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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Profissão perigosa! Confira dez atores que se machucaram nos sets de filmagem

 
Explosões, tiros e perseguições em alta velocidade são cenas de filmes que representam perigos óbvios para os atores. Mas não é sempre em uma situação como essas que eles se machucam. Às vezes, uma cena romântica e uma pisada em falso podem ser mais danosas que a mais perigosa sequência de ação. Selecionamos dez atores que sofreram acidentes no trabalho e tiveram que, literalmente, dar o sangue por seus personagens:
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Halle Berry no set de “Gothika“
Ferimento: Braço quebrado
Durante as filmagens do thriller de 2003, Gothika, Halle Berry teve seu braço quebrado pelo colega Robert Downey Jr. em uma cena em que ele precisava contê-la fisicamente. Rumores de que ela ficou chateada com o ator pela falta de cuidado circularam na época, mas foram desmentidos. As filmagens foram suspensas por 8 semanas para que o braço da atriz pudesse sarar.
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Joseph Gordon-Levitt no set de “Perigo por Encomenda“
Ferimento: Corte no braço
Para quem já esteve em grandes filmes de ação, cheios de explosões e cenas de luta, como A Origem e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, interpretar um ciclista entregador de mensagens deveria ser fácil e seguro. Mas nas filmagens de Perigo por Encomenda (2012), Joseph Gordon-Levitt se machucou de verdade e teve que tomar 31 pontos após colidir com a traseira de um táxi. O acidente aconteceu, pois um carro invadiu a área reservada para as filmagens e, ao desviar dele, Levitt teve que entrar em uma pista comum e bateu no táxi. “Meu primeiro verdadeiro naufrágio de hoje”, disse o ator em seu blog, logo após o acidente. “Pego pela janela traseira de um táxi. Por sorte consegui me proteger com os braços. Poderia ter sido muito pior. Mas a culpa foi minha, eu estava indo rápido demais”. Levitt pediu que o diretor aproveitasse o sangramento e fizesse uma cena que acabou entrando no filme.
 

Jackie Chan no set de “Arrebentando em Nova York“
Ferimento: Pé quebrado
Jackie Chan pode ser um mestre das artes marciais, mas nem ele consegue ser sempre perfeito em suas acrobacias. Os créditos finais da ação Arrebantando em Nova York, de 1995, estão cheios de façanhas que não deram certo, mas foram gravadas. Uma delas mostra Chan pulando de uma ponte em uma balsa em movimento sem qualquer tipo de material de proteção. Após aterrissar, ele imediatamente leva a mão a um dos pés. O que se descobriu depois é que o membro havia quebrado por causa do choque. Ele teve que terminar as filmagens com uma tala disfarçada por baixo da calça jeans e, ao invés de calçados, usava uma meia pintada como tênis.
 
George Clooney no set de “Syriana – A Indústria do Petróleo “
Ferimento: Grave dano na coluna vertebral
Durante uma cena de tortura do drama Syriana – A Indústria do Petróleo de 2005, Clooney machucou as costas. Ao visitar o médico, o ator descobriu que o ferimento era mais grave do que pensava e que fluido estava vazando de sua medula espinhal. A dor era tão intensa que, em entrevista a Rolling Stones americana, Clooney afirmou que pensou em cometer suicídio. Felizmente, depois de uma cirurgia nas costas, Clooney melhorou drasticamente e pode ir a cerimônia do Oscar, em que venceu por seu papel de coadjuvante no filme. Mas até hoje ele afirma que sente de vez em quando dores por causa do machucado.
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Channing Tatum no set de “A Legião Perdida“
Ferimento: Queimadura nas partes íntimas
De todos os ferimentos dessa lista, esse ganha como o mais inusitado. Durante uma pausa nas gravações de A Legiões Perdida, 2011, a equipe estava se aquecendo misturando a água gelada de um rio próximo com água fervida e jogando o líquido dentro dos trajes. Quando chegou a vez de Tatum, esqueceram de adicionar a água fria e ele teve que lidar com o líquido escaldante queimando seu corpo. O ator foi levado para o hospital com uma queimadura severa no pênis e teve que tomar morfina. Felizmente, para alegria do galã, tudo sarou perfeitamente.
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Robert Downey Jr. no set de “Homem de Ferro 3“
Ferimento: Torção no tornozelo
Nem sempre é fácil ser o Homem de Ferro. Durante as filmagens do novo filme da franquia, que será lançado em 26 de abril deste ano, Downey Jr. machucou o tornozelo enquanto realizava uma acrobacia. As gravações foram suspensas até que o ator se recuperasse completamente. Mesmo assim, isso não afetou negativamente o clima do set. “Eu sou a melhor pessoa (para se trabalhar)… se eu estiver de bom humor. E estive de muito bom humor durante toda a filmagem”, afirmou Robert para imprensa durante a turnê de divulgação do longa.
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Sylvester Stallone no set de “Os Mercenários“
Ferimento: Lesão em vértebra na altura do pescoço
Não só os personagens se machucaram para valer em Os Mercenários, 2010. Durante as gravações, Stallone sofreu cortes nas mãos e na orelha, mas o caso mais grave aconteceu em uma cena de luta com o lutador profissional Steve Austin, conhecido como “Pedra Fria”. Austin exagerou um pouquinho na força e Stallone teve que ser levado ao hospital, onde descobriram que o impacto tinha feito com que uma vértebra comprimisse sua medula espinhal. Mas imaginem se o fortão ia se deixar abater por uma coisa “boba” como essa… Ele continuou gravando mesmo machucado, e só fez a cirurgia depois que o filme foi concluído.
 
