Roteiro: Jennifer Lee, Phil Johnston
Trilha Sonora: Henry Jackman
Duração: 107 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Estúdio: Walt Disney Animation Studios
Classificação: Livre

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Os Vingadores

Agora sob o comando da Disney, o filme dos Vingadores só podia ser algo grandioso. A aposta na reunião de grandes astros, como grandes super-heróis, resulta em algo incomparável até então. Talvez não por sua excelência, mas por toda a preparação para tal acontecimento, com o lançamento de todos os filmes solo desses personagens, com direito a teasers (aqueles trechinhos que mostram o que vem nos próximos filmes) em todos eles.

Mas, apesar de toda a sua grandiosidade, todos os astros, a riqueza nos detalhes e efeitos visuais, toda a costura necessária para reunir esses personagens, ainda acredito que o filme não tenha a força de Batman, Homem Aranha e, da série Marvel, do próprio Homem de Ferro.

Não, não se trata de defender o heróis da Marvel ou da DC, mas de colocar esses personagens lado a lado e pesar qual deles, verdadeiramente, conseguem criar uma história interessante e agradável.

Se avaliarmos os filmes solo de Hulk, Thor e Capitão América, tirando efeitos e áudio, os filmes perdem na questão de suas histórias. Novamente, não se trata de uma questão de preferência, mas de histórico de de sucesso de bilheteria. Capitão América ainda tentou, mas não tem o mesmo apelo fora dos EUA, não somente por ser o tipo de herói americanizado (ou americano mesmo, se preferirem), mas por não conseguir   se aproximar da audiência fora da América do Norte. Claro, ainda são grandes produções, mas que ainda não conseguem ter o mesmo efeito e alcançar o mesmo efeito que Batman, por exemplo.

Independente disso, Os Vingadores pega forte e deixa claro que ainda há muito por vir. Se a ideia é reunir todos os Vingadores, podemos esperar muitos filmes mais.

Na questão da qualidade gráfica, efeitos visuais, e qualidade de vídeo, Os Vingadores é uma excelente pedida. Tudo é gráfico. Tudo é visual. Tudo é colorido e cheio de explosões e movimento. A parte de áudio também é igualmente rica.

O elenco, com nomes como Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson e Jeremy Renner, funciona muito bem, independente de você gostar do Hulk ou não.

O grande ponto fraco? Ainda acho que o elo fraco da produção seja seu roteiro. Sua história tem em sua primeira metade vários detalhes cansativos e desnecessários. Precisam justificar a união dos heróis, e como isso acontece, mas esquecem de animar um pouco mais as coisas. A partir da metade o filme cresce, e ao fim, ainda deixa um gostinho de quero mais.

No filme, Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johanson) e Nick Fury (Samuel L. Jackson) são alguns dos heróis da Marvel que se reúnem na agência de espionagem internacional S.H.I.E.L.D. para defender o planeta e a humanidade de ameaças intergalácticas.

Uma grande pedida para quem quer um filme com muita ação, principalmente para os fãs de super heróis. A produção investe forte na parte áudio visual, com excelente seleção musical, grandes efeitos especiais e muita qualidade gráfica. O elenco de peso não decepciona. A história começa meio devagar, mas depois pega ritmo e deixa o espectador sem nenhum pingo de sono. Grande pedida para a sessão em família (a criançada adora o filme do início ao fim), ou para quem busca um filme com muito barulho e muitas peripécias visuais.


FICHA TÉCNICA

Diretor: Joss Whedon
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, Jeremy Renner, Stellan Skarsgård, Cobie Smulders, Gwyneth Paltrow, Tom Hiddleston, Paul Bettany (voz), Amanda Righetti, Lou Ferrigno (voz), Clark Gregg, Jenny Agutter, Walter Perez, Alicia Sixtos, Evan Kole, Sean Meehan, Carmen Dee Harris
Produção: Kevin Feige
Roteiro: Joss Whedon
Fotografia: Seamus McGarvey
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Duração: 136 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Estúdio: Marvel Enterprises / Marvel Studios
Classificação: 12 anos

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Branca de Neve e o Caçador

Mais uma releitura do clássico animado. Só que dessa vez a produção segue uma linha mais pesada, mais violenta, mas ainda assim, seguindo os pontos principais da história original, com direito a anões, espelho mágico, e tudo mais que o clássico já oferecia. Apenas uma curiosidade, o desenho de Walt Disney, de 1937, já provocava sustos nas crianças, devido à riqueza de detalhes, principalmente quando aparecia a rainha má (O triunfo da Imaginação americana - Neil Gabler).

O filme sofreu uma grande modernização, com o acréscimo de boas cenas de luta, efeitos visuais, e um elenco de nomes consagrados. A história também teve uma alteração e a inserção de novos elementos. Na verdade, agora o grande nome da trama é o do caçador, que faz frente ao príncipe, na conquista do coração da Branca de Neve.

