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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Detona Ralph

265693Ah, as animações. De longe, o que vem sendo produzido de melhor pelo cinema. E o caso não é diferente em Detona Ralph. A Disney acerta mais uma vez, une cinema e vídeo games, e o resultado final é fora de série.

Detona Ralph é capaz de agradar a criançada e os adultos. Muito do que aparece na história é capaz de aplacar o saudosismo de muitos que curtiram as fases mais antigas dos fliperamas ou vídeo games. Mais do que isso, reúne personagens que até então faziam parte apenas do universo digital dos games e lhes dá uma personalidade quase real, como se cada personagem tivesse uma vida fora dos jogos.

A parte áudio visual vai além. A seleção musical combina bem com as passagens e a qualidade gráfica do filme é surpreendente. Tudo muito colorido, capaz de atrair e encantar as vistas de seu espectador. Parece existir um cuidado muito especial com isso, de uma maneira geral, em todas as animações, mas em uma produção Disney isso parece ser mais exaltado.

A seleção de personagens é deliciosa. Todos eles agregam bom valor à trama, e mesmo aqueles que estão só de passagem conseguem dar um extra ao filme. O resultado é fantástico, e os ditos extras do filme acabam valendo muito da atenção de quem assiste, a ponto de a todo instante haver uma competição para ver quem é que identifica mais personagens dos games.

A história, como todo filme Disney, também tem toda sua moral como pano de fundo, que dá valor à amizade, e também à importância de cada pessoa, mesmo ela sendo vilã.

No filme, Ralph (voz de John C. Reilly) é um ex-vilão de videogames 8-Bit que quer mostrar ao mundo que pode ser um herói, assim como o mocinho Fix-It Felix (Jack McBrayer). Quando surge um moderno jogo de tiro que mostra a perspectiva do protagonista, o durão Sargento Calhoun (Jane Lynch), Ralph encara o jogo como sua grande chance. Ele invade o jogo com um plano simples - ganhar uma medalha -, mas não demora a arruinar tudo, libertando sem querer um inimigo mortal que põe em risco todos os jogos do fliperama. Agora, a única esperança de Ralph é Vanellope von Schweetz (Sarah Silverman), jovem e encrenqueira “pane” de um jogo de corrida de carros com cobertura de bala, que pode acabar sendo quem ensinará a ele o verdadeiro significado de ser o mocinho.

Uma produção deliciosa. Agradável do começo ao fim. Que não gasta tempo com detalhes desnecessários e no fim, ainda deixa um gostinho de quero mais em seu espectador. A seleção de personagens faz toda a diferença, e transforma o filme em algo que vai além do fato de apenas assistir ao filme. Você vai querer identificar os games, as datas, as passagens. Enfim, diversão para todo tipo de gamemaníaco. A parte musical é deliciosa, com seleção dos games, e a parte visual, toda colorida e chamativa, torna o filme ainda mais atraente. Enfim, corra para um cinema, e não perca essa deliciosa produção. É diversão certa para toda a família.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Rich Moore
Elenco: John C. Reilly, Jane Lynch, Sarah Silverman, Stefanie Scott, Jack McBrayer, Jamie Elman, Gerald C. Rivers, Brandon T. Jackson, Jack Angel, George Kotsiopoulos
Produção: Clark Spencer
Roteiro: Jennifer Lee, Phil Johnston
Trilha Sonora: Henry Jackman
Duração: 107 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Estúdio: Walt Disney Animation Studios
Classificação: Livre

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O Ditador

Achar que o humor de Sacha Baron Cohen é ousado ou ofensivo vai do repertório de cada espectador. Imaginar que seu "protesto" em forma de filme serve para algum propósito político é, no mínimo, valorizar demais a força de sua atuação. Ao mesmo tempo, se ofender com as tiradas nem sempre politicamente corretas de Sacha é bancar o inocente, em uma época que o humor abandonou o lado engraçadinho para atingir o espectador de uma maneira mais racional. Nem sempre o humor tem apenas a intenção de fazer seu espectador rir, mas também refletir a respeito do que acontece no seu entorno. É o que acontece com os filmes de Sacha, em seu jeito peculiar de criticar o mundo, e a partir disso, colecionar fãs ou alguns não tão fãs assim.

