Atrapalhada, com Ray Romano e Gene Hackman, perceberá que no fundo, esta segunda consegue ser mais engraçada e mais inteligente.
Will Ferrell e Zach Galifianakis são esforçados, e conseguem arrancar algumas boas risadas. No mais, são espalhafatosos e exagerados. Mas esse não é o problema do filme. Seu maior ponto fraco é mesmo seu roteiro. Bagunçada, a história é previsível e com várias piadas prontas, daquelas que você já viu em muitos outros filmes.
Não se trata de uma produção que invista em seus elementos técnicos, mas ainda assim, tem uma fotografia bem acima da média. Cores e luzes funcionam bem. Mas esse não é o foco da produção. Na verdade, o filme buscou uma maneira de apresentar o lado sórdido nos bastidores de uma eleição, mas isso já foi feito, e o resultado final, não é tão brilhante quanto o imaginado.
O filme conta que, quando o experiente congressista Cam Brady (Will Ferrell) comete uma grande gafe pública antes de um período eleitoral, dois riquíssimos CEOs planejam colocar um candidato rival para ganhar influência no distrito da Carolina do Norte, onde a disputa vai ocorrer. O homem escolhido é o inocente Marty Huggins (Zach Galifianakis), diretor do Centro de Turismo local. De primeira, Marty parece ser a escolha mais improvável, mas, com o apoio de seus novos benfeitores, de um gerente de campanha arrojado e das ligações políticas de sua família, ele logo se torna um candidato com quem o carismático Cam precisa se preocupar.
Uma comédia interessante, mas ainda assim, abaixo da média. Consegue oferecer algumas boas piadas, mas no geral, sua história é previsível e fraca. No conjunto, nem as já manjadas atuações de Ferrell e Galifianakis conseguem salvar o filme. Claro que já assisti filmes muito piores, por isso ainda penso que vale o tempo e o investimento. Mas no conjunto geral, parece que a boa ideia perdeu força para o humor forçado que invade as comédias atuais.



