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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Transformers: O Lado Oculto da Lua



Transformers: O Lado Oculto da Lua, pode ser considerado como uma volta às origens. Acontece que, assim como o primeiro capítulo dessa trilogia, e diferentemente de Transformers: A Vingança dos Derrotados, o filme consegue uma qualidade muito alta. Não só com o seu elenco, que volta a funcionar, ao dar prioridade para os personagens robóticos, assim como sua história, muito mais forte e que não deixa detalhes de lado.

O lado visual e a trilha sonora são os grandes destaques. Juntos, fazem toda a diferença. Efeitos de primeiríssima linha, ótimas cenas e sequências deslumbrantes, que abusam dos detalhes, e com as passagens em câmera lenta, deixam a qualidade gráfica fantástica. Soma-se a isso uma trilha pesada de primeira, que faz o balanço perfeito com todos os tiros e lutas entre robôs gigantes.

O elenco ainda se segura na atuação de Shia LaBeouf, que troca sua parceira (Megan Fox foi demitida) pela modelo Rosie Huntington-Whiteley, que não deixa a desejar e faz boa parceria. Josh Duhamel também tem mais espaço na trama, mas ainda considero o personagem e a atuação de John Turturro como o grande diferencial do filme, que consegue aplicar o tom ideal de ironia e humor em cada linha das suas falas. O filme ainda ganha com a participação dedois astros especiais, John Malkovich e Frances McDormand.

A história também não deixa a desejar. Parece que o excesso de perguntas sem resposta do segundo episódio ficaram de lado. Aqui não há excessos. A coisa funciona muito melhor e lembra o roteiro do primeiro filme, com boas tiradas, com fatos e acontecimentos mais inteligentes.

No filme, os Autobots, liderados por Optimus Prime, voltam à ação, junto com o humano Sam Witwicky (Shia LaBeouf) para derrotar os Decepticons, que estão determinados a dominar o planeta Terra. Nesta batalha, vem à tona a revelação do quanto os Transformers tiveram papel importantíssimo na conquista da Lua, se envolvendo no desespero tecnológico dos seres humanos para ajudá-los na empreitada. Este mistério sobre a corrida espacial entre EUA e URSS e seu desfecho acaba guardando um dos segredos mais perigosos da Terra.

Excelente produção, com altíssimo nível em todos os seus elementos. Um elenco de peso que funciona muito bem, e que completa perfeitamente o grupo com os personagens robôs. Grande seleção musical, ótimos efeitos especiais, qualidade gráfica de primeira em todos os detalhes, e uma história que funciona e não deixa lacunas. Excelente continuação e diversão garantida para todos os espectadores que curtem um filme recheado de ação (com qualidade), do começo ao fim. Simplesmente imperdível!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Michael Bay
Elenco: Shia LaBeouf, Josh Duhamel, John Malkovich, Rosie Huntington-Whiteley, Ken Jeong, Patrick Dempsey, Tyrese Gibson, Alan Tudyk.
Produção: Ian Bryce, Tom DeSanto, Lorenzo di Bonaventura, Don Murphy
Roteiro: Ehren Kruger
Fotografia: Amir M. Mokri
Trilha Sonora: Steve Jablonsky
Duração: 154 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Paramount Pictures / Hasbro / Di Bonaventura Pictures
Classificação: 10 anos

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Red - Aposentados e Perigosos



Fantástico... simplesmente fantástico. Daqueles filmes que entrega exatamente aquilo que promete, entretenimento de qualidade, com elementos suficientes para agradar até aquele espectador mais exigente. Algumas pessoas com quem conversei criticaram a superficialidade do roteiro, mas acredito que talvez isso ocorra principalmente pelo tom de comédia da produção.

O elenco é um fator á parte. Ver trabalhando juntos, Bruce Willis, Mary-Louise Parker, Morgan Freeman, John Malkovich, Helen Mirren, Richard Dreyfuss, e Ernest Borgnine, é simplesmente delicioso. Monstros do cinema atuando lado a lado com personagens agradáveis e envolventes.

O roteiro mescla muito bem ação, aventura e comédia, em uma história agradável, que consegue prender a atenção do espectador. O resultado é uma trama forte, consistente, que deixa um gosto de quero mais. E pelo visto a fórmula agradou, e já se cogita uma continuação, de verdade.

No filme, Frank Moses (Bruce Willis) é um agente aposentado da CIA que leva uma vida sossegada com a família até que um grupo de assassinos tenta matá-lo. Para manter a família salvo, ele decide ressuscitar seu antigo time de campo (Morgan Freeman, John Malkovich e Helen Mirren).

