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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Batman Begins



Hoje, Batman é o meu filme favorito quando o assunto é super herói. Não só pelas diversas versões, mas pela força do personagem e seu apelo, muito mais verossímil (pero no mucho), principalmente se comparado a alguns heróis meio absurdos, como Hulk, por exemplo.

A verdade é que este recomeço muda o jeitão de Batman radicalmente. Ele abandona aquele jeitão infantil de seus antecessores, e assume a versão mais dark e violenta dos quadrinhos. O resultado surpreende, e o filme consegue se destacar positivamente em vários aspectos.

A parte visual é maravilhosa. Ótimas sequências, belíssimos efeitos especiais, e um aspecto mais escuro, mais sombrio. Muito com a cara do velho morcegão e da atmosfera que se quer criar para Gotham City (o jeitão de cidade abandonada, repleta de criminosos valentões, e cheia de sombras). Combinado ao visual, tem-se uma trilha sonora fora de série. Forte na medida certa, e que dita os rumos de toda a ação.

O elenco conta com estrelas de muita categoria, além de Christian Bale, a produção traz os brilhantes Michael Caine, Liam Neeson, Gary Oldman, Rutger Hauer, Ken Watanabe e Morgan Freeman. Todos eles são perfeitos em seus papeis e criam personagens com apelo suficiente para atrair a atenção do espectador. E Christian Bale ficou bem como Batman, embora eu achasse que ele não conseguiria combinar com o personagem.

A história é uma questão à parte. O filme assume uma postura mais adulta, mais violenta. Esqueça aqueles vilões com tiradas mais sarcásticas, mais bonzinhos. Exceto pelo começo lento, que explica a história da criação do super herói, e que deixa a trama mais longa e um pouco cansativa, o restante funciona muito bem. O roteiro é bem construído e não deixa ninguém dormir.

O filme se concentra na apresentação da origem do Batman. O assassinato dos pais, na época em que era ainda um garoto, provocou-lhe um desejo insaciável de vingança. Enquanto os fatos mais importantes de sua vida são relembrados, Batman tem de derrotar o rival (e ex-mestre) Ra's Al Ghul e livrar Gotham City de um chefão do crime.

Excelente filme em todos os sentidos. Boas doses de ação, com muita qualidade gráfica e uma trilha sonora de primeiríssima qualidade. Excelentes atores e personagens com força e inteligência. Uma excelente pedida para quem procura um filme repleto de ação e um roteiro bem distribuído. Para assistir e repetir, mesmo que você não seja fã do herói.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Christopher Nolan
Elenco: Christian Bale, Michael Caine, Liam Neeson, Katie Holmes, Gary Oldman, Cillian Murphy, Tom Wilkinson, Rutger Hauer, Ken Watanabe, Morgan Freeman.
Produção: Emma Thomas
Roteiro: David S. Goyer, Christopher Nolan, Bob Kane
Fotografia: Wally Pfister
Trilha Sonora: David Julyan
Duração: 139 min.
Ano: 2005
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Warner Bros. / Di Bonaventura Pictures
Classificação: 10 anos

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Lista de indicados ao Oscar 2012



A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou nesta terça-feira (24) a lista de indicados ao Oscar 2012. O filme de Martin Scorsese "A Invenção de Hugo Cabret" lidera a lista, com 11 indicações da Academia, que vai revelar os vencedores no dia 26 de fevereiro, em Los Angeles. (Assista ao diretor Martin Scorsese comentando o filme no vídeo ao lado).

O filme francês "O Artista", principal vencedor em premiações anteriores, tem 10 indicações, e "O Homem que Mudou o Jogo" tem seis. Sergio Mendes e Carlinhos Brown concorrem ao prêmio de melhor canção original, pelo tema da animação "Rio".

Veja abaixo a lista completa de indicados:

Melhor filme
"Cavalo de guerra"
"O artista"
"O homem que mudou o jogo"
"Os descendentes"
"A árvore da vida"
"Meia-noite em Paris"
"História cruzadas"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Tão forte e tão perto"

Melhor ator
Demián Bichir - "A better life"
George Clooney - "Os descendentes"
Jean Dujardin - "O artista"
Gary Oldman - "O espião que sabia demais"
Brad Pitt - "O homem que mudou o jogo"

Ator coadjuvante
Kenneth Branagh - "Sete dias com Marilyn"
Jonah Hill - "O homem que mudou o jogo"
Nick Nolte - "Warrior"
Max Von Sydow - "Tão forte e tão perto"
Christopher Plummer - "Beginners"

Melhor animação
"A Cat in Paris"
"Chico & Rita"
"Kung Fu Panda 2"
"Gato de Botas"
"Rango"

Melhor atriz
Glenn Close
Viola Davis
Rooney Mara
Meryl Streep
Michelle Williams

Melhor atriz coadjuvante
Octavia Spencer ("Histórias cruzadas")
Berenice Bejo ("O artista")
Jessica Chastain ("Histórias cruzadas")
Janet McTeer ("Albert Nobbs")
Melissa McCarthy ("Missão madrinha de casamento")

