segunda-feira, 2 de julho de 2012
Blade Runner completa 30 anos. Conheça um pouco do clássico
Baseado no conto de Philip K. Dick, Do Androids Dream of Electric Sheep?, a história é ambientada na Los Angeles do início do século 21, quando a metrópole tornou-se uma cidade sinistra, repleta de arranha-céus decadentes, corroídos por uma incessante chuva ácida e assolada pela superpopulação.
Neste cenário cyberpunk, vive o detetive Deckard Cain, interpretado por Harrison Ford, que precisa realizar um último trabalho: aposentar (destruir) quatro androides desertores que fugiram após uma rebelião. O problema é que eles são do modelo Nexus 6, o mais avançado tipo de replicante já construído, dotados de grande inteligência, agilidade e força física.
O filme é dirigido por Ridley Scott e já tocava em pontos que ele retomaria em seu filme mais recente de ficção, Prometheus. A busca dos replicantes pelo seu criador para tentar conseguir mais tempo de vida pode ser comparada com a procura pela origem da vida e pelos criadores da humanidade em Prometheus. É possível até mesmo fazer um paralelo da luta do criador para exterminar a criatura em ambos os filmes. Questões que perseguem o diretor, talvez?
Os visual futurista-retrô é um dos aspectos mais marcantes de Blade Runner. O longa foi inspirado nos filmes noir da década de 50, o que lhe rendeu duas indicações ao Oscar: Melhor Direção de Arte e Efeitos Visuais. Seu estilo serviu como inspiração para muitas outras obras, como Johnny Mnemonic e Robocop.
Do Androids Dream of Electric Sheep?
Autor do livro que deu origem ao filme, Philip Kindred Dick nasceu em 16 de dezembro de 1928, em Chicago, Illinois, e morreu em 2 de março de 1982, vítima de problemas no coração. Ele escreveu 36 romances e mais de cem contos, alguns deles obras-primas, como O Homem do Castelo Alto, que mostra o que aconteceria se os aliados fossem derrotados na Segunda Guerra Mundial.
Apesar de Philip K. Dick ter visto apenas os 20 minutos inicias do longa-metragem antes de sua morte, ele ficou extremamente impressionado e, segundo Paul Sammon, teria dito: "Era o meu próprio mundo. Capturaram-no perfeitamente". No entanto, nem Ridley Scott nem o roteirista David Webb Peoples leram o romance completo.
As obras de Dick já foram levadas mais de uma vez para o cinema, como em Screamers - Assassinos Cibernéticos, um filme B com Peter Weller (Robocop) e O Vingador do Futuro, com Schwarzenegger. Tanto os textos de Dick quanto Blade Runner influenciaram o cinema, em O Show de Truman - a cidade é baseada no conto Time out of Joint - e Matrix.
Blade Runner é um dos filmes mais influentes já feitos e agora, 30 anos depois, uma continuação está sendo programada pelo próprio Ridley Scott. É verdade que ela não deve trazer Deckard de volta, mas continuará a trama na Los Angeles futurista e decadente do século 21.
Por Daniel Reininger, no link http://www.cineclick.com.br/noticia/carregar/titulo/blade-runner-completa-30-anos-conheca-um-pouco-do-classico/id/34323 em 25/06/2012.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Onda de 'remakes' de sucessos dos anos 80 atinge Hollywood
Lançados lá fora no penúltimo fim de semana de agosto, "Conan - O Bárbaro" e "A Hora do Espanto" até prometiam uma boa luta pela memória afetiva do público, mas entre o longa estrelado por Jason Momoa no lugar de Arnold Schwarzenegger e a refilmagem da comédia de terror pilotada pela Disney, quem acabou levando a melhor foi "Histórias cruzadas", um drama nada pop. Tanto "Conan" como a nova versão de "A casa do espanto" fracassaram nas bilheterias da América do Norte em sua semana de estreia, amargando o quarto e o quinto lugar, respectivamente. Há quem diga que o resultado era óbvio e preveja um futuro nefasto para os próximos lançamentos da safra oitentista, mas o mercado tem suas apostas.
- Para os estúdios, a vantagem de investir nos remakes é que você já começa trabalhando um título de sucesso, ainda mais numa época em que o cinema é muito mais marketing do que valor de produção. Hollywood anda preocupada em criar marcas que possam ser exploradas a longo prazo, seguindo a lógica da franquia - contextualiza Pedro Butcher, editor do site Filme B, especializado no mercado exibidor.
Mas o próprio Butcher faz ressalvas sobre compra dos direitos de refilmar produções famosas de antigamente.
- Só o título famoso já deixa o espectador de cinema - ainda mais deste tipo de filme, que cativou um público jovem, nerd - de orelha em pé. Ao ouvir falar em "Footloose" e "Dirty dancing", os espectadores já sabem do que o filme se trata e os produtores não precisam lançar mão de uma montanha de investimentos para criar uma marca. Só que eles estão lidando com obras que já estão firmadas no imaginário popular e os fãs acabam não aceitando novidades. É um caminho seguro, sim, mas não é garantido como ficou provado com "Conan" e "A hora do espanto".
