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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Kung Fu Panda 2



Pensei em escrever somente a respeito do Kung Fu Panda 2, quando percebi que seria muito melhor se escrevesse a respeito do primeiro episódio também, até para destacar as diferenças entre as duas produções. E, mais do que isso, para ilustrar a inusitada situação de a continuação ser melhor do que o primeiro episódio.

Surpresa total. Obviamente a segunda história é muito mais previsível, mas ao mesmo tempo, tem um apelo muito mais forte e valioso para a mensagem de fundo, que deixa o filme agradável e leve. Apesar de voltado às artes marciais, por incrível que pareça, a continuação de Kung Fu Panda é mais leve, mais superficial, mais tranquila. E por isso mesmo, melhor.

Tudo isso somado à grande qualidade da animação e à força dos seus personagens, o que torna o filme ainda mais divertido do que sua edição anterior. No caso dos personagens, mais destaque para o panda, protagonista, e sua história, dando detalhes que realmente importam. Na verdade, pouco me importa a tigresa ou o louva-a-deus, protagonistas secundários, na trama. Quero mesmo saber a respeito do panda que dá nome ao filme, e que no primeiro Kung Fu Panda, precisou dividir seu espaço com essa turma.

Nesse segundo filme, Po (voz original de Jack Black) agora é Dragão Guerreiro, protegendo o Vale da Paz juntamente com os Cinco Furiosos, seus amigos e colegas mestres do Kung Fu. Porém, surge um vilão que planeja usar uma arma secreta e impossível de ser detida para conquistar a China e destruir o kung fu. Po terá de rever seu passado e descobrir os segredos de suas misteriosas origens e, assim, conseguir revelar a força que necessita para vencer.

O filme já mostrou sua força, tanto que se tornará série de TV, mas independente disso, achei importante as mudanças realizadas. Dando mais foco e profundidade à história, além de destacar o personagem que, de fato, faz a diferença. Dessa vez, uma excelente pedida para os admiradores da boa animação. Um filme que conseguiu superar o trauma da continuação e ser mlhor que seu original. Indicado para toda a família, esse é para assistir e repetir.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jennifer Yuh
Elenco: Vozes na versão original de Angelina Jolie, Seth Rogen, Gary Oldman, Jackie Chan, Jack Black, Jean-Claude Van Damme, Dustin Hoffman, Lucy Liu.
Produção: Melissa Cobb
Roteiro: Jonathan Aibel, Glenn Berger
Trilha Sonora: John Powell, Hans Zimmer
Duração: 90 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: DreamWorks Animation
Classificação: Livre

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Kung Fu Panda



Animação de primeira, personagens cativantes e engraçados, belos efeitos e uma trama interessantes, tudo isso seria mais do que suficiente para fazer de Kung Fu Panda um super filme. Mas, de verdade, não é bem o que acontece. Pode parecer um pecado mortal falar uma coisa assim, mas por toda a proposta da produção, eu esperava muito mais. Na verdade, sinto que a grande falha do filme foi a de não explorar ainda mais a força dos seus personagens, em uma história ainda mais profunda, com uma mensagem de muito mais valor.

Perto de tantas outras animações, não consegui ficar satisfeito com Kung Fu Panda. Acredito mesmo que não alcancei a "liga" necessária com o filme, e me desapontei com pequenos detalhes. Falarei a respeito da sequência no post de amanhã, e acredito que isso foi corrigido, em um filme com muito mais valor.

Na verdade, como já destaquei, Kung Fu Panda tem todos os elementos que fariam dele uma grande pedida. A animação é de primeiríssima qualidade. Muito realismo e detalhes. Efeitos deslumbrantes, em uma produção que tem a intenção de homenagear os filmes de artes marciais dos anos 1960/1970.

Destaque também para os personagens, super cativantes e engraçados. Pelo menos a maioria deles. O panda protagonista é super divertido e atraente. Um ponto extra para a produção, que se perde um pouco em algumas explicações desnecessárias e que deixam o filme um tanto previsível.

No filme, o irreverente e preguiçoso panda chamado Po (Jack Black) é o único capaz de salvar o Vale da Paz do vilão Tai Lung (McShane), um poderoso leopardo das neves. Com os ensinamentos de Shifu (Dustin Hoffman), Po se torna um grande mestre do Kung Fu, à semelhança do Mestre Macaco (Jackie Chan), um exímio guerreiro que é tudo o que o panda quer ser.