Diferença interessante, já que o roteiro abandona o original nesse ponto, e surpreende seu espectador. No mais, a história segue sem muitas novidades. Algumas cenas de luta enriquecem a ação do filme, e a narrativa segue em ritmo veloz, sem dar margem a detalhes desnecessários e cansativos.

Quanto ao elenco, destaque para Charlize Theron, como rainha má, que se doa e consegue mesmo dominar o personagem. Kristen Stwart, ainda dá a impressão de ser a atriz com o peso do seu papel em a saga Crepúsculo, ainda a ser rompida. Não dá liga. Parece que tentou dar um tom meio sonso à personagem, ou ela é que é meio devagar. Parecia desligada, desinteressada, e não emplacou.

No filme, a jovem Branca de Neve (Kristen Stewart) é a única pessoa na Terra mais bonita do que a Rainha Má (Charlize Theron), que está decidida a destrui-la. Porém, o que a malvada tirana nunca imaginou é que a jovem que ameaça seu reinado vem treinando a arte da guerra com o Caçador (Chris Hemsworth), que foi enviado para matá-la.

Um filme interessante, que rompe a mesmice do clássico e apresenta novos elementos, causando surpresa em seu espectador. Grandes nomes em seu elenco, com destaque para a bela Charlize Theron, que se transforma em uma bruxa à altura da história. Bons efeitos especiais e adição de novas sequências de ação dão novo valor à trama. Não se trata de um filme infantil, mas da aplicação de elementos adultos à velha história para crianças. Voltada ao público adulto, o filme é uma grande pedida e, até agora, o melhor remake do clássico Disney.
 

FICHA TÉCNICA

Diretor: Rupert Sanders
Elenco: Kristen Stewart, Chris Hemsworth, Charlize Theron, Ian McShane, Toby Jones, Nick Frost, Ray Winstone, Sam Claflin, Bob Hoskins, Eddie Marsann, Lily Cole
Produção: Sam Mercer, Palak Patel, Joe Roth
Roteiro: Hossein Amini, Evan Daugherty
Fotografia: Greig Fraser
Duração: 129 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Roth Films / Universal Pictures
Classificação: 12 anos

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Disney compra Lucasfilm e anuncia novo 'Guerra nas estrelas' para 2015

Em foto de outubro de 2011, homem fantasiado de Darth Vader, personagem de 'Guerra nas estrelas' aceita prêmio de 'vilão definitivo' das mãos do seu criador, George Lucas (Foto: AP/Chris Pizzello)

A Walt Disney Company anunciou na terça-feira (30) a compra da produtora de cinema Lucasfilm, do cineasta George Lucas, por US$ 4,05 bilhões. Segundo comunicado oficial no site da Disney, a empresa vai produzir um novo filme da franquia "Guerra nas estrelas" para lançamento em 2015, intitulado em inglês "Star Wars: Episode 7".

"Planejamos lançar o novo filme 'Star wars' em 2015, então lançar um filme a cada dois ou três anos", disse no comunicado o vice-presidente da Disney, Jay Rasulo.

"Pelos últimos 35 anos, um dos meus maiores prazeres foi ver 'Guerra nas estrelas' ser passado de uma geração para outra. Agora é tempo de passar 'Guerra nas estrelas' para uma nova geração de cineastas", disse Lucas no comunicado.

"Eu sempre acreditei que o filme pudesse viver além de mim, e achei importante fazer essa transição enquanto estou vivo. Estou confiante que, com a Lucasfilme sob a liderança de Kathleen Kennedy [co-diretora da companhia], e em uma nova casa na Disney, 'Guerra nas estrelas' vai certamente viver e florescer por muitas gerações a seguir", completou Lucas.

Acordo

A Disney vai pagar metade do valor em dinheiro e emitirá cerca de 40 milhões de ações no fechamento da aquisição do estúdio. O contrato prevê que George Lucas, criador da franquia de 'Guerra nas estrelas', continuará como consultor criativo das próximas produções.

"Guiado por um time criativo tremendamente talentoso, a lendária franquia 'Guerra nas estrelas' da Lucasfilm floresceu por mais de 35 anos (...). O filme cria grandes oportunidades à Disney para entregar o conteúdo por meio de seu diverso portfolio de negócios, incluindo filmes, TV, produtos ao consumidor, jogos e parques temáticos. 'Guerra nas estrelas' rendeu US$ 4,4 bilhões em bilheteria até hoje", ressaltou a empresa no comunicado.

O acordo "combina um dos melhores portfólios do mundo, incluindo 'Guerra nas estrelas', uma das maiores franquias familiares de entretenimento de todos os tempos, com a criatividade única da Disney", disse o presidente da Disney, Robert Iger.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Valente

Existem algumas situações, ou acontecimentos que transformam uma produção e fazem dela algo especial. Na parceria entre Disney e Pixar (ambos Disney, agora), o histórico é positivo. Foram grandes e atraentes animações, que reciclaram e transformaram o gênero. Mas ultimamente, ou desde que a Disney comprou a Pixar, as coisas não funcionam tão bem assim.

