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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A Perseguição

Em um momento do filme, um dos seus protagonistas pergunta ao restante do grupo "por que é que sobrevivemos a tudo isso? qual seria a razão para isso?" Pois bem, essas duas perguntas resumem de maneira fantástica uma opinião a respeito do filme. Afinal de contas, por tudo o que acontece, pelos que sobrevivem a um acidente aéreo, e otras cositas , qual a razão para alguém assistir um filme como A Perseguição? Perder seu precioso tempo pode ser uma boa resposta.

Sim, porque apesar da fantástica fotografia da produção, tudo mais é dispensável. O elenco, que conta com o perdidíssimo Liam Neeson, e o irreconhecível Dermot Mulroney (pois é, ele está lá, escondido sob uma densa barba, e um par de óculos pra lá de garrafais), não funciona junto, difícil saber a razão de estarem juntos, e qual seria o entrosamento entre eles.

O filme tem todos os clichês dos pseudo terrores da atualidade. Se você imagina que algo vai acontecer num determinado momento, é muito provável estar certo. Sem contar a história. Sem nenhum ineditismo, a produção tenta vender uma moral religiosa, ou nem tanto assim, para justificar a sobrevivência do grupo. Em determinado momento não é mais isso. Em outro, volta a ser, mas com o fundo de resolver questões familiares. No fim... bom, não quero estragar a surpresa, mas passa a ser tudo isso, e nada disso ao mesmo tempo. Difícil, não é?

O filme conta que ao tentar fazer uma viagem tranquila para casa, um grupo de extratores de petróleo do Alasca acaba sofrendo um acidente aéreo. Do total de 125 passageiros, apenas oito sobrevivem. Machucados, eles tentam se recuperar quando descobrem que aquele é um local habitado por uma matilha de lobos selvagens. Considerando os humanos invasores, os animais passam a caçar lentamente os sobreviventes da queda do avião, levando-os a uma intensa luta por sobrevivência.

Honestamente, não imagino como Liam Nesson possa ter amarrado a carreira dele em um filme tão ruim, mas acho que é que fazemos quando precisamos pagar algumas contas. A Perseguição consegue ter uma fotografia fantástica, difícil não acertar quando o pano de fundo é a natureza, mas no resto, parece tudo errado e sem sentido. O elenco não vai bem, a premissa da história é confusa, e seu desenrolar, um assombro. Se você busca um filme sem emoção e com uma moral da história meio distorcida, talvez seja uma boa pedida, mas se não quer perder o seu tempo, fique longe.


FICHA TÉCNICA

Diretor: Joe Carnahan
Elenco: Liam Neeson, Dermot Mulroney, James Badge Dale, Nonso Anozie, Joe Anderson, Frank Grillo, Dallas Roberts, Larissa Stadnichuk, Ben Bray, James Bitonti, Jonathan Bitonti, Anne Openshaw, Peter Girges, Ella Kosor, Jacob Blair, Lani Gelera, Larissa Stadnichuk
Produção: Mickey Liddell, Tony Scott, Ridley Scott, Joe Carnahan, Jules Daly
Roteiro: Joe Carnahan, Ian Mackenzie Jeffers
Fotografia: Masanobu Takayanagi
Trilha Sonora: Marc Streitenfeld
Duração: 117 min.
Ano: 2012
País: EUA/ Canadá
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Liddell Entertainment / Scott Free Productions
Classificação: 14 anos

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Fúria de Titãs 2

A refilmagem do divertido e envolvente Fúria de Titãs já não tinha servido para muita coisa. Sua continuação, serve para prolongar esse sofrimento e, assim como seu antecessor, investe em uma bagunça de elementos, que no final nada significam, e que não agregam nada à trama ou ao que pode ser oferecido como entretenimento a qualquer espectador.

Ok, o filme tem efeitos especiais... e paramos por aí. Não existe empenho para transformar a história em algo agradável. A ritmo acelerado, com a edição super recortada, deixa lacunas na história, e confunde o tempo todo. Parece que o tempo vai e vem, quando na verdade, isso não acontece.

