
Achei muito interessante a definição do gênero do filme. Comédia dramática é uma forma suave de definir esta interessante produção. Sim, porque na realidade, o filme não é bem uma comédia, passando muito mais para o lado dramático. Embora crie uma expectativa de que toda a ação acontecerá por causa do zoológico, o roteiro trata a relação interfamiliar e seus problemas.
Em vários momentos o filme lembra O Campo dos Sonhos, bem no estilo de "se você construir, eles virão". A ideia é mais ou menos essa, ter o zoológico como um pano de fundo, que resolverá todos os problemas de uma família que acaba de perder a matriarca. Na verdade, a coisa vai um pouco mais além, e exige que cada elemento/personagem, reavalie seus conceitos e trate adequadamente aquilo que lhe causa algum tipo de insatisfação.
É um filme interessante. Com elenco esforçado, encabeçado por Matt Damon e Scarlett Johansson, com um destaque para a atuação de Elle Fanning. Personagens bem definidos e equilibrados, que agregam bom valor à trama. No mais, o filme tem uma fotografia muito bonita. Belas paisagens, um ótimo trabalho com as passagens do dia (luzes e sombras), o que também acrescenta um extra à produção.
No filme, Benjamin Mee (Matt Damon) é um homem que, ao lado de sua família, encontra uma bela casa no interior, mas é surpreendido ao descobrir que o lugar é um zoológico abandonado. Assim, ele aceita o desafio e compra a casa, na esperança de restaurar a antiga glória do local.
Confesso que me surpreendi um pouco com o filme. Em uma comédia dramática, esperava um pouco mais de comédia, mas o filme segue muito mais para o lado dramático. O zoológico é apenas um coadjuvante de luxo. Toda a ação depende da relação entre as pessoas e como elas eliminarão seus fantasmas pessoais. O filme entretem seu espectador, mas é, em alguns momentos, mais lento, o que o torna cansativo. Mesmo assim é uma boa pedida. Talvez mais dirigido ao público adulto, mas ainda assim, vale assistir pela beleza visual que o filme proporciona.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Cameron Crowe
Elenco: Matt Damon, Scarlett Johansson, Elle Fanning, Patrick Fugit, Stephanie Szostak, Thomas Haden Church, Carla Gallo, Desi Lydic, John Michael Higgins
Produção: Julie Yorn
Roteiro: Aline Brosh McKenna, Cameron Crowe, baseados na obra de Benjamin Mee
Fotografia: Rodrigo Prieto
Trilha Sonora: Jon Thor Birgisson
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Comédia Dramática
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Twentieth Century-Fox Film Corporation
10 - "Wimbledon - O Jogo do Amor" (Wimbledon, 2004) O maior templo do tênis mundial ambienta a jornada heroica de um veterano em decadência (Paul Bettany) que encontra forças para avançar no torneio graças ao romance com uma jovem atleta (Kirsten Dunst). As cenas de partidas são impecáveis.
9 - "Um Domingo Qualquer" (Any Given Sunday, 1999) A temporada de um fictício time de futebol americano, Miami Sharks, tratada como espiral de emoções, rivalidades e disputas de bastidores. Destaque para o técnico veterano (Al Pacino), o quarterback afastado por contusão (Dennis Quaid) e a filha do proprietário (Cameron Diaz).
8 - "Grand Prix" (idem, 1966) Imagens de corridas da Fórmula 1 em 1966 foram usadas nessa recriação do circo do automobilismo, mas os carros dos personagens (interpretados por James Garner e Yves Montand, entre outros) eram de Fórmula 3. Na trama, toda a adrenalina que circula em autódromos.
2 - "Carruagens de Fogo" (Chariots of Fire, 1981) O atletismo em visão espiritualizada, com célebre trilha sonora de Vangelis, a partir da vitoriosa participação da equipe britânica nos Jogos Olímpicos de 1924, em Paris. A história se concentra no missionário escocês Eric Liddell (Ian Charleson) e no estudante judeu Harold Abrahams (Ben Cross).
1 - "Touro Indomável" (Raging Bull, 1980) Como o boxe é o esporte que melhor tratamento recebeu do cinema, a liderança no ranking fica, em nome de todos os outros grandes filmes sobre boxeadores, com a também espiritualizada visão da trajetória verídica do meio-pesado Jake LaMotta (Robert De Niro), da sarjeta ao triunfo, dali novamente à sarjeta, e por fim até a redenção.