Valente é uma animação maravilhosa. Desenho de primeiríssima qualidade, com detalhes riquíssimos, cores vibrantes, e que agrega à história, personagens ricos e divertidíssimos. Mas quem vê o trailer, ou mesmo a capa do filme, imagina uma situação completamente diferente. É possível confundir a trama com a de Mulan, desenho animado, também da Disney, que conta a história de uma garota que cresce em um mundo masculino e quer mudar as tradições. Quer fazer parte do exército, e batalhar. Ok, as histórias não se parecem nem um pouco, talvez apenas pelo desejo de mudar as tradições, mas era de se esperar que Valente fosse uma produção com mais força, com mais apelo, com um roteiro muito mais intenso.

Não, a história não é ruim. O filme segue uma narrativa mais lenta e cansativa. Demora para engrenar. Se apega a detalhes e ao valor da mensagem. Mensagem de muito valor, diga-se de passagem. Perde a oportunidade de envolver e investir nas tiradas mais engraçadas, comum nas animações, e ganhar de vez o seu público. Como aconteceu em Enrolados. Mas essa lentidão, essa falta de graça e, até mesmo da valentia que dá nome à produção, torna o filme um pouco confuso. A ponto de assustar algumas das crianças da sala de cinema, pela força de certos personagens e passagens mais intensas. E fazer com que alguns adultos perguntem se o filme quer vender a ideia de que os filhos devem enfrentar seus pais. Nenhuma das duas situações está correta. O filme é muito mais profundo do que é possível imaginar, e por isso mesmo perde um pouco daquela ligação com as animações que comumente assistimos. Não é um primor, mas tende a ter características de muitas produções Disney. Daquelas que preferem vender uma mensagem positiva, a um momento de puro entretenimento.

Tecnicamente o filme é maravilhoso. Detalhes riquíssimos e personagens que agradam em cheio. Algumas tiradas engraçadas são, de fato, muito boas, e fazem todos rirem. Outras, que poderiam ser melhor exploradas, perdem força, e deixam o filme lento e desanimado. É o caso dos irmãos da princesa Mérida. Três garotos endiabrados que poderiam gerar muitos momentos de muitas risadas, mas que são pouco explorados na história. Têm um importante papel, mas os produtores, ou o diretor, perdem a oportunidade de lhes dar uma chance de transformar a trama.

No filme, Mérida (Keely Macdonald) é uma habilidosa e impetuosa arqueira, filha do rei Fergus (Billy Connolly) e da rainha Elinor (Emma Thompson). Determinada a trilhar o próprio caminho, ela desafia um antigo costume considerado sagrado pelos ruidosos senhores da terra: o imponente lorde MacGuffin (Kevin McKidd), o carrancudo Lorde Macintosh (Craig Ferguson) e o perverso lorde Dingwall (Robbie Coltrane). Involuntariamente, os atos de Mérida desencadeiam o caos e a fúria no reino e, quando ela se volta para uma velha feiticeira (Julie Walters) em busca de ajuda, tem um desejo mal-aventurado concedido. Os perigos resultantes a forçam a descobrir o significado da verdadeira valentia para poder desfazer o brutal curso dos acontecimentos, antes que seja tarde demais.


Uma animação interessante, diferente daquelas que costumam pulular pelos cinemas. Parece investir na mensagem da história, e perde pelo menos metade do filme explicando e dando detalhes que são desnecessários e chatos. Técnica perfeita, com muitos detalhes e cores enriquecem a produção, que perde força com sua história cheia de firulas que não valeriam tanta intensidade. Ainda assim, com boas sacadas de graça e com uma moral da história de muito valor. Pra assistir, mas sem a pretensão de ser como outras animações atuais, como Shrek, Madagascar, A Era do Gelo, entre outros.


Ainda em tempo, em Walt Disney - O triunfo da Imaginação Americana, Neal Gabler coloca em um dos capítulos, que Disney não se preocupava em fazer filmes para as crianças (já falei um pouco a respeito disso no blog). Creio ser o caso de Valente. Claro que Walt Disney já se foi, mas parece que sua influência cultural ainda é muito forte em algumas das produções que levam a assinatura de seus estúdios. Valente parece mesmo não ser um desenho para as crianças.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Mark Andrews, Brenda Chapman
Elenco: Kelly Macdonald, Emma Thompson, Kevin McKidd, Billy Connolly, Robbie Coltrane, Julie Walters, John Ratzenberger, Craig Ferguson
Produção: Katherine Sarafian
Roteiro: Brenda Chapman, Irene Mecchi
Trilha Sonora: Patrick Doyle
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Estúdio: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Era do Gelo 4 derruba Homem-Aranha do topo das bilheterias americanas

Mesmo sem contar com a direção de Carlos Saldanha, A Era do Gelo 4 estreou em primeiríssimo lugar nas bilheterias dos EUA, de acordo com a prévia de hoje do Box Office Mojo.

O longa que conta como o guloso esquilo Scrat provoca a separação dos continentes arrecadou US$ 46 milhões em seu primeiro fim de semana e desbancou O Espetacular Homem-Aranha.