Sam Worthington lidera a ação, mas é impessoal, não consegue dar valor ao personagem, e parece desligado, sem tesão. O elenco conta ainda com nomes como o de Liam Neeson, Ralph Fiennes, Bill Nighy, Rosamund Pike, Édgar Ramírez, Danny Huston, Toby Kebbell e Lily James, mas mesmo os mais vibrantes, ficam longe de boas atuações, e também decepcionam.

Cenas de luta? O filme tem várias. Mas começam do nada e terminam do nada. Parece mesmo que a ideia do roteirista e dos produtores foi a de confundir os espectadores. E a história segue esse ritmo também, que na verdade é alucinante, acelerado, mas que pouco importa, e ao invés de atrair a atenção, acaba afastando e confundindo ainda mais.

O filme conta que uma década depois de derrotar o monstro Kraken, o heróico Perseu (Sam Worthington) tenta levar uma vida calma como pescador e criar sozinho o filho Helius. Quando Hades decide aliar-se a Ares (Edgar Ramírez) e fazer um acordo com Cronos, Perseu tem de deixar de lado as suas pretensões e voltar a participar na luta dos deuses.

Vilões, bandidos, cenas de luta, seres mitológicos, grandes efeitos especiais, nomes consagrados do cinema, tudo isso foi jogado em um grande balde e misturado, temperados com um roteiro fraco, sem entusiasmo e com uma sequência bastante duvidosa, com uma narrativa acelerada e desconjuntada, que pouco agregam à trama. Um grande emaranhado de cores e informações, com pouco significado e pouquíssima dose de entretenimento. Se você curte ação, existem opções muito melhores. Se você acha que a decepcionante primeira parte merece uma segunda chance, encare por sua conta e risco. O cinema não precisa de continuações sem sentido, só pela satisfação de existirem (para seus criadores). Se puder, fique longe e evite ao máximo.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Jonathan Liebesman
Elenco: Liam Neeson, Ralph Fiennes, Sam Worthington, Bill Nighy, Rosamund Pike, Édgar Ramírez, Danny Huston, Toby Kebbell, Lily James
Produção: Basil Iwanyk, Polly Johnsen
Roteiro: Dan Mazeau, David Johnson, Steven Knight
Fotografia: Ben Davis
Trilha Sonora: Javier Navarrete
Duração: 99 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Legendary Pictures / Warner Bros. Pictures
Classificação: 12 anos

quarta-feira, 28 de março de 2012

A casa amaldiçoada



Ah, o velho terror. Aquele que não abusa do sangue, nem das degolas, nem da tortura ou de amputações desnecessárias. Ele assusta usando elementos da imaginação do espectador. Naquelas horas que você tem certeza que vai acontecer alguma coisa que irá assustá-lo, mas mesmo assim, quando um pássaro voa, uma porta bate ou alguém toca o ombro da protagonista, você dá um pulo no sofá. Esse é o estilo de A casa amaldiçoada. Um filme de suspense, metido a terror, mas que agrada do começo ao fim.

Tudo bem, você vai falar que o filme é previsível, que é levinho demais, que existem outros filmes de terror que assustam muito mais. Em parte, tudo isso é verdade. A história é mesmo bastante previsível, mas garante boas doses de entretenimento. Com uma quantidade razoável de estrelas em seu elenco, que conta com Liam Neeson, Catherine Zeta-Jones, Lili Taylor e Owen Wilson, o filme tem aquela atmosfera de filme de terror que agrada, mesmo que esse não seja o seu estilo preferido.

E acho que é justamente essa atmosfera, criada com uma alta qualidade, graças à locação e à excelente fotografia, que criam um ambiente favorável ao susto. Importante salientar que, apesar dos nomes conhecidos no elenco, eles pouco interferem no resultado final.

No filme, o Dr. David Marrow (Liam Neeson) convida três pessoas (Catherine Zeta-Jones, Lili Taylor e Owen C. Wilson) para um estudo sobre insônia, que se dará numa grande mansão centenária. Mas na verdade a intenção do médico é estudar o medo das pessoas. A casa é cercada de lendas sobre fantasmas e logo estranhos fenômenos começam a acontecer. Os três pacientes descobrirão sobre as assombrações e segredos da mansão.