Brad Pitt no set de “Tróia”
Ferimento: Rompeu o tendão de Aquiles
Brad Pitt e seu personagem Aquiles no filme Tróia, 2004, tinham mais em comum do que o corpo escultural de deus grego. Ambos encontraram sua fraqueza em uma parte inesperada do corpo. Em uma cena, Pitt pula, mata um gigante troiano e depois aterrissa. Por causa do impacto, rompeu o tendão nomeado em homenagem ao seu personagem, o tendão de Aquiles. O próprio Brad Pitt brincou sobre como o incidente parecia uma piada pronta de péssima qualidade.
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Bruce Willis no set de “Duro de Matar”
Ferimento: Perda parcial da audição do ouvido esquerda
As medidas de segurança tomadas durante a filmagem de Duro de Matar (1988) para proteger os atores contra as explosões e o calor foram eficientes, mas os produtores esqueceram de um pequeno detalhe. O som também pode ser perigoso. Durante uma cena. Bruce Willis teve que atirar com uma arma extremamente barulhenta debaixo de uma mesa. A ausência de fones protetores e o barulho extremamente alto provocaram um dano parcial permanente de audição no ouvido esquerdo do ator.
 

Hilary Swank no set de “P.S. Eu Te Amo“
Ferimento: Corte na testa
Até em uma cena bonitinha de um drama romântico pode haver perigos escondidos. Na sequência em que o personagem de Gerard Butler faz um strip tease para a namorada, o suspensório que o ator estava usando se soltou da calça e a parte metálica atingiu a testa de sua parceira de cena, Hilary Swank. A atriz precisou levar alguns pontos e as filmagens foram interrompidas até que ela se recuperasse.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Sonhando Alto

4048Sonhando Alto é um filme equilibrado, boa história, com uma mensagem de fundo bastante válida, um drama que pode ser trazido à realidade de qualquer um, e o produto final que surpreende. Não se trata de uma produção interessada em explorar os grandes nomes de seu elenco, mas que consegue agregar o valor dessas estrelas ao conteúdo da trama, tornando o filme uma boa opção para quem procura um drama bem estruturado.

No elenco, grandes nomes como os de Billy Bob Thornton, Virginia Madsen, Bruce Dern, Tim Blake Nelson, J.K. Simmons e Bruce Willis. Todos muitíssimo inspirados e com personagens importantes e que valorizam a trama. Como a parte técnica do filme não apela para efeitos especiais deslumbrantes, depende da boa atuação desse elenco para conseguir dar liga à sua história.

Seu ponto forte é mesmo o roteiro, bem distribuído, com começo, meio e fim bem delineados, com uma trama inteligente e que consegue segurar a atenção do espectador, principalmente a partir da segunda metade, quando a história toma corpo e o filme parte para sua resolução.

