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terça-feira, 25 de março de 2014

Um passeio turístico pela Lisboa do cinema


Lisboa é cinematograficamente única. Sua gente, seus cafés, seus mirantes e sua luminosidade fazem com que mais de 300 filmes por ano sejam rodados nas ruas da capital portuguesa, o que contribui para o "boom" que vive no setor turístico.

A cidade está na moda, e isso é fácil perceber. Só em 2013 recebeu quase três milhões de visitantes estrangeiros, 8% mais do que um ano antes, atraídos pela conjugação única de majestade com um toque decadente.

"Lisboa parece um cenário cinematográfico disposto a ser filmado", afirmou à Agência Efe Liliana Navarra, diretora da Lisbon Movie Tour, uma empresa que oferece passeios pelas ruas da cidade com base no cinema.

Doutora em cinema português, esta italiana de 33 anos vive em Lisboa há uma década e acaba de criar o projeto para apresentar sua cidade favorita a grupos de turistas aos quais mostra onde foram rodados os dois filmes, em sua opinião, mais importantes tendo suas ruas como cenário.

"Não é preciso que as pessoas que passeiem conosco conheçam os filmes, já que percorremos a região histórica da cidade e eu vou mostrando os cenários dos filmes no tablet", explicou a napolitana.

A empresa oferece visitas guiadas em inglês, italiano, francês e português, e a previsão é de que nos próximos meses comecem os tours em espanhol. Por enquanto, são oferecidos dois passeios pelas ruas da cidade do Tejo.

O primeiro exibe aos turistas as cenas do filme italiano "Páginas da Revolução" (1995), dirigido por Roberto Saenza. Durante duas horas, os participantes do passeio visitam o tradicional Bairro Alto, o bem cuidado Jardim do Príncipe Real e a imponente região Baixa do Chiado.

"Páginas da Revolução" é baseado em uma das obras mais marcantes do italiano Antonio Tabucchi, um confesso admirador de Lisboa que viveu longas temporadas na capital lusa, onde morreu em 2012. Através dos cenários do filme é possível descobrir uma cidade quase desconhecida, inclusive, de muitos moradores.

Durante o passeio, Liliana se detém a poucos metros do monumental Arco da Rua Augusta, que conecta com a Praça do Comércio, liga o tablet e mostra os instantes finais do filme italiano que foram rodados no local.

"Esse é um momento crucial porque o personagem principal, que é jornalista, decide finalmente contar a verdade sobre um assassinato, apesar da ferrenha censura da ditadura de Salazar", detalhou a italiana.

A segunda caminhada oferecida pelo Lisbon Movie Tour é mais curta e insere os turistas no filme "Filme do Desassossego" (2010), uma produção portuguesa baseada no complexo livro assinado por Bernardo Soares, um dos heterônimos do poeta Fernando Pessoa.

As cenas do filme levam os visitantes a se perderem pela Baixa de Lisboa para acabar na imponente Praça do Comércio, aonde chegavam os navios portugueses carregados de especiarias. Ali a guia se aproxima de um dos mirantes que mostram uma magnífica vista da foz do Tejo e volta a mostrar uma cena do filme.

Antes de terminar a caminhada, Liliana convida os turistas a entrar no Café Martinho da Arcada, onde um chapéu e óculos indicam a mesa cativa de Fernando Pessoa.

"Pessoa é uma das imagens mais conhecidas de Portugal e é em si mesmo um universo", argumentou a guia turística.

Opinião compartilhada por Paulo Soares, um lisboeta de 36 anos apaixonado pela obra de Pessoa, e que qualificou como "fantástico" o passeio baseado no filme.

Já Dana, uma mulher nascida no Cazaquistão e que trabalha na capital portuguesa há dois anos, disse estar encantada.

"Vi o filme quando morava em Londres porque meu colega de quarto era português, e eu fiquei encantada. Graças a este tour pude lembrar alguns dos momentos mais lindos do filme", comentou.
O doce momento vivido Lisboa no tocante à projeção internacional poderia se prolongar graças ao cinema se os desejos de seu prefeito, António Costa, se tornassem realidade.

