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segunda-feira, 14 de abril de 2014

'Jogos vorazes: Em chamas' vence o MTV Movie Awards


O favoritismo foi confirmado, e Jogos Vorazes: Em Chamas venceu as principais categorias do MTV Movie Awards, inclusive de "filme do ano", na cerimônia realizada neste domingo, 13. A segunda parte da adaptação da bem sucedida série de livros Hunger Games bateu até o vencedor do Oscar deste ano, 12 Anos de Escravidão. Jennifer Lawrence e Josh Hutcherson venceram os prêmios de melhor atuação feminina e masculina pelos personagens que interpretam no filme.

A cerimônia, que tem um caráter mais descontraído, ainda premiou a "melhor performance sem camisa" (Zac Efron) e o "melhor beijo" (Will Poulter, Jennifer Aniston e Emma Roberts). Mas também houve momentos mais solenes, como quando Hutcherson lembrou do colega de Jogos Vorazes: Em Chamas, Philip Seymour Hoffman, que morreu no início deste ano. "Eu sei que se Philip estivesse aqui, ele acharia tudo isso muito bacana", disse Hutcherson.

Jogos Vorazes: Em Chamas arrecadou mais de 850 milhões de dólares ao redor do mundo, e mais dois filmes da série ainda estão previstos.

Confira a lista completa de vencedores:
Filme do Ano
Jogos Vorazes: Em Chamas
 
Melhor Briga 
Orlando Bloom e Evangeline Lilly x Orcs em O Hobbit 2
 
Melhor Personagem
Tris, de Divergente
 
Melhor Performance Feminina
Jennifer Lawrence, por Jogos Vorazes: Em Chamas
 
Melhor Performance Masculina
Josh Hutcherson, por Jogos Vorazes: Em Chamas
 
Melhor Beijo
Emma Roberts, Jennifer Aniston e Will Poulter, por Família do Bagulho
 
Melhor Performance Sem Camisa
Zac Efron, por Namoro ou Liberdade
 
Melhor Vilã
Mila Kunis como Theorada em Oz - Mágico e Poderoso
 
Melhor Performance Cômica
Jonah Hill, por O Lobo de Wall Street
 
Melhor Transformação na tela
Jared Leto, por Clube de Compras Dallas
 
Performance de Tirar o Fôlego
Will Poulter, por Família do Bagulho
 
Melhor Dupla
Vin Diesel e Paul Walker, por Velozes e Furiosos
 
Momento "WTF"
Leonardo DiCaprio em O Lobo de Wall Street
 
Melhor Musical
Backstreet Boys, Jay Baruchel, Seth Rogen e Craig Robinson, por É o Fim
 
Melhor Herói
Henry Cavill como Clark Kent em Homem de Aço
 
Melhor Performance de Medo
Brad Pitt, por Guerra Mundial Z
 
Melhor Participação
Rihanna, por É o Fim
 
MTV Generation Award
Mark Wahlberg 
 
MTV Trailblazer Award
Channing Tatum

sexta-feira, 14 de março de 2014

12 Anos de Escravidão: Membros da Academia admitem ter votado no filme sem tê-lo visto


12 Anos de Escravidão fez história ao vencer a estatueta de melhor filme na última cerimônia do Oscar. O longa, que também faturou o prêmio de melhor atriz coadjuvante (Lupita Nyong'o) e melhor roteiro adaptado (John Ridley), foi o primeiro filme dirigido por um diretor negro a conquistar o maior prêmio do cinema mundial. O drama baseado em fatos reais dirigido por Steve McQueen, foi considerado um filme "importante", por tratar de um tema tão sério, chegando até a se tornar obrigatório nas escolas dos Estados Unidos.

Entretanto, nem todo mundo viu o longa-metragem estrelado por Chiwetel Ejiofor. De acordo com matéria publicada pelo jornal LA Times, dois membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas "admitiram secretamente que não viram 12 Anos de Escravidão, por achar que o filme poderia ser perturbador". Ainda segundo a publicação, os dois jurados do Oscar se sentiram na obrigação de votar no filme por conta de sua relevância social.