No filme, Charles Farmer (Billy Bob Thornton) é um astronauta da Nasa que é forçado a se aposentar para conseguir salvar a fazenda de sua família. No entanto, ele não quer desistir de seu sonho de construir seu próprio foguete e Charles segue perseguindo-o, mesmo estando fora da Nasa, e tem de enfrentar o governo, que quer impedi-lo.
Um filme interessante, com um elenco com nomes fortes, um roteiro inteligente e bem estruturado. Lento no início, mas que logo toma corpo e consegue atrair e prender a atenção do espectador. Uma boa pedida para quem procura um drama leve, mas com uma história que é atual e que serve de exemplo para qualquer um.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Michael Polish
Elenco: Billy Bob Thornton, Virginia Madsen, Bruce Dern, Tim Blake Nelson, J.K. Simmons, Bruce Willis.
Produção: Len Amato, Mark Polish, Michael Polish, Paula Weinstein
Roteiro: Mark Polish, Michael Polish
Fotografia: M. David Mullen
Trilha Sonora: Stuart Matthewman
Ano: 2007
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Polish Brothers Construction

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Nova York sitiada

Nova York sitiada é uma produção tensa, daquelas que aposta na violência contra os americanos, e seu suor, sua ética, sua batalha contra forças internas e externas, para se livrar do mal. Apesar de todo o nacionalismo exacerbado, o filme é funcional, e garante bom entretenimento ao seu espectador.

Cheio de clichês, lugares comuns, e tantos outros detalhes que você já viu, reviu, e repetiu incansavelmente em diversas produções em prol dessa vitória americana, Nova York sitiada segue toda essa linha, mas cria uma atmosfera de suspense que é agradável, e que consegue prender a atenção do espectador.

Denzel Washington, Annette Bening e Bruce Willis encabeçam a lista do elenco, e trabalham sem ofuscar o brilho de cada um. A surpresa fica na descoberta de quem é o herói, ou quem é o vilão, ou contra quem, de fato, eles estão brigando.

O filme vai bem nas sequências de perseguição e na dose de ação. Difícil não dizer que em alguns momentos, a produção parece ter antecipado alguns dos acontecimentos de 11 de setembro de 2001 (3 anos após o lançamento da produção). Com efeitos bem chocantes, o filme exagera um pouco nos diálogos apaixonados e na ideia de vender a justiça americana como a mais correta de todas. Enfim, parece mesmo uma produção para convencer (e se convencer) de sua capacidade.

No filme, um líder muçulmano é preso pelo exército americano e, em represália, terroristas começam uma série de atentados em Nova York. O FBI e a CIA, chefiados por Anthony Hubbard (Denzel Washington) e Elise Kraft (Annette Bening), unem-se para capturar os responsáveis pelas explosões. Mas os ataques continuam, o exército toma a cidade e é declarado estado de sítio. Só que imigrantes e americanos de origem árabe começam a ser presos à torto e à direita, levantando opositores e colocando a situação fora de controle.

Uma produção interessante, mas que investe em diversas passagens e elementos de conhecimento comum, apresentados em tantos outros filmes. Um elenco bem razoável, que soube mesclar grandes nomes sem ofuscar estrelismo. O filme investe em boas doses de ação e perseguição, em uma trama que é bem construída, com certa tensão, na medida certa prender a atenção do espectador. É um filme interessante, mas poderia ser ainda melhor se abandonasse o heroísmo americano. Ainda assim, é uma grande pedida, e divesão certa para quem curte boa ação em uma produção de conflitos internacionais.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Edward Zwick
Elenco: Denzel Washington, Annette Bening, Bruce Willis, Tony Shalhoub, Sami Bouajila, David Proval.
Produção: Edward Zwick, Lynda Obst
Roteiro: Lawrence Wright, Menno Meyjes, Edward Zwick
Fotografia: Roger Deakins
Trilha Sonora: Graeme Revell
Duração: 115 min.
Ano: 1998
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: 12 anos

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Catch .44


Não sei se Catch .44 tenta parecer algum filme de Quentin Tarantino, mas o resultado final não é lá essas coisas. Se a ideia era imitar e alcançar o mesmo patamar de qualidade, acho que as coisas não se desenvolveram muito bem.

Ok, você apostou em nomes conhecidos do cinema. Colocou lá Bruce Willis, Forest Whitaker e Malin Akerman (ainda desenvolvendo sua carreira), mas a partir daí as coisas ficaram meio confusas. O roteiro é meio bagunçado, e não é pelas constantes idas e vindas da história. Afinal de contas, o que é que eles queriam contar ao espectador?