A hipótese de que o diretor Woody Allen escolha a cidade como próximo cenário de uma de suas obras - ao estilo das que já rodou em Roma, Paris e Barcelona - é um sonho publicamente admitido pelo próprio Costa, consciente do imenso poder de atração da "sétima arte".

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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

'Trapaça' e '12 anos de escravidão' vencem o Globo de Ouro 2014

'Trapaça' vence o prêmio de melhor filme de comédia ou musical no 71º Globo de Ouro, que acontece neste domingo (12), em Los Angeles. (Foto: REUTERS/Lucy Nicholson)

O filme "Trapaça", com três prêmios, foi o principal vencedor da 71ª edição do Globo de Ouro, que aconteceu na noite deste domingo (12), em Los Angeles, nos EUA. "12 anos de escravidão", que, assim como "Trapaça", disputava sete categorias, ganhou apenas a de melhor filme de drama. Veja abaixo a lista com todos os vencedores.

A cerimônia premiou os melhores filmes e séries do ano de 2013, em 25 categorias, segundo votação da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood. "Trapaça" venceu as categorias melhor filme de comédia ou musical, melhor atriz de comédia ou musical para Amy Adams, e melhor atriz coadjuvante para Jennifer Lawrence. Os eleitores também deram ao drama "Clube de compras Dallas" dois dos principais prêmios: melhor ator coadjuvante para Jared Leto e melhor ator de drama para Matthew McConaughey.

Leonardo DiCaprio ganhou a categoria de melhor ator de comédia ou musical por "O lobo de Wall Street", de Martin Scorsese, enquanto Cate Blanchett levou o prêmio de melhor atriz dramática por "Blue Jasmine", de Woody Allen. Este decidiu não comparecer à cerimônia em que foi homenageado com o prêmio Cecil B. DeMille, pelo conjunto de sua obra, recebido em seu lugar pela atriz Diane Keaton.

Diferentemente do Oscar, a HFPA (sigla original da associação de imprensa estrangeira) não se limita a produções exibidas nos cinemas, contemplando também programas de TV. Dentre estas últimas, os destaques foram "Breaking bad", eleita a melhor série dramática e com prêmio de melhor atuação para seu protagonista, Bryan Cranston, e "Brooklyn nine-nine", a melhor série cômica e com prêmio pela atuação de Andy Samberg. "Minha vida com Liberace" também venceu duas categorias: melhor filme para TV e melhor ator em filme para TV para o veterano Michael Douglas.

Transmitida no Brasil desde às 23h pelo canal pago TNT, a cerimônia foi apresentada novamente pelas comediantes Tina Fey e Amy Poehler, ambas ex-integrantes do programa humorístico "Saturday Night Live". Elas iniciaram a festa com um discurso de dez minutos cheio de piadas, em que chamaram "Trapaça" de "explosão na fábrica de perucas", Woody Allen de "o diretor mais magro com os óculos maiores", e George Clooney de preferir "se perder no espaço a ficar com uma mulher de sua idade", referindo-se ao filme "Gravidade". "Isso aqui é Hollywood. Se uma coisa dá certo, eles continuam fazendo até provocar ódio nas pessoas", declarou Tina Fey.

Alguns dos momentos de maior empolgação ocorreram durante o anúncio de Amy Poehler como melhor atriz de série cômica, em que ela deu um beijo no cantor Bono, e nos pronunciamentos da atriz Jacqueline Bisset, que mandou algumas pessoas "para o inferno"; e do grupo U2, vencedor na categoria canção original pela música tema de "Mandela: Long walk to freedom". "Mandela foi um homem que se recusou a odiar não porque não tivesse ravia, mas porque achou que o amor faria o trabalho melhor. A música que escrevemos tem a ver com o filme, que é uma história de amor", declarou o vocalista Bono.

Veja abaixo, em negrito, quais foram os ganhadores do Globo de Ouro 2014.