É o tipo de produção que se destaca por seu jeito mais conservador, se é que posso denominar assim. Sem excessos, sem sangue, sem membros cortados a sangue frio, o filme tem uma história previsível, mas ainda assim atraente. Um elenco que funciona bem dentro da trama, sem interferir no curso da história. Um filme de terror do jeito que deve ser, assustador, sem ser nojento e violento. Boa pedida pra quem gosta ou não do estilo.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jan de Bont
Elenco: Liam Neeson, Catherine Zeta-Jones, Lili Taylor, Owen Wilson, Bruce Dern, Marian Seldes, Alix Koromzay, Todd Field, Virginia Madsen.
Produção: Susan Arnold, Donna Arkoff Roth, Colin Wilson
Roteiro: David Self
Fotografia: Karl Walter Lindenlaub
Trilha Sonora: Jerry Goldsmith
Duração: 112 min.
Ano: 1999
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: DreamWorks SKG
Classificação: 12 anos

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Batman Begins



Hoje, Batman é o meu filme favorito quando o assunto é super herói. Não só pelas diversas versões, mas pela força do personagem e seu apelo, muito mais verossímil (pero no mucho), principalmente se comparado a alguns heróis meio absurdos, como Hulk, por exemplo.

A verdade é que este recomeço muda o jeitão de Batman radicalmente. Ele abandona aquele jeitão infantil de seus antecessores, e assume a versão mais dark e violenta dos quadrinhos. O resultado surpreende, e o filme consegue se destacar positivamente em vários aspectos.

A parte visual é maravilhosa. Ótimas sequências, belíssimos efeitos especiais, e um aspecto mais escuro, mais sombrio. Muito com a cara do velho morcegão e da atmosfera que se quer criar para Gotham City (o jeitão de cidade abandonada, repleta de criminosos valentões, e cheia de sombras). Combinado ao visual, tem-se uma trilha sonora fora de série. Forte na medida certa, e que dita os rumos de toda a ação.

O elenco conta com estrelas de muita categoria, além de Christian Bale, a produção traz os brilhantes Michael Caine, Liam Neeson, Gary Oldman, Rutger Hauer, Ken Watanabe e Morgan Freeman. Todos eles são perfeitos em seus papeis e criam personagens com apelo suficiente para atrair a atenção do espectador. E Christian Bale ficou bem como Batman, embora eu achasse que ele não conseguiria combinar com o personagem.

A história é uma questão à parte. O filme assume uma postura mais adulta, mais violenta. Esqueça aqueles vilões com tiradas mais sarcásticas, mais bonzinhos. Exceto pelo começo lento, que explica a história da criação do super herói, e que deixa a trama mais longa e um pouco cansativa, o restante funciona muito bem. O roteiro é bem construído e não deixa ninguém dormir.

O filme se concentra na apresentação da origem do Batman. O assassinato dos pais, na época em que era ainda um garoto, provocou-lhe um desejo insaciável de vingança. Enquanto os fatos mais importantes de sua vida são relembrados, Batman tem de derrotar o rival (e ex-mestre) Ra's Al Ghul e livrar Gotham City de um chefão do crime.

Excelente filme em todos os sentidos. Boas doses de ação, com muita qualidade gráfica e uma trilha sonora de primeiríssima qualidade. Excelentes atores e personagens com força e inteligência. Uma excelente pedida para quem procura um filme repleto de ação e um roteiro bem distribuído. Para assistir e repetir, mesmo que você não seja fã do herói.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Christopher Nolan
Elenco: Christian Bale, Michael Caine, Liam Neeson, Katie Holmes, Gary Oldman, Cillian Murphy, Tom Wilkinson, Rutger Hauer, Ken Watanabe, Morgan Freeman.
Produção: Emma Thomas
Roteiro: David S. Goyer, Christopher Nolan, Bob Kane
Fotografia: Wally Pfister
Trilha Sonora: David Julyan
Duração: 139 min.
Ano: 2005
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Warner Bros. / Di Bonaventura Pictures
Classificação: 10 anos

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Desconhecido



Fazia algum tempo que eu não assistia um filme tão inteligente e com qualidade tão acima da média. Verdade. Tirando as animações, poucos filmes tem, de fato, mostrado uma qualidade boa ou ótima. E Desconhecido supera a média da mesmice, com uma produção que consegue agradar todos os tipos de público.