O filme tenta ser "cabeça", com um roteiro metido a intelectual, como se isso fosse necessário para explicar a relação entre os personagens e o desenvolvimento da história. O resultado final é bastante decepcionante, com diálogos em exagero, detalhes que não servem para nada, e um filme lento e chato.

A fotografia pode ser bonita, a direção tenta dar outra nuance ao filme, mas não existe nada que segure o roteiro. É um filme que não conta nada, com personagens muito fracos, e que no fim, não convence, deixando uma sensação de tempo jogado no lixo.

No filme, três amigas são contratadas para interceptar um carregamento de drogas em um restaurante isolado. Entretanto, o que parecia um trabalho simples se transforma em uma cadeia de eventos incontroláveis e logo elas percebem que a situação se tornou muito maior do que imaginavam.


Uma produção confusa, fraca, com personagens com problemas pessoais e inter pessoais, que tentam justificar a violência por causa de relacionamentos esquisitos, que começam do nada e, aparentemente, devem acabar no nada. Falta ação, falta sentido, falta dinâmica à história. Tudo parece ser exagerado, e o resultado final é bastante fraco e, até, irritante. Se você não curte violência barata sem sentido, esse não é o seu tipo de filme.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Aaron Harvey
Elenco: Bruce Willis, Forest Whitaker, Malin Akerman, Reila Aphrodite, Kevin Beard, Amanda Bosley, Edrick Browne, IJimmy Lee Jr., P. J. Marshall, Nikki Reed, Michael Rosenbaum
Produção: Michael Benaroya, Megan Ellison, Randall Emmett
Roteiro: Aaron Harvey
Fotografia: Jeff Cutter
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Annapurna Productions / Sakonnet Capital Partners

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Red - Aposentados e Perigosos



Fantástico... simplesmente fantástico. Daqueles filmes que entrega exatamente aquilo que promete, entretenimento de qualidade, com elementos suficientes para agradar até aquele espectador mais exigente. Algumas pessoas com quem conversei criticaram a superficialidade do roteiro, mas acredito que talvez isso ocorra principalmente pelo tom de comédia da produção.

O elenco é um fator á parte. Ver trabalhando juntos, Bruce Willis, Mary-Louise Parker, Morgan Freeman, John Malkovich, Helen Mirren, Richard Dreyfuss, e Ernest Borgnine, é simplesmente delicioso. Monstros do cinema atuando lado a lado com personagens agradáveis e envolventes.

O roteiro mescla muito bem ação, aventura e comédia, em uma história agradável, que consegue prender a atenção do espectador. O resultado é uma trama forte, consistente, que deixa um gosto de quero mais. E pelo visto a fórmula agradou, e já se cogita uma continuação, de verdade.

No filme, Frank Moses (Bruce Willis) é um agente aposentado da CIA que leva uma vida sossegada com a família até que um grupo de assassinos tenta matá-lo. Para manter a família salvo, ele decide ressuscitar seu antigo time de campo (Morgan Freeman, John Malkovich e Helen Mirren).

Uma excelente pedida. Filme certo para quem procura diversão. Excelente elenco, roteiro enxuto e inteligente, boa narrativa (sem detalhes desnecessários), com excelentes doses de ação e humor. Um filme que coloca em ação um elenco que faz exatamente aquilo que sabe. Para assistir e repetir até cansar. Classe A!!!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Robert Schwentke
Elenco: Bruce Willis, Mary-Louise Parker, Morgan Freeman, John Malkovich, Helen Mirren, Karl Urban, Richard Dreyfuss, Brian Cox, James Remar, Julian McMahon, Ernest Borgnine, Michelle Nolden, Amber Gaiennie, Audrey Wasilewski.
Produção: Lorenzo di Bonaventura, Mark Vahradian
Roteiro: Warren Ellis, Cully Hamner, Erich Hoeber, Jon Hoeber.
Fotografia: Florian Ballhaus
Duração: 105 min.
Ano: 2010
País: EUA/ Canadá
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Summit Entertainment / Di Bonaventura Pictures / DC Entertainment
Classificação: 12 anos

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Se o filme é assim, imagina o game


Gamer é um daqueles filmes que tenta levar à ficção algo ainda mais fictício e irracional. Acredito que uma coisa seja querer adaptar uma história de um determinado jogo de video game para filme, mas tentar levar a execução do jogo para a tela da TV é massacrante.