Uma excelente pedida. Filme certo para quem procura diversão. Excelente elenco, roteiro enxuto e inteligente, boa narrativa (sem detalhes desnecessários), com excelentes doses de ação e humor. Um filme que coloca em ação um elenco que faz exatamente aquilo que sabe. Para assistir e repetir até cansar. Classe A!!!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Robert Schwentke
Elenco: Bruce Willis, Mary-Louise Parker, Morgan Freeman, John Malkovich, Helen Mirren, Karl Urban, Richard Dreyfuss, Brian Cox, James Remar, Julian McMahon, Ernest Borgnine, Michelle Nolden, Amber Gaiennie, Audrey Wasilewski.
Produção: Lorenzo di Bonaventura, Mark Vahradian
Roteiro: Warren Ellis, Cully Hamner, Erich Hoeber, Jon Hoeber.
Fotografia: Florian Ballhaus
Duração: 105 min.
Ano: 2010
País: EUA/ Canadá
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Summit Entertainment / Di Bonaventura Pictures / DC Entertainment
Classificação: 12 anos

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A Lenda de Beowulf



Esse já é quase das antigas. Mas me lembrei dele ao saber que a tecnologia utilizada é muito semelhante à do novo Tin Tin, que está com aparência sensacional. Mas comparações à parte, fato é que A Lenda de Beowulf tem o jeitão de um super filme, com personagens baseados em estrelas reais muito fortes (Angelina Jolie, Anthony Hopkins e John Malkovich, por exemplo), mas no fundo, lembra um pouco Final Fantasy e toda sua aparência artificial.

É um filme bonito, forte, com um bom apelo em seu roteiro, mas que se perde no lado artificial da mecânica dos personagens e ambientes. Vi muita gente comentar que achou o filme com cara de jogo de vídeo game. Justo o que acontecia com Final Fantasy. Apesar de vários fatores positivos, a qualidade da animação não conseguiu ser suficiente, a ponto de produzir um filme fantástico. A solução? Acredito que o filme poderia ser mais simples, mais leve, e que se esforçasse menos em retratar a realidade. Mais ou menos como funciona em O Expresso Polar, que também utiliza a mecânica de atores reais para dar vida à animação, mas que é muito mais simples, leve, e com um resultado final fantástico.

O filme é inspirado em um antigo poema (o poema original tem 3.182 linhas, sendo considerado o mais longo da língua inglesa em forma de aliteração), e conta a história do destemido guerreiro escandinavo Beowulf (Ray Winstone), que precisa defender o reino do monarca Hrothgar (Anthony Hopkins) do feroz demônio Grendel (Crispin Glover). Em uma desesperada batalha, Beowulf acaba matando o monstro, atraindo para si a terrível ira de sua impiedosa e sedutora mãe (Angelina Jolie), que decide vingar sua morte. Anos mais tarde, Beowulf irá se deparar com o maior desafio de sua vida, personificado na figura de um poderoso dragão.

Imagine que o roteiro levou quase 10 anos para tomar corpo. Esse é o peso de uma história tão forte e rica. E que utiliza uma metodologia de produção bastante difícil.

Detalhes técnicos à parte, apesar dessa deficiência, o filme é bastante interessante, mas exige uma atenção extra do seu espectador. Algumas passagens mais escuras atrapalham aquele que quiser observar a riqueza da produção. Mas no final, é um filme interessante, com boas doses de ação e até de violência. Boa pedida para quem curte o tema mitologia, e gosta de uma animação. Apesar de ser um bom filme, não é daqueles que oferece um repeteco tão facilmente. Vale o empenho de assistir uma vez, mas talvez não da repetição.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Robert Zemeckis
Elenco: Angelina Jolie, Ray Winstone, Brendan Gleeson, Crispin Glover, Anthony Hopkins, Robin Wright Penn, John Malkovich, Alison Lohman, Sebastian Roché
Produção: Steve Bing, Jack Rapke, Steve Starkey, Robert Zemeckis
Roteiro: Robert Zemeckis, Roger Avary
Fotografia: Robert Presley
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Duração: 114 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Paramount Pictures
Classificação: 14 anos

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Troca



Quem diria que Angelina Jolie também poderia ser uma boa atriz em dramas. Não que ela seja ruim em outros estilos de filmes, mas creio ser costume vê-la em bons filmes de ação, ao invés de comédias, dramas, ou demais estilos. Claro que quando o filme também é bom, a ajuda é maior, e nesse caso, A Troca acaba sendo um bom filme, principalmente pelo ótimo roteiro e excelente direção.

A bela fotografia e a boa narrativa fecham com chave de ouro essa belíssima produção. Claro que a direção de Clint Eastwood também deixa a sua marca. O filme tem aquele DNA de Clint, como já falei em outros posts.

