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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Em má companhia

Anthony Hopkins e Chris Rock fazem uma interessante dupla nessa comédia com pitadas de ação. Em má companhia segue o modelão de vários outros filmes do mesmo gênero, mas aposta no diferencial da atuação desses dois caras. Chris Rock está mais confortável. Seu papel segue muito mais seu estilo de atuação e, por isso mesmo, transmite mais naturalidade e consegue fazer boas piadas com seu personagem. Já não se pode dizer o mesmo de Hopkins. Sem dúvida, um grande ator, mas que demonstra algum desconforto ao tentar fazer graça. Claro que é o cara sério da trama, mas ainda assim, seria possível ser sério com graça. Seu jeitão mais truncado deixa o filme mais pesado, e algumas passagens, que tinham tudo para serem muito engraçadas, acabam provocando apenas alguns sorrisos de simpatia.

O filme tenta mesclar ação e comédia, e segue tranquilo nos dois jeitos. Não é uma comédia arrasadora, mas consegue ser engraçado o suficiente para fazer valer a pena o valor da locação. Enquanto que na parte de ação, poderia explorar um pouco mais algumas passagens de perseguição, mas também funciona bem, no geral.

Não há nada de extraordinário quanto a efeitos ou extras. É uma produção que investe forte no poder de atuação de seus protagonistas. No mais, algumas cenas de tiroteio e perseguição bastante leves, que não acrescentam muita coisa, mas dão um tom mais apimentado ao roteiro.

A história tem boas passagens, com momentos bastante previsíveis, mas que no geral funcionam bem e fazem o filme rodar fluido e sem detalhes desnecessários.

O filme conta que, quando um talentoso agente da CIA é morto durante uma ação, a organização decide contratar seu irmão gêmeo para terminar seu trabalho. Porém, o rapaz (Chris Rock) é um malandro das ruas que não faz idéia de onde pode estar se metendo. Como ele não tem experiência, um experiente agente (Hopkins) é contratado para ensinar como um membro da CIA pensa, fala e age.

Uma produção interessante, boa para a matinê em família no final de semana. Bons atores, em atuações fracas, mas que se adequam bem ao roteiro que também não oferece nenhum diferencial extraordinário. A história tem boas doses de comédia e alguma ação, suficientes para fazer valer a pena assistí-lo. No geral, uma filme mediano, mas que garante o entretenimento do seu espectador.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Joel Schumacher
Elenco: Anthony Hopkins, Chris Rock, Garcelle Beauvais, Adoni Maropis, Ammar Daraiseh, Charlie Day, Michael Fewx, Bill Massof, Shabazz Richardson, Philippe Vonlanthen.
Produção: Jerry Bruckheimer, Clayton Townsend.
Roteiro: Michael Browning, Jason Richman, Mick Garris.
Fotografia: Dariusz Wolski
Trilha Sonora: Trevor Rabin
Duração: 122 min.
Ano: 2002
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: 12 anos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Thor



Mais um longa a tratar o surgimento de um super-herói. Após assitir o filme, a opinião de um amigo ficou muito forte. Só serviu para justificar sua participação em Os Vingadores. E, eu acho que foi mais ou menos isso mesmo. Thor não é um personagem muito simpático. Tem a sua legião de fãs nos quadrinhos, porém é um herói meio conturbado, que foi banido do seu reino, e veio fazer sucesso entre os meros mortais do planeta Terra. Até aí, normal, Superman já havia feito isso, e mais alguns, mas arrisco dizer que o herói do martelo não tem tanto apelo quanto seus outros amigos Vingadores.

Apelo é justamente um dos pontos fracos do elenco. Apesar da participação de Anthony Hopkins e Natalie Portman, duas grandes estrelas, o conjunto é fraco, e o protagonista, Chris Hemsworth, não consegue ter a simpatia necessária para que o espectador torça por ele. Não estranhe se você se pegar torcendo para ele apanhar muito em alguns momentos da história.

O roteiro é o ponto forte da produção. Combinar a realidade de dois mundos (na verdade, nove planetas) não seria algo fácil, mas o diretor Kenneth Branagh, foi além, e o resultado final surpreende. Os efeitos são bastante interessantes e, quem assistiu o filme em 3D (não foi o meu caso), não viu a necessidade do uso dessa tecnologia.

No filme, prestes a ser coroado Rei de Asgard e suceder seu pai Odin (Anthony Hopkins), o arrogante Thor (Chris Hemsworth) é expulso de seu lar e enviado à Terra por ter reiniciado uma antiga guerra. Obrigado a conviver com mortais, ele deverá aprender a ser um verdadeiro herói para combater as forças do mal que ameaçam a sobrevivência de seu mundo.