No domingo, dia 2, no início da cerimônia do Oscar, a apresentadora Ellen DeGeneres fez uma piada sugerindo que quem não votou no filme de McQueen era preconceituoso: "Possibilidade número um, '12 Anos de Escravidão' ganhará como melhor filme. Possibilidade número dois, vocês são todos racistas".

Brad Pitt, que produziu o premiado filme e faz uma pequena participação atuando, declarou que seu objetivo é que 12 Anos de Escravidão fosse "um lembrete de que somos todos iguais. Queremos dignidade e oportunidades para todos. A liberdade do outro é tão importante quanto a nossa", reforçando o que considera ser a missão do filme.

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sexta-feira, 7 de março de 2014

Ellen DeGeneres foi treinada por patrocinador para tirar foto no Oscar 2014

selfie

Foi um dos momentos memoráveis da transmissão do Oscar 2014: em meio à alta realeza de Hollywood, a apresentadora Ellen DeGeneres juntou Bradley Cooper, Brad Pitt, Meryl Streep, Kevin Spacey e Jennifer Lawrence, entre outros, para que todos tirassem uma foto juntos, ou uma “selfie”, como esse tipo de imagem é conhecida na internet.

Se a cena quebrou o protocolo, não foi exatamente um momento espontâneo: a foto foi tirada com o novo aparelho da Samsung, o Galaxy Note 3, que comprou espaço para anúncios no intervalo da transmissão por cerca de US$ 20 milhões. Como parte do pacote, a ABC, que gera as imagens, concordou em integrar o smartphone na cerimônia, segundo informações do The Wall Street Journal.

A ideia de tirar fotos de si mesma com os atores ocorreu a Ellen na semana passada, e o canal sugeriu a ela que usasse o aparelho do patrocinador oficial. Então, dois executivos da Samsung foram aos ensaios especialmente para ensinar DeGeneres a operar o aparelho e a conseguir tirar a foto programada em poucas tentativas. Isso já estaria no pacote de patrocínio pago pela empresa.

Pelo menos Meryl Streep já tinha sido avisada de que algo do tipo iria acontecer. Ao The Hollywood Reporter, os produtores da transmissão, Craig Zadan e Neil Meron, afirmaram que Ellen pensava em fazer a foto com Meryl e Julia Roberts. “Não acho que ela esperava conseguir reunir tirar tantos atores de seus lugares para particpar”, disse Zadan.

Oficialmente, a Samsung nega que a ação tenha sido armada, e diz que foi uma ideia que surgiu para Ellen na hora. Mas uma ação da apresentadora em seu programa, o The Ellen DeGeneres Show, faz pensar que ela pode ter sim um contrato para divulgar o novo Galaxy: ela deu um aparelho de presente para cada uma das pessoas que estavam em sua plateia. 

Mesmo que o nome da Samsung não apareça na postagem no Twitter (que já foi replicada mais de 3 milhões de vezes, um marco na história da rede social), o modo como o aparelho apareceu em primeiro plano naquele momento da transmissão talvez seja uma estratégia de marketing mais forte, pois tende a ser lembrado pelo espectador. Empresas especializadas em marketing digital têm monitorado o impacto da ação na imagem da empresa, que foi em sua grande maioria neutro ou positivo. Procurada pelo Wall Street Journal, a Samsung não comentou o fato de DeGeneres ter postado fotos com seu iPhone, da Apple, nos bastidores do Dolby Theater.

De carona. Outra empresa que comemorou sua breve aparição no Oscar foi a Coca-Cola. Apesar de o anunciante oficial ser a Pepsi, havia um logo da Coca na caixa de pizza que Ellen distribuiu para os convidados naquela noite. “Vou mandar uma mensagem agradecendo a pizzaria amanhã”, tuitou Wendy Clark, vice-presidente de comunicação e marketing integrado da Coca-Cola.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Profissão perigosa! Confira dez atores que se machucaram nos sets de filmagem