— Cinema

Melhor filme – Drama
"12 anos de escravidão"
"Capitão Phillips"
"Gravidade"
"Philomena"
"Rush: No limite da emoção"

Melhor filme – Comédia ou musical
"Trapaça"
"Ela"
"Inside Llewyn Davis: Balada de um homem comum"
"Nebraska"
"O lobo de Wall Street"
Matthew McConaughey vence o prêmio de melhor ator dramático por 'Clube de compras Dallas' no 71º Globo de Ouro, que acontece neste domingo (12), em Los Angeles. (Foto: REUTERS/Lucy Nicholson)
Melhor ator – Drama
Chiwetel Ejiofor ("12 anos de escravidão")
Idris Elba ("Mandela: Long walk to freedom")
Tom Hanks ("Capitão Phillips")
Matthew McConaughey ("Clube de compras Dallas")
Robert Redford ("All is lost")

Melhor atriz – Drama
Cate Blanchett ("Blue Jasmine")
Sandra Bullock ("Gravidade")
Judi Dench ("Philomena")
Emma Thompson ("Walt nos bastidores de Mary Poppins")
Kate Winslet ("Refém da paixão")

Melhor ator – Comédia ou musical
Christian Bale ("Trapaça")
Bruce Dern ("Nebraska")
Oscar Isaac ("Inside Llewyn Davis: Balada de um homem comum")
Joaquin Phoenix ("Ela")
Leonardo DiCaprio ("O lobo de Wall Street")

Amy Adams vence o prêmio de melhor atriz de comédia ou musical por 'Trapaça' no 71º Globo de Ouro, que acontece neste domingo (12), em Los Angeles. (Foto: REUTERS/Lucy Nicholson)
Melhor atriz – Comédia ou musical
Amy Adams ("Trapaça")
Julie Delpy ("Antes da meia-noite")
Greta Gerwig ("Frances Ha")
Julia Louis-Dreyfus ("À procura do amor")
Meryl Streep ("Álbum de família")

Melhor ator coadjuvante
Barkhad Abdi ("Capitão Phillips")
Daniel Bruhl ("Rush: No limite da emoção")
Bradley Cooper ("Trapaça")
Michael Fassbender ("12 anos de escravidão")
Jared Leto ("Clube de compras Dallas")
 
Jennifer Lawrence vence o prêmio de melhor atriz coadjuvante no 71º Globo de Ouro, que acontece neste domingo (12), em Los Angeles. (Foto: REUTERS/Lucy Nicholson)
Melhor atriz coadjuvante
Sally Hawkins ("Blue Jasmine")
Jennifer Lawrence ("Trapaça")
Lupita Nyong'o ("12 anos de escravidão")
Julia Roberts ("Álbum de família")
June Squibb ("Nebraska")

Melhor diretor
Alfonso Cuarón ("Gravidade")
Paul Greengrass ("Capitão Phillips")
Steve McQueen ("12 anos de escravidão")
Alexander Payne ("Nebraska")
David O. Russell ("Trapaça")

Melhor roteiro
Spike Jonze ("Ela")
Bob Nelson ("Nebraska")
Jeff Pope Steve ("Philomena")
John Ridley ("12 anos de escravidão")
David O. Russell ("Trapaça")

Melhor filme estrangeiro
“Azul é a cor mais quente”, da França
“A grande beleza”, da Itália
“A caça”, da Dinamarca
“O passado”, do Irã
“Vidas ao vento”, do Japão
 
O grupo U2 vence o prêmio de melhor canção original por 'Ordinary love', do filme 'Mandela', no 71º Globo de Ouro, que acontece neste domingo (12), em Los Angeles. (Foto: REUTERS/Lucy Nicholson)
Melhor canção original
"Atlas", de Chris Martin ("Jogos vorazes: Em chamas")
"Let it go", de Kristen Anderson Lopez e Robert Lopez ("Frozen: Uma aventura congelante")
"Ordinary love", do U2 ("Mandela: Long walk to freedom")
"Please Mr. Kennedy", de Ed Rush, George Cromarty, T Bone Burnett, Justin Timberlake, Joel Coen e Ethan Coen ("Inside Llewyn Davis: Balada de um homem comum")
"Sweeter than fiction", de Taylor Swift ("One chance")