Cavi Borges, cineasta e dono da badalada locadora Cavídeo, concorda.
- No trabalho eu vejo que a década de 80 marcou muito a geração que hoje tem 30, 40 anos, uma geração que representa um grande mercado consumidor de cultura, tanto na música, onde a modinha dos "80's" começou, como no cinema. Mas é curioso perceber que as pessoas às vezes alugam aqueles filmes que adoravam na juventude e acabam se decepcionando. Isso acontece com frequência e essa é uma preocupação que os estúdios deveriam ter - conta Cavi, que está em fase de finalização de seu longa "A dois passos do paraíso", dirigido em parceria com Walter Daguerre. Inspirado no hit e nas calças de malha da Blitz, o filme é recheado de referências à tal década perdida, mas a brincadeira de época para por aí.
Assim como a de Ridley Scott, que finalmente autorizou um novo "Blade runner", seu sucesso de 1982, mas cheio de ressalvas. À produtora que adquiriu os direitos da saga do detetive Rick Deckard contra os replicantes, Ridley teria pedido apenas que não fosse feita uma refilmagem de seu cultuado longa e sim uma sequência. Ou mesmo um "prequel", contando a história pregressa daquela imortalizada por Harrison Ford, Rutger Hauer e Daryl Hannah. Mexer no time vencedor, nem pensar.
- Hollywood anda puxando pela nostalgia, as pessoas querem relembrar sua juventude e nada melhor que a música ou o cinema para contribuir com isso, mas, de acordo com o cinema americano, dar certo ou não é uma questão de qualidade e não só de saudosismo. Para fazer sucesso um filme precisa ser legal, receber boas críticas, e repercutir no boca a boca - explica Cavi, que consegue enxergar possíveis sucessos em meio a essa questionável onda:
- Tudo depende do diretor que está por trás do projeto e da credibilidade da produção. "Robocop", por exemplo, tem tudo para dar certo. Será a estreia do José Padilha em Hollywood, os "Tropa de elite" foram muito elogiados pela crítica internacional e todos vão ficar curiosos para saber como ele vai se sair em uma superprodução deste porte. Se esse filme der grandes resultados, pode ter certeza de que vão regravar todos os filmes dos anos 80, com críticas ou não.
Em 31/08/2011, pela agência O Globo, no link http://cinema.yahoo.net/noticia/carregar/titulo/onda-de-remakes-de-sucessos-dos-anos-80-atinge-hollywood/id/32535
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Substituindo tudo e todos

Ao mesmo tempo, e também servindo para aqueles que disseram não gostar de filmes de ficção, as doses de ação são bem servidas. Efeitos especiais que não empolgam, mas servem, e uma combinação de atuações opacas (mesmo Bruce Willis), que não alteram em nada a dinâmica da coisa toda.
O filme se passa num futuro no qual os homens vivem isolados e se comunicam por meio de robôs, dois agentes do FBI, Greer (Bruce Willis) e Peters (Radha Mitchell), investigam o assassinato misterioso de um estudante. O crime está ligado ao homem que ajudou a criar os Surrogates, cópias robóticas de seres humanos.
Não é um filme fantástico. Creio ser apenas regular. Uma narração lenta, por vezes cansativa. Uma história com um roteiro que até atrai, mas não empolga. Enfim, uma produção que não é pedida certa, mas que vale alguns momentos de diversão sem reflexão.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Jonathan Mostow
Elenco: Bruce Willis, Ving Rhames, Rosamund Pike, Radha Mitchell, Rosamund Pike, Michael Cudlitz, Helena Mattson.
Produção: Max Handelman, David Hoberman, Todd Lieberman
Roteiro: Michael Ferris, John D. Brancato, baseado na graphic novel de Robert Venditti e Brett Weldele
Fotografia: Oliver Wood
Trilha Sonora: Richard Marvin
Duração: 104 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Ficção Científica
Cor: Colorido
Distribuidora: Buena Vista
Estúdio: Mandeville Films / Road Rebel / Touchstone Pictures
Classificação: 14 anos
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Aficionado por ficção?

Blade Runner é ficção científica pura. O filme dirigido por Ridley Scott, que tem em seu elenco nomes como Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young, Daryl Hannah e Edward James Olmos, tornou-se um cult dos anos 80.
Atual até hoje, seu roteiro mescla boas doses de aventura, o suspense de um bom thriller, e até um pouco de drama. Alguns ousam dizer que existem até pitadas filosóficas ao longo da história.
No filme, que acontece no século 21 (antigamente o século 21 parecia tão distante), um policial é designado para exterminar andróides, conhecidos como Replicantes, que se revoltaram contra o sistema e se misturaram aos seres humanos. O filme desenha um futuro escuro e multicultural, cheio de poluição visual, prédios enormes e grandes diferenças sociais (acho que quase todos os filmes de ficção imaginavam algo assim).
O filme é diversão garantida. Com efeitos que funcionam até hoje e um elenco que trabalha muito bem. Existem versões diferentes, a original de 1982, e uma outra de 1992 com cenas extras e algumas modificações (versão do diretor), mas ambas são excelentes. Uma ótima pedida para um vídeo a qualquer hora.