 
Explosões, tiros e perseguições em alta velocidade são cenas de filmes que representam perigos óbvios para os atores. Mas não é sempre em uma situação como essas que eles se machucam. Às vezes, uma cena romântica e uma pisada em falso podem ser mais danosas que a mais perigosa sequência de ação. Selecionamos dez atores que sofreram acidentes no trabalho e tiveram que, literalmente, dar o sangue por seus personagens:
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Halle Berry no set de “Gothika“
Ferimento: Braço quebrado
Durante as filmagens do thriller de 2003, Gothika, Halle Berry teve seu braço quebrado pelo colega Robert Downey Jr. em uma cena em que ele precisava contê-la fisicamente. Rumores de que ela ficou chateada com o ator pela falta de cuidado circularam na época, mas foram desmentidos. As filmagens foram suspensas por 8 semanas para que o braço da atriz pudesse sarar.
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Joseph Gordon-Levitt no set de “Perigo por Encomenda“
Ferimento: Corte no braço
Para quem já esteve em grandes filmes de ação, cheios de explosões e cenas de luta, como A Origem e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, interpretar um ciclista entregador de mensagens deveria ser fácil e seguro. Mas nas filmagens de Perigo por Encomenda (2012), Joseph Gordon-Levitt se machucou de verdade e teve que tomar 31 pontos após colidir com a traseira de um táxi. O acidente aconteceu, pois um carro invadiu a área reservada para as filmagens e, ao desviar dele, Levitt teve que entrar em uma pista comum e bateu no táxi. “Meu primeiro verdadeiro naufrágio de hoje”, disse o ator em seu blog, logo após o acidente. “Pego pela janela traseira de um táxi. Por sorte consegui me proteger com os braços. Poderia ter sido muito pior. Mas a culpa foi minha, eu estava indo rápido demais”. Levitt pediu que o diretor aproveitasse o sangramento e fizesse uma cena que acabou entrando no filme.
 

Jackie Chan no set de “Arrebentando em Nova York“
Ferimento: Pé quebrado
Jackie Chan pode ser um mestre das artes marciais, mas nem ele consegue ser sempre perfeito em suas acrobacias. Os créditos finais da ação Arrebantando em Nova York, de 1995, estão cheios de façanhas que não deram certo, mas foram gravadas. Uma delas mostra Chan pulando de uma ponte em uma balsa em movimento sem qualquer tipo de material de proteção. Após aterrissar, ele imediatamente leva a mão a um dos pés. O que se descobriu depois é que o membro havia quebrado por causa do choque. Ele teve que terminar as filmagens com uma tala disfarçada por baixo da calça jeans e, ao invés de calçados, usava uma meia pintada como tênis.
 
George Clooney no set de “Syriana – A Indústria do Petróleo “
Ferimento: Grave dano na coluna vertebral
Durante uma cena de tortura do drama Syriana – A Indústria do Petróleo de 2005, Clooney machucou as costas. Ao visitar o médico, o ator descobriu que o ferimento era mais grave do que pensava e que fluido estava vazando de sua medula espinhal. A dor era tão intensa que, em entrevista a Rolling Stones americana, Clooney afirmou que pensou em cometer suicídio. Felizmente, depois de uma cirurgia nas costas, Clooney melhorou drasticamente e pode ir a cerimônia do Oscar, em que venceu por seu papel de coadjuvante no filme. Mas até hoje ele afirma que sente de vez em quando dores por causa do machucado.
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Channing Tatum no set de “A Legião Perdida“
Ferimento: Queimadura nas partes íntimas
De todos os ferimentos dessa lista, esse ganha como o mais inusitado. Durante uma pausa nas gravações de A Legiões Perdida, 2011, a equipe estava se aquecendo misturando a água gelada de um rio próximo com água fervida e jogando o líquido dentro dos trajes. Quando chegou a vez de Tatum, esqueceram de adicionar a água fria e ele teve que lidar com o líquido escaldante queimando seu corpo. O ator foi levado para o hospital com uma queimadura severa no pênis e teve que tomar morfina. Felizmente, para alegria do galã, tudo sarou perfeitamente.
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Robert Downey Jr. no set de “Homem de Ferro 3“
Ferimento: Torção no tornozelo
Nem sempre é fácil ser o Homem de Ferro. Durante as filmagens do novo filme da franquia, que será lançado em 26 de abril deste ano, Downey Jr. machucou o tornozelo enquanto realizava uma acrobacia. As gravações foram suspensas até que o ator se recuperasse completamente. Mesmo assim, isso não afetou negativamente o clima do set. “Eu sou a melhor pessoa (para se trabalhar)… se eu estiver de bom humor. E estive de muito bom humor durante toda a filmagem”, afirmou Robert para imprensa durante a turnê de divulgação do longa.
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Sylvester Stallone no set de “Os Mercenários“
Ferimento: Lesão em vértebra na altura do pescoço
Não só os personagens se machucaram para valer em Os Mercenários, 2010. Durante as gravações, Stallone sofreu cortes nas mãos e na orelha, mas o caso mais grave aconteceu em uma cena de luta com o lutador profissional Steve Austin, conhecido como “Pedra Fria”. Austin exagerou um pouquinho na força e Stallone teve que ser levado ao hospital, onde descobriram que o impacto tinha feito com que uma vértebra comprimisse sua medula espinhal. Mas imaginem se o fortão ia se deixar abater por uma coisa “boba” como essa… Ele continuou gravando mesmo machucado, e só fez a cirurgia depois que o filme foi concluído.
 