Em seus filmes anteriores, a saga de Mandy e seus amigos acabou não indo tão bem nos EUA, mas arrecadou muito em bilheterias mundiais. Por isso, é de se estranhar que ela tenha entrado direto no topo.

Sendo jogado para a segunda colocação, o longa estrelado por Andrew Garfield, sofreu uma queda de 46% em sua segunda semana em cartaz e estima-se que tenha faturado US$ 35 milhões entre sexta-feira e domingo.

Já com o terceiro lugar ficou Ted, do mesmo criador do seriado de animação Uma Família da Pesada (ou Family Guy no original), com US$ 22,1 milhões. Estrelado por Mark Wahlberg, o filme tem um roteiro um tanto inusitado: um homem tem que escolher entre o amor de sua nova namorada e sua antiga amizade com seu ursinho de pelúcia que ganhou vida. Você não leu errado, o tal peludinho anda, fala e fuma maconha.

A animação Valente, que já arrecadou um total de US$ 195 milhões apenas no mercado norte-americano, fez agora US$ 10,6 milhões: uma diminuição de 45,5% em relação ao seu último faturamento. De qualquer modo, acabou sendo muito mais rentável do que se podia prever e se tornou a quinta maior abertura da Disney.

E, por fim, vem Magic Mike em quinto lugar com US$ 9 milhões. A divertida história fala sobre Mike Martingano, um stripper de 19 anos que está passando sua experiência nos palcos para um amigo novato. O filme explora o mundo dos dançarinos eróticos e é baseado na vida do ator Channing Tatum.

Confira abaixo o TOP 10 das bilheterias mais rentáveis dos EUA:
1. A Era do Gelo 4 - US$ 46 milhões
2. O Espetacular Homem-Aranha - US$ 35 milhões
3. Ted - US$ 22,1 milhões
4. Valente - US$ 10,6 milhões
5. Magic Mike - US$ 9 milhões
6. Savages - US$ 8,7 milhões
7. Tyler Perry's Madea's Witness Protection - US$ 5,6 milhões
8. Katy Perry: Part of Me - US$ 3,7 milhões
9. Moonrise Kingdom - US$ 3,6 milhões
10. Madagascar 3: Os Procurados - US$ 3,5 milhões

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Espelho, espelho meu

Percebi algumas pessoas incomodadas com Espelho, espelho meu. De início, também fiquei com uma pulga atrás da orelha. Imaginei que o filme seria muito melado, ou que seguiria o mesmo molde do inúmeros filmes que tentaram imitar Branca de Neve. Mas confesso que tive uma grata surpresa. Não, o filme não é fantástico. Está longe disso. Mas cumpre muito bem o seu papel e garante boas doses de entretenimento para todos os públicos.

É uma desconstrução muito divertida do clássico Branca de Neve, e como desconstrução, a não ser pelos elementos básicos (o príncipe, a rainha/bruxa malvada, a princesa mocinha, os anões - bem diferentes, diga-se de passagem, o espelho), todo o resto é diferente. A história é explicada do ponto de vista da rainha malvada. Só isso já dá uma narrativa completamente diferente ao filme. E a história não se prende a detalhes. É curta e grossa. Independente de ser o que o espectado quer ver ou não.

Toda a fantasia do roteiro original foi deixada de lado. Em Espelho, espelho meu, a realidade é muito mais crua, e até cruel. O roteiro tenta forçar algumas passagens mais engraçadas. Tem sucesso em algumas delas, em outras nem tanto. Mas nada que faça o filme perder totalmente o seu contexto. A parte visual do filme é bem diferente, com cores fortes e sobressaltadas, sempre com a intenção de dar destaque a certos detalhes da cena. Algumas cenas foram feitas para o mercado 3D. O momento em que a rainha entra no espelho, com certeza é um deles.

Julia Roberts e Lily Collins tomam conta da trama. Uma como rainha má, e outra como a princesa do bem. Não dão muito espaço aos demais personagens. Mas também não acho que isso seja um problema. Cada uma, ao seu estilo, tenta valorizar um pouquinho mais o filme. Julia Roberts parece bem solta em seu papel, se divertindo bastante, a invés de super valorizar seu personagem.

O filme conta que era uma vez uma bela princesa chamada Branca de Neve (Lily Collins). Tudo ia bem até sua madrasta, a Rainha Má (Julia Roberts), assumir o controle do Reino Encantado. A Rainha Má precisa casar com o rico Príncipe (Armie Hammer) para salvar seu reino que está indo à falência. Mas o Príncipe está apaixonado por Branca de Neve e, para conquistá-lo, a Rainha expulsa Branca de Neve para a floresta, onde ela terá a ajuda de divertidos anões para lutar e reconquistar seu trono, além de recuperar o amor de sua vida.


