Sim, porque apesar da fantástica fotografia da produção, tudo mais é dispensável. O elenco, que conta com o perdidíssimo Liam Neeson, e o irreconhecível Dermot Mulroney (pois é, ele está lá, escondido sob uma densa barba, e um par de óculos pra lá de garrafais), não funciona junto, difícil saber a razão de estarem juntos, e qual seria o entrosamento entre eles.
O filme tem todos os clichês dos pseudo terrores da atualidade. Se você imagina que algo vai acontecer num determinado momento, é muito provável estar certo. Sem contar a história. Sem nenhum ineditismo, a produção tenta vender uma moral religiosa, ou nem tanto assim, para justificar a sobrevivência do grupo. Em determinado momento não é mais isso. Em outro, volta a ser, mas com o fundo de resolver questões familiares. No fim... bom, não quero estragar a surpresa, mas passa a ser tudo isso, e nada disso ao mesmo tempo. Difícil, não é?
O filme conta que ao tentar fazer uma viagem tranquila para casa, um grupo de extratores de petróleo do Alasca acaba sofrendo um acidente aéreo. Do total de 125 passageiros, apenas oito sobrevivem. Machucados, eles tentam se recuperar quando descobrem que aquele é um local habitado por uma matilha de lobos selvagens. Considerando os humanos invasores, os animais passam a caçar lentamente os sobreviventes da queda do avião, levando-os a uma intensa luta por sobrevivência.
Honestamente, não imagino como Liam Nesson possa ter amarrado a carreira dele em um filme tão ruim, mas acho que é que fazemos quando precisamos pagar algumas contas. A Perseguição consegue ter uma fotografia fantástica, difícil não acertar quando o pano de fundo é a natureza, mas no resto, parece tudo errado e sem sentido. O elenco não vai bem, a premissa da história é confusa, e seu desenrolar, um assombro. Se você busca um filme sem emoção e com uma moral da história meio distorcida, talvez seja uma boa pedida, mas se não quer perder o seu tempo, fique longe.