Brad Pitt no set de “Tróia”
Ferimento: Rompeu o tendão de Aquiles
Brad Pitt e seu personagem Aquiles no filme Tróia, 2004, tinham mais em comum do que o corpo escultural de deus grego. Ambos encontraram sua fraqueza em uma parte inesperada do corpo. Em uma cena, Pitt pula, mata um gigante troiano e depois aterrissa. Por causa do impacto, rompeu o tendão nomeado em homenagem ao seu personagem, o tendão de Aquiles. O próprio Brad Pitt brincou sobre como o incidente parecia uma piada pronta de péssima qualidade.
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Bruce Willis no set de “Duro de Matar”
Ferimento: Perda parcial da audição do ouvido esquerda
As medidas de segurança tomadas durante a filmagem de Duro de Matar (1988) para proteger os atores contra as explosões e o calor foram eficientes, mas os produtores esqueceram de um pequeno detalhe. O som também pode ser perigoso. Durante uma cena. Bruce Willis teve que atirar com uma arma extremamente barulhenta debaixo de uma mesa. A ausência de fones protetores e o barulho extremamente alto provocaram um dano parcial permanente de audição no ouvido esquerdo do ator.
 

Hilary Swank no set de “P.S. Eu Te Amo“
Ferimento: Corte na testa
Até em uma cena bonitinha de um drama romântico pode haver perigos escondidos. Na sequência em que o personagem de Gerard Butler faz um strip tease para a namorada, o suspensório que o ator estava usando se soltou da calça e a parte metálica atingiu a testa de sua parceira de cena, Hilary Swank. A atriz precisou levar alguns pontos e as filmagens foram interrompidas até que ela se recuperasse.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Happy Feet 2: o Pinguim

Mais uma prova que o mercado vai mal em suas sequências. Happy Feet 2 aposta nos mesmo elementos do seu primeiro volume e, embora sua parte técnica seja muito bonita, seu roteiro não tem o mesmo impacto que a sua primeira edição.

Parece mesmo que a segunda versão é mais dirigida ao público infantil, com elementos que agradam em cheio a criançada. O lado musical ainda é forte e a seleção é bem moderna, a construção dos personagens, as paisagens, a ação, todos esses elementos, ricamente coloridos, vislumbram o olhar e enriquecem a produção.

Mas é, de fato, na história que o filme perde sua força. Algumas passagens lembram o filme anterior, mas não pela questão de localizar a história, mas para repetir elementos que já foram utilizados anteriormente. Isso decepciona, e dá ao espectador aquela sensação de previsibilidade ou repetição desagradável.

A seleção de dubladores ainda aposta em nomes bastante conhecidos, como Elijah Wood, Robin Williams, Hank Azaria, Pink, Brad Pitt, Matt Damon e Sofía Vergara.

No filme, Erik (Ava Acres), filho de Mano (Elijah Wood) e Glória (Pink), está em busca do próprio talento no mundo dos pinguins, já que parece ter uma espécie de coreo-fobia. Por não querer dançar, Erik foge e conhece Sve (Hank Azaria), um pinguim que sabe voar. Como não pode competir com o novo amigo do filho, Mano perde as esperanças, mas uma ameaça une pai e filho na luta pela sobrevivência.