Melhor trilha original
"All is lost"
"Mandela: Long walk to freedom"
"Gravidade"
"A menina que roubava livros"
"12 anos de escravidão"

Melhor animação
"Os Croods"
"Frozen: Uma aventura congelante"
"Meu malvado favorito 2"
 
Bryan Cranston vence o prêmio de melhor ator de série dramática por 'Breaking bad' no 71º Globo de Ouro (Foto: REUTERS/Paul Drinkwater/NBCUniversal/Handout)
 
— TV

Melhor série de TV – Drama
"Breaking bad"
"Downton Abbey"
"The good wife"
"House of cards"
"Masters of sex"

Melhor ator em série de TV – Drama
Bryan Cranston ("Breaking bad")
Liev Schreiber ("Ray Donovan")
Michael Sheen ("Masters of sex")
Kevin Spacey, ("House of cards")
James Spader ("The blacklist")

Melhor atriz em série de TV – Drama
Julianna Margulies ("The good wife")
Tatiana Maslany ("Orphan black")
Taylor Schilling ("Orange is the new black")
Kerry Washington ("Scandal")
Robin Wright ("House of cards")

Melhor série de TV – Comédia ou musical
"The big bang theory"
"Brooklyn nine-nine"
"Girls"
"Modern family"
"Parks and recreation"
 
Andy Samberg vence o prêmio de melhor ator de série cômica no 71º Globo de Ouro, que acontece neste domingo (12), em Los Angeles. (Foto: REUTERS/Lucy Nicholson)
Melhor ator em série TV – Comédia ou musical
Jason Bateman ("Arrested development")
Don Cheadle ("House of lies")
Michael J. Fox ("The Michael J. Fox show")
Jim Parsons ("The big bang theory")
Andy Samberg ("Brooklyn nine-nine")

Melhor atriz em série de TV – Comédia ou musical
Zooey Deschanel ("New girl")
Edie Falco ("Nurse Jackie")
Lena Dunham ("Girls")
Julia Louis Dreyfus ("Veep")
Amy Poehler ("Parks and recreation")

Melhor minissérie ou filme para TV
"American horror story: Coven"
"Minha vida com Liberace"
"Dancing on the edge"
"Top of the lake"
"The white queen"

Melhor ator em minissérie ou filme para a TV
Matt Damon ("Minha vida com Liberace")
Michael Douglas ("Minha vida com Liberace")
Chiwetel Ejiofor ("Dancing on the edge")
Idris Elba ("Luther")
Al Pacino ("Phil Spector")
 
Elizabeth Moss vence o prêmio de melhor atriz em filme para TV no 71º Globo de Ouro, que acontece neste domingo (12), em Los Angeles. (Foto: REUTERS/Lucy Nicholson)
Melhor atriz em minissérie ou filme para a TV
Helena Bonham Carter ("Burton and Taylor")
Rebecca Ferguson ("The white queen")
Jessica Lange ("American horror story: Coven")
Helen Mirren ("Phil Spector")
Elisabeth Moss ("Top of the lake")

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para a TV
Josh Charles ("The good wife")
Rob Lowe ("Minha vida com Liberace")
Aaron Paul ("Breaking bad")
Corey Stoll ("House of cards")
John Voight ("Ray Donovan")

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Jacqueline Bisset ("Dancing on the edge")
Janet McTeer ("The white queen")
Hayden Panattiere ("Nashville")
Monica Potter ("Parenthood")
Sofia Vergara ("Modern family")

Prêmio Cecil B. DeMille
Woody Allen

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Conheça os melhores filmes da história para Tarantino, Scorsese, Coppola e outros


A cada dez anos, desde 1962, a publicação Sight and Sound elege os melhores longas da história, segundo a opinião de 846 profissionais de cinema.

Independentemente de qual seja o melhor, a verdade é que cada um de nós tem os seus filmes preferidos. Isso é verdade também para os principais diretores mundiais, entre eles Woody Allen, Francis Ford Coppola, Michael Mann, Martin Scorsese e Quentin Tarantino. Agora podemos conhecer quais são as preferências deles.