No caso de O Ditador, creio haver uma diferença com suas outras produções. Em Borat, ou mesmo Bruño, Sacha tenta aplicar uma cara de documentário às suas produções. Agora a trama segue de maneira diferente, com um enredo e uma história como coluna para sua produção.

O filme capricha na fotografia, e consegue criar uma atmosfera bastante curiosa a respeito da sua história. Com pitadas de realidade aqui e acolá, O Ditador critica abertamente os EUA e sua política internacional. Seu jeito de lidar com as minorias, imigrantes ilegais, trabalho escravo, e como o governo observa e age com cada caso envolvendo estrangeiros. Não deixa de ser um ponto de vista, mas se é o mais correto, ou o mais incorreto, cabe a cada um dos espectadores julgar. O filme é capaz de provocar algumas boas risadas e também alguns bons momentos de reflexão.

O filme conta sobre um ditador árabe (Sacha Baron Cohen) que tenta fazer de tudo para que a democracia não chegue ao seu país. Durante uma reunião da ONU, nos Estados Unidos, ele conhece um sósia e acaba se apaixonando pela dona de uma loja de alimentos, a partir daí, seu governo é colocado em uma situação de risco. Perdendo a cadeira de governante para seu sósia, talvez apenas a democracia, tão odiada e evitada anteriormente, possa ajudá-lo a recuperar seu governo, e também o seu amor.

Não se trata de uma comédia para todos os públicos. Pensar no jeito peculiar com que muitas situações são apresentadas, pode parecer ofensivo em vários momentos. Isso também não transforma o filme em um lixo total. O espectador precisa saber escolher o que vai assistir, e se optar por uma produção desse tipo, preparar seu coração e espírito para a visão crítica de seus produtores, diretores e porque não, até de seu elenco. O Ditador consegue ser mais agradável que os filmes anteriores de Sacha, mas a todo instante rola uma pitadinha de crítica politicamente incorreta. Humor? Talvez. O filme consegue arrancar algumas risadas, mas nem sempre tem apenas a intenção de fazer rir. Uma pedida interessante para quem curte uma comédia mais ácida, ou para quem gosta do estilo de filme feito por Sacha. No geral, embora não seja um filme para toda a família, é menos pesado e mais "atraente" que outras tantas produções que também tentam ser críticas e engraçadinhas.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Larry Charles
Elenco: Megan Fox, Sacha Baron Cohen, Anna Faris, John C. Reilly, Ben Kingsley, B. J. Novak, Kevin Corrigan, J.B. Smoove, Jim Piddock, Aasif Mandvi, Danielle Burgio, Ross Ryman, Fred Melamed, Niyi Oni, Adeel Akhtar, Jeff Grossman, Chris Gethard, Rock Kohli, Pean T. Krishnan, Peter Conboy, Moe Hindi, Joanna Moskwa, Natasha Ononogbo, Tracey Ruggiero, Andrew Rogers, Tony Joe, Loukas Papas, Eliyas Qureshi, Daniel Burress, Mohamed Alshami, Jasmine Hope Bloch, Anton Obeid, Larry Gevirtz, Jenny L. Saldaña, Mahmoud Atry, Carmel Amit, Glenn Andreiev, Ari Barkan, Akim Black, Ivan Cardona, Sheena Colette, Tara Copeland, Barbara Ann Davison, Kevin Dedes, Stephen Dexter, Amanda Dutton, Marshall Factora, Aja Frary, Shawn Gonzalez, Sean Grady, Michael C Hoaglin, Peter Iasillo Jr., Sam Ibram, Ebrahim Jaffer, Sondra James, Alex Kruz, Arash Mokhtar, Dushawn Moses, Michelle Nagell, Kelsey O'Brien, Melina Paez, Catherine Pierce, Dennis Rees Sardor Sodikov, Naeem Uzimann, Steven Weisz
Produção: Sacha Baron Cohen, Alec Berg, David Mandel, Scott Rudin, Jeff Schaffer
Roteiro: Sacha Baron Cohen, Alec Berg, David Mandel, Jeff Schaffer
Fotografia: Lawrence Sher
Trilha Sonora: Erran Baron Cohen
Duração: 94 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Four by Two / Kanzaman
Classificação: 14 anos 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Os Acompanhantes

