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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dupla Implacável

Entretenimento. Essa é a premissa básica de muitos filmes que rolam nos cinemas ou na TV. Nada de histórias complexas, com tiradas filosóficas, técnica apuradíssima, ou atuações exemplares, dignos de premiações e destaques. O filme existe pelo simples prazer de proporcionar instantes de diversão aos seus espectadores. E Dupla Implacável se encaixa com louvor nessa situação.

O filme não tem nada de extraordinário, começando por seu roteiro, que não exige o mínimo esforço pensante. A ideia básica é a mesma de muitos filmes... o mundo está em perigo, e quem, senão um grupo de americanos, pode ser mais competente no salvamento? A partir daí, as situações mais absurdas acontecem, com direito a tiroteios intermináveis, sem que o mocinho leve um único tiro, e quando ele finalmente é acertado, na cena seguinte já está todo pimpão, pronto para a ação.

Ótimas sequências de perseguição, luta e tiroteio. Violência à flor da pele, mas sem o excesso de sangue de algumas produções. Destaque para as ótimas cenas de perseguição com carro. A fotografia do filme é caprichada, e as locações, na França, também arrasam. O filme tem a cara do produtor, Luc Besson.

Quanto ao elenco, a produção se segura basicamente nas atuações de John Travolta e Jonathan Rhys Meyers, todo o resto é coadjuvante. Meyers parece um pouco desconfortável, mas Travolta está solto, e em um papel com a sua cara. A dupla faz um bom balanço, e não decepciona.

No filme, James Reece (Jonathan Rhys Meyers) é um jovem agente da Embaixada Americana na França que se alia ao experiente espião Charlie Wax (John Travolta) para impedir um ataque terrorista em Paris.
Uma produção com nada de especial. Absurdos do cinema americano comuns, como a divisão mais do que nítida do americano herói e do vilão estrangeiro. Belas sequências de perseguição com automóvel e boas cenas de ação e luta. O filme capricha no visual, e deixa o roteiro solto, leve, com uma narrativa rápida. O elenco não decepciona, e se adapta bem à trama. Não se trata de um filme que exige muito. Ele simplesmente garante o entretenimento sem que seu espectador seja forçado a se envolver em uma história muito complexa ou tenha seu raciocínio muito exigido. Boa pedida para quem procura um filme cheio de movimento e ação, sem se preocupar com o roteiro estilo labirinto.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Pierre Morel
Elenco: John Travolta, Jonathan Rhys Meyers, Kasia Smutniak, Richard Durden, Amber Rose Revah, Bing Yin, Eric Godon
Produção: Luc Besson, India Osborne
Roteiro: Luc Besson, Adi Hasak
Fotografia: Michel Abramowicz
Trilha Sonora: David Buckley
Ano: 2010
País: França
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: PlayArte
Estúdio: Europa Corp. / M6 Films / Grive Productions / Apipoulaï
Classificação: 14 anos 

sexta-feira, 30 de março de 2012

Motoqueiros Selvagens



Vai me dizer que você não ficaria tentado em assistir um filme com John Travolta, Tim Allen, Martin Lawrence e William H. Macy? Pois foi essa a sensação que tive quando soube do lançamento de Motoqueiros Selvagens à época. E hoje, lembrando, confesso que não me arrependi nem um pouco. Foi o tipo de filme que valeu cada segundo da espera. Toda a espectativa foi muito bem justificada ao assistir essa produção maravilhosa.

Uma comédia feita para toda a família, com elementos mais do que suficientes para agradar boa parte dos espectadores. Digo boa parte, pois sei que algumas pessoas preferem outros estilos de comédias ou filmes. Mesmo assim, quem arriscar não se arrependerá.

Pra começar, com um elenco estrelado por John Travolta, Tim Allen, Martin Lawrence e William H. Macy, como algo pode dar errado? Os quatro criam um clima excelente entre os protagonistas, e personagens de grande apelo. O restante do elenco não fica atrás, e segue o mesmo ritmo dos quatro marmanjos. Pra completar, o filme ainda conta com as atuações de Ray Liotta e Marisa Tomei.