Entendo que algumas mudanças podem ser encaradas como negativas, mas é muito divertido observar uma reformulação da história como nesse caso. A história perde seu encanto como conto de fadas, mais voltada ao público infantil, no entanto recebe uma energia nova, e tenta alcançar um público mais maduro. Embora use elementos e nomes conhecidos, como Branca de Neve e os próprios 7 anões, o filme conta uma nova história, ou recicla a antiga. Não se trata de uma produção impecável, mas é uma filme que garante bom entretenimento. Atuações leves e desapegadas. Efeitos visuais bastante interessantes. E, por fim, uma história que não se prende ao clássico. Boa pedida para a sessão de vídeo em família. A única sugestão talvez seja a de assistir ao filme sem a exigência de compará-lo ao clássico do desenho Disney. É uma tarefa difícil, mas com certeza permitirá que você enxergue mais diversão ao invés de criticar as diferenças.
FICHA TÉCNICA

Diretor: Tarsem Singh
Elenco: Julia Roberts, Lily Collins, Armie Hammer, Sean Bean, Nathan Lane, Mare Winningham, Michael Lerner, Robert Emms, Martin Klebba
Produção: Bernie Goldmann, Ryan Kavanaugh, Brett Ratner
Roteiro: Melissa Wallack, Jason Keller
Fotografia: Brendan Galvin
Trilha Sonora: Alan Menken
Duração: 106 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Relativity Media / Rat Entertainment / Citizen Snow Film Productions
Classificação: Livre

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Netflix completa 9 meses com dificuldades no Brasil


Há quase nove meses, a norte-americana Netflix passou a disponibilizar no Brasil seus serviços de streaming. O que parecia natural nos Estados Unidos e no Canadá se tornou um desafio na América Latina por diversos fatores culturais e estruturais, entre eles a baixa qualidade de conexão com a internet, pouco uso de cartões de crédito e o fato de o brasileiro ainda não ter adquirido como hábito pagar para obter conteúdo na web.


A Netflix está presente hoje em 47 países e soma mais de 26 milhões de clientes. Seu faturamento trimestral é de cerca de US$ 900 milhões. No Brasil, os serviços começaram a ser disponibilizados em julho de 2011, mas a empresa ainda encontra dificuldades de penetração e considera o mercado da América Latina muito peculiar.

“Passamos um longo período escutando os consumidores e adaptando a Netflix para atender aos pedidos deles da melhor forma possível. Serviços de streaming são novos no Brasil e, por isso, ainda vai levar um tempo até que consigamos convencer as pessoas de como eles são fáceis e seguros de usar”, explica Joris Evers, Diretor de Comunicação Corporativa Global da Netflix.

Mudança de comportamento

Um dos principais obstáculos, no entanto, tende a desaparecer com o tempo. Apesar do público brasileiro ainda não estar habituado a pagar por material vindo da internet, a popularidade dos tablets, smartphones e Smart TVs deve, aos poucos, mostrar ao consumidor que vale a pena investir em conteúdo digital.

“Não existe ainda uma predisposição cultural do brasileiro a pagar por este tipo de serviço, mas isso varia muito de mídia para mídia. O brasileiro que usa tablet está mais disposto a pagar pela propriedade intelectual do que o que usa a internet aberta por uma questão de educação prévia”, comenta Fernando de La Riva, especialista em negócios digitais.

A barreira tecnológica é outro problema enfrentado pela Netflix no Brasil. O país conta com uma internet de baixa qualidade, o que impede uma melhor colocação da companhia no mercado nacional. De acordo com um levantamento do Ibope, 45% das pessoas acessam a internet com velocidades entre 512 Kbs e 2 Mbits. Apenas 10% dos usuários ativos se conectam acima de 8 Mb, enquanto 4% ainda têm conexões de até 128 Kb.

Barreira tecnológica

Em áreas onde a banda larga é pobre ou inexistente, além da pirataria, o serviço de locação de DVD é o campeão. Ao contrário de concorrentes online como a Netmovies e Blockbuster, a Netflix oferece apenas o serviço de streaming e não trabalha com a entrega e coleta de DVDs físicos nas residências dos consumidores.

“Para o mercado atual, um player que trabalhe com distribuição de conteúdo desse tipo teria ainda que ser capaz de fazer entrega de logística física e ir transicionando para um modelo mais definitivo de entrega de conteúdo em rede”, acredita de La Riva.

Outro ponto no qual esbarra a Netflix é a pouca utilização dos cartões de crédito e o fato de muitos bancos ainda considerarem transações de e-commerce como passíveis de fraude. Para tentar contornar a situação, a empresa vem estudando novas formas de pagamento para atender o consumidor brasileiro.

“Estamos considerando novas opções de pagamento, já que descobrimos que nem todos os assinantes no Brasil preferem efetuar a compra no cartão de crédito”, afirma o executivo da Netflix.

Adaptação ao mercado nacional

A própria Netflix considera que algumas estratégias de adaptação ao público não foram bem-sucedidas. Uma delas foi a adequação do conteúdo. Inicialmente, os filmes e séries do catálogo eram oferecidos em versão dublada. A iniciativa não foi bem aceita. Depois de consultar os usuários do serviço, a companhia percebeu que as versões com áudio original são as preferidas e, hoje, quase 100% do conteúdo, com exceção do infantil, é legendado.

