quarta-feira, 18 de abril de 2012
Happy Feet 2: o Pinguim
Parece mesmo que a segunda versão é mais dirigida ao público infantil, com elementos que agradam em cheio a criançada. O lado musical ainda é forte e a seleção é bem moderna, a construção dos personagens, as paisagens, a ação, todos esses elementos, ricamente coloridos, vislumbram o olhar e enriquecem a produção.
Mas é, de fato, na história que o filme perde sua força. Algumas passagens lembram o filme anterior, mas não pela questão de localizar a história, mas para repetir elementos que já foram utilizados anteriormente. Isso decepciona, e dá ao espectador aquela sensação de previsibilidade ou repetição desagradável.
A seleção de dubladores ainda aposta em nomes bastante conhecidos, como Elijah Wood, Robin Williams, Hank Azaria, Pink, Brad Pitt, Matt Damon e Sofía Vergara.
No filme, Erik (Ava Acres), filho de Mano (Elijah Wood) e Glória (Pink), está em busca do próprio talento no mundo dos pinguins, já que parece ter uma espécie de coreo-fobia. Por não querer dançar, Erik foge e conhece Sve (Hank Azaria), um pinguim que sabe voar. Como não pode competir com o novo amigo do filho, Mano perde as esperanças, mas uma ameaça une pai e filho na luta pela sobrevivência.
O visual do filme é magnífico. A seleção musical, bastante razoável. Os dubladores pertencem ao primeiro time de astros e estrelas do cinema. Mas o filme aposta na repetição dos elementos da sua versão anterior. Isso não acrescenta muito à produção, que parece ter direcionado seu roteiro para o público infantil. Nesse ponto, eles acertam em cheio, a criançada se apaixona pelos pinguins dançantes e também pelos não tão dançantes. Mas no geral, é um filme previsível e que poderia vender uma história inédita e com muito mais impacto. Pra quem curte animais cantando e dançando, pode ser pedida certa, pra quem quer mais do que uma animação bonita e bem produzida, o filme não proporciona muito entretenimento.
FICHA TÉCNICA
Diretor: George Miller
Elenco: Vozes na versão original de: Elijah Wood, Robin Williams, Hank Azaria, Pink, Brad Pitt, Matt Damon, Sofía Vergara, Common, Hugo Weaving, Magda Szubanski
Produção: George Miller, Bill Miller, Doug Mitchell
Roteiro: George Miller, Warren Coleman, Gary Eck, Paul Livingston
Fotografia: David Dulac, David Peers
Trilha Sonora: John Powell
Duração: 103 min.
Ano: 2011
País: Austrália
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Village Roadshow Productions / Dr D Studios / Warner Bros. Pictures
Classificação: Livre
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Férias no Trailer

Tá aqui um filme imperdível. Comédia de excelente qualidade, que faz rir do começo ao fim, sem apelar para as fórmulas já batidas nas comédias moderninhas. Férias no Trailer não é um filme novo, mas também não é do tempo do onça. Acredito que pode ser incluído no rol de comédias atuais. Consegue dosar perfeitamente o roteiro inteligente com tiradas hilárias de humor.
Não é exagero meu. O filme é muito engraçado, de verdade. Mas um tipo de humor mais família. Como a mensagem do filme, e mesmo o roteiro, que produz uma história muito mais familiar. O ritmo do filme é alucinante. O tempo voa. E no fim, ainda deixa aquele gostinho de quero mais. Não existem momentos desnecessários, com passagens ou diálogos longos e sem sentido, detalhes explorados à exaustão. Tudo parece funcionar como um relógio.
O elenco é de primeiríssima linha. Não só Robin Williams está em excelente forma, com seu timing perfeito e seu jeitão de pai latente o tempo todo, mas também Jeff Daniels (hilário), Cheryl Hines, e até a atriz musical/cantora Kristin Chenoweth. A escolha do grupo foi realizada a dedo. Funcionam muito bem juntos.
Além do roteiro e elenco, destaca-se também a parte visual do filme. Muito bonito, com belas tomadas, efeitos que funcionam, e cenários de paisagens americanas lindíssimas.
No filme, Bob McNeive (Robin Williams) e sua família alugam um veículo (trailer) para viajarem às montanhas rochosas do Colorado. Bob precisa associar a viagem de férias com um serviço, sem que a família perceba, sob risco de perder seu emprego. No meio do caminho acontecem vários percalços que somente quem já fez uma viagem desse tipo sabe como é. Situações que costumamos rir muito depois, quando contamos aos amigos. Bob e a família ainda encontram uma família bizarra que vive em um trailer, e passa por situações ainda mais bizarras.
Um filme fora de série. Excelente história, bem amarrada, com uma sequência bem definida e sem "gordurinhas". Um elenco de primeiríssima linha. Ótimo acabamento visual, com excelentes passagens, belos efeitos, e fotografia de primeira. O filme cumpre o que promete e garante toneladas de boas risadas do começo ao fim. Excelente pedida para toda a família. Para ver e rever até cansar.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Barry Sonnenfeld
Elenco: Robin Williams, Jeff Daniels, Cheryl Hines, Kristin Chenoweth, JoJo, Josh Hutcherson, Chloe Sonnenfeld, Paul Anthony, Will Arnett.
Produção: Bobby Cohen, Lucy Fisher, Douglas Wick
Roteiro: Geoff Rodkey
Fotografia: Fred Murphy
Trilha Sonora: James Newton Howard, David Mansfield
Ano: 2006
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Surpresas, de fato

Filmes com John Travolta e Robin Williams costumam ser garantia de boa qualidade (claro que existem exceções), mas a reunião dessas duas feras no longa Surpresa em Dobro, da Disney, é simplesmente envolvente e sensacional.
A história não tem nada de extravagante (quem viu um filme de pais e filhos acha que já viu todos), mas o roteiro funciona bem e se transforma em uma ótima pedida para a matinê de sábado.
O elenco é uma ótima pedida. Além de Travolta e Williams, participam da trama Kelly Preston, Bernie Mac, Matt Dillon, e Ella Bleu Travolta. Ver a família Travolta unida emociona.
No filme, dois grandes amigos entram em diversas enrascadas pra satisfazer as vontades de duas crianças, filhos de um deles, isso sem perder o contato com a atribulada rotina de homens de negócios.
Pode até ser considerado uma história voltada ao público infantil, mas agrada os adultos também. O filme é super divertido, com passagens bastante engraçadas (algumas até previsíveis) e com certeza vale o preço do ingresso.
