No dia 25 de junho foi dia de comemorar o aniversário de 30 anos de Blade Runner - O Caçador de Androides, um fracasso comercial que faturou apenas US$ 32,8 milhões nos Estados Unidos, mas que se tornou um dos filmes mais cultuados de todos os tempos.
Baseado no conto de Philip K. Dick, Do Androids Dream of Electric Sheep?, a história é ambientada na Los Angeles do início do século 21, quando a metrópole tornou-se uma cidade sinistra, repleta de arranha-céus decadentes, corroídos por uma incessante chuva ácida e assolada pela superpopulação.
Neste cenário cyberpunk, vive o detetive Deckard Cain, interpretado por Harrison Ford, que precisa realizar um último trabalho: aposentar (destruir) quatro androides desertores que fugiram após uma rebelião. O problema é que eles são do modelo Nexus 6, o mais avançado tipo de replicante já construído, dotados de grande inteligência, agilidade e força física.
O filme é dirigido por Ridley Scott e já tocava em pontos que ele retomaria em seu filme mais recente de ficção, Prometheus. A busca dos replicantes pelo seu criador para tentar conseguir mais tempo de vida pode ser comparada com a procura pela origem da vida e pelos criadores da humanidade em Prometheus. É possível até mesmo fazer um paralelo da luta do criador para exterminar a criatura em ambos os filmes. Questões que perseguem o diretor, talvez?
Os visual futurista-retrô é um dos aspectos mais marcantes de Blade Runner. O longa foi inspirado nos filmes noir da década de 50, o que lhe rendeu duas indicações ao Oscar: Melhor Direção de Arte e Efeitos Visuais. Seu estilo serviu como inspiração para muitas outras obras, como Johnny Mnemonic e Robocop.
Do Androids Dream of Electric Sheep?
Autor do livro que deu origem ao filme, Philip Kindred Dick nasceu em 16 de dezembro de 1928, em Chicago, Illinois, e morreu em 2 de março de 1982, vítima de problemas no coração. Ele escreveu 36 romances e mais de cem contos, alguns deles obras-primas, como O Homem do Castelo Alto, que mostra o que aconteceria se os aliados fossem derrotados na Segunda Guerra Mundial.
Apesar de Philip K. Dick ter visto apenas os 20 minutos inicias do longa-metragem antes de sua morte, ele ficou extremamente impressionado e, segundo Paul Sammon, teria dito: "Era o meu próprio mundo. Capturaram-no perfeitamente". No entanto, nem Ridley Scott nem o roteirista David Webb Peoples leram o romance completo.
As obras de Dick já foram levadas mais de uma vez para o cinema, como em Screamers - Assassinos Cibernéticos, um filme B com Peter Weller (Robocop) e O Vingador do Futuro, com Schwarzenegger. Tanto os textos de Dick quanto Blade Runner influenciaram o cinema, em O Show de Truman - a cidade é baseada no conto Time out of Joint - e Matrix.
Blade Runner é um dos filmes mais influentes já feitos e agora, 30 anos depois, uma continuação está sendo programada pelo próprio Ridley Scott. É verdade que ela não deve trazer Deckard de volta, mas continuará a trama na Los Angeles futurista e decadente do século 21.
Por Daniel Reininger, no link http://www.cineclick.com.br/noticia/carregar/titulo/blade-runner-completa-30-anos-conheca-um-pouco-do-classico/id/34323 em 25/06/2012.
Mostrando postagens com marcador robocop. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador robocop. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 2 de julho de 2012
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Onda de 'remakes' de sucessos dos anos 80 atinge Hollywood
Reconhecida como a década perdida, os anos 80 foram redescobertos por Hollywood e vêm rendendo um manancial de novas (?) produções. "Conan - O bárbaro", "A hora do espanto", "Footloose", "Dirty dancing", "Robocop", "Jogos de guerra"... todos esses clássicos da "Sessão da tarde" ganharam - ou ganharão nos próximos anos - seus remakes, promovendo uma verdadeira "festa ploc" nos grandes estúdios. A princípio, a ideia de recriar tramas que já moram no coração de toda uma geração de espectadores parece uma excelente sacada, mas o tiro pode sair pela culatra.
