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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Antes só do que mal casado



Mais uma daquelas comédias que apelam para o escatológico, ou para o bizarro, para alcançar o riso. Às vezes pode funcionar, mas quando se torna constante, mesmo que a passagem seja muito engraçada, dá a impressão de ser repetitiva e, por vezes, repulsiva.

Isso não tira toda a qualidade de Antes só do que mal casado. O filme é razoável, com uma fotografia muito boa, graças principalmente às locações do filme, um elenco que é esforçado e vai bem ao longo da história, um roteiro equilibrado, apesar dos momentos mais nojentos, além de ser bastante dinâmico.

Por dinâmico, me refiro ao fato de não ser um filme enrolado, com muitos diálogos sem sentido e desnecessários, e que, quando você percebe, o filme já acabou. Por isso mesmo acaba sendo uma boa pedida. É um filme que garante algumas risadas, que passa sem exigir muito do seu espectador.

No filme, Eddie Cantrow (Ben Stiller) é um solteirão que sofre pressão de seu pai e seus amigos, todos casados. Ao conhecer Lila (Malin Akerman), ele acredita ter, finalmente, encontrado a garota certa e, por isso, decide se casar o mais rápido possível. Mas, já na lua-de-mel, ele descobre que sua vida pode se tornar um pesadelo e sua esposa não é nada daquilo que aparentava. Durante os conflitos, Eddie conhece Miranda (Michelle Monaghan) e, dessa vez, acredita ter encontrado a mulher dos seus sonhos.

Ben Stiller está como sempre. Isso também não chega a ser um destaque, mas começa a passar a impressão de que quem viu seu papel em um filme, já viu todos. Esse era o caso em que ele poderia abusar, em um papel mais escandaloso, mas aquele jeitão de Uma Noite no Museu, ou Entrando numa Fria, parece ter tomado conta do seu espírito.

Trata-se de uma comédia que exige um estômago forte, com apelo ao bizarro em algumas passagens, mas boas risadas em outras. O filme é despretensioso, e não fica enchendo a cabeça do espectador. Pode ser uma boa pedida, peincipalmente se você procura uma comédia sem compromisso, e que apesar de qualquer desvio, cumpre o que promete, e entrega boas risadas ao espectador.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Bobby Farrelly, Peter Farrelly
Elenco: Ben Stiller, Michelle Monaghan, Jerry Stiller, Malin Akerman, Carlos Mencia, Rob Corddry, Stephanie Courtney.
Produção: Ted Field, Bradley Thomas
Roteiro: Scot Armstrong, Leslie Dixon, Bobby Farrelly, Peter Farrelly, Kevin Barnett
Fotografia: Matthew F. Leonetti
Duração: 115 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox
Estúdio: Conundrum Entertainment / DreamWorks SKG
Classificação: 16 anos

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

E não é que sequestraram o mesmo cara mais de uma vez?!?!


Eu havia assistido O Sequestro do Metro 1 2 3, mas não empolguei. Os personagens são super bem trabalhados. John Travolta como vilão se supera, e Denzel Washington como negociador já é algo comum. No entanto, a história fica devendo. São muitos diálogos, muitos detalhes desnecessários, e um assalto/sequestro cuja justificativa (não estragarei a surpresa aqui) é meio sombria.

E na última semana tive a oportunidade de assistir o original de 1974, chamado O Sequestro do Metrô, com Walter Matthau, Robert Shaw, Hector Elizondo e até Jerry Stiller (o pai de Ben). O filme é um policial dos anos 70, com personagens fortes em papeis de machões, com falas ríspidas e diretas, mas novamente, sem a ação pra dar "liga" à trama.

Na versão de 2009 existe ainda espaço para os efeitos especiais, que enriquecem um pouco mais a história, já que na versão de 1974, o filme se limita a um trecho de um túnel do metrô, o vagão, e a sala de comando. Hilário ver a sequência em que o vagão segue desgovernado e as pessoas são jogadas de um lado para o outro.

Na versão de 2009, Ryder (John Travolta) é o líder de uma quadrilha que sequestra um trem do metrô de Nova York e ameaça matar seus passageiros, caso não seja pago o resgate exigido. Cabe ao operador do metrô Walter Garber (Denzel Washington) a missão de negociar com o bandido.





Na versão original, Em um dia qualquer, Zach Garber (Walter Matthau), controlador de tráfego do metrô de Nova York, é surpreendido com o sequestro de um trem por um bando misterioso, liderado por Blue (Robert Shaw). Os criminosos exigem US$ 1 milhão para libertar os reféns.

Importante destacar que a versão de 1974 foi ndicada, em 1976, ao Bafta nas categorias Prêmio Anthony Asquith para a trilha sonora de David Shire e Melhor Ator Coadjuvante para Martin Balsam.

As duas histórias são idênticas, mas o que sobra de qualidade na força dos seus personagens, e mesmo no cuidado em armar a trama, falta em ação e dinâmica à narrativa. Os filmes são longos e se tornam cansativos. Mesmo na versão moderna, as sequências de perseguição e passagens do vagão são bastante previsíveis.

Vale assistir pela curiosidade, ainda mais se conseguir acompanhar os dois na sequência. Principalmente para observar as diferenças cinematográficas em uma refilmagem com mais de 35 anos. No mais, os filmes não acrescentam muita coisa. Pra quem gosta de filmes mais antigos, as diferenças são saborosas e merecem destaque.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Tony Scott
Elenco: John Travolta, Denzel Washington, Luis Guzmán, Victor Gojcaj, John Turturro, James Gandolfini, Michael Rispoli, Ramon Rodriguez.
Produção: John Wildermuth Jr., Michael Costigan
Roteiro: Brian Helgeland
Fotografia: Tobias A. Schliessler
Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams
Duração: 106 min.
Ano: 2009
País: EUA/ Inglaterra
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Columbia Pictures / Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) / Scott Free Productions / Escape Artists / Relativity Media
Classificação: 14 anos

FICHA TÉCNICA
Diretor: Joseph Sargent
Elenco: Walter Matthau, Robert Shaw, Martin Balsam, Hector Elizondo, Earl Hindman, Lee Wallace, Dick O'Neill, Jerry Stiller
Produção: Gabriel Katzka, Edgar J. Scherick
Roteiro: Peter Stone
Fotografia: Owen Roizman
Trilha Sonora: David Shire
Duração: 104 min.
Ano: 1974
País: EUA
Gênero: Policial
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida