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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A Troca



Quem diria que Angelina Jolie também poderia ser uma boa atriz em dramas. Não que ela seja ruim em outros estilos de filmes, mas creio ser costume vê-la em bons filmes de ação, ao invés de comédias, dramas, ou demais estilos. Claro que quando o filme também é bom, a ajuda é maior, e nesse caso, A Troca acaba sendo um bom filme, principalmente pelo ótimo roteiro e excelente direção.

A bela fotografia e a boa narrativa fecham com chave de ouro essa belíssima produção. Claro que a direção de Clint Eastwood também deixa a sua marca. O filme tem aquele DNA de Clint, como já falei em outros posts.

O maior destaque fica mesmo com o roteiro, que mesmo que pareça previsível, inclui elementos novos a cada instante, e sempre apresenta uma surpresa que transforma a trama. O resultado é muito positivo, em um filme que consegue envolver o sentimental de seu espectador.

No filme, Christine Collin (Angelina Jolie) é uma mãe que ora fervorosamente para que seu filho Walter (Gattlin Griffith) retorne para casa. O menino foi sequestrado em uma manhã de sábado, após ela ter saído para trabalhar. Com a ajuda do reverendo Briegleb (John Malkovich) e após meses de buscas intensas, finalmente, a polícia encontra o garoto. Mas algo está errado e Christine desconfia que ele não seja seu filho verdadeiro.

Belíssima pedida para quem procura um filme mais pensado, mas cheio de qualidade. Um elenco muito coerente, com atuações primorosas, uma história muito bem pensada, boa direção, e belas sequências. Mesmo que o estilo drama não seja muito a sua praia, assista sem medo. O filme não tem nada de melado. Enfim, um ótimo filme e que deve agradar bastante seus espectadores.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Clint Eastwood
Elenco: Angelina Jolie, John Malkovich, Michael Kelly, Jeffrey Donovan, Jason Butler Harner, Devon Conti, Amy Ryan.
Produção: Brian Grazer, Ron Howard, Robert Lorenz
Roteiro: J. Michael Straczynski
Fotografia: Tom Stern
Trilha Sonora: Clint Eastwood
Duração: 140 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Universal Pictures
Estúdio: Imagine Entertainment / Malpaso Productions
Classificação: 16 anos

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Fuga de Alcatraz



As atuações de Clint Eastwood sempre tiveram a sua cara. Mesmo hoje em dia, quando você assiste algum de seus novos filmes, sempre fica com a impressão de já ter visto seu personagem antes. E acho que é isso mesmo o que faz com que seja tão bom. Seu jeito metido a machão, sempre de cara fechada, e pronto para filmes memoráveis.

Esse é o caso de Fuga de Alcatraz. Um filme genial, com a cara de Clint, e que mesmo agora, mais de 30 anos depois do seu lançamento, continua sendo uma grande pedida para quem curte um filme inteligente.

O filme chega a ser, em algumas passagens, muito lento, mas isso combina com as sequências da preparação da fuga e deixam aquela atmosfera misteriosa deliciosa, que até faz com que você torça para que tudo dê certo. O elenco é fantástico, com atuações primorosas. E, sendo um filme dos anos 70, dá prioridade à direção sobre a fotografia, por isso, não espere cenas bonitas ou locações encantadoras. Tudo é muito cru, cinza, e sério.

A produção traz Alcatraz, presídio de segurança máxima localizado em uma ilha nas proximidades de São Francisco. Apenas um homem conseguiu escapar de lá. Seu nome é Frank Morris. Este filme narra os momentos anteriores à fuga. Baseado em fato real.

Um filme imperdível para quem procura uma produção empolgante e inteligente, com bom elenco e que consegue prender sua atenção do começo ao fim. Vale para aquele vídeo da tarde do final de semana. Imperdível! Mesmo que você não seja fã de Clint Eastwood.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Don Siegel
Elenco: Clint Eastwood, Patrick McGoohan, Jack Thibeau, Fred Ward
Produção: Don Siegel, Fritz Manes
Roteiro: Richard Tuggle
Fotografia: Bruce Surtees
Trilha Sonora: Jerry Fielding
Duração: 112 min.
Ano: 1979
País: EUA
Gênero: Policial
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Paramount Pictures / Malpaso Productions

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Além da vida





Além da Vida é um drama diferente, que retrata a morte de um jeito diferente. Na verdade, por ser um filme de Clint Eastwood, o mínimo que pode ser esperado é uma produção de muita qualidade. E isso não é diferente neste belo longa.


Confesso que depois de Cartas de Iwo Jima, Gran Torino e Invictus, eu esperava um pouco mais desse filme, mas o resultado não chega a ser decepcionante.


Acontece que a qualidade de direção, elenco, fotografia e efeitos é surpreendente, mas a história se alonga demais, e o final, embora atenda a demanda da história, não chega a empolgar.


Mesmo assim, Matt Damon, Cécile de France, e os irmãoes Frankie e George McLaren superam em suas atuações, com personagens fortes e envolventes.


Como já tratado em outras críticas, a cena do tsunami retratada logo no início do filme é uma das mais incríveis produzidas. E a fotografia (em conjunto com a iluminação) tem o DNA de Clint.


O filme gira em torno de três pessoas que são afetadas pela morte de maneiras diferentes. George (Matt Damon) é um operário norte-americano que tem uma conexão especial com o além. Em outro ponto do planeta, a jornalista francesa Marie (Cécile De France) acaba de passar por uma experiência de quase-morte que muda sua visão diante da vida. E, quando Marcus (Frankie/ George McLaren), um garoto londrino, perde uma pessoa muito próxima, começa uma procura desesperada por respostas. Enquanto cada um segue o caminho em busca da verdade, suas vidas se cruzam e são transformadas para sempre pelo que eles acreditam que possa existir, ou realmente exista - a vida após a morte.


Apesar de tratar um assunto tão em pauta no cinema ultimamente (a morte), o filme se preocupa mais com o lado daqueles que sobrevivem ou devem seguir suas vidas após a perda de alguém querido. No fundo, a mensagem de que é necessário seguir a vida, independente do que acontece está latente em vários momentos.


O filme é bastante agradável, embora lento em algumas passagens. Um drama de qualidade, com muitos pontos positivos. Atuações de peso, qualidade cenográfica, e uma trama bem trabalhada. Enfim, um filme com a qualidade da direção de Clint Eastwood. Mesmo sendo um drama e tratando um tema tão delicado, o filme não chega a ser um dramalhão. É forte na medida certa. Pra quem curte um filme inteligente, com bons elementos e uma boa trama, é imperdível. Pra assistir e se emocionar.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Clint Eastwood
Elenco: Matt Damon, Cecile de France, Frankie McLaren, George McLaren, Jay Mohr, Bryce Dallas Howard
Produção: Kathleen Kennedy, Robert Lorenz
Roteiro: Peter Morgan
Fotografia: Tom Stern
Trilha Sonora: Clint Eastwood
Duração: 129 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: The Kennedy/Marshall Company / Malpaso Productions
Classificação: 12 anos

terça-feira, 13 de abril de 2010

Clint é o cara


Clint Eastwood é um profissional diferente. Um ator que participou de filmes fora de série e agora, como diretor, deixa um toque especial em cada uma das produções com que se envolve.

Diferentemente de outros diretores, os filmes de Clint se transformam em obras de arte. Pode reparar. Existe uma preocupação com todos os detalhes. A fotografia tem uma qualidade extra, o som costuma ser fantástico, o elenco vai sempre muito bem, a narrativa e a velocidade da edição não cansam, e as histórias, muitas delas baseadas em fatos reais, sempre se superam.

Invictus não é diferente. Com um elenco rico, que conta com Morgan Freeman e Matt Damon, a história acompanha o período em que Nelson Mandela sai da prisão em 1990, torna-se presidente em 1994 e os anos subsequentes. Na tentativa de diminuir a segregação racial na África do Sul, o rugby é utilizado para tentar amenizar o fosso entre negros e brancos, fomentado por quase 40 anos. O jogador François Pienaar é o capitão do time e será o principal parceiro de Mandela na empreitada.

Morgan Freeman é outro clichê de qualidade. Não canso de ver este veterano ator na tela. Ele traz uma paz aos seus papéis (até mesmo na sua participação em Batman), e no papel de Mandela mais uma vez se supera.

O filme é fantástico. Mesmo sendo um drama, a mensagem que fica é muito positiva e, embora retrate um período e ocorrências muito tristes, deixa a sensação de que o ser humano é muito melhor do que às vezes pode parecer. Vale cada centavinho do ingresso!!!