Conversei com algumas pessoas que assistiram ao filme, e também li algumas críticas, que apontavam a semelhança com a história da trilogia de Jason Bourne ou, mais especificamente, Identidade Bourne. Acho até que existe alguma semelhança. Mas tirando o elemento de perda de memória, e o personagem correr atrás da sua identidade, as semelhanças se encerram por aí. Identidade Bourne é um filme inteligente, com uma combinação de roteiro, elenco, e doses de ação, que tornam a pedida excelente.

Não que isso não aconteça com Desconhecido. Considero a produção uma pedida imperdível para quem curte um bom thriller de ação. Mas aqui a qualidade da trama acaba superando a ação.

O filme é inquieto do começo ao fim, com uma narrativa rápida, que não permite cansar seu espectador em quase duas horas de filme. As surpresas que surgem ao longo da história, de fato, mostram elementos bem amarrados. E as sequências de ação são um detalhe à parte. Não é um filme repleto de lutas e efeitos mirabolantes, mas as cenas de perseguição deixam qualquer um mordendo o braço da poltrona.

O filme conta a história de Dr. Martin Harris (Liam Neeson), que entra em coma após um grave acidente de carro em Berlim. Ao acordar, ele descobre que sua esposa (Jenuary Jones) não o reconhece e um desconhecido (Aidan Quinn) assumiu sua identidade e vive ao lado dela.

Ação do começo ao fim. Velocidade incessante. Bela fotografia. Uma história inteligente. Um elenco que funciona bem. E um Liam Neeson como não se via já fazia um tempo. Isso é o que pode se esperar dessa bela produção. Uma excelente pedida para quem procura uma produção que entrega ao espectador mais do que promete, com uma história e elementos que agradam do começo ao fim. Vale assistir e até repetir.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jaume Collet-Serra
Elenco: Liam Neeson, January Jones, Diane Kruger, Frank Langella, Aidan Quinn, Bruno Ganz, Sebastian Koch, Mido Hamada, Karl Markovics.
Produção: Leonard Goldberg, Andrew Rona, Joel Silver
Roteiro: Oliver Butche, Stephen Cornwell
Fotografia: Flavio Martínez Labiano
Trilha Sonora: John Ottman
Duração: 113 min.
Ano: 2011
País: EUA/ Reino Unido/ França/ Alemanha
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Dark Castle Entertainment / Studio Babelsberg / Studio Canal
Classificação: 14 anos

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Com muita classe

Só agora, muito tempo após seu lançamento, é que tive coragem de assistir Esquadrão Classe A. Essas adaptações de seriados, desenhos animados, brinquedos, quadrinhos, etc, não costumam empolgar. Mas dessa vez me sinto enganado. O filme não é um primor, nem zela pela cópia idêntica da série, mas é muito bom.

Boas doses de ação e tiradas engraçadas na medida certa. O filme surpreende e provoca a saudade àqueles que conheceram a série. O elenco original, com George Peppard - Hannibal, Dirk Benedict - Faceman, Mr. T - B.A. e Dwight Schultz - Murdock, tinha um baita carisma. Mas o novo grupo não decepciona.

O filme conta quando, em 2003, uma unidade operacional de elite foi condenada pela corte militar por um crime que não cometeu. Mas estes homens escaparam rapidamente da prisão de segurança máxima e passaram a viver clandestinamente no submundo de Los Angeles. Hoje, ainda procurados pelo governo, sobrevivem como mercenários.

Efeitos especiais bem trabalhados, cenas alucinantes de explosões e perseguições aéreas, diálogos irônicos entre os personagens, o filme não se prende a muitos detalhes, evita as longas apresentações desnecessárias, e tem um "pé" no seriado dos anos 80. Tanto que valeria uma continuação ou, quem sabe, o investimento na recriação de um seriado que siga a mesma dinâmica.

