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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Fúria de Titãs 2

A refilmagem do divertido e envolvente Fúria de Titãs já não tinha servido para muita coisa. Sua continuação, serve para prolongar esse sofrimento e, assim como seu antecessor, investe em uma bagunça de elementos, que no final nada significam, e que não agregam nada à trama ou ao que pode ser oferecido como entretenimento a qualquer espectador.

Ok, o filme tem efeitos especiais... e paramos por aí. Não existe empenho para transformar a história em algo agradável. A ritmo acelerado, com a edição super recortada, deixa lacunas na história, e confunde o tempo todo. Parece que o tempo vai e vem, quando na verdade, isso não acontece.

Sam Worthington lidera a ação, mas é impessoal, não consegue dar valor ao personagem, e parece desligado, sem tesão. O elenco conta ainda com nomes como o de Liam Neeson, Ralph Fiennes, Bill Nighy, Rosamund Pike, Édgar Ramírez, Danny Huston, Toby Kebbell e Lily James, mas mesmo os mais vibrantes, ficam longe de boas atuações, e também decepcionam.

Cenas de luta? O filme tem várias. Mas começam do nada e terminam do nada. Parece mesmo que a ideia do roteirista e dos produtores foi a de confundir os espectadores. E a história segue esse ritmo também, que na verdade é alucinante, acelerado, mas que pouco importa, e ao invés de atrair a atenção, acaba afastando e confundindo ainda mais.

O filme conta que uma década depois de derrotar o monstro Kraken, o heróico Perseu (Sam Worthington) tenta levar uma vida calma como pescador e criar sozinho o filho Helius. Quando Hades decide aliar-se a Ares (Edgar Ramírez) e fazer um acordo com Cronos, Perseu tem de deixar de lado as suas pretensões e voltar a participar na luta dos deuses.

Vilões, bandidos, cenas de luta, seres mitológicos, grandes efeitos especiais, nomes consagrados do cinema, tudo isso foi jogado em um grande balde e misturado, temperados com um roteiro fraco, sem entusiasmo e com uma sequência bastante duvidosa, com uma narrativa acelerada e desconjuntada, que pouco agregam à trama. Um grande emaranhado de cores e informações, com pouco significado e pouquíssima dose de entretenimento. Se você curte ação, existem opções muito melhores. Se você acha que a decepcionante primeira parte merece uma segunda chance, encare por sua conta e risco. O cinema não precisa de continuações sem sentido, só pela satisfação de existirem (para seus criadores). Se puder, fique longe e evite ao máximo.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Jonathan Liebesman
Elenco: Liam Neeson, Ralph Fiennes, Sam Worthington, Bill Nighy, Rosamund Pike, Édgar Ramírez, Danny Huston, Toby Kebbell, Lily James
Produção: Basil Iwanyk, Polly Johnsen
Roteiro: Dan Mazeau, David Johnson, Steven Knight
Fotografia: Ben Davis
Trilha Sonora: Javier Navarrete
Duração: 99 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Legendary Pictures / Warner Bros. Pictures
Classificação: 12 anos

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Rango



Fantástico é dizer pouco. Rango é uma animação fora de série, que agrada do começo ao fim, em cada pedacinho da trama ou detalhe do seu desenho. Mesmo com personagens pouco usuais (se é que podemos chamá-los assim), feios e mal acabados, os detalhes são riquíssimos. Não me lembro de nada semelhante no mercado.

E por falar em personagens, Rango é dublado (no original em inglês) por Johnny Depp, e também teve seus movimentos copiados para o pequeno camaleão. Para quem gosta de ursinhos, cachorrinhos, gatinhos ou outros animais fofos, aqui a coisa muda de figura. Animais de deserto, "durões" e com feição de maus revezam espaço na tela. Mas tudo de maneira muito divertida e super envolvente.

Por falar em diversão, o roteiro pode até parecer previsível, mas nem por isso deixa escapar a diversão. Garante risadas do começo ao fim. E faz uma sátira/homenagem aos velhos filmes de faroeste. Mesmo para quem não é fã, a trama não se prende a detalhes desse estilo, e surpreende a cada pasagem.