O visual do filme é magnífico. A seleção musical, bastante razoável. Os dubladores pertencem ao primeiro time de astros e estrelas do cinema. Mas o filme aposta na repetição dos elementos da sua versão anterior. Isso não acrescenta muito à produção, que parece ter direcionado seu roteiro para o público infantil. Nesse ponto, eles acertam em cheio, a criançada se apaixona pelos pinguins dançantes e também pelos não tão dançantes. Mas no geral, é um filme previsível e que poderia vender uma história inédita e com muito mais impacto. Pra quem curte animais cantando e dançando, pode ser pedida certa, pra quem quer mais do que uma animação bonita e bem produzida, o filme não proporciona muito entretenimento.
 
FICHA TÉCNICA

Diretor: George Miller
Elenco: Vozes na versão original de: Elijah Wood, Robin Williams, Hank Azaria, Pink, Brad Pitt, Matt Damon, Sofía Vergara, Common, Hugo Weaving, Magda Szubanski
Produção: George Miller, Bill Miller, Doug Mitchell
Roteiro: George Miller, Warren Coleman, Gary Eck, Paul Livingston
Fotografia: David Dulac, David Peers
Trilha Sonora: John Powell
Duração: 103 min.
Ano: 2011
País: Austrália
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Village Roadshow Productions / Dr D Studios / Warner Bros. Pictures
Classificação: Livre

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Lista de indicados ao Oscar 2012



A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou nesta terça-feira (24) a lista de indicados ao Oscar 2012. O filme de Martin Scorsese "A Invenção de Hugo Cabret" lidera a lista, com 11 indicações da Academia, que vai revelar os vencedores no dia 26 de fevereiro, em Los Angeles. (Assista ao diretor Martin Scorsese comentando o filme no vídeo ao lado).

O filme francês "O Artista", principal vencedor em premiações anteriores, tem 10 indicações, e "O Homem que Mudou o Jogo" tem seis. Sergio Mendes e Carlinhos Brown concorrem ao prêmio de melhor canção original, pelo tema da animação "Rio".

Veja abaixo a lista completa de indicados:

Melhor filme
"Cavalo de guerra"
"O artista"
"O homem que mudou o jogo"
"Os descendentes"
"A árvore da vida"
"Meia-noite em Paris"
"História cruzadas"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Tão forte e tão perto"

Melhor ator
Demián Bichir - "A better life"
George Clooney - "Os descendentes"
Jean Dujardin - "O artista"
Gary Oldman - "O espião que sabia demais"
Brad Pitt - "O homem que mudou o jogo"

Ator coadjuvante
Kenneth Branagh - "Sete dias com Marilyn"
Jonah Hill - "O homem que mudou o jogo"
Nick Nolte - "Warrior"
Max Von Sydow - "Tão forte e tão perto"
Christopher Plummer - "Beginners"

Melhor animação
"A Cat in Paris"
"Chico & Rita"
"Kung Fu Panda 2"
"Gato de Botas"
"Rango"

Melhor atriz
Glenn Close
Viola Davis
Rooney Mara
Meryl Streep
Michelle Williams

Melhor atriz coadjuvante
Octavia Spencer ("Histórias cruzadas")
Berenice Bejo ("O artista")
Jessica Chastain ("Histórias cruzadas")
Janet McTeer ("Albert Nobbs")
Melissa McCarthy ("Missão madrinha de casamento")

Melhor roteiro original
"O artista"
"Missão madrinha de casamento"
"Margin Call"
"Meia-noite em Paris"
"A separação"

Trilha sonora original
"As aventura de Tintim" - John Williams
"O Artista" - Ludovic Bource
"A invenção de Hugo Cabret" - Howard Shore
"O espião que sabia demais" - Alberto Iglesias
"Cavalo de guerra" - John Williams

Canção original
"Man or Muppet", de "Os Muppets", música e letra de Bret McKenzie
"Real in Rio", de "Rio", música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, letra de Siedah Garrett

Maquiagem
"Albert Nobbs"
"Harry Potter"
"A dama de ferro"

Direção de arte
"O artista"
"Harry Potter"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Meia-noite em Paris
"Cavalo de guerra"

Fotografia
"O artista"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"A árvore da vida"
"Cavalo de guerra"

Figurino
"Anonymous"
"O artista"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Jane Eyre"
"W.E."

