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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Os Vingadores

Agora sob o comando da Disney, o filme dos Vingadores só podia ser algo grandioso. A aposta na reunião de grandes astros, como grandes super-heróis, resulta em algo incomparável até então. Talvez não por sua excelência, mas por toda a preparação para tal acontecimento, com o lançamento de todos os filmes solo desses personagens, com direito a teasers (aqueles trechinhos que mostram o que vem nos próximos filmes) em todos eles.

Mas, apesar de toda a sua grandiosidade, todos os astros, a riqueza nos detalhes e efeitos visuais, toda a costura necessária para reunir esses personagens, ainda acredito que o filme não tenha a força de Batman, Homem Aranha e, da série Marvel, do próprio Homem de Ferro.

Não, não se trata de defender o heróis da Marvel ou da DC, mas de colocar esses personagens lado a lado e pesar qual deles, verdadeiramente, conseguem criar uma história interessante e agradável.

Se avaliarmos os filmes solo de Hulk, Thor e Capitão América, tirando efeitos e áudio, os filmes perdem na questão de suas histórias. Novamente, não se trata de uma questão de preferência, mas de histórico de de sucesso de bilheteria. Capitão América ainda tentou, mas não tem o mesmo apelo fora dos EUA, não somente por ser o tipo de herói americanizado (ou americano mesmo, se preferirem), mas por não conseguir   se aproximar da audiência fora da América do Norte. Claro, ainda são grandes produções, mas que ainda não conseguem ter o mesmo efeito e alcançar o mesmo efeito que Batman, por exemplo.

Independente disso, Os Vingadores pega forte e deixa claro que ainda há muito por vir. Se a ideia é reunir todos os Vingadores, podemos esperar muitos filmes mais.

Na questão da qualidade gráfica, efeitos visuais, e qualidade de vídeo, Os Vingadores é uma excelente pedida. Tudo é gráfico. Tudo é visual. Tudo é colorido e cheio de explosões e movimento. A parte de áudio também é igualmente rica.

O elenco, com nomes como Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson e Jeremy Renner, funciona muito bem, independente de você gostar do Hulk ou não.

O grande ponto fraco? Ainda acho que o elo fraco da produção seja seu roteiro. Sua história tem em sua primeira metade vários detalhes cansativos e desnecessários. Precisam justificar a união dos heróis, e como isso acontece, mas esquecem de animar um pouco mais as coisas. A partir da metade o filme cresce, e ao fim, ainda deixa um gostinho de quero mais.

No filme, Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johanson) e Nick Fury (Samuel L. Jackson) são alguns dos heróis da Marvel que se reúnem na agência de espionagem internacional S.H.I.E.L.D. para defender o planeta e a humanidade de ameaças intergalácticas.

Uma grande pedida para quem quer um filme com muita ação, principalmente para os fãs de super heróis. A produção investe forte na parte áudio visual, com excelente seleção musical, grandes efeitos especiais e muita qualidade gráfica. O elenco de peso não decepciona. A história começa meio devagar, mas depois pega ritmo e deixa o espectador sem nenhum pingo de sono. Grande pedida para a sessão em família (a criançada adora o filme do início ao fim), ou para quem busca um filme com muito barulho e muitas peripécias visuais.


FICHA TÉCNICA

Diretor: Joss Whedon
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, Jeremy Renner, Stellan Skarsgård, Cobie Smulders, Gwyneth Paltrow, Tom Hiddleston, Paul Bettany (voz), Amanda Righetti, Lou Ferrigno (voz), Clark Gregg, Jenny Agutter, Walter Perez, Alicia Sixtos, Evan Kole, Sean Meehan, Carmen Dee Harris
Produção: Kevin Feige
Roteiro: Joss Whedon
Fotografia: Seamus McGarvey
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Duração: 136 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Estúdio: Marvel Enterprises / Marvel Studios
Classificação: 12 anos

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Compramos um zoológico



Achei muito interessante a definição do gênero do filme. Comédia dramática é uma forma suave de definir esta interessante produção. Sim, porque na realidade, o filme não é bem uma comédia, passando muito mais para o lado dramático. Embora crie uma expectativa de que toda a ação acontecerá por causa do zoológico, o roteiro trata a relação interfamiliar e seus problemas.

Em vários momentos o filme lembra O Campo dos Sonhos, bem no estilo de "se você construir, eles virão". A ideia é mais ou menos essa, ter o zoológico como um pano de fundo, que resolverá todos os problemas de uma família que acaba de perder a matriarca. Na verdade, a coisa vai um pouco mais além, e exige que cada elemento/personagem, reavalie seus conceitos e trate adequadamente aquilo que lhe causa algum tipo de insatisfação.

É um filme interessante. Com elenco esforçado, encabeçado por Matt Damon e Scarlett Johansson, com um destaque para a atuação de Elle Fanning. Personagens bem definidos e equilibrados, que agregam bom valor à trama. No mais, o filme tem uma fotografia muito bonita. Belas paisagens, um ótimo trabalho com as passagens do dia (luzes e sombras), o que também acrescenta um extra à produção.