Uma produção interessante, mas que apesar da qualidade e do apelo de seus personagens, independente da bela homenagem aos filmes de lutas, não consegue ser destaque. Como entretenimento, é divertido e engraçadinho, mas não consegue alcançar a força e o destaque de outras animações com muito menos expressão. É um belo filme, e tem tudo para agradar a criançada pelo tom super colorido e a gama variada de animais combinados, mas não se compara a outros do mesmo estilo.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Mark Osborne, John Stevenson
Elenco: Vozes na versão original de: Jackie Chan, Jack Black, Dustin Hoffman, Lucy Liu, Ian McShane, Angelina Jolie e David Cross.
Produção: Melissa Cobb
Roteiro: Jonathan Aibel, Glenn Berger
Fotografia: Yong Duk Jhun
Trilha Sonora: Hans Zimmer
Duração: 100 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: DreamWorks Animation
Classificação: Livre

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A Lenda de Beowulf



Esse já é quase das antigas. Mas me lembrei dele ao saber que a tecnologia utilizada é muito semelhante à do novo Tin Tin, que está com aparência sensacional. Mas comparações à parte, fato é que A Lenda de Beowulf tem o jeitão de um super filme, com personagens baseados em estrelas reais muito fortes (Angelina Jolie, Anthony Hopkins e John Malkovich, por exemplo), mas no fundo, lembra um pouco Final Fantasy e toda sua aparência artificial.

É um filme bonito, forte, com um bom apelo em seu roteiro, mas que se perde no lado artificial da mecânica dos personagens e ambientes. Vi muita gente comentar que achou o filme com cara de jogo de vídeo game. Justo o que acontecia com Final Fantasy. Apesar de vários fatores positivos, a qualidade da animação não conseguiu ser suficiente, a ponto de produzir um filme fantástico. A solução? Acredito que o filme poderia ser mais simples, mais leve, e que se esforçasse menos em retratar a realidade. Mais ou menos como funciona em O Expresso Polar, que também utiliza a mecânica de atores reais para dar vida à animação, mas que é muito mais simples, leve, e com um resultado final fantástico.

O filme é inspirado em um antigo poema (o poema original tem 3.182 linhas, sendo considerado o mais longo da língua inglesa em forma de aliteração), e conta a história do destemido guerreiro escandinavo Beowulf (Ray Winstone), que precisa defender o reino do monarca Hrothgar (Anthony Hopkins) do feroz demônio Grendel (Crispin Glover). Em uma desesperada batalha, Beowulf acaba matando o monstro, atraindo para si a terrível ira de sua impiedosa e sedutora mãe (Angelina Jolie), que decide vingar sua morte. Anos mais tarde, Beowulf irá se deparar com o maior desafio de sua vida, personificado na figura de um poderoso dragão.

Imagine que o roteiro levou quase 10 anos para tomar corpo. Esse é o peso de uma história tão forte e rica. E que utiliza uma metodologia de produção bastante difícil.

Detalhes técnicos à parte, apesar dessa deficiência, o filme é bastante interessante, mas exige uma atenção extra do seu espectador. Algumas passagens mais escuras atrapalham aquele que quiser observar a riqueza da produção. Mas no final, é um filme interessante, com boas doses de ação e até de violência. Boa pedida para quem curte o tema mitologia, e gosta de uma animação. Apesar de ser um bom filme, não é daqueles que oferece um repeteco tão facilmente. Vale o empenho de assistir uma vez, mas talvez não da repetição.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Robert Zemeckis
Elenco: Angelina Jolie, Ray Winstone, Brendan Gleeson, Crispin Glover, Anthony Hopkins, Robin Wright Penn, John Malkovich, Alison Lohman, Sebastian Roché
Produção: Steve Bing, Jack Rapke, Steve Starkey, Robert Zemeckis
Roteiro: Robert Zemeckis, Roger Avary
Fotografia: Robert Presley
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Duração: 114 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Paramount Pictures
Classificação: 14 anos

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Troca



Quem diria que Angelina Jolie também poderia ser uma boa atriz em dramas. Não que ela seja ruim em outros estilos de filmes, mas creio ser costume vê-la em bons filmes de ação, ao invés de comédias, dramas, ou demais estilos. Claro que quando o filme também é bom, a ajuda é maior, e nesse caso, A Troca acaba sendo um bom filme, principalmente pelo ótimo roteiro e excelente direção.