Diretor
Michel Hazanavicius - "O artista"
Alexander Payne - "Os descendentes"
Martin Scorsese - "A invenção de Hugo Cabret"
Woody Allen - "Meia-noite em Paris"
Terrence Malick - "A árvore da vida"

Documentário (longa-metragem)
"Hell and Back Again"
"If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front"
"Paradise Lost 3: Purgatory"
"Pina"
"Undefeated"

Documentário (curta-metragem)
"The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement"
"God Is the Bigger Elvis"
"Incident in New Baghdad"
"Saving Face"
"The Tsunami and the Cherry Blossom"

Edição
"O artista"
"Os descendentes"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"O homem que mudou o jogo"

Melhor filme em língua estrangeira
"Bullhead" - Bélgica
"Footnote" - Israel
"In Darkness" - Polônia
"Monsieur Lazhar" - Canadá
"Separação" - Irã

Curta-metragem de animação
"Dimanche"
"The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore"
"La Luna"
"A Morning Stroll"
"Wild Life"

Curta-metragem
"Pentecost"
"Raju"
"The Shore"
"Time Freak"
"Tuba Atlantic"

Edição de som
"Drive"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Transformers: o lado oculto da lua"
"Cavalo de guerra"

Mixagem de som
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"O homem que mudou o jogo"
"Transformers: o lado oculto da lua"
"Cavalo de guerra"

Efeitos visuais
"Harry Potter"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Gigantes de aço"
"Planeta do macacos"
"Transformers: o lado oculto da lua"

Roteiro adaptado
"Os descendentes"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Tudo pelo poder"
"O homem que mudou o jogo"
"O espião que sabia demais"

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Hiper, super, extra, mega...


Megamente é uma animação bastante curiosa. Não só ao ser analisada, mas também ao ser assistida. Acontece que entre as animações "top" de linha, não acredito que o filme seja, de fato, mega. Mas em relação à trama, o roteiro tem uma sacada bastante diferente e surpreendente.


É um filme coloridão, legar para a criançada, com personagens bem definidos e que enriquecem a produção. Há apenas que se estranhar os estereótipos... o mocinho bombadão, metido a bacana e bonitão, contra o vilão franzino e azulado, e que onde pisa causa má impressão.

Acho também que o assistente peixe foi pouco explorado. Sem dúvidas o mais engraçado do pacote, em alguns momentos salva a cena. Quem imaginaria um assistente que vive dentro de um aquário?

Mas no geral, o filme não deixa a desejar. O destaque mesmo é para o roteiro, que explora a luta entre o bem e o mal, e o que acontece quando finalmente o mal vence o bem. Imagine o que aconteceria se o Pinguim vencesse o Batman... ou se o Lex Luthor vencesse o Super Homem... pois é esse lado que Megamente acaba explorando, dando um significado bem interessante e engraçado ao resultado final.

Destaque também para a excelente trilha sonora, com AC/DC, Ozzy Osbourne, Michael Jackson,
Guns N' Roses, e até Elvis Presley. Funciona perfeitamente em meio à ação que rola no filme.

Na história, Megamente (Will Ferrell) é um vilão magro, usa vestes nas cores azul e preta e sua cabeça é careca e grande, devido ao cérebro privilegiado. Ele deseja conquistar a cidade de Metro City e faz diversas tentativas, muitas delas frustradas. O vilão precisa ter oponentes para que sua vida tenha sentido e, após a morte de Metro Man (Brad Pitt), Megamind cria Titan (Jonah Hill) para ter com quem rivalizar.

Uma produção bastante interessante, principalmente quanto ao seu conteúdo. Como animação, poderia explorar um pouco mais a riqueza de detalhes possíveis na categoria. Mesmo assim, é uma pedida interessante para toda a família. Embora tenha concorrido como melhor animação, falta um tanto para merecer esse destaque. É um bom filme, mas não chega a ser maravilhoso. Se divirta sem compromisso. Vale o valor do ingresso de cinema.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Tom McGrath
Elenco: Vozes na versão original de: Brad Pitt, Will Ferrell, Jonah Hill, Tina Fey.
Produção: Stuart Cornfeld, Ben Stiller
Roteiro: Alan J. Schoolcraft, Brent Simons
Trilha Sonora: Lorne Balfe, Hans Zimmer
Duração: 96 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Dreamworks / Red Hour Films
Classificação: Livre

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Um filme de Tarantino com cara de filme de Tarantino



Creio que o meu título resuma bem o filme Bastardos Inglórios. Sem diminuir seu valor, ou colocá-lo em um pedestal como muitos outros. O que esperar de Tarantino em um filme? Uma combinação de violência com um excelente roteiro, boas atuações, uma narração surpreendente e, de uma maneira geral, uma surpresa em cada cena.