“O Brasil tem um mercado bem diferente dos Estados Unidos e aprendemos cada dia mais. Como estamos crescendo no país, procuramos promover a adaptação do conteúdo para satisfazer o gosto dos brasileiros”, ressalta Evers.

Se por um lado as barreiras culturais e de infraestrutura emperram o avanço dos serviços de streaming no Brasil, por outro, o que se observa é um início de mudança na forma de pensar da população, que passa a aceitar com maior facilidade a obtenção de produtos intangíveis. Especialistas atribuem o fato à própria tecnologia, que trouxe para o Brasil os iPhones, iPads e smartphones com sistema operacional Android.

“A App Store e os equipamentos Android, que disponibilizam aplicativos e jogos, vêm ajudando a mudar essa consciência. Tudo isso tende a tornar o brasileiro mais predisposto a pagar. É uma mudança também madura da indústria, que para de ficar em uma posição de questionar o velho modelo e passa a abraçar a mudança”, diz o especialista em negócios digitais.

Continuar investindo no Brasil é um dos principais planos da Netflix, que considera o país, ao lado do México, como um mercado importante. Para os próximos meses, o objetivo é continuar adicionando conteúdo, incluindo filmes recentes, como o último vencedor do Oscar de Melhor Filme, O Artista.

A empresa também disponibiliza mais filmes locais no catálogo, além de documentários, comédias stand-up e programas clássicos esportivos. No início de 2012, por exemplo, foi incluída a seção Só para Crianças, dedicada a menores de 12 anos com programas da Disney e Nickelodeon.

Em 16/05/2012, no link http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/netflix-completa-9-meses-com-dificuldades-no-brasil?page=1&slug_name=netflix-completa-9-meses-com-dificuldades-no-brasil

terça-feira, 15 de maio de 2012

Fracasso de John Carter derruba presidente da Disney

O presidente dos estúdios Disney, Rich Ross, pediu demissão nessa sexta-feira (20/4). O motivo seria o enorme fracasso de bilheteria da ficção científica John Carter. O executivo estava há 15 anos na Disney.

John Carter- Entre Dois Mundos deixou as contas da Disney no vermelho após causar um prejuizo de US 200 milhões - as perdas já devem ser sentidas neste terceiro trimestre. Apesar dos números negativos, no Brasil John Carter tem feito certo sucesso. O longa conseguiu se manter no topo das arrecadações por duas semana.

"Durante os últimos 15 anos, tive a oportunidade de trabalhar com pessoas incrivelmente talentosas para a marca mais amada do mundo", disse no comunicado oficial.

"No entanto, as melhores pessoas devem estar nos postos adequados, nos postos que as apaixonam, fazendo um trabalho que se beneficia de toda a gama de suas capacidades", acrescentou Ross.

"Já não considero que o cargo de presidente seja o mais adequado para mim profissionalmente. Por essa razão, tomei a difícil decisão de pedir demissão do cargo de presidente do The Walt Disney Studios, a partir de hoje".

Bob Iger, chefão da Walt Disney Co., falou sobre Ross: "Por mais de uma década, os instintos criativos de Rich Ross, sua perspicácia para os negócios e sua integridade pessoal renderam negócios importantes para a Disney".

"Sua visão e liderança abriram as portas da Disney em todo o mundo, fazendo da nossa marca parte da vida cotidiana para milhões de pessoas".

"Agradeço-lhe por suas diversas contribuições ao longo de toda a sua carreira na Disney e espero que tenha grande êxito em tudo o que escolher fazer", concluiu.

Baseado no romance A Princess of Mars, do escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs, John Carter: Entre Dois Mundos foi lançado no 100º aniversário do personagem, que se vê em meio a uma Guerra Civil em Marte, planeta habitado por seres de cor verde e criaturas gigantescas.

O longa é dirigido por Andrew Stanton (Wall-E) e estrelado por Taylor Kitsch (X-Men Origens: Wolverine), Lynn Collins (O Mercador de Veneza), Samantha Morton (Minority Report – A Nova Lei) e William Dafoe (Homem-Aranha).

terça-feira, 27 de março de 2012

John Carter gera prejuízo milionário aos estúdios Disney



Os estúdios Disney esperavam emplacar um novo sucesso em 2012, John Carter- Entre Dois Mundos parecia ter tudo para isso. Um filme com temática espacial, grandes efeitos especiais e com um investimento altíssimo, cerca de US$250 milhões.

Só que ao invés do esperado sucesso, o estúdio vai ter de amargar um de seus maiores fracassos. Nos Estados Unidos a arrecadação não chegou nem a metade do que era esperado, somando até este fim de semana apenas US$54 milhões.