O filme é muito bom, só ficou devendo quanto ao velho furgão preto e vermelho (um ícone da série), que não tem um final tão feliz no longa. Não exagera nas cenas de ação nem no sangue. É inteligente, com uma narrativa super rápida, que faz não se perceber as duas horas de filme. Explorou adequadamente o seriado e engatilhou uma produção de qualidade, surpreendendo os menos otimistas. Vale assistir com toda a família e matar a saudade.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Joe Carnahan
Elenco: Liam Neeson, Bradley Cooper, Quinton "Rampage" Jackson, Jessica Biel, Sharlto Copley, David Richmond-Peck.
Produção: Stephen J. Cannell, Jules Daly, Ridley Scott, Tony Scott, Spike Seldin, Iain Smith, Alex Young
Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas, Skip Woods
Fotografia: Mauro Fiore
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Duração: 125 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Dune Entertainment / Scott Free Productions / Stephen J. Cannell Productions / Twentieth Century-Fox Film Corporation
Classificação: Livre

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A enfurecida fúria dos Titãs



Fúria de Titãs é um filme intrigante. Confesso que sou um fã incondicional do original de 1981, cuja combinação de monstros animados com personagens reais sempre me encantou. Quando soube da refilmagem fiquei feliz, um pouco menos pela versão do cinema ser prioritariamente em 3D, mas no placar geral, o filme atende bem o que promete. Faltaram alguns detalhes, poderiam ter aumentado o tempo do filme (sem que se tornasse cansativo, e não creio que isso aconteceria), e mesmo a explicação melhor de alguns personagens, mas mesmo assim ainda é um bom filme.

Nessa refilmagem, Perseus (Sam Worthington) é o único que pode salvar sua família de Hades (Ralph Fiennes), um vingativo deus da terra dos mortos. Sem nada a perder, ele lidera uma missão para derrotar o vilão, antes que ele alcance os poderes de Zeus (Liam Neeson), rei de todos os deuses. Inicia-se, então, uma jornada por mundos desconhecidos.

O elenco aposta em grandes nomes (Liam Neeson, pelo menos), e alguns outros bons intérpretes como Sam Worthington, Ralph Fiennes, Liam Neeson, Gemma Arterton, Danny Huston, Alexa Davalos, Izabella Miko, Jason Flemyng e Luke Evans. No caso de Perseus, interpretado pelo australiano Sam Worthington, fiquei com a impressão de o ator não estar muito ligado ao personagem, de uma atuação um pouco fria. Já tinha visto seus outros papéis em Avatar e O Exterminador do Futuro, e me parece que é uma característica dele, mas em Fúria de Titãs isso fica um pouco mais evidente. Talvez a coisa melhore com o tempo.

No mais, o filme conta com a boa direção de Louis Leterrier e tem uma bela fotografia (Peter Menzies Jr.), apostando forte nos efeitos especiais que transformam as cenas de ação.

É um bom filme, com boas doses de ação e aventura. Pedida certa pra quem gosta de histórias que misturem Deuses e outros personagens mitológicos. Ainda sou mais o original, mas não deixa de ser uma boa película pra aqueles que curtem boas cenas de ação e efeitos especiais (não necessariamente nessa ordem). Lembrando que o filme teve um bom resultado nas bilheterias, e a continuação tem previsão de ser produzida já no início de 2011. Será que agora, sem ter a comparação, o filme pode acrescentar mais ao que já foi apresentado? Acho que veremos isso em breve.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Louis Leterrier
Elenco: Sam Worthington, Ralph Fiennes, Liam Neeson, Gemma Arterton, Danny Huston, Alexa Davalos, Izabella Miko, Jason Flemyng, Luke Evans.
Produção: Kevin De La Noy, Basil Iwanyk
Roteiro: Phil Hay, Matt Manfredi, Travis Beacham
Fotografia: Peter Menzies Jr.
Trilha Sonora: Ramin Djawadi
Duração: 118 min.
Ano: 2010
País: EUA/ Reino Unido
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Warner Bros. / The Zanuck Company / Thunder Road Film / Legendary Pictures
Classificação: 14 anos