
Além da Vida é um drama diferente, que retrata a morte de um jeito diferente. Na verdade, por ser um filme de Clint Eastwood, o mínimo que pode ser esperado é uma produção de muita qualidade. E isso não é diferente neste belo longa.
Confesso que depois de Cartas de Iwo Jima, Gran Torino e Invictus, eu esperava um pouco mais desse filme, mas o resultado não chega a ser decepcionante.
Acontece que a qualidade de direção, elenco, fotografia e efeitos é surpreendente, mas a história se alonga demais, e o final, embora atenda a demanda da história, não chega a empolgar.
Mesmo assim, Matt Damon, Cécile de France, e os irmãoes Frankie e George McLaren superam em suas atuações, com personagens fortes e envolventes.
Como já tratado em outras críticas, a cena do tsunami retratada logo no início do filme é uma das mais incríveis produzidas. E a fotografia (em conjunto com a iluminação) tem o DNA de Clint.
O filme gira em torno de três pessoas que são afetadas pela morte de maneiras diferentes. George (Matt Damon) é um operário norte-americano que tem uma conexão especial com o além. Em outro ponto do planeta, a jornalista francesa Marie (Cécile De France) acaba de passar por uma experiência de quase-morte que muda sua visão diante da vida. E, quando Marcus (Frankie/ George McLaren), um garoto londrino, perde uma pessoa muito próxima, começa uma procura desesperada por respostas. Enquanto cada um segue o caminho em busca da verdade, suas vidas se cruzam e são transformadas para sempre pelo que eles acreditam que possa existir, ou realmente exista - a vida após a morte.
Apesar de tratar um assunto tão em pauta no cinema ultimamente (a morte), o filme se preocupa mais com o lado daqueles que sobrevivem ou devem seguir suas vidas após a perda de alguém querido. No fundo, a mensagem de que é necessário seguir a vida, independente do que acontece está latente em vários momentos.
O filme é bastante agradável, embora lento em algumas passagens. Um drama de qualidade, com muitos pontos positivos. Atuações de peso, qualidade cenográfica, e uma trama bem trabalhada. Enfim, um filme com a qualidade da direção de Clint Eastwood. Mesmo sendo um drama e tratando um tema tão delicado, o filme não chega a ser um dramalhão. É forte na medida certa. Pra quem curte um filme inteligente, com bons elementos e uma boa trama, é imperdível. Pra assistir e se emocionar.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Clint Eastwood
Elenco: Matt Damon, Cecile de France, Frankie McLaren, George McLaren, Jay Mohr, Bryce Dallas Howard
Produção: Kathleen Kennedy, Robert Lorenz
Roteiro: Peter Morgan
Fotografia: Tom Stern
Trilha Sonora: Clint Eastwood
Duração: 129 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: The Kennedy/Marshall Company / Malpaso Productions
Classificação: 12 anos
10 - "Wimbledon - O Jogo do Amor" (Wimbledon, 2004) O maior templo do tênis mundial ambienta a jornada heroica de um veterano em decadência (Paul Bettany) que encontra forças para avançar no torneio graças ao romance com uma jovem atleta (Kirsten Dunst). As cenas de partidas são impecáveis.
9 - "Um Domingo Qualquer" (Any Given Sunday, 1999) A temporada de um fictício time de futebol americano, Miami Sharks, tratada como espiral de emoções, rivalidades e disputas de bastidores. Destaque para o técnico veterano (Al Pacino), o quarterback afastado por contusão (Dennis Quaid) e a filha do proprietário (Cameron Diaz).
8 - "Grand Prix" (idem, 1966) Imagens de corridas da Fórmula 1 em 1966 foram usadas nessa recriação do circo do automobilismo, mas os carros dos personagens (interpretados por James Garner e Yves Montand, entre outros) eram de Fórmula 3. Na trama, toda a adrenalina que circula em autódromos.
2 - "Carruagens de Fogo" (Chariots of Fire, 1981) O atletismo em visão espiritualizada, com célebre trilha sonora de Vangelis, a partir da vitoriosa participação da equipe britânica nos Jogos Olímpicos de 1924, em Paris. A história se concentra no missionário escocês Eric Liddell (Ian Charleson) e no estudante judeu Harold Abrahams (Ben Cross).
1 - "Touro Indomável" (Raging Bull, 1980) Como o boxe é o esporte que melhor tratamento recebeu do cinema, a liderança no ranking fica, em nome de todos os outros grandes filmes sobre boxeadores, com a também espiritualizada visão da trajetória verídica do meio-pesado Jake LaMotta (Robert De Niro), da sarjeta ao triunfo, dali novamente à sarjeta, e por fim até a redenção. 