O prejuízo só não foi maior pois no mundo o filme se saiu um pouco melhor, mesmo assim muito abaixo das expectativas iniciais: US$126 milhões. No total o longa conseguiu US$ 180 milhões em bilheteria, amargando um prejuízo de 70 milhões, número que deve deixar as contas da Disney, desse primeiro trimestre de 2012, no vermelho.

Apesar dos números negativos, no Brasil John Carter tem feito certo sucesso. O longa conseguiu se manter no topo das arrecadações por duas semana consecutivas, vale lembrar que o filme possuí muitas sessões em 3D, o que torna o ingresso mais caro e ajuda para aumentar essa arrecadação.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Marte precisa de mães



Essa produção ficou entre as que arrecadaram menos em 2011. Só isso já seria suficiente para espantar muita gente. Se você não é desses que se leva por críticas negativas, parabéns! No entanto, como uma animação Disney, é importante destacar que o que mais o filme tem é a falta de elementos que lembrem uma animação Disney.

Os filmes Disney costumam ter marcas que determinam sua qualidade, mas ao abdicar desses "clichês", Marte precisa de mães assume um patamar diferente e, arrisco dizer, de inferior qualidade. Principalmente se comparado a outras produções do mesmo estúdio.

Exceto pela mensagem da história, que cita o valor da família, o filme é bastante comum. A tecnologia, que utiliza atores verdadeiros e que digitaliza suas atuações, lembra um pouco a de O Expresso Polar, mas não consegue alcançar a mesma beleza e naturalidade.

Aqui, tudo é em menor proporção. Os personagens não têm tanto apelo, a qualidade gráfica não é tão colorida ou requintada, o áudio do filme tem algumas passagens esquisitas, a finalização da trama é previsível e sem graça, tornando o filme como um emaranhado de elementos fracos. Todos juntos e usados ao mesmo tempo.

No filme, o jovem Milo reclama e briga constantemente com sua mãe por achar que ela é excessivamente severa. Mas, após marcianos visitaram o planeta Terra para raptá-la, o garoto passa a dar muito mais valor à mãe, embarcando em uma viagem até Marte para tentar trazê-la de volta.

Poderia citar o apelo ao público infantil, mas a produção não é o tipo de filme que agrada em cheio os miúdos. Pra quem curte uma animação que tenta aproximar os movimentos e as características dos personagens aos da realidade, pode ser um prato cheio. No entanto, perto de tantos desenhos de qualidade que recheiam o mercado, Marte precisa de mães não enche os olhos. É uma animação comum, com uma história interessante e mensagem de peso, mas que parece ter sido mal explorada, ou feita às pressas, o que interferiu no resultado final. Vale a matinê, porém é fácil entender a razão de ter sido um dos filmes de menor bilheteria do ano.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Simon Wells
Elenco: Dublado originalmente por: Joan Cusack, Seth Green, Dan Fogler, Elisabeth Harnois, Mindy Sterling, Ryan Ochoa, Julene Renee
Produção: Jack Rapke, Steve Starkey, Robert Zemeckis
Roteiro: Simon Wells, Wendy Wells, baseado na obra de Berkeley Breathed
Fotografia: Robert Presley
Trilha Sonora: John Powell
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Estúdio: ImageMovers / Walt Disney

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Enlouquecendo meu guarda costas



Típico filme com cara de férias, para animar a criançada. Mas não é só isso. É uma comédia deliciosa, daquelas que não se faz mais. Apesar de ser dirigida ao público infantil, é aquele filme que agrada todos os públicos. Possui todos os elementos necessários para se fazer uma boa comédia, mesmo que hoje seja uma produção com a cara da Sessão da Tarde.

É um filme Disney, com padrão e qualidade de foto e direção Disney. Isso quer dizer qualidade, cuidado com a produção, um filme muito bonito, com um roteiro inteligente e bem aproveitado, e um elenco, que se destaca pela simpatia e apelo dos seus personagens.

A história pode até ser previsível, com alguns momentos mais lentos, mas ainda assim tem uma boa sacada da situação. É engraçada na medida certa, com destaque para o papel de Sinbad, que é fora de série. Pena não ter feito outros filmes, e hoje só aparece (excepcionalmente) em algumas séries de TV.

No filme, Agente deixa seus superiores furiosos com sua irreverência e métodos fora dos padrões, quase como um castigo, é designado para guarda-costas do filho do presidente dos EUA. Um menino solitário e superprotegido que também não é flor que se cheire. Vive conversando pela internet e sua grande amiga é uma cobra de verdade. Percebendo que o menino precisa de uma vida como a de outros garotos de sua idade, resolve ajuda-lo, mas arruma muita confusão.

Excelente pedida para um filme de final de semana. É uma comédia bastante engraçada, que tem tudo para agradar os pequenos e os grandões. História inteligente, boa qualidade de foto, elenco que convence e trabalha muito bem junto. Personagens com apelo, e um resultado final que agrada. Se você nunca assistiu, está perdendo, se já assistiu, vale o repeteco.