Mas antes, é bom lembrar que na eleição deste ano, Um Corpo que Cai, de Alfred Hitchcock, surpreendeu e conquistou o primeiro lugar como melhor filme de todos os tempos, destronando Cidadão Kane. O longa entrou no Top 10 da publicação em 1982, dois anos depois da morte do diretor. Dez anos depois ele aparecia em quarto, em 2002 o filme já figurava na segunda colocação e agora se torna o líder.

No dia 15 de agosto serão divulgados as listas de cada votante, até lá confira os nomes que a versão impressa da revista traz:

Woody Allen
Ladrões de Bicicletas (1948, dir. Vittorio De Sica)
O Sétimo Selo (1957, dir. Ingmar Bergman)
Cidadão Kane (1941, dir. Orson Welles)
Amarcord (1973, dir. Federico Fellini)
8 1/2 (1963, dir. Federico Fellini)
Os Incompreendidos (1959, dir. Francois Truffaut)
Rashomon (1950, dir. Akira Kurosawa)
A grande Ilusão (1937, dir. Jean Renoir)
O Discreto Charme da Burguesia (1972, dir. Luis Bunuel)
Glória Feita de Sangue (1957, dir. Stanley Kubrick)

Francis Ford Coppola
Cinzas e Diamantes (1958, dir. Andrzej Wajda)
Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946, dir William Wyler)
Os Boas-Vidas (1953, dir. Federico Fellini)
Homem Mau Dorme Bem (1960, dir. Akira Kurosawa)
Yojimbo (1961, dir. Akira Kurosawa)
Cantando na Chuva (1952, dir. Stanley Donen & Gene Kelly)
O Rei da Comédia (1983, dir Martin Scorsese)
Touro Indomável (1980, dir. Martin Scorsese)
Se Meu Apartamento Falasse (1960s, dir. Billy Wilder)
Aurora (1927, dir. F.W. Murnau)

Michael Mann
Apocalypse Now (1979, dir. Francis Ford Coppola)
Encouraçado Potémkin (1925, dir. Sergei Eisenstein)
Cidadão Kane (1941, dir. Orson Welles)
Avatar (2009, dir. James Cameron)
Dr. Fantástico (1964, dir. Stanley Kubrick)
Biutiful (2010, dir. Alejandro Gonzalez Inarritu)
Paixão dos Fortes (1946, dir. John Ford)
A Paixão de Joana D'Arc (1928, dir. Carl Theodor Dreyer)
Touro Indomável (1980, dir. Martin Scorsese)
Meu Ódio Será sua Herança (1969, dir. Sam Peckinpah)

Martin Scorsese
8 1/2 (1963, dir. Federico Fellini)
2001 (1968, dir. Stanley Kubrick)
Cinzas e Diamantes (1958, dir. Andrzej Wajda)
Cidadão Kane (1941, dir. Orson Welles)
O Leopardo (1963, dir. Luchino Visconti)
Paisà (1946, dir. Roberto Rossellini)
Os Sapatinhos Vermelhos (1948, dir. Michael Powell & Emeric Pressburger)
O Rio Sagrado (1951, dir. Jean Renoir)
O Bandido Giuliano (1962, dir. Francesco Rosi)
Rastros de Ódio (1956, dir. John Ford)
Contos da Lua Vaga Depois da Chuva (1953, dir. Kenji Mizoguchi)
Um Corpo que Cai (1958, dir. Alfred Hitchcock)

Quentin Tarantino
Três Homens em Conflito (1966, dir. Sergio Leone)
Apocalypse Now (1979, dir. Francis Ford Coppola)
Garotos em Ponto de Bala (1976, dir. Michael Ritchie)
Carrie, a Estranha (1976, dir. Brian DePalma)
Jovens, Loucos e Rebeldes (1993, dir. Richard Linklater)
Fugindo do Inferno (1963, dir. John Sturges)
Jejum de Amor (1940, dir. Howard Hawks)
Tubarão (1975, dir. Steven Spielberg)
Garotas Lindas aos Montes (1971, dir. Roger Vadim)
A Outra Face da Violência (1977, dir. John Flynn)
O Comboio do Medo (1977, dir. William Friedkin)
Taxi Driver (1976, dir. Martin Scorsese)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Nova York: Conheça 10 filmes que marcaram a cidade

Personagens marcantes do cinema ganharam vida nas ruas da metrópole norte-americana Nova York. A cidade tem uma identidade cinematográfica própria e por isso é um dos locais preferidos dos cineastas.