Não é uma produção fora de série, mas acho que cumpre bem o seu papel, e garante boas doses de entretenimento. Vale para saber um pouco mais a respeito do surgimento do herói, e entender seu papel em os Vingadores (esse sim, tem atraído muito a curiosidade). Fica devendo em alguns pontos, mas tem boas doses de ação e não deve decepcionar os fãs.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Kenneth Branagh
Elenco: Natalie Portman, Chris Hemsworth, Anthony Hopkins, Samuel L. Jackson, Kat Dennings, Stellan Skarsgård, Idris Elba, Stuart Townsend, Ray Stevenson, Tom Hiddleston, Rene Russo,Jaimie Alexander.
Produção: Kevin Feige
Roteiro: Ashley Miller, Mark Protosevich e Zack Stentz.
Fotografia: Haris Zambarloukos
Trilha Sonora: Patrick Doyle
Duração: 114 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Paramount Pictures
Classificação: 10 anos

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Grinch



Aqui, mais um "clássico" de Natal. Impossível passar a época de festas sem esbarrar nessa produção, pelo menos umas catorze vezes. Parece a mensagem de Natal com mais valor, dentre tantas que correm pela TV. Aquela coisa de "não tente roubar do Natal tudo aquilo de bom que existe".

Apesar dos cuidados com a produção, toda a narrativa baseada no conto de Dr. Seuss, e até pela atuação de Jim Carrey, o filme não tem lá muitos fãs. Ao menos não com quem conversei, e nem da minha parte. A literatura de Dr. Seuss é feita para os pequeninos, mas não tem o mesmo peso que nos EUA, onde é adorado. Suas histórias, com excelentes mensagens, são mais pesadas, e exigem mais do seu espectador/leitor.

Isso faz com que algumas pessoas prefiram filmes mais leves. Como seria normal em uma época assim. Na verdade, cheguei a ouvir que o filme é assustador demais, e que teria assustado todos os pimpolhos de casa. Pois é... não sei ao certo se isso é possível, mas apesar da boa mensagem de Natal, o filme é um pouco mais forte que o normal.

Como já destaquei, Jim Carrey parece muito confortável nesse tipo de papel, e vai bem como o perverso Grinch. Seu jeito de atuar, com caretas e "exageros" se encaixam perfeitamente no personagem.

Baseado no conto de Dr. Seuss (Theodor Geisel). O Grinch (Jim Carrey) é uma criatura verde e mesquinha que odeia o espírito de Natal. Ele pretende estragar a festa dos moradores de Quem-lândia roubando presentes e enfeites com a ajuda de seu cãozinho Max. Ao mesmo tempo, a pequena Cindy Lou Quem (Taylor Momsen), moradora de Quem-lândia, observa as pessoas pensando apenas em compras, presentes e enfeites e quer saber o significado do Natal. Os caminhos de Cindy Lou e do Grinch se cruzarão e, juntos, conhecerão o verdadeiro espírito do Natal.

Um filme curioso, com uma mensagem de Natal de valor, e que não pode faltar na seleção de filmes de Natal de ninguém. Personagens bem caracterizados, e um cuidado muito especial com toda a produção e efeitos visuais. Não faz muito meu estilo, pelos excessos e exageros da trama, mas ainda assim não deixa de ser uma produção que retrate com propriedade uma mensagem especial para a épioca de festas.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Ron Howard
Elenco: Jim Carrey, Christine Baranski, Taylor Momsen, Jeffrey Tambor, Molly Shannon, Bill Irwin, Clint Howard, Anthony Hopkins (narrador).
Produção: Brian Grazer, Ron Howard
Roteiro: Jeffrey Price, Peter S. Seaman, a partir de história de Dr. Seuss.
Fotografia: Don Peterman
Trilha Sonora: James Horner
Duração: 105 min.
Ano: 2000
País: EUA
Gênero: Comédia Dramática
Cor: Colorido
Distribuidora: Columbia Pictures
Estúdio: Universal Pictures / Imagine Entertainment
Classificação: livre

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A Lenda de Beowulf



Esse já é quase das antigas. Mas me lembrei dele ao saber que a tecnologia utilizada é muito semelhante à do novo Tin Tin, que está com aparência sensacional. Mas comparações à parte, fato é que A Lenda de Beowulf tem o jeitão de um super filme, com personagens baseados em estrelas reais muito fortes (Angelina Jolie, Anthony Hopkins e John Malkovich, por exemplo), mas no fundo, lembra um pouco Final Fantasy e toda sua aparência artificial.

É um filme bonito, forte, com um bom apelo em seu roteiro, mas que se perde no lado artificial da mecânica dos personagens e ambientes. Vi muita gente comentar que achou o filme com cara de jogo de vídeo game. Justo o que acontecia com Final Fantasy. Apesar de vários fatores positivos, a qualidade da animação não conseguiu ser suficiente, a ponto de produzir um filme fantástico. A solução? Acredito que o filme poderia ser mais simples, mais leve, e que se esforçasse menos em retratar a realidade. Mais ou menos como funciona em O Expresso Polar, que também utiliza a mecânica de atores reais para dar vida à animação, mas que é muito mais simples, leve, e com um resultado final fantástico.