Ficha Técnica

Título Original: First Kid
Gênero:Comédia
Direção:David Mickey Evans
Roteiro:Tim Kelleher
Produtores:Riley Kathryn Ellis, Roger Birnbaum, Tim Kelleher
Elenco:Robert Guillaume (Wilkes), Bill Cobbs (Speet), Michael Krawic (James), Zachery Ty Bryan (Rob), Erin Williby (Katie Warren), Fawn Reed (Susan Lawrence), Blake Boyd (Dash), Lisa Eichhorn (Linda Davenport), Art LaFleur (Morton), James Naughton (Presidente Davenport), Timothy Busfield (Woods), Brock Pierce (Luke Davenport), Sinbad (Sam Simms), Jemar Jefferson (Andre)
País de Origem: Estados Unidos da América
Estreia Mundial: 30 de Agosto de 1996
Duração: 101 minutos

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Bolt



Mais uma animação deliciosa. Diversão na medida certa e entretenimento garantido para toda a família. História atraente, qualidade gráfica excepcional (muito além de muitas outras animações), talvez até pela preocupação em distribuir o filme em 3D, e personagens extremamente atraentes.

A combinação desses elementos resulta em um filme de alta qualidade. O roteiro é muito inteligente, com uma mensagem de fundo que não apela para o sentimentalismo exagerado. A trama tem de tudo, e não pode ser chamada de previsível em nenhum momento. Talvez a variação da narrativa em alguns momentos (principalmente após a metade, quando o filme vem em uma velocidade e diminui para preparar para o fim) pode ser considerado um pouco cansativo, mas isso acontece em apenas algumas passagens, e não estraga o resultado final.

Destaque mesmo para o trio de personagens. Não só o cachorro e a gata são super divertidos, mas quando a eles se junta o ratinho Rhino, a risada é garantida. Nesse ponto, tanto a versão legendada quanto a dublada se equivalem.

No filme, Bolt é um pastor alemão que sempre viveu dentro de um programa de TV, onde acredita ter super-poderes. Quando, por acidente, ele é separado do programa, acaba se envolvendo em uma trama onde percebe não ter super poderes, mas nem por isso deixa de ser um herói.

O filme tem tudo para agradar a todos os espectadores, mas é um estilo de animação mais voltado ao público infantil. Mas isso não tira nada da qualidade do filme. Especial pelo esmero na sua qualidade gráfica, pela história, e pelos personagens divertidíssimos. Uma bela animação que cumpre muito bem o prometido. Diversão e entretenimento na medida certa.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Byron Howard, Chris Williams
Elenco: Vozes na versão original: Miley Cyrus, John Travolta, Nick Swardson, Malcolm McDowell.
Produção: Clark Spencer
Roteiro: Chris Sanders
Fotografia: - animação -
Trilha Sonora: John Powell
Duração: 99 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Animação
Distribuidora: Disney
Estúdio: Walt Disney Pictures
Classificação: Livre

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Pixar tornou Steve Jobs o maior acionista da Disney



O premiado estúdio de animação Pixar, que foi comprado da Lucasfilm e rebatizado – chamava-se Graphics Group – por Steve Jobs, em 1986, por US$ 10 milhões, acabaria transformando o cofundador da Apple no maior acionista individual da Disney. Isso porque, em 2006, após diversos atritos surgidos nas parcerias entre as duas companhias, a Disney pagou US$ 7,4 bilhões pela Pixar, parte do montante em ações ao empresário, que morreu ontem, vítima de câncer.

Após o anúncio da morte de Jobs, colegas da Pixar que lideram a empresa desde o tempo de sua fundação emitiram um comunicado, lamentando o fato. "Steve Jobs foi um visionário extraordinário, um amigo querido e uma luz guia para a família Pixar", diz um texto assinado por John Lasseter (atual chefe da parte de animação da Disney Pixar) e Ed Catmull (um dos diretores da empresa). "Ele enxergou o potencial do que poderia ser a Pixar antes de nós, e a levou além de onde qualquer um teria imaginado".

Antes de Jobs, a empresa era focada na produção e venda de equipamentos de informática (ou hardwares). Após a chegada do executivo, a Pixar revolucionou a computação gráfica e passou a colecionar diversos prêmios Oscar com animações como "Carros" (2006), "Toy Story" (1995) e "Procurando Nemo" (2003).

O CEO da Disney também lamentou a morte de Jobs, que era membro do conselho da tradicional gigante dos desenhos animados. “Steve Jobs era um grande amigo e um conselheiro confiável”, disse Bob Iger. “Seu legado se estenderá muito além dos produtos que ele criou ou dos negócios que construiu. (...) Steve era dono de imensa originalidade, criatividade sem limites e de uma mente imaginativa que definiu uma era”, disse.

Ao vender a Pixar, Jobs disse que a Disney era a única empresa que tinha “animação em seu DNA”. Desde então, o estúdio lançou bem sucedidas sequências de "Carros" e "Toy Story", além de novos títulos premiados como "Up - Altas Aventuras" (2009), vencedor do Oscar de melhor animação e melhor trilha sonora em 2010.