Fique atento! O título desta produção pode lhe enganar, ou lhe oferecer uma proposta de filme que não está lá. Não se trata de mais um filme que se segura na história de gigolôs e suas peripécias com suas clientes. Ou talvez seja. Esse é o ponto primordial deste agradável filme, não existe nada exlícito, a não ser a relação de amizade entre seus protagonistas. A partir daí, o que se segue, ou não, fica por conta da imaginação de cada espectador.

Pra ser bem sincero, e estragando um pouco da surpresa, não vejo a história por esse lado, e percebo que essa também não foi a intenção dos produtores. A trama até se apóia em alguns fetiches leves, mas nada de exageros, nada sexual agressivo, ou como naqueles filmes que precisam se pendurar no escatológico pra fazer graça.

O filme tem atmosfera de peça de teatro. A relação entre seus personagens é o que realmente importa e, com isso, rende bem com diálogos inteligentes e um humor diferenciado, que provoca risos por sua perspicácia, e não pelo apelo grotesco.

Basicamente, é uma história que se prende à relação entre Kevin Kline e Paul Dano, com a rica participação de John C. Reilly e, até, Katie Holmes (esta, que me perdoem os fãs, mas extremamente fraca). Por mais leve que possa parecer, o filme é bastante agradável, e prende a atenção de seu espectador. Vantagem proposta por grandes atuações.

O filme conta que depois de um embaraçoso incidente, o jovem Louis Ives (Paul Dano) é obrigado a deixar seu emprego e vai para Nova York, onde aluga um quarto no mesmo apartamento que vive Henry Harrison (Kevin Kline), um dramaturgo sem dinheiro e descontroladamente excêntrico. Louis logo consegue um novo emprego em uma revista ambiental, onde trabalha a naturalista obsessiva Mary (Katie Holmes). Ao conviver com seu vizinho Henry, Louis desperta sua imaginação e eles começam a desenvolver uma relação mentor-aprendiz, quando começam a trabalhar como acompanhantes das belas e ricas viúvas de Upper East Side.

Trata-se de uma produção leve, tranquila, sem apelações ou excessos, que valoriza as boas atuações de seus protagonistas, investindo em diálogos ricos e bem humorados. É, na verdade, um filme que trata as relações humanas, sem se apegar ao sentido que estaria na palavra "acompanhantes". Uma boa pedida para quem procura um filme leve, bem humorado, sem exageros, e ao mesmo tempo bastante humano.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Shari Springer Berman, Robert Pulcini
Elenco: John C. Reilly, Katie Holmes, Paul Dano, Kevin Kline, Cathy Moriarty, Alicia Goranson, Patti D'Arbanville, Celia Weston, Marian Seldes, Jason Butler Harner, Alex Burns, Justis Bolding, Rafael Sardina, David Boston.
Produção: Anthony Bregman, Stephanie Davis
Roteiro: Robert Pulcini, Jonathan Ames
Fotografia: Terry Stacey
Duração: 108 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Vinny Filmes
Estúdio: Wild Bunch / Tax Credit Finance / Likely Story / 3 Arts Entertainment
Classificação: 12 anos


sexta-feira, 2 de março de 2012

Ricky Bobby: A Toda Velocidade



O ator Will Ferrell não é o tipo de comediante comum. Seu estilo é espalhafatoso e seu tipode comédia beira o irracional, o absurdo, o gosto duvidoso. Em produções que não exigem que ele seja o centro das atenções, e que sua atuação seja apenas mais um detalhe do todo, isso pode passar despercebido. Em outros que exigem mais esforço da sua atuação, isso pode ser um problema.