Lançados lá fora no penúltimo fim de semana de agosto, "Conan - O Bárbaro" e "A Hora do Espanto" até prometiam uma boa luta pela memória afetiva do público, mas entre o longa estrelado por Jason Momoa no lugar de Arnold Schwarzenegger e a refilmagem da comédia de terror pilotada pela Disney, quem acabou levando a melhor foi "Histórias cruzadas", um drama nada pop. Tanto "Conan" como a nova versão de "A casa do espanto" fracassaram nas bilheterias da América do Norte em sua semana de estreia, amargando o quarto e o quinto lugar, respectivamente. Há quem diga que o resultado era óbvio e preveja um futuro nefasto para os próximos lançamentos da safra oitentista, mas o mercado tem suas apostas.
- Para os estúdios, a vantagem de investir nos remakes é que você já começa trabalhando um título de sucesso, ainda mais numa época em que o cinema é muito mais marketing do que valor de produção. Hollywood anda preocupada em criar marcas que possam ser exploradas a longo prazo, seguindo a lógica da franquia - contextualiza Pedro Butcher, editor do site Filme B, especializado no mercado exibidor.
Mas o próprio Butcher faz ressalvas sobre compra dos direitos de refilmar produções famosas de antigamente.
- Só o título famoso já deixa o espectador de cinema - ainda mais deste tipo de filme, que cativou um público jovem, nerd - de orelha em pé. Ao ouvir falar em "Footloose" e "Dirty dancing", os espectadores já sabem do que o filme se trata e os produtores não precisam lançar mão de uma montanha de investimentos para criar uma marca. Só que eles estão lidando com obras que já estão firmadas no imaginário popular e os fãs acabam não aceitando novidades. É um caminho seguro, sim, mas não é garantido como ficou provado com "Conan" e "A hora do espanto".
Cavi Borges, cineasta e dono da badalada locadora Cavídeo, concorda.
- No trabalho eu vejo que a década de 80 marcou muito a geração que hoje tem 30, 40 anos, uma geração que representa um grande mercado consumidor de cultura, tanto na música, onde a modinha dos "80's" começou, como no cinema. Mas é curioso perceber que as pessoas às vezes alugam aqueles filmes que adoravam na juventude e acabam se decepcionando. Isso acontece com frequência e essa é uma preocupação que os estúdios deveriam ter - conta Cavi, que está em fase de finalização de seu longa "A dois passos do paraíso", dirigido em parceria com Walter Daguerre. Inspirado no hit e nas calças de malha da Blitz, o filme é recheado de referências à tal década perdida, mas a brincadeira de época para por aí.
Assim como a de Ridley Scott, que finalmente autorizou um novo "Blade runner", seu sucesso de 1982, mas cheio de ressalvas. À produtora que adquiriu os direitos da saga do detetive Rick Deckard contra os replicantes, Ridley teria pedido apenas que não fosse feita uma refilmagem de seu cultuado longa e sim uma sequência. Ou mesmo um "prequel", contando a história pregressa daquela imortalizada por Harrison Ford, Rutger Hauer e Daryl Hannah. Mexer no time vencedor, nem pensar.