Produções sobre os mais variados temas e situações tomam a cidade como cenário, graças a sua atmosfera cosmopolita e moderna. Para lembrar algumas delas, o site Time Out New York escolheu os 10 principais.

Os filmes escolhidos procuraram mostrar a ousadia da cidade. David Fear e Joshua Rothkopf, da TONY Films, e os especialistas Stephen Garrett e Alison Willmore escolheram longas de todos os os( tá repetido) gêneros e épocas em busca de uma imagem completa de NYC no cinema.

O topo da lista ficou com Taxi Driver, clássico de Martin Scorsese estrelado por Robert De Niro. O filme marcou o taxí amarelo, típico da metrópole norte-americana, e fala das pressões da sociedade moderna e a impotência de corrigir todos os erros que vemos à nossa volta.

Curiosa é a presença de Fuga de Nova York em nono lugar, que mostra Manhattan como uma prisão de segurança máxima, lar de gangues e malucos. O sci-fi de John Carpenter funciona quase como um cartão postal de uma NYC diatópica.

Claro que Manhattan, de Woody Allen, também figura na lista, uma verdadeira Ode à cidade tão presente nos filmes do diretor.

Confira a lista com os 10 filmes mais marcantes já filmados na cidade:
1. Taxi Driver (1976)
2. A Embriaguez do Sucesso (1957)
3. Um Dia de Cão (1975)
4. O Bebê de Rosemary (1968)
5. Manhattan (1979)
6. Faça a Coisa Certa (1989)
7. King Kong (1933)
8. Sombras (1959)
9. Fuga de Nova York (1981)
10. Um Dia em Nova York (1949)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Woody Allen, o cineasta camaleão

Por Sérgio Rizzo, especial para o Yahoo! Brasil (em 29/04/2010 no link http://br.noticias.yahoo.com/s/28042010/48/entretenimento-woody-allen-cineasta-camaleao.html )

Pode-se acusar Woody Allen de tudo, menos de ser preguiçoso. Em 44 anos de carreira, ele assinou 41 filmes para cinema como diretor e roteirista. Nesse período, trabalhou também como ator para outros cineastas, escreveu peças e contos, e ainda arrumou tempo, religiosamente, para tocar clarinete em sua banda de jazz.

Aos 74 anos, o sujeito não para: seu penúltimo filme, "Tudo Pode Dar Certo", entrará em cartaz no Brasil na próxima sexta-feira (30); o mais recente, "You Will Meet a Tall Dark Stranger", deverá estrear nos Estados Unidos em setembro; e o seguinte, "Midnight in Paris", será rodado em breve e terá a primeira-dama francesa Carla Bruni no elenco.

Gosto muito de Allen, e foi dureza chegar a uma lista com apenas 10 de seus filmes. Na seleção abaixo, tem um pouco de tudo o que ele fez -- de comédias mais descompromissadas a dramas sombrios. Como o personagem Leonard Zelig, uma de suas antológicas criações, Allen também é um pouco camaleão.

Veja a lista:

10 - "O Dorminhoco" (Sleeper, 1973)
A mais elaborada comédia de sua primeira fase como diretor, que inclui "Um Assaltante Bem Trapalhão" (1969) e "Bananas" (1971). Gags visuais complexas lembram o humor do cinema mudo. A trama, de ficção científica, é ambientada em uma sociedade autoritária no ano de 2173.

9 - "A Outra" (Another Woman, 1988)
Destaque entre os dramas psicológicos que afugentam uma parcela do público de Allen, mas que o satisfazem mais do que suas comédias. Em "A Outra", uma professora (Gena Rowlands) ouve sessões de terapia pela tubulação do prédio, e se interessa pelo drama de uma paciente (Mia Farrow).
8 - "Um Misterioso Assassinato em Manhattan" (Manhattan Murder Mystery, 1993)
No argumento original de "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa", havia a investigação de um crime. A situação desapareceu do roteiro, mas retornou nesse divertido reencontro entre Allen e Diane Keaton, que brincam com a tradição do filme policial "noir" dos anos 40 e 50.