Ricky Bobby: A toda velocidade enfrenta esse tipo de problema. O filme é tão estranho, que confunde qual o elemento importante. Sua história, a história de seus personagens, ou a atuação debochada de Ferrell. Esse tipo de confusão provoca uma repulsa natural e o filme se perde em um emaranhado de informações lançadas a esmo na tela, muitas delas sem nenhum sentido, achando que tudo aquilo pode provocar graça.

Talvez seja engraçado para o público americano. Algumas produções são dirigidas a um determinado público alvo, mas para nós brasileiros, o monte de bobagem agrupada em um filme assim, costuma não agradar.

Como é comum nas comédias atuais, o filme abusa dos detalhes escatológicos e, com algum esforço, pode até arrancar um sorriso amarelo do seu espectador, mas a história é tão sem sentido, com diálogos truncados e longos, chega a ser cansativo, e chegar até o fim se transforma em um grande desafio.

John C. Reilly faz dupla com Ferrell. Os dois parecem estar em uma competição para saber qual dos dois é o pior, mas no geral, o empate é o resultado mais justo. Pra fechar, Sacha Baron Cohen, de um jeito diferente daqueles comumente encontrados em seus filmes, mas que também pouco acrescenta em qualidade ao filme.

O filme conta a história de Ricky Bobby (Will Ferrell), um rebelde corredor da NASCAR que trava uma verdadeira batalha de egos com seu novo companheiro de equipe, Jean Girard (Sacha Baron Cohen). Ele se une ao amigo Cal (John C. Reilly) e juntos formam a equipe mais temida do circuito, a Thunder and Lightning.

Uma comédia debochada, bem ao estilo de Will Ferrell. No caso dessa produção, não ficou tão boa e o resultado final não dá aquela liga. É uma comédia comum, com muita falação, alguns momentos mais sujões, que podem agradar algumas pessoas, mas o resultado final é bem fraco. Existem muitas comédias boas (de verdade) à disposição, por isso, a menos que você seja muito fã dos atores, ou um curioso que não liga muito se perder tempo com um filme assim, evite o desgaste e passe longe.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Adam McKay
Elenco: Will Ferrell, Michael Clarke Duncan, Jane Lynch, Amy Adams, Monica Ivey, Elvis Costello, John C. Reilly, Sacha Baron Cohen.
Produção: Judd Apatow, Jimmy Miller
Roteiro: Will Ferrell, Adam McKay
Fotografia: Oliver Wood
Trilha Sonora: Alex Wurman
Duração: 121 min.
Ano: 2006
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Apatow Productions
Classificação: 16 anos

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

9 - A Salvação



Mais uma prova de que as animações estão com tudo, principalmente nos últimos tempos. 9 - A Salvação pode até causar uma sensação de ser uma história previsível, mas independente disso, a mensagem de fundo é válida, e somada aos vários atributos positivos do longa, tem tudo para agradar seu espectador.

Aqui vale um destaque para a associação entre Shane Acker e Tim Burton. O primeiro, por dar vida à animação de 9, após vencer diversos prêmios com um curta de mesmo nome, decidiu estender o filme e, associado à Tim Burton, conseguiu dar uma impressão ainda melhor à sua história pós-apocalíptica.

Fantásticos são os detalhes da animação, o colorido, e a movimentação dos personagens. Os profissionais envolvidos parecem ter conseguido um avanço bastante significativo na produção, o que deixa o filme digno de ser comparado ao de outras grandes e já experientes produtoras.

Os personagens têm o carisma necessário para agradar o espectador, e a história, como dito anteriormente, pode até parecer repetitiva, mas consegue segurar a atenção mesmo quando o filme usa elementos desconfortáveis, como o silêncio total durante vários minutos. O resultado é surpreendente, e o filme supera qualquer ponto negativo com um conjunto muito balanceado.