- Hollywood anda puxando pela nostalgia, as pessoas querem relembrar sua juventude e nada melhor que a música ou o cinema para contribuir com isso, mas, de acordo com o cinema americano, dar certo ou não é uma questão de qualidade e não só de saudosismo. Para fazer sucesso um filme precisa ser legal, receber boas críticas, e repercutir no boca a boca - explica Cavi, que consegue enxergar possíveis sucessos em meio a essa questionável onda:
- Tudo depende do diretor que está por trás do projeto e da credibilidade da produção. "Robocop", por exemplo, tem tudo para dar certo. Será a estreia do José Padilha em Hollywood, os "Tropa de elite" foram muito elogiados pela crítica internacional e todos vão ficar curiosos para saber como ele vai se sair em uma superprodução deste porte. Se esse filme der grandes resultados, pode ter certeza de que vão regravar todos os filmes dos anos 80, com críticas ou não.
Em 31/08/2011, pela agência O Globo, no link http://cinema.yahoo.net/noticia/carregar/titulo/onda-de-remakes-de-sucessos-dos-anos-80-atinge-hollywood/id/32535
Lançados lá fora no penúltimo fim de semana de agosto, "Conan - O Bárbaro" e "A Hora do Espanto" até prometiam uma boa luta pela memória afetiva do público, mas entre o longa estrelado por Jason Momoa no lugar de Arnold Schwarzenegger e a refilmagem da comédia de terror pilotada pela Disney, quem acabou levando a melhor foi "Histórias cruzadas", um drama nada pop. Tanto "Conan" como a nova versão de "A casa do espanto" fracassaram nas bilheterias da América do Norte em sua semana de estreia, amargando o quarto e o quinto lugar, respectivamente. Há quem diga que o resultado era óbvio e preveja um futuro nefasto para os próximos lançamentos da safra oitentista, mas o mercado tem suas apostas.
- Para os estúdios, a vantagem de investir nos remakes é que você já começa trabalhando um título de sucesso, ainda mais numa época em que o cinema é muito mais marketing do que valor de produção. Hollywood anda preocupada em criar marcas que possam ser exploradas a longo prazo, seguindo a lógica da franquia - contextualiza Pedro Butcher, editor do site Filme B, especializado no mercado exibidor.
Mas o próprio Butcher faz ressalvas sobre compra dos direitos de refilmar produções famosas de antigamente.
- Só o título famoso já deixa o espectador de cinema - ainda mais deste tipo de filme, que cativou um público jovem, nerd - de orelha em pé. Ao ouvir falar em "Footloose" e "Dirty dancing", os espectadores já sabem do que o filme se trata e os produtores não precisam lançar mão de uma montanha de investimentos para criar uma marca. Só que eles estão lidando com obras que já estão firmadas no imaginário popular e os fãs acabam não aceitando novidades. É um caminho seguro, sim, mas não é garantido como ficou provado com "Conan" e "A hora do espanto".
Cavi Borges, cineasta e dono da badalada locadora Cavídeo, concorda.
- No trabalho eu vejo que a década de 80 marcou muito a geração que hoje tem 30, 40 anos, uma geração que representa um grande mercado consumidor de cultura, tanto na música, onde a modinha dos "80's" começou, como no cinema. Mas é curioso perceber que as pessoas às vezes alugam aqueles filmes que adoravam na juventude e acabam se decepcionando. Isso acontece com frequência e essa é uma preocupação que os estúdios deveriam ter - conta Cavi, que está em fase de finalização de seu longa "A dois passos do paraíso", dirigido em parceria com Walter Daguerre. Inspirado no hit e nas calças de malha da Blitz, o filme é recheado de referências à tal década perdida, mas a brincadeira de época para por aí.
Assim como a de Ridley Scott, que finalmente autorizou um novo "Blade runner", seu sucesso de 1982, mas cheio de ressalvas. À produtora que adquiriu os direitos da saga do detetive Rick Deckard contra os replicantes, Ridley teria pedido apenas que não fosse feita uma refilmagem de seu cultuado longa e sim uma sequência. Ou mesmo um "prequel", contando a história pregressa daquela imortalizada por Harrison Ford, Rutger Hauer e Daryl Hannah. Mexer no time vencedor, nem pensar.