7 - "Desconstruindo Harry" (Deconstructing Harry, 1997)
Harry Block, personagem de Allen, é um escritor com bloqueio criativo. Para piorar, as ex e atuais mulheres de sua vida o atormentam porque não gostam do modo como suas histórias as retratam. No mundo de Block, a realidade se combina com a ficção, a fantasia e as memórias.

6 - "Hannah e Suas Irmãs" (Hannah and Her Sisters, 1986)
Dividido em 16 segmentos, o filme acompanha três irmãs (Mia Farrow, Dianne Wiest e Barbara Hershey) e diversos personagens ligados a elas. Começa em uma festa pelo Dia de Ação de Graças, termina em outra -- com um final de que o próprio Allen, exigente, diz não ter gostado.

5 - "Memórias" (Stardust Memories, 1980)
Aqui, Allen toma como referência o clássico "Oito e Meio" (1963), do italiano Federico Fellini, para brincar com o lugar que ocupava no cinema dos Estados Unidos. Seu personagem, Sandy Bates, é um comediante de sucesso que resolve fazer dramas, para frustração de muitos de seus admiradores.
4 - "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" (Annie Hall, 1977)
Comédia romântica que recebeu o Oscar de melhor filme, direção, atriz (Diane Keaton) e roteiro original (Allen e Marshall Brickman). O cineasta não foi buscar os prêmios: durante a cerimônia de entrega, em uma segunda-feira, preferiu tocar com sua banda de jazz em Nova York.
3 - "Zelig" (idem, 1983)
A vida misteriosa de Leonard Zelig, o "homem camaleão", é reconstituída em forma de documentário (ou "mockumentary", documentário falso). Allen faz Zelig, caracterizado até como negro. Os escritores Susan Sontag e Saul Bellow dão "depoimentos" sobre ele no filme.


2 - "Manhattan" (idem, 1979)
Cenário da maioria dos filmes de Allen, a ilha de Manhattan, em Nova York, ganha status de personagem neste longa. Observada com nostalgia, ela é descrita pelo protagonista como algo que "só existia em preto-e-branco e ao som de George Gershwin" -- como o cineasta a filma.

1 - "Crimes e Pecados" (Crimes and Misdemeanors, 1989)

A cultura judaica, a discussão sobre o sentido da vida e a existência de Deus, o sucesso e o fracasso na sociedade contemporânea, o tema da culpa: alguns dos pontos-chave na obra de Allen iluminam a história de um oftalmologista (Martin Landau) em crise de consciência.



quinta-feira, 8 de abril de 2010

As peripécias de Woody


O que falar a respeito de um filme dirigido por Woody Allen? Só de estar relacionado a ele já o torna cult, mas o roteiro modernoso de Vicky Cristina Barcelona deixa a desejar.
A fotografia do filme é muito bonita, e as atuações do elenco, que conta com Scarlett Johansson, Penélope Cruz e Javier Bardem, vai muito bem e convence. A narrativa é aquela clássica de Woody Allen, com muitos diálogos e, pelo menos no caso desta película, com uma edição que chega a cansar pelos excessos.
Fica difícil falar de filmes como esse, já que é um pecado mortal criticar Woody Allen e suas produções exóticas. Pra começar, a definição de comédia, em um filme que apresenta as peculiaridades de um relacionamento a três (ou quatro), não sei se pode ser caracterizado como comédia. Confesso que não achei muita graça.
A história gira em torno de duas jovens norte-americanas, em viagem para Barcelona a fim de passar as férias de verão, que acabam se envolvendo em confusões amorosas com um artista local.
Vale a pena assistir, os filmes de Woody costumam ser ousados, buscar o diferente, mas no caso de Vicky Cristina Barcelona, não deposite todas as esperanças na garantia de entretenimento.