O filme segue um ritmo acelerado, não dando chance para detalhes desnecessários ou cansativos. Humor na medida certa, sem abusos ou piadas manjadas. Algumas passagens são previsíveis, mas isso não diminui o valor final da produção. O filme ainda apresenta excelentes locações, uma fotografia impecável e uma seleção musical fantástica.

Na produção, Bobby (Martin Lawrence), Doug (Tim Allen), Dudley (William H. Macy) e Woody (John Travolta) são amigos veteranos que se vestem como motoqueiros radicais, mas estão um pouco longe disso. No entanto, em busca de aventura, eles resolvem pegar a auto-estrada, mas se metem em encrencas quando encontram uma violenta gangue de motoqueiros do México conhecida como Del Fuegos.

Excelente pedida pra quem curte uma boa comédia mais familiar. Um elenco de primeiríssima qualidade, em um filme que tem tudo, e acerta na medida. Fotografia agradável, uma seleção musical fora de série, e roteiro inteligente. Filme de alto nível, que garante boas risadas, e acerta na dose. Para assistir e repetir até cansar. Simplesmente imperdível!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Walt Becker
Elenco: Martin Lawrence, Tim Allen, William H. Macy, John Travolta, Dominic Janes, Ray Liotta, Billy Lockwood, Drew Sidora, Marisa Tomei.
Produção: Brian Robbins, Michael Tollin
Roteiro: Brad Copeland
Fotografia: Teddy Castellucci
Trilha Sonora: Teddy Castellucci
Duração: 100 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Touchstone Pictures
Classificação: 12 anos

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Bolt



Mais uma animação deliciosa. Diversão na medida certa e entretenimento garantido para toda a família. História atraente, qualidade gráfica excepcional (muito além de muitas outras animações), talvez até pela preocupação em distribuir o filme em 3D, e personagens extremamente atraentes.

A combinação desses elementos resulta em um filme de alta qualidade. O roteiro é muito inteligente, com uma mensagem de fundo que não apela para o sentimentalismo exagerado. A trama tem de tudo, e não pode ser chamada de previsível em nenhum momento. Talvez a variação da narrativa em alguns momentos (principalmente após a metade, quando o filme vem em uma velocidade e diminui para preparar para o fim) pode ser considerado um pouco cansativo, mas isso acontece em apenas algumas passagens, e não estraga o resultado final.

Destaque mesmo para o trio de personagens. Não só o cachorro e a gata são super divertidos, mas quando a eles se junta o ratinho Rhino, a risada é garantida. Nesse ponto, tanto a versão legendada quanto a dublada se equivalem.

No filme, Bolt é um pastor alemão que sempre viveu dentro de um programa de TV, onde acredita ter super-poderes. Quando, por acidente, ele é separado do programa, acaba se envolvendo em uma trama onde percebe não ter super poderes, mas nem por isso deixa de ser um herói.

O filme tem tudo para agradar a todos os espectadores, mas é um estilo de animação mais voltado ao público infantil. Mas isso não tira nada da qualidade do filme. Especial pelo esmero na sua qualidade gráfica, pela história, e pelos personagens divertidíssimos. Uma bela animação que cumpre muito bem o prometido. Diversão e entretenimento na medida certa.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Byron Howard, Chris Williams
Elenco: Vozes na versão original: Miley Cyrus, John Travolta, Nick Swardson, Malcolm McDowell.
Produção: Clark Spencer
Roteiro: Chris Sanders
Fotografia: - animação -
Trilha Sonora: John Powell
Duração: 99 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Animação
Distribuidora: Disney
Estúdio: Walt Disney Pictures
Classificação: Livre

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

E não é que sequestraram o mesmo cara mais de uma vez?!?!


Eu havia assistido O Sequestro do Metro 1 2 3, mas não empolguei. Os personagens são super bem trabalhados. John Travolta como vilão se supera, e Denzel Washington como negociador já é algo comum. No entanto, a história fica devendo. São muitos diálogos, muitos detalhes desnecessários, e um assalto/sequestro cuja justificativa (não estragarei a surpresa aqui) é meio sombria.