No filme, Benjamin Mee (Matt Damon) é um homem que, ao lado de sua família, encontra uma bela casa no interior, mas é surpreendido ao descobrir que o lugar é um zoológico abandonado. Assim, ele aceita o desafio e compra a casa, na esperança de restaurar a antiga glória do local.

Confesso que me surpreendi um pouco com o filme. Em uma comédia dramática, esperava um pouco mais de comédia, mas o filme segue muito mais para o lado dramático. O zoológico é apenas um coadjuvante de luxo. Toda a ação depende da relação entre as pessoas e como elas eliminarão seus fantasmas pessoais. O filme entretem seu espectador, mas é, em alguns momentos, mais lento, o que o torna cansativo. Mesmo assim é uma boa pedida. Talvez mais dirigido ao público adulto, mas ainda assim, vale assistir pela beleza visual que o filme proporciona.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Cameron Crowe
Elenco: Matt Damon, Scarlett Johansson, Elle Fanning, Patrick Fugit, Stephanie Szostak, Thomas Haden Church, Carla Gallo, Desi Lydic, John Michael Higgins
Produção: Julie Yorn
Roteiro: Aline Brosh McKenna, Cameron Crowe, baseados na obra de Benjamin Mee
Fotografia: Rodrigo Prieto
Trilha Sonora: Jon Thor Birgisson
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Comédia Dramática
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Twentieth Century-Fox Film Corporation

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Malditas Aranhas!



Esse é das antigas, mas quem já viu essa pérola dos vídeos também deve sentir falta dessas produções mais trashes que pululavam em nossas TVs anos atrás. Apesar do nome, Malditas Aranhas é uma comédia muito divertida, e acima de tudo, tosca do começo ao fim. Nada daqueles filmes que prometem uma coisa e cumprem outra. Aqui logo fica claro que as coisas não são muito sérias.

Por isso mesmo, não existe muita preocupação com a produção do filme. O elenco é desequilibradamente equilibrado, ou seja, funciona para o tipo de história sem sentido que é apresentada. Nada de efeitos deslumbrantes, tomadas exóticas e fora de série. Tudo é muito básico, como se fosse um filme antido de terror.

Na questão da história, nenhuma surpresa. O próprio título já entrega o que vem por aí. Muitas aranhas, de todos os tamanhos e formatos, todas com apenas um própósito... tentar conquistar o mundo. Ao menos as situações são muito divertidas. Nada de sustos descabidos, apenas acontecimentos inusitados envolvendo aranhas.

No filme, em uma pequena cidade, uma variedade de aranhas venenosas é exposta a um produto químico altamente nocivo, fazendo com que elas cresçam em uma proporção monstruosa. Diante dessa situação, o engenheiro Chris McCormack (David Arquette) e o xerife Sam Parker (Kari Wuhrer) se unem e passam a liderar um eclético grupo de moradores da cidadezinha, que inclui desde os filhos do policial, Mike (Scott Terra) e Ashley (Scarlett Johansson), e o locutor de rádio Harlan (Doug E. Doug). Agora essa turma terá de combater os sanguinários aracnídeos e reestabelecer a paz na cidade. Dos mesmos produtores de Independence Day e Godzilla.

Um filme fora da realidade, que não precisa de muito esforço para divertir. Não é nenhum filme fantástico, e a graça está aí. Um filme que lembra o terror B dos anos 1980. Sem nenhuma vergonha. Talvez não seja a produção ideal para todos os gostos, mas se você procura um filme sem sentido, que diverte, independente da profundidade da sua história, então Malditas Aranhas tem tudo para agradar.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Ellory Elkayem
Elenco: David Arquette, Kari Wuhrer, Scott Terra, Scarlett Johansson, Doug E. Doug, Leon Rippy, Rick Overton, Matt Czuchry.
Produção: Dean Devlin, Roland Emmerich
Roteiro: Ellory Elkayem, Jesse Alexander
Fotografia: John S. Bartley
Trilha Sonora: John Ottman
Duração: 99 min.
Ano: 2002
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: 12 anos.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

As peripécias de Woody


O que falar a respeito de um filme dirigido por Woody Allen? Só de estar relacionado a ele já o torna cult, mas o roteiro modernoso de Vicky Cristina Barcelona deixa a desejar.
A fotografia do filme é muito bonita, e as atuações do elenco, que conta com Scarlett Johansson, Penélope Cruz e Javier Bardem, vai muito bem e convence. A narrativa é aquela clássica de Woody Allen, com muitos diálogos e, pelo menos no caso desta película, com uma edição que chega a cansar pelos excessos.
Fica difícil falar de filmes como esse, já que é um pecado mortal criticar Woody Allen e suas produções exóticas. Pra começar, a definição de comédia, em um filme que apresenta as peculiaridades de um relacionamento a três (ou quatro), não sei se pode ser caracterizado como comédia. Confesso que não achei muita graça.
A história gira em torno de duas jovens norte-americanas, em viagem para Barcelona a fim de passar as férias de verão, que acabam se envolvendo em confusões amorosas com um artista local.
Vale a pena assistir, os filmes de Woody costumam ser ousados, buscar o diferente, mas no caso de Vicky Cristina Barcelona, não deposite todas as esperanças na garantia de entretenimento.