A bela fotografia e a boa narrativa fecham com chave de ouro essa belíssima produção. Claro que a direção de Clint Eastwood também deixa a sua marca. O filme tem aquele DNA de Clint, como já falei em outros posts.

O maior destaque fica mesmo com o roteiro, que mesmo que pareça previsível, inclui elementos novos a cada instante, e sempre apresenta uma surpresa que transforma a trama. O resultado é muito positivo, em um filme que consegue envolver o sentimental de seu espectador.

No filme, Christine Collin (Angelina Jolie) é uma mãe que ora fervorosamente para que seu filho Walter (Gattlin Griffith) retorne para casa. O menino foi sequestrado em uma manhã de sábado, após ela ter saído para trabalhar. Com a ajuda do reverendo Briegleb (John Malkovich) e após meses de buscas intensas, finalmente, a polícia encontra o garoto. Mas algo está errado e Christine desconfia que ele não seja seu filho verdadeiro.

Belíssima pedida para quem procura um filme mais pensado, mas cheio de qualidade. Um elenco muito coerente, com atuações primorosas, uma história muito bem pensada, boa direção, e belas sequências. Mesmo que o estilo drama não seja muito a sua praia, assista sem medo. O filme não tem nada de melado. Enfim, um ótimo filme e que deve agradar bastante seus espectadores.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Clint Eastwood
Elenco: Angelina Jolie, John Malkovich, Michael Kelly, Jeffrey Donovan, Jason Butler Harner, Devon Conti, Amy Ryan.
Produção: Brian Grazer, Ron Howard, Robert Lorenz
Roteiro: J. Michael Straczynski
Fotografia: Tom Stern
Trilha Sonora: Clint Eastwood
Duração: 140 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Universal Pictures
Estúdio: Imagine Entertainment / Malpaso Productions
Classificação: 16 anos

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Salgada, mas eficiente


Salt é um daqueles filmes que mostra que os EUA continuam procurando vilões para os seus problemas. Reacendem velhas fagulhas da época da Guerra Fria, e não perdem o jeitinho de pensar que todo o resto do universo é contra eles. Apesar desses velhos clichês, a história funciona bem.
Na verdade, Salt me lembrou bastante o francês Nikita (o original, e não as centenas de remakes), sendo que eu prefiro o europeu. Mesmo assim, as doses de ação são suficientes para prender a atenção.
O elenco tem a estrelíssima Angelina Jolie. O restante do elenco pouco acrescenta. Não que seja uma atuação fantástica de Jolie. Nada disso. Ela apenas se destaca por segurar a trama completamente sozinha, sem a ajuda de outros astros. Mesmo assim, o papel tem a cara de serviços passados, como suas aparições em Sr. & Sra. Smith e O Procurado. Nada de novo, apenas funcional.


A história conta que antes de se tornar agente da CIA, Evelyn Salt (Angelina Jolie) prestou juramento de servir e honrar o seu país. Ela colocará seu juramento em prática, quando um desertor russo a acusa de ser espiã russa. Salt foge, usando todas as suas habilidades e anos de experiência como agente infiltrada para conseguir escapar dos seus inimigos, proteger o seu marido e fugir dos seus colegas da CIA.

Como já falei, as cenas de ação são de alto nível, assim como os efeitos especiais. A trama não tem muita força, mas para quem está procurando puro entretenimento, a história não deixa a desejar. Não é um filme fantástico, mas chega a ser divertido. Vale o valor da locação, mas não chegue cheio de esperanças ou poderá se arrepender.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Phillip Noyce
Elenco: Angelina Jolie, Chiwetel Ejiofor, Liev Schreiber, Zoe Lister Jones, Victor Slezak
Produção: Ric Kidney, Mark Vahradian
Roteiro: Kurt Wimmer, Brian Helgeland
Fotografia: Robert Elswit
Trilha Sonora: James Newton Howard
Duração: 101 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Columbia Pictures / Relativity Media
Classificação: 14 anos