Melhor roteiro original
"O artista"
"Missão madrinha de casamento"
"Margin Call"
"Meia-noite em Paris"
"A separação"

Trilha sonora original
"As aventura de Tintim" - John Williams
"O Artista" - Ludovic Bource
"A invenção de Hugo Cabret" - Howard Shore
"O espião que sabia demais" - Alberto Iglesias
"Cavalo de guerra" - John Williams

Canção original
"Man or Muppet", de "Os Muppets", música e letra de Bret McKenzie
"Real in Rio", de "Rio", música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown, letra de Siedah Garrett

Maquiagem
"Albert Nobbs"
"Harry Potter"
"A dama de ferro"

Direção de arte
"O artista"
"Harry Potter"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Meia-noite em Paris
"Cavalo de guerra"

Fotografia
"O artista"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"A árvore da vida"
"Cavalo de guerra"

Figurino
"Anonymous"
"O artista"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Jane Eyre"
"W.E."

Diretor
Michel Hazanavicius - "O artista"
Alexander Payne - "Os descendentes"
Martin Scorsese - "A invenção de Hugo Cabret"
Woody Allen - "Meia-noite em Paris"
Terrence Malick - "A árvore da vida"

Documentário (longa-metragem)
"Hell and Back Again"
"If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front"
"Paradise Lost 3: Purgatory"
"Pina"
"Undefeated"

Documentário (curta-metragem)
"The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement"
"God Is the Bigger Elvis"
"Incident in New Baghdad"
"Saving Face"
"The Tsunami and the Cherry Blossom"

Edição
"O artista"
"Os descendentes"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"O homem que mudou o jogo"

Melhor filme em língua estrangeira
"Bullhead" - Bélgica
"Footnote" - Israel
"In Darkness" - Polônia
"Monsieur Lazhar" - Canadá
"Separação" - Irã

Curta-metragem de animação
"Dimanche"
"The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore"
"La Luna"
"A Morning Stroll"
"Wild Life"

Curta-metragem
"Pentecost"
"Raju"
"The Shore"
"Time Freak"
"Tuba Atlantic"

Edição de som
"Drive"
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Transformers: o lado oculto da lua"
"Cavalo de guerra"

Mixagem de som
"Os homens que não amavam as mulheres"
"A invenção de Hugo Cabret"
"O homem que mudou o jogo"
"Transformers: o lado oculto da lua"
"Cavalo de guerra"

Efeitos visuais
"Harry Potter"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Gigantes de aço"
"Planeta do macacos"
"Transformers: o lado oculto da lua"

Roteiro adaptado
"Os descendentes"
"A invenção de Hugo Cabret"
"Tudo pelo poder"
"O homem que mudou o jogo"
"O espião que sabia demais"

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Kung Fu Panda 2



Pensei em escrever somente a respeito do Kung Fu Panda 2, quando percebi que seria muito melhor se escrevesse a respeito do primeiro episódio também, até para destacar as diferenças entre as duas produções. E, mais do que isso, para ilustrar a inusitada situação de a continuação ser melhor do que o primeiro episódio.

Surpresa total. Obviamente a segunda história é muito mais previsível, mas ao mesmo tempo, tem um apelo muito mais forte e valioso para a mensagem de fundo, que deixa o filme agradável e leve. Apesar de voltado às artes marciais, por incrível que pareça, a continuação de Kung Fu Panda é mais leve, mais superficial, mais tranquila. E por isso mesmo, melhor.

Tudo isso somado à grande qualidade da animação e à força dos seus personagens, o que torna o filme ainda mais divertido do que sua edição anterior. No caso dos personagens, mais destaque para o panda, protagonista, e sua história, dando detalhes que realmente importam. Na verdade, pouco me importa a tigresa ou o louva-a-deus, protagonistas secundários, na trama. Quero mesmo saber a respeito do panda que dá nome ao filme, e que no primeiro Kung Fu Panda, precisou dividir seu espaço com essa turma.

Nesse segundo filme, Po (voz original de Jack Black) agora é Dragão Guerreiro, protegendo o Vale da Paz juntamente com os Cinco Furiosos, seus amigos e colegas mestres do Kung Fu. Porém, surge um vilão que planeja usar uma arma secreta e impossível de ser detida para conquistar a China e destruir o kung fu. Po terá de rever seu passado e descobrir os segredos de suas misteriosas origens e, assim, conseguir revelar a força que necessita para vencer.

