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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Os Candidatos

252562Não sei bem a qual estilo de filme podemos colocar Os Candidatos. Claro, é uma comédia, mas poderia ser uma comédia crítica, ou daquelas que segue um tom diferente do que é comumente apresentado em filmes de eleições e políticos. No fundo, se você assistiu Uma Eleição
Atrapalhada, com Ray Romano e Gene Hackman, perceberá que no fundo, esta segunda consegue ser mais engraçada e mais inteligente.

Will Ferrell e Zach Galifianakis são esforçados, e conseguem arrancar algumas boas risadas. No mais, são espalhafatosos e exagerados. Mas esse não é o problema do filme. Seu maior ponto fraco é mesmo seu roteiro. Bagunçada, a história é previsível e com várias piadas prontas, daquelas que você já viu em muitos outros filmes.

Não se trata de uma produção que invista em seus elementos técnicos, mas ainda assim, tem uma fotografia bem acima da média. Cores e luzes funcionam bem. Mas esse não é o foco da produção. Na verdade, o filme buscou uma maneira de apresentar o lado sórdido nos bastidores de uma eleição, mas isso já foi feito, e o resultado final, não é tão brilhante quanto o imaginado.

O filme conta que, quando o experiente congressista Cam Brady (Will Ferrell) comete uma grande gafe pública antes de um período eleitoral, dois riquíssimos CEOs planejam colocar um candidato rival para ganhar influência no distrito da Carolina do Norte, onde a disputa vai ocorrer. O homem escolhido é o inocente Marty Huggins (Zach Galifianakis), diretor do Centro de Turismo local. De primeira, Marty parece ser a escolha mais improvável, mas, com o apoio de seus novos benfeitores, de um gerente de campanha arrojado e das ligações políticas de sua família, ele logo se torna um candidato com quem o carismático Cam precisa se preocupar.

Uma comédia interessante, mas ainda assim, abaixo da média. Consegue oferecer algumas boas piadas, mas no geral, sua história é previsível e fraca. No conjunto, nem as já manjadas atuações de Ferrell e Galifianakis conseguem salvar o filme. Claro que já assisti filmes muito piores, por isso ainda penso que vale o tempo e o investimento. Mas no conjunto geral, parece que a boa ideia perdeu força para o humor forçado que invade as comédias atuais.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Jay Roach
Elenco: Will Ferrell, Zach Galifianakis, Jason Sudeikis, Dylan McDermott, Brian Cox, John Lithgow, Dan Aykroyd, P. J. Byrne, Katherine LaNasa, Josh Lawson, Amelia Jackson-Gray, Late Lang Johnson, Gary Grubbs, Kevin Beard, Thomas Middleditch, Glen Warner, Taryn Terrell, Michelle Torres, Billy Slaughter, Lance E. Nichols, Kasey Emas, Grant Case, Jordan Sudduth, Sarah Baker, JohnCenatiempo, Terrence Parks, Scott A. Martin, Karen Maruyama, Grant Goodman, Cynthia LeBlanc, Elton LeBlanc, Amber Dawn Landrum, John L. Armijo, Mikki Val, Caitlyn Bosarge, Emily D. Haley, Ramona Tyler, Trey Burvant, Carl J. Walker, Elizabeth Wells Berkes, Randall D. Cunningham, John C. Klein, Madison Wolfe, Kya Haywood, Rowan Joseph, Patrick Weathers, Sara Kenley, Parker Lovein, Millard Darden, Jason Kirkpatrick, Jonathan Ray, John D. Reaves, David Michael Warren, Timothy Hinrichs
Produção: Will Ferrell, Zach Galifianakis, Adam McKay, Jay Roach
Roteiro: Shawn Harwell, Chris Henchy
Fotografia: Jim Denault
Duração: 115 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Everyman Pictures / Gary Sanchez Productions
Classificação: 14 anos

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ricky Bobby: A Toda Velocidade



O ator Will Ferrell não é o tipo de comediante comum. Seu estilo é espalhafatoso e seu tipode comédia beira o irracional, o absurdo, o gosto duvidoso. Em produções que não exigem que ele seja o centro das atenções, e que sua atuação seja apenas mais um detalhe do todo, isso pode passar despercebido. Em outros que exigem mais esforço da sua atuação, isso pode ser um problema.

Ricky Bobby: A toda velocidade enfrenta esse tipo de problema. O filme é tão estranho, que confunde qual o elemento importante. Sua história, a história de seus personagens, ou a atuação debochada de Ferrell. Esse tipo de confusão provoca uma repulsa natural e o filme se perde em um emaranhado de informações lançadas a esmo na tela, muitas delas sem nenhum sentido, achando que tudo aquilo pode provocar graça.

Talvez seja engraçado para o público americano. Algumas produções são dirigidas a um determinado público alvo, mas para nós brasileiros, o monte de bobagem agrupada em um filme assim, costuma não agradar.