Destaque extra para a qualidade da animação. Os detalhes surpreendem e deixam o espectador boquiaberto. Mesmo que os personagens não sejam muito lindinhos, os detalhes do cenário, de luz e vento, são maravilhosos.

No filme, Rango é um camaleão com crise de identidade que, ao se ver numa cidade do Velho Oeste infestada de bandidos, transforma-se sem querer em herói e é forçado a protegê-la. Naturalmente, acaba enfrentando mais dificuldades do que poderia imaginar.

Uma produção fantástica, pedida certa para todos os públicos. A criançada vai adorar, e os marmanjos se deliciarão. Entrega exatamente o que promete, diversão e entretenimento de alta qualidade e com elementos de primeiríssima linha. Imperdível!!! Vale assistir e repetir até cansar.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Gore Verbinski
Elenco: Vozes de: Johnny Depp, Abigail Breslin, Bill Nighy, Isla Fisher, Claudia Black, Alanna Ubach, Stephen Root, Gil Birmingham, Beth Grant, Kym Whitley, Ian Abercrombie,Maile Flanagan, John Cothran Jr,Hemky Madera, Jordi Caballero.
Produção: John B. Carls, Graham King, Gore Verbinski
Roteiro: James Ward Byrkit , John Logan
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Nickelodeon Movies / Blind Wink / GK Films
Classificação: 10 anos

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Matador em perigo



Mais uma ótima pedida de sessão da tarde. Na verdade, esse misto de filme inglês e francês tem um humor bastante agradável, boas piadas, e um roteiro que não tem sentido nenhum.

É uma daquelas produções que não promete muito, muitos pegam na mão, mas poucos têm coragem de assisti-la em casa. Quer seja pelo jeito "impessoal" do filme, da proposta absurda da trama, ou por ser um filme típico europeu, com fotografia européia, humor europeu, elenco europeu.

E por não ser uma produção do circuito hollywoodiano, ela perde qualidade? Não, muito pelo contrário. O filme tem tudo para agradar. Com pitadas de humor negro, o roteiro pode ser chamado de tudo, menos previsível. Momentos bem engraçados, tiradas inteligentes e, quando você menos espera, algum viés absurdo que sacode toda a trama e tira o espectador da sua zona de conforto.

O elenco se destaca pela atuação de Emily Blunt. Seu personagem maluco tem tudo para deixar a história ainda mais absurda. E até Rupert Grint, de Harry Potter, que se transforma em um aprendiz de assassino fora do comum (muito interessante ver o ator fora de Harry Potter). No mais, belas locações e belas tomadas enriquecem um pouco mais a produção.

No filme, Victor Maynard é um assassino já em fim de carreira, solitário, que vive apenas para agradar sua mãe. Sua rotina sanguinária é interrompida quando ele se sente atraído por uma de suas vitimas e decide poupar sua vida, a partir daí ele revê todos os conceitos e inicia o treinamento de um aprendiz.

Uma produção absurda, mas divertida na medida certa. Um roteiro diferente do que normalmente é apresentado nos filmes de circuito americanos, com um elenco igualmente amalucado, mas que tem funciona muito bem. Um filme bastante interessante, leve, mas com um humor bem peculiar. Boa pedida para quem procura boa diversão e algumas boas risadas. O filme cumpre o prometido e funciona muito bem como entretenimento.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jonathan Lynn
Elenco: Bill Nighy, Emily Blunt, Rupert Grint,Rupert Everett, Eileen Atkins, Martin Freeman, Gregor Fisher
Produção: Martin Pope, Michael Rose
Roteiro: Lucinda Coxon
Fotografia: David Johnson
Trilha Sonora: Michael Price
Ano: 2010
País: EUA/ França
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Cinema Four / Matador Pictures / Isle of Man Film / CinemaNX / Regent Capital / Entertainment Film Distributors