Isso não quer dizer que o filme seja um marco do cinema. Creio que deva se transformar em um cult, como tudo aquilo em que Quentin Tarantino põe a mão, mas a história piegas do sucesso americano na guerra contra os alemães tira alguns pontos da produção, e o fim com cara de fim de filme de Quentin Tarantino (não preciso dar detalhes, até para não estragar para quem não assistiu, mas se você já viu algum filme dele, vai entender) também deixa o espectador com aquela sensação desanimada.

A trama é bastante divertida. Imagine um esquadrão de "mercenários" à caça de nazistas, e que faz parte do atentado que mata Hitler em uma sessão de cinema. Mais hilário seria imaginar Bin Laden em uma situação parecida. Embora absurda, a história é envolvente, e entretem na medida certa. Só não espere um filme com começo, meio e fim, já que essa não é exatamente a proposta dos filmes de Quantin Tarantino.

A história se passa durante a Segunda Guerra, na França ocupada pelo exército alemão, em que a jovem Shosanna Dreyfus (Mélaine Laurent) testemunha a execução da família pelo coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz). Porém, ela consegue escapar e passa a viver sob a identidade de uma proprietária de cinema em Paris, enquanto aguarda o momento certo para se vingar. Ainda na Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt) organiza um grupo de soldados judeus para lutar contra os nazistas. Conhecido pelo inimigo como "Os Bastardos", o grupo de Aldo recebe uma nova integrante, a atriz alemã e espiã disfarçada Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger), que tem a perigosa missão de chegar até os líderes do Terceiro Reich.

É um filme bem produzido, bem dirigido e, até, inovador. Não partilho a opinião a respeito de ser merecedor do Oscar de melhor filme, mas ainda assim não deixa de ser uma boa produção. Não espere um filme tradicional de guerra. A ideia aqui é explorar sensações. Pra quem não gosta do tema ou prefere algo mais light, é desaconselhável. No mais, é um filme interessante.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Quentin Tarantino
Elenco: Brad Pitt, Diane Kruger, Mélanie Laurent, Christoph Waltz, Daniel Brühl, Eli Roth, Samm Levine, Michael Fassbender, B.J. Novak, Til Schweiger.
Produção: Lawrence Bender
Roteiro: Quentin Tarantino
Fotografia: Robert Richardson
Duração: 153 min.
Ano: 2009
País: EUA/ Alemanha
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Lawrence Bender Productions / Universal Pictures / A Band Apart / The Weinstein Company / Studio Babelsberg / Zehnte Babelsberg
Classificação: 18 anos

terça-feira, 31 de março de 2009

As facetas de Brad


Chega a vez de O Curioso Caso de Benjamin Button. O filme que foi indicado em várias categorias do Oscar é uma pedida interessante. A atuação do elenco funciona bem, apesar de eu achar que Brad Pitt não tem o perfil para atuar em filmes que não sejam de ação (desculpem, mas ele não me convence), mas independente disso, a história funciona bem.

A fotografia é belíssima, e a junção de efeitos e maquiagem é muito bonita. O roteiro tende a indicar uma “moral da história”, o que estraga um pouco. E no geral, o filme ficou muito longo. Quando se espera que tudo acabe, pois o fim é meio previsível, ocorre uma espécie de epílogo, que cansa o telespectador.

Obviamente, a propaganda feita sobre o filme apenas enaltece as atuações e a subjetividade do tema proposto. Ocorre um apelo ao sentimental, normal em muitos filmes, mas sinto que no geral, o entretenimento é mais baixo do que o esperado.

Definitivamente, vale muito a pena assistir. Mas a Academia fez bem em não dar todos os prêmios ao filme. Outros executaram trabalhos muito melhores do que simplesmente apostar em nomes de peso.