O filme já mostrou sua força, tanto que se tornará série de TV, mas independente disso, achei importante as mudanças realizadas. Dando mais foco e profundidade à história, além de destacar o personagem que, de fato, faz a diferença. Dessa vez, uma excelente pedida para os admiradores da boa animação. Um filme que conseguiu superar o trauma da continuação e ser mlhor que seu original. Indicado para toda a família, esse é para assistir e repetir.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jennifer Yuh
Elenco: Vozes na versão original de Angelina Jolie, Seth Rogen, Gary Oldman, Jackie Chan, Jack Black, Jean-Claude Van Damme, Dustin Hoffman, Lucy Liu.
Produção: Melissa Cobb
Roteiro: Jonathan Aibel, Glenn Berger
Trilha Sonora: John Powell, Hans Zimmer
Duração: 90 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: DreamWorks Animation
Classificação: Livre

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Livro de Eli



Mais um belo filme protagonizado por Denzel Washington. Inteligente, dinâmico, com boas doses de ação, bons efeitos, uma linda fotografia, e um roteiro surpreendente, que prende o espectador até o final e, mesmo assim, reserva uma surpresa incrível quando se acredita que nada mais pode acontecer.

O cenário apocalíptico é muito bem retratado nos diversos elementos do filme, desde as locações até as roupas. E é na fotografia, que o clima árido predominante na história fica ainda mais acentuado, com um efeito de cores maravilhoso. Impressionante as tomadas possíveis com esse recurso.

Ponto positivo também para a direção, que conseguiu fazer do menos, muito mais. Isso quer dizer que são poucos diálogos, poucos personagens, mas tudo muito bem costurado e com um resultado final que supera as expectativas. Apesar de algumas passagens mais silenciosas, o filme não tem nada de cansativo.

Isso fica claro nas cenas de ação. Lutas muito bem trabalhadas, sequências de perseguição e destruição. E o elenco também tem sua contribuição. Caras já manjadas (como o caso de Denzel e Gary Oldman), trabalhando muito bem com novos talentos.

No filme, Eli (Denzel Washington) é um guerreiro solitário que sobreviveu a um não muito distante futuro pós-apocalíptico. Sua missão é atravessar os EUA para conseguir passar adiante conhecimentos que podem ser a chave para a redenção do planeta, escritos em um misterioso livro.

O filme começa sem muitas explicações, e só melhora a cada passagem. Não existe muito tempo para pensar, e quando você percebe, o filme já acabou. De maneira surpreendente, elenco, direção, roteiro, absolutamente todos os elementos trabalham muito bem, e em plena sintonia, com um resultado magistral. Uma produção para quem busca entretenimento, inteligência, ação, e uma trama muito acima da média. Não faz o estilo vale a pena repetir até cansar, mas sem dúvidas, é um tremendo filme.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Albert e Allen Hugues
Elenco: Denzel Washington, Gary Oldman, Jennifer Beals, Mila Kunis, Ray Stevenson, Lora Martinez, Luis Bordonada, Tom Waits, Frances de la Tour
Produção: Broderick Johnson, Andrew A. Kosove, Denzel Washington, Joel Silver
Roteiro: Gary Whitta
Fotografia: Don Burgess
Trilha Sonora: Atticus Ross, Leopold Ross, Claudia Sarne
Duração: 118 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Classificação: 16 anos

sexta-feira, 25 de março de 2011

Os fantasmas de Jim Carrey


Uma história maravilhosa em uma animação igualmente deliciosa. Isso resume bem o que é o filme Os Fantasmas de Scrooge. Tipicamente natalino esse filme já teve tantas versões, e sempre surpreende. Não é diferente nesta bela animação, onde Jim Carrey dá vida a um idoso que não acredita no humanismo, e muito menos no espírito de Natal.


O cuidado é tanto com a qualidade do filme e os detalhes, que a produção mais parece uma obra de arte. A história do brilhante escritor Charles Dickens foi representada à altura.


No filme, Ebenezer Scrooge (Jim Carrey) começa as férias de Natal como de costume, mesquinho e de mau humor, berrando com seu fiel assistente (Gary Oldman) e com seu alegre sobrinho (Colin Firth). Mas quando os fantasmas dos Natais Passado, Presente e Futuro o levam em uma surpreendente jornada que revela as verdades que o velho Scrooge reluta em enfrentar, ele deve abrir seu coração para desfazer anos de maldades antes que seja tarde demais.


Uma bela animação, pra ser assistida por toda a família. E vale até o repeteco. Divertida na medida certa, com diálogos inteligentes, uma história bem desenhada, e uma mensagem inteligente. De fato, um filme pra ser curtido por todos. Satisfação garantida.


FICHA TÉCNICA Diretor: Robert Zemeckis Elenco: Jim Carrey, Colin Firth, Gary Oldman, Cary Elwes, Michael J. Fox (narrador), Daryl Sabara, Robin Wright Penn. Produção: Jack Rapke, Steve Starkey, Robert Zemeckis. Roteiro: Robert Zemeckis, baseado em conto de Charles Dickens Fotografia: Robert Presley Trilha Sonora: Alan Silvestri Duração: 96 min. Ano: 2009 País: EUA Gênero: Fantasia Cor: Colorido Distribuidora: Buena Vista Pictures Estúdio: Walt Disney Pictures / ImageMovers Classificação: 10 anos