Mais uma prova que o mercado vai mal em suas sequências. Happy Feet 2 aposta nos mesmo elementos do seu primeiro volume e, embora sua parte técnica seja muito bonita, seu roteiro não tem o mesmo impacto que a sua primeira edição.
Parece mesmo que a segunda versão é mais dirigida ao público infantil, com elementos que agradam em cheio a criançada. O lado musical ainda é forte e a seleção é bem moderna, a construção dos personagens, as paisagens, a ação, todos esses elementos, ricamente coloridos, vislumbram o olhar e enriquecem a produção.
Mas é, de fato, na história que o filme perde sua força. Algumas passagens lembram o filme anterior, mas não pela questão de localizar a história, mas para repetir elementos que já foram utilizados anteriormente. Isso decepciona, e dá ao espectador aquela sensação de previsibilidade ou repetição desagradável.
A seleção de dubladores ainda aposta em nomes bastante conhecidos, como Elijah Wood, Robin Williams, Hank Azaria, Pink, Brad Pitt, Matt Damon e Sofía Vergara.
No filme, Erik (Ava Acres), filho de Mano (Elijah Wood) e Glória (Pink), está em busca do próprio talento no mundo dos pinguins, já que parece ter uma espécie de coreo-fobia. Por não querer dançar, Erik foge e conhece Sve (Hank Azaria), um pinguim que sabe voar. Como não pode competir com o novo amigo do filho, Mano perde as esperanças, mas uma ameaça une pai e filho na luta pela sobrevivência.
O visual do filme é magnífico. A seleção musical, bastante razoável. Os dubladores pertencem ao primeiro time de astros e estrelas do cinema. Mas o filme aposta na repetição dos elementos da sua versão anterior. Isso não acrescenta muito à produção, que parece ter direcionado seu roteiro para o público infantil. Nesse ponto, eles acertam em cheio, a criançada se apaixona pelos pinguins dançantes e também pelos não tão dançantes. Mas no geral, é um filme previsível e que poderia vender uma história inédita e com muito mais impacto. Pra quem curte animais cantando e dançando, pode ser pedida certa, pra quem quer mais do que uma animação bonita e bem produzida, o filme não proporciona muito entretenimento.
FICHA TÉCNICA
Diretor: George Miller
Elenco: Vozes na versão original de: Elijah Wood, Robin Williams, Hank Azaria, Pink, Brad Pitt, Matt Damon, Sofía Vergara, Common, Hugo Weaving, Magda Szubanski
Produção: George Miller, Bill Miller, Doug Mitchell
Roteiro: George Miller, Warren Coleman, Gary Eck, Paul Livingston
Fotografia: David Dulac, David Peers
Trilha Sonora: John Powell
Duração: 103 min.
Ano: 2011
País: Austrália
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Village Roadshow Productions / Dr D Studios / Warner Bros. Pictures
Classificação: Livre
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quarta-feira, 18 de abril de 2012
Happy Feet 2: o Pinguim
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Os Smurfs

Já falei em outros posts a respeito desses filmes que misturam ação real e animação. A sensação é a de que quem viu um deles, já viu todos. E, por pior que possa parecer, o meu ponto de referência passou a ser Garfield. A partir dele, Hop, Scooby Doo (mesmo que mais antigo), Alvin e os Esquilos, e agora Os Smurfs, todos são muito parecidos, com a mesma qualidade de imagem, com o mesmo tipo de animação e, em alguns casos, até com histórias que se assemelham em alguns pontos.
Isso não quer dizer que Os Smurfs seja ruim, mas trata-se de um filme previsível, cuja intenção de relançar os velhos personagens azuizinhos parece ser maior do que a de criar um filme interessante de verdade. Nesse ponto a produção consegue atrair a atenção das crianças, mas a estratégia principal é a de matar a saudade dos marmanjos que já conheciam a série animada dos anos 1980.
No geral, é um filme interessante, muito colorido, movimentado, cheio de personagens cativantes. Mas se perde na essência de sua mensagem e ao longo da trama. O problema principal, ao meu ver, e na opinião de muitos com quem conversei, é que a história saiu do seu estado natural. O desenho animado se passava na floresta, com alguns castelos, na "realidade" de figuras da floresta. Agora eles são levados para uma grande cidade e, apesar de algumas situações curiosas, fica difícil encarar na boa a circulação daqueles seres azuis por Nova Iorque.
O elenco não deixa a desejar. Destaque para os protagonistas azuis e para o gato Cruel. Gargamel, feito por Hank Azaria, apesar de muito bem representado, não pareceu tão divertido quanto o original do desenho. Mesmo assim, não perde pontos por isso.
No filme, Gargamel (Hank Azaria) descobre o povoado mágico dos Smurfs e faz com que eles se dispersem na floresta. Desastrado pega o caminho errado e, seguido por outros, entra na gruta proibida que os leva para o Central Park. Voltar para casa é cada vez mais complicado, já que Gargamel os persegue, por isso, os Smurfs resolvem se esconder e são protegidos por um casal (Neil Patrick Harris e Jayma Mays).
Uma boa pedida para a matinê de sábado, ou quando não se tem o que assistir no domingão. Filme colorido e bastante animado, que deve agradar em cheio a criançada. Já os marmanjos ficarão felizes em rever Papai Smurf e Smurfete na ativa, novamente. Não é um filme espetacular, mas cumpre bem seu papel e garante o entretenimento do espectador.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Raja Gosnell
Elenco: Neil Patrick Harris, Alan Cumming, Katy Perry, George Lopez, Jonathan Winters, Tim Gunn, Sofia Vergara, Jayma Mays, Fred Armisen.
Produção: Jordan Kerner
Roteiro: David N. Weiss, J. David Stem
Fotografia: Phil Meheux
Duração: 103 min.
Ano: 2011
País: EUA/ Bélgica
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Sony Pictures Animation / Columbia Pictures
Classificação: Livre
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Filme americano com humor inglês
Dirigido por David Schwimmer (Friends), Maratona do amor apresenta pitadas do humor característico inglês em suas passagens. Os roteiristas Michael Ian Black e Simon Pegg conseguiram dosar bem a trama, e surpreendem com o produto final.Particularmente, gosto muito do jeito humorístico inglês. Parece ter mais estilo que escrachado americano. E a escola de atores (vide Monty Python) de humor inglesa é fora de série.
E o filme consegue explorar bem a sagacidade de Simon Pegg (Todo Mundo Quase Morto), em um elenco que ainda conta com Thandie Newton (Avatar) e Hank Azaria (Uma Noite no Museu).
Na história, um homem decide abandonar sua noiva grávida no altar. Cinco anos depois, descobre que ela era realmente a mulher de sua vida. Então precisa provar o seu amor e convencê-la de que é melhor que seu atual noivo rico. Para isso, ele terá de correr em uma maratona.
O filme explora bem as paisagens londrinas, com uma boa fotografia (Richard Greatrex) e uma narrativa dinâmica, num filme que agrada bastante. Nada de humor exagerado, mas risos na medida certa.
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