O filme é inspirado em um antigo poema (o poema original tem 3.182 linhas, sendo considerado o mais longo da língua inglesa em forma de aliteração), e conta a história do destemido guerreiro escandinavo Beowulf (Ray Winstone), que precisa defender o reino do monarca Hrothgar (Anthony Hopkins) do feroz demônio Grendel (Crispin Glover). Em uma desesperada batalha, Beowulf acaba matando o monstro, atraindo para si a terrível ira de sua impiedosa e sedutora mãe (Angelina Jolie), que decide vingar sua morte. Anos mais tarde, Beowulf irá se deparar com o maior desafio de sua vida, personificado na figura de um poderoso dragão.

Imagine que o roteiro levou quase 10 anos para tomar corpo. Esse é o peso de uma história tão forte e rica. E que utiliza uma metodologia de produção bastante difícil.

Detalhes técnicos à parte, apesar dessa deficiência, o filme é bastante interessante, mas exige uma atenção extra do seu espectador. Algumas passagens mais escuras atrapalham aquele que quiser observar a riqueza da produção. Mas no final, é um filme interessante, com boas doses de ação e até de violência. Boa pedida para quem curte o tema mitologia, e gosta de uma animação. Apesar de ser um bom filme, não é daqueles que oferece um repeteco tão facilmente. Vale o empenho de assistir uma vez, mas talvez não da repetição.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Robert Zemeckis
Elenco: Angelina Jolie, Ray Winstone, Brendan Gleeson, Crispin Glover, Anthony Hopkins, Robin Wright Penn, John Malkovich, Alison Lohman, Sebastian Roché
Produção: Steve Bing, Jack Rapke, Steve Starkey, Robert Zemeckis
Roteiro: Robert Zemeckis, Roger Avary
Fotografia: Robert Presley
Trilha Sonora: Alan Silvestri
Duração: 114 min.
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Paramount Pictures
Classificação: 14 anos

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Esse cachorro metido a lobisomem



Ah, os filmes de monstros. Aqueles filmes apaixonantes com histórias que assustavam e tramas bem cosntruídas. Com pouco sangue e mais mistério. Com menos efeitos, e mais imaginação. Quanta saudade!!!

Sim, filmes de monstros, pois lobisomens, vampiros, frankensteins e tantos outros saíram do rol do terror já faz muito tempo. Hoje são filmes de monstros, mas não filmes de terror (talvez, salvo exceção por Anjos da Noite). Não por terem perdido sua capacidade de assustar, mas simplesmente por não terem a sorte de participarem de bons filmes.

O Lobisomem não surpreende. É previsível e com algumas passagens sem sentido. Tenta trazer aquela atmosfera noir, até citando Jack, o estripador, num certo momento, mas sem encanto.

O elenco com nomes fortes como Benicio Del Toro, Anthony Hopkins e, até, Emily Blunt, não sai do trivial. Esperava mais paixão, mais calor, uma trama mais bem construída. E daí, talvez a culpa seja pelo filme ser uma refilmagem de O Lobisomem, de 1941, e daí decidiu adicionar efeitos, sem alterar o roteiro inicial.

No filme, ambientado na Inglaterra vitoriana, Lawrence Talbot (Del Toro) retorna ao castelo de seu pai, Sir John Talbot (Anthony Hopkins), onde se apaixona pela bela Gwen Conliffe (Emily Blunt). Mas, após ser mordido por um lobisomem, Lawrence passa a viver a terrível maldição.

Um filme que pouco acrescenta ao currículo de um bom lobisomem. Muitos efeitos especiais, muito sangue, nenhum mistério (desde o início se sabe o que vai acontecer e com quem), numa trama pouco elaborada e atuações esforçadas. Pela propaganda e chamariz, eu esperava muito mais. Vale assistir pelo lado curioso da produção (para fazer parte da sua lista de filmes assistidos, talvez), mas não é um título imperdível.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Joe Johnston
Elenco: Emily Blunt, Benicio Del Toro, Hugo Weaving, Anthony Hopkins, Geraldine Chaplin, Art Malik.
Produção: Sean Daniel, Benicio Del Toro, Scott Stuber, Rick Yorn
Roteiro: Andrew Kevin Walker, David Self
Fotografia: Shelly Johnson
Trilha Sonora: Danny Elfman
Duração: 125 min.
Ano: 2009
País: EUA/ Reino Unido
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Universal Pictures Brasil
Estúdio: Universal Pictures / Stuber Productions
Classificação: 18 anos