O tema proposto pelo filme não é nada atraente, e a tentativa de levar a vicência de um jogo para o filme é assustadora. O resultado é um filme sem muito nexo, com cenas de ação exageradas, uma edição exageradamente fragmentada, jogo de câmeras que lembram (e causam o mesmo enjôo) os games.

Nem mesmo os astros Gerard Butler e John Leguizamo conseguem salvar a produção, que exagera na linguagem digital (sem necessariamente resolver a diferença entre os games e os filmes), e nos cortes violentos de cena.

O filme conta que num futuro próximo, um revolucionário videogame on-line será a mais popular forma de diversão. Semanalmente, milhões de internautas assistem a condenados lutando para sobreviver como se fossem personagens virtuais em um game. Kable (Gerard Butler), um prisioneiro, será a grande estrela deste jogo. Para o jogador, Kable é um mero personagem, mas para o grupo de resistência ele é a peça chave para a vitória.

O filme mais parecido que assisti nos últimos tempos foi Os Substitutos, com Bruce Willis, que também não é nada brilhante, mas que igualmente prega a ideia de um mundo sem seres humanos que comandam das suas casas robôs que tentam levar a vida nos seus lugares. Ao menos aqui a mensagem de protesto pelos exageros da vida virtual funciona.

As batalhas seguem sem sentido, e mesmo aqueles mais fanáticos por jogos perde o encanto com a sequência infindável de cenas sem sentido. Nada se salva. Se você não quer perder o seu tempo, deixe essa pérola na locadora, bem longe da sua TV.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Mark Neveldine, Brian Taylor
Elenco: Gerard Butler, Milo Ventimiglia, John Leguizamo, Alison Lohman, Michael C. Hall, Logan Lerman, Terry Crews.
Produção: Gary Lucchesi, Tom Rosenberg, Skip Williamson, Richard S. Wright
Roteiro: Mark Neveldine , Brian Taylor
Fotografia: Ekkehart Pollack
Trilha Sonora: Robb Williamson, Geoff Zanelli
Duração: 95 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Lakeshore Entertainment
Classificação: 18 anos

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Substituindo tudo e todos


Você gosta de filmes de ficção científica? Se você respondeu sim, Substitutos é uma boa pedida. Seu jeitão metido a Blade Runner, com aquela atmosfera futurística, aquela sensação de gigantesco avanço tecnológico. Capaz de substituir humanos por robôs (daí o nome do filme), numa sociedade transformada, cujo valor (e vontade) foi reduzido ao de meros coadjuvantes. Essa é a linha principal desta produção.

Ao mesmo tempo, e também servindo para aqueles que disseram não gostar de filmes de ficção, as doses de ação são bem servidas. Efeitos especiais que não empolgam, mas servem, e uma combinação de atuações opacas (mesmo Bruce Willis), que não alteram em nada a dinâmica da coisa toda.

O filme se passa num futuro no qual os homens vivem isolados e se comunicam por meio de robôs, dois agentes do FBI, Greer (Bruce Willis) e Peters (Radha Mitchell), investigam o assassinato misterioso de um estudante. O crime está ligado ao homem que ajudou a criar os Surrogates, cópias robóticas de seres humanos.

Não é um filme fantástico. Creio ser apenas regular. Uma narração lenta, por vezes cansativa. Uma história com um roteiro que até atrai, mas não empolga. Enfim, uma produção que não é pedida certa, mas que vale alguns momentos de diversão sem reflexão.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jonathan Mostow
Elenco: Bruce Willis, Ving Rhames, Rosamund Pike, Radha Mitchell, Rosamund Pike, Michael Cudlitz, Helena Mattson.
Produção: Max Handelman, David Hoberman, Todd Lieberman
Roteiro: Michael Ferris, John D. Brancato, baseado na graphic novel de Robert Venditti e Brett Weldele
Fotografia: Oliver Wood
Trilha Sonora: Richard Marvin
Duração: 104 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Ficção Científica
Cor: Colorido
Distribuidora: Buena Vista
Estúdio: Mandeville Films / Road Rebel / Touchstone Pictures
Classificação: 14 anos