Como é comum nas comédias atuais, o filme abusa dos detalhes escatológicos e, com algum esforço, pode até arrancar um sorriso amarelo do seu espectador, mas a história é tão sem sentido, com diálogos truncados e longos, chega a ser cansativo, e chegar até o fim se transforma em um grande desafio.

John C. Reilly faz dupla com Ferrell. Os dois parecem estar em uma competição para saber qual dos dois é o pior, mas no geral, o empate é o resultado mais justo. Pra fechar, Sacha Baron Cohen, de um jeito diferente daqueles comumente encontrados em seus filmes, mas que também pouco acrescenta em qualidade ao filme.

O filme conta a história de Ricky Bobby (Will Ferrell), um rebelde corredor da NASCAR que trava uma verdadeira batalha de egos com seu novo companheiro de equipe, Jean Girard (Sacha Baron Cohen). Ele se une ao amigo Cal (John C. Reilly) e juntos formam a equipe mais temida do circuito, a Thunder and Lightning.

Uma comédia debochada, bem ao estilo de Will Ferrell. No caso dessa produção, não ficou tão boa e o resultado final não dá aquela liga. É uma comédia comum, com muita falação, alguns momentos mais sujões, que podem agradar algumas pessoas, mas o resultado final é bem fraco. Existem muitas comédias boas (de verdade) à disposição, por isso, a menos que você seja muito fã dos atores, ou um curioso que não liga muito se perder tempo com um filme assim, evite o desgaste e passe longe.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Adam McKay
Elenco: Will Ferrell, Michael Clarke Duncan, Jane Lynch, Amy Adams, Monica Ivey, Elvis Costello, John C. Reilly, Sacha Baron Cohen.
Produção: Judd Apatow, Jimmy Miller
Roteiro: Will Ferrell, Adam McKay
Fotografia: Oliver Wood
Trilha Sonora: Alex Wurman
Duração: 121 min.
Ano: 2006
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Apatow Productions
Classificação: 16 anos

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Quase Irmãos



Típico filme com conteúdo humorístico voltado ao público americano. Daqueles que exigem do espectador certa insistência para se chegar ao fim. A dupla Will Ferrell e John C. Reilly já dividiu outros filmes, comédias, igualmente difíceis de emplacar. Até os considero atores bastante razoáveis. Reilly melhor em papéis ou filmes mais sérios e fortes. Ferrell nas suas comédias escrachadas e com o seu jeitão desengonçado. Mas, juntos, parecem não agradar.

A trama até tem uma sacada interessante, mas o filme cai nas velhas piadas, nos antigos trejeitos de pastelão, que antes de divertir acaba cansando seu espectador. Os elementos simplesmente não combinam. Quer seja pela seleção do elenco, que cria automaticamente uma barreira. Quer seja pela história já manjada e cheia de gargalos. Quer seja pela direção, que imagina que tudo é engraçado, ou não liga para a falta de graça do conjunto.

No filme, Brennan Huff (Will Ferrell) é um cara de 39 anos, esporadicamente empregado, que vive com sua mãe Nancy (Mary Steenburgen). Dale Doback (John C. Reilly) é um cara de 40 anos, terminantemente desempregado, que mora com seu pai Robert (Richard Jenkins). Quando Robert e Nancy se casam e vão morar juntos, Brennan e Dale são forçados a viver como meio-irmãos. À medida que o narcisismo e a absoluta preguiça ameaçam separar a "nova" família, estes dois meninos mimados, imaturos e de meia-idade resolvem elaborar um plano insano para reunir seus pais novamente. Para conseguir isso, eles precisam criar um improvável vínculo que talvez, mas só talvez, finalmente os colocará para fora de casa.

A trama pode até parecer interessante, mas depois da primeira impressão o que fica é aquela sensação de perda de tempo, em um filme que pouco acrescenta àqueles que buscam uma comédia que, de fato, faça rir.

Uma produção fraca, que tenta explorar o currículo de seu elenco, mas que esbarra na mesmice, no roteiro fraco, e na sensação que passa de tudo aquilo ter sido visto em outros tantos filmes, só que com muito mais qualidade. Um filme que promete graça, mas que não ultrapassa algumas poucas risadas amarelas, sendo que algumas delas são de desconforto, e não de diversão. Existem muitas boas opções em comédias, mas se você decidir arriscas, encare sem muitas expectativas.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Adam McKay
Elenco: Will Ferrell, John C. Reilly, Mary Steenburgen, Adam Scott, Kathryn Hahn, Andrea Savage.
Produção: Judd Apatow, Jimmy Miller
Roteiro: Adam McKay, Will Ferrell
Fotografia: Oliver Wood
Trilha Sonora: Jon Brion
Duração: 98 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: 14 anos

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O Elo Perdido



Incrível, mas o filme O Elo Perdido conseguiu acabar com o seriado dos anos 70, O Elo Perdido. Embora com algumas semelhanças de roteiros e personagens, as histórias do filme e da série não são nada iguais. A produção mais voltada para a ficção científica foi abandonada completamente, e o resultado é um filme escrachado, muito mais voltado para a comédia em si, mas que nem por isso pode ser considerado ruim.