O filme conta que quando o boneco 9 ganha vida, ele encontra-se em um mundo pós-apocalíptico, no qual os humanos foram dizimados. Por acaso, encontra uma pequena comunidade de outros como ele, que estão escondidos das terríveis máquinas que vagam pela Terra, com a intenção de exterminá-los. Apesar de ser o novato do grupo, 9 convence os demais que ficar escondido não os levará a nada. Eles devem tomar a ofensiva se quiserem sobreviver e, antes disso, precisam descobrir por que as máquinas querem destruí-los.

Uma belíssima produção, com elementos agradáveis e uma história bastante inteligente. Pode parecer estranha pelo tom meio sombrio, comum em todas as produções de Tim Burton, mas acredito que com isso o filme consiga alcançar um novo patamar, e ser ainda mais delicioso. Imperdível para quem gosta de uma trama inteligente, e uma animação repleta de pontos positivos. Um filme para ser assistido e repetido.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Shane Acker
Elenco: Vozes originais: Jennifer Connelly, John C. Reilly, Elijah Wood, Crispin Glover, Christopher Plummer, Martin Landau
Produção: Tim Burton, Timur Bekmambetov, Dana Ginsburg, Jinko Gotoh, Jim Lemley
Roteiro: Shane Acker, Pamela Pettler
Trilha Sonora: Deborah Lurie
Duração: 79 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: PlayArte
Estúdio: Focus Features / Starz Animation
Classificação: 10 anos

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Quase Irmãos



Típico filme com conteúdo humorístico voltado ao público americano. Daqueles que exigem do espectador certa insistência para se chegar ao fim. A dupla Will Ferrell e John C. Reilly já dividiu outros filmes, comédias, igualmente difíceis de emplacar. Até os considero atores bastante razoáveis. Reilly melhor em papéis ou filmes mais sérios e fortes. Ferrell nas suas comédias escrachadas e com o seu jeitão desengonçado. Mas, juntos, parecem não agradar.

A trama até tem uma sacada interessante, mas o filme cai nas velhas piadas, nos antigos trejeitos de pastelão, que antes de divertir acaba cansando seu espectador. Os elementos simplesmente não combinam. Quer seja pela seleção do elenco, que cria automaticamente uma barreira. Quer seja pela história já manjada e cheia de gargalos. Quer seja pela direção, que imagina que tudo é engraçado, ou não liga para a falta de graça do conjunto.

No filme, Brennan Huff (Will Ferrell) é um cara de 39 anos, esporadicamente empregado, que vive com sua mãe Nancy (Mary Steenburgen). Dale Doback (John C. Reilly) é um cara de 40 anos, terminantemente desempregado, que mora com seu pai Robert (Richard Jenkins). Quando Robert e Nancy se casam e vão morar juntos, Brennan e Dale são forçados a viver como meio-irmãos. À medida que o narcisismo e a absoluta preguiça ameaçam separar a "nova" família, estes dois meninos mimados, imaturos e de meia-idade resolvem elaborar um plano insano para reunir seus pais novamente. Para conseguir isso, eles precisam criar um improvável vínculo que talvez, mas só talvez, finalmente os colocará para fora de casa.

A trama pode até parecer interessante, mas depois da primeira impressão o que fica é aquela sensação de perda de tempo, em um filme que pouco acrescenta àqueles que buscam uma comédia que, de fato, faça rir.

Uma produção fraca, que tenta explorar o currículo de seu elenco, mas que esbarra na mesmice, no roteiro fraco, e na sensação que passa de tudo aquilo ter sido visto em outros tantos filmes, só que com muito mais qualidade. Um filme que promete graça, mas que não ultrapassa algumas poucas risadas amarelas, sendo que algumas delas são de desconforto, e não de diversão. Existem muitas boas opções em comédias, mas se você decidir arriscas, encare sem muitas expectativas.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Adam McKay
Elenco: Will Ferrell, John C. Reilly, Mary Steenburgen, Adam Scott, Kathryn Hahn, Andrea Savage.
Produção: Judd Apatow, Jimmy Miller
Roteiro: Adam McKay, Will Ferrell
Fotografia: Oliver Wood
Trilha Sonora: Jon Brion
Duração: 98 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: 14 anos