E na última semana tive a oportunidade de assistir o original de 1974, chamado O Sequestro do Metrô, com Walter Matthau, Robert Shaw, Hector Elizondo e até Jerry Stiller (o pai de Ben). O filme é um policial dos anos 70, com personagens fortes em papeis de machões, com falas ríspidas e diretas, mas novamente, sem a ação pra dar "liga" à trama.

Na versão de 2009 existe ainda espaço para os efeitos especiais, que enriquecem um pouco mais a história, já que na versão de 1974, o filme se limita a um trecho de um túnel do metrô, o vagão, e a sala de comando. Hilário ver a sequência em que o vagão segue desgovernado e as pessoas são jogadas de um lado para o outro.

Na versão de 2009, Ryder (John Travolta) é o líder de uma quadrilha que sequestra um trem do metrô de Nova York e ameaça matar seus passageiros, caso não seja pago o resgate exigido. Cabe ao operador do metrô Walter Garber (Denzel Washington) a missão de negociar com o bandido.





Na versão original, Em um dia qualquer, Zach Garber (Walter Matthau), controlador de tráfego do metrô de Nova York, é surpreendido com o sequestro de um trem por um bando misterioso, liderado por Blue (Robert Shaw). Os criminosos exigem US$ 1 milhão para libertar os reféns.

Importante destacar que a versão de 1974 foi ndicada, em 1976, ao Bafta nas categorias Prêmio Anthony Asquith para a trilha sonora de David Shire e Melhor Ator Coadjuvante para Martin Balsam.

As duas histórias são idênticas, mas o que sobra de qualidade na força dos seus personagens, e mesmo no cuidado em armar a trama, falta em ação e dinâmica à narrativa. Os filmes são longos e se tornam cansativos. Mesmo na versão moderna, as sequências de perseguição e passagens do vagão são bastante previsíveis.

Vale assistir pela curiosidade, ainda mais se conseguir acompanhar os dois na sequência. Principalmente para observar as diferenças cinematográficas em uma refilmagem com mais de 35 anos. No mais, os filmes não acrescentam muita coisa. Pra quem gosta de filmes mais antigos, as diferenças são saborosas e merecem destaque.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Tony Scott
Elenco: John Travolta, Denzel Washington, Luis Guzmán, Victor Gojcaj, John Turturro, James Gandolfini, Michael Rispoli, Ramon Rodriguez.
Produção: John Wildermuth Jr., Michael Costigan
Roteiro: Brian Helgeland
Fotografia: Tobias A. Schliessler
Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams
Duração: 106 min.
Ano: 2009
País: EUA/ Inglaterra
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Columbia Pictures / Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / Scott Free Productions / Escape Artists / Relativity Media
Classificação: 14 anos

FICHA TÉCNICA
Diretor: Joseph Sargent
Elenco: Walter Matthau, Robert Shaw, Martin Balsam, Hector Elizondo, Earl Hindman, Lee Wallace, Dick O'Neill, Jerry Stiller
Produção: Gabriel Katzka, Edgar J. Scherick
Roteiro: Peter Stone
Fotografia: Owen Roizman
Trilha Sonora: David Shire
Duração: 104 min.
Ano: 1974
País: EUA
Gênero: Policial
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Surpresas, de fato



Filmes com John Travolta e Robin Williams costumam ser garantia de boa qualidade (claro que existem exceções), mas a reunião dessas duas feras no longa Surpresa em Dobro, da Disney, é simplesmente envolvente e sensacional.

A história não tem nada de extravagante (quem viu um filme de pais e filhos acha que já viu todos), mas o roteiro funciona bem e se transforma em uma ótima pedida para a matinê de sábado.

O elenco é uma ótima pedida. Além de Travolta e Williams, participam da trama Kelly Preston, Bernie Mac, Matt Dillon, e Ella Bleu Travolta. Ver a família Travolta unida emociona.

No filme, dois grandes amigos entram em diversas enrascadas pra satisfazer as vontades de duas crianças, filhos de um deles, isso sem perder o contato com a atribulada rotina de homens de negócios.

Pode até ser considerado uma história voltada ao público infantil, mas agrada os adultos também. O filme é super divertido, com passagens bastante engraçadas (algumas até previsíveis) e com certeza vale o preço do ingresso.