Quem conhece a série, sabe que a história seguia uma trama mais séria (pelo menos em seu primeiro ano) e era quase um drama. Imagine uma família que viajou para um mundo completamente estranho, e deve conviver com dinossauros, seres estranhos, e alguns que até parecem alienígenas. Embora os efeitos da época não possam ser comparados aos da atualidade, a série tinha um bom público, e embora tosca para a nossa realidade de hoje, era bastante agradável à época.

O filme segue a linha da viagem a um mundo estranho, com dinossauros, primatas, e até uma raça que parece alienígenas, mas as semelhanças param por aí. Enquanto no seriado a viagem teria ocorrido por um acidente de percurso, no filme o cientista interpretado por Will Ferrell busca essa viagem com seus experimentos. A família foi trocada por uma fã e o dono de um parque de diversões meio bizarro, e mantiveram o velho Cha-Ka, mas agora moderninho e meio tarado.

A história é uma bagunça muito divertida, não pela trama em si, mas pelos acontecimentos que são tão absurdos, que provocam boas risadas. Will Ferrell lembra muitas das suas (boas) atuações e Danny McBride está sensacional. Os efeitos são bastante interessantes, e as cenas de ação dão movimento ao filme.

Uma produção interessante, não pelo conteúdo, mas pelo poder de entreter. O filme não é nenhum primor, mas as risadas garantem um resultado bastante positivo. Se você procura um filme rápido e divertido, sem se preocupar muito com as maluquices ou bizarrices que ele pode conter, O Elo Perdido se torna uma boa pedida. Um filme pra assistir sem muitas ambições, apenas pelo prazer de ver algo divertido e totalmente sem sentido.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Brad Silberling
Elenco: Will Ferrell, Anna Friel, Danny McBride, Jorma Taccone, Sierra McCormick, Douglas Tait, Michael Papajohn.
Produção: Marty Krofft, Sid Krofft, Jimmy Miller
Roteiro: Chris Henchy, Dennis McNicholas, baseado na série de TV de Sid e Marty Krofft
Fotografia: Dion Beebe
Trilha Sonora: Michael Giacchino
Duração: 101 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Relativity Media

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hiper, super, extra, mega...


Megamente é uma animação bastante curiosa. Não só ao ser analisada, mas também ao ser assistida. Acontece que entre as animações "top" de linha, não acredito que o filme seja, de fato, mega. Mas em relação à trama, o roteiro tem uma sacada bastante diferente e surpreendente.


É um filme coloridão, legar para a criançada, com personagens bem definidos e que enriquecem a produção. Há apenas que se estranhar os estereótipos... o mocinho bombadão, metido a bacana e bonitão, contra o vilão franzino e azulado, e que onde pisa causa má impressão.

Acho também que o assistente peixe foi pouco explorado. Sem dúvidas o mais engraçado do pacote, em alguns momentos salva a cena. Quem imaginaria um assistente que vive dentro de um aquário?

Mas no geral, o filme não deixa a desejar. O destaque mesmo é para o roteiro, que explora a luta entre o bem e o mal, e o que acontece quando finalmente o mal vence o bem. Imagine o que aconteceria se o Pinguim vencesse o Batman... ou se o Lex Luthor vencesse o Super Homem... pois é esse lado que Megamente acaba explorando, dando um significado bem interessante e engraçado ao resultado final.

Destaque também para a excelente trilha sonora, com AC/DC, Ozzy Osbourne, Michael Jackson,
Guns N' Roses, e até Elvis Presley. Funciona perfeitamente em meio à ação que rola no filme.

Na história, Megamente (Will Ferrell) é um vilão magro, usa vestes nas cores azul e preta e sua cabeça é careca e grande, devido ao cérebro privilegiado. Ele deseja conquistar a cidade de Metro City e faz diversas tentativas, muitas delas frustradas. O vilão precisa ter oponentes para que sua vida tenha sentido e, após a morte de Metro Man (Brad Pitt), Megamind cria Titan (Jonah Hill) para ter com quem rivalizar.

Uma produção bastante interessante, principalmente quanto ao seu conteúdo. Como animação, poderia explorar um pouco mais a riqueza de detalhes possíveis na categoria. Mesmo assim, é uma pedida interessante para toda a família. Embora tenha concorrido como melhor animação, falta um tanto para merecer esse destaque. É um bom filme, mas não chega a ser maravilhoso. Se divirta sem compromisso. Vale o valor do ingresso de cinema.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Tom McGrath
Elenco: Vozes na versão original de: Brad Pitt, Will Ferrell, Jonah Hill, Tina Fey.
Produção: Stuart Cornfeld, Ben Stiller
Roteiro: Alan J. Schoolcraft, Brent Simons
Trilha Sonora: Lorne Balfe, Hans Zimmer
Duração: 96 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Dreamworks / Red Hour Films
Classificação: Livre