O maior destaque fica mesmo com o roteiro, que mesmo que pareça previsível, inclui elementos novos a cada instante, e sempre apresenta uma surpresa que transforma a trama. O resultado é muito positivo, em um filme que consegue envolver o sentimental de seu espectador.

No filme, Christine Collin (Angelina Jolie) é uma mãe que ora fervorosamente para que seu filho Walter (Gattlin Griffith) retorne para casa. O menino foi sequestrado em uma manhã de sábado, após ela ter saído para trabalhar. Com a ajuda do reverendo Briegleb (John Malkovich) e após meses de buscas intensas, finalmente, a polícia encontra o garoto. Mas algo está errado e Christine desconfia que ele não seja seu filho verdadeiro.

Belíssima pedida para quem procura um filme mais pensado, mas cheio de qualidade. Um elenco muito coerente, com atuações primorosas, uma história muito bem pensada, boa direção, e belas sequências. Mesmo que o estilo drama não seja muito a sua praia, assista sem medo. O filme não tem nada de melado. Enfim, um ótimo filme e que deve agradar bastante seus espectadores.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Clint Eastwood
Elenco: Angelina Jolie, John Malkovich, Michael Kelly, Jeffrey Donovan, Jason Butler Harner, Devon Conti, Amy Ryan.
Produção: Brian Grazer, Ron Howard, Robert Lorenz
Roteiro: J. Michael Straczynski
Fotografia: Tom Stern
Trilha Sonora: Clint Eastwood
Duração: 140 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Universal Pictures
Estúdio: Imagine Entertainment / Malpaso Productions
Classificação: 16 anos

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

No velho oeste ele nasceu...


Nunca acompanhei as histórias em quadrinhos de Jonah Hex, e acredito que em uma época onde os filmes costumam ser moderninhos e tecnológicos, e os filmes de faroeste melados e românticos, saber de um que desponta desse horizonte repetitivo é um alento. Mas Jonah Hex não atende as necessidades dos amantes de uma boa produção de bang bang.
Na verdade, apesar de ser um filme de faroeste, ele é bastante moderninho, com efeitos especiais interessantes e cenas de luta bem desenvolvidas, mas retoma a velha máxima de vingança a qualquer preço que, quando conseguida, deixa a impressão que a história não tem mais sentido algum.
O tom sombrio do filme é um destaque. Os filmes de faroeste costumam ser muito claros, empoeirados, mas reluzentes. E é nesse viés que trabalham todas (ou pelo menos a grande maioria) as adaptações de HQs. Adotar um tom escurecido, que explore a falta de elementos visuais bem identificados. O melhor exemplo disso é Sin City. E até mesmo Batman e Homem de Ferro já enveredaram para esse caminho. Esse elemento quebra um pouco a sensação de estarmos assistindo um filme de bang bang.
O caso, aqui, é que Jonah Hex não chega a ser uma produção de faroeste, embora explore elementos desse estilo, e até se passe nesse tipo de cenário. O teor do malfeitor vingador também é parecido com o dos Clint Eastwoods desses filmes, mas as comparações acabam por aqui. No mais, a história tenta agregar elementos modernos aos de época, e confunde um pouco o espectador.
Na história, Jonah Hex (Josh Brolin) é um caçador de recompensas caracterizado pela metade do rosto desfigurada e pelo uniforme do exército dos Confederados (da Guerra Civil Americana). John Malkovich (A Troca) interpreta o vilão Turnbull, o rico proprietário de uma fazenda no sul dos EUA que culpa Hex erroneamente pela morte de seu filho e, claro, busca vingança.
Da parte do elenco, John Malkovich se destaca por ser um exímio vilão. Talvez até por eu gostar de vê-lo como tal. Já Josh Brolin e a musa Megan Fox não acrescentam muito com as suas fracas atuações.
É um filme interessante, com bons efeitos, cenas de luta e tiro, e que até tenta algumas sacadas divertidas com seus diálogos. Não chega a ser tão bom quanto outras adaptações (não julgando aqui a relação com o original dos quadrinhos), mas é um bom entretenimento. É uma produção pra ser assistida sem muitas exigências, por isso mesmo prepare-se para algumas cenas absurdas. Se você é fã desse estilo, provavelmente se divertirá bastante.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Jimmy Hayward
Elenco: Megan Fox, Josh Brolin, John Malkovich, Michael Fassbender, Will Arnett, Julia Jones, Michael Shannon, Aidan Quinn
Produção: Akiva Goldsman, Andrew Lazar
Roteiro: Brian Taylor, Mark Neveldine
Fotografia: Mitchell Amundsen
Trilha Sonora: Marco Beltrami, John Powell
Duração: 81 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Western
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Legendary Pictures / Mad Chance / Weed Road Pictures