- Hollywood anda puxando pela nostalgia, as pessoas querem relembrar sua juventude e nada melhor que a música ou o cinema para contribuir com isso, mas, de acordo com o cinema americano, dar certo ou não é uma questão de qualidade e não só de saudosismo. Para fazer sucesso um filme precisa ser legal, receber boas críticas, e repercutir no boca a boca - explica Cavi, que consegue enxergar possíveis sucessos em meio a essa questionável onda:
- Tudo depende do diretor que está por trás do projeto e da credibilidade da produção. "Robocop", por exemplo, tem tudo para dar certo. Será a estreia do José Padilha em Hollywood, os "Tropa de elite" foram muito elogiados pela crítica internacional e todos vão ficar curiosos para saber como ele vai se sair em uma superprodução deste porte. Se esse filme der grandes resultados, pode ter certeza de que vão regravar todos os filmes dos anos 80, com críticas ou não.
Em 31/08/2011, pela agência O Globo, no link http://cinema.yahoo.net/noticia/carregar/titulo/onda-de-remakes-de-sucessos-dos-anos-80-atinge-hollywood/id/32535
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
MGM planeja reinício de Robocop, Poltergeist e Hercules
Após se recuperar da falência, o estúdio MGM está com diversos planos para revigorar seus produtos. Segundo a Variety, a empresa pretende reiniciar três das franquias sobre as quais possui os direitos: Robocop, Poltergeist e Hercules.Darren Aronofsky (Cisne Negro) era o diretor mais cotado para assumir o quarto filme de Robocop, que não é visto no cinema desde 1993. O último filme de Poltergeist também foi feito há mais tempo ainda: 1988.
Hercules é um caso à parte, por se tratar de um projeto antes trabalhado pela Spyglass - cujos donos assumiram a presidência da MGM nos últimos meses. Peter Berg (A Garota Ideal) está cotado para a produção da história, que será "centrada na figura mítica que virou as costas para os deuses, tornando-se um mercenário e treinador de um impiedoso exército".
Os quartos episódios de Robocop e Poltergeist estão previstos para 2013. Hercules estava planejado para sair ainda em 2011 pela Spyglass, mas deve sofrer leve atraso pela mudança de estúdio.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A novela MGM...

O estúdio de cinema MGM (Metro-Goldwyn-Mayer), que passa por graves dificuldades financeiras, está concluindo as formalidades para enquadrar-se na lei americana de falências, com o objetivo de realizar uma reestruturação de sua dívida de mais de US$ 4 bilhões, informou o "The Wall Street Journal" nesta sexta-feira.
O estúdio optou por fazer um acordo prévio com seus credores, permitindo que seu caso seja apresentado ao tribunal já na próxima semana e evitando o caminho tradicional do processo, que pode levar meses, segundo o jornal.
A MGM já apresentou seu plano de reestruturação aos credores. Se aprovado, o estúdio poderá submetê-lo ao acordo da justiça para que seja enquadrado na lei de falências.
O plano prevê que os credores, principalmente os fundos de especulação, renunciem ao conjunto da dívida em troca de ações da companhia, explicou o jornal.
Para ser aprovado, o plano deve obter o aval da metade dos 100 credores e donos de dois terços da dívida, que têm até o dia 22 de outubro para se pronunciar.
Se conseguir ser incluída na lei, a empresa pode passar até dois meses sem pagar sua dívida.
A MGM possui o maior catálogo de filmes do mundo, com 4.000 títulos.
Vários projetos de filmes importantes já foram suspensos em função das dificuldades financeiras do estúdio, incluindo o próximo filme de James Bond e dois filmes baseados no livro "O Hobbit", de J.R.R. Tolkien. Outros projetos que estão em suspenso incluem um filme planejado dos "Três Patetas" e um remake de "Robocop".
Antes das negociações para uma reestruturação, a MGM solicitou ofertas de compra da empresa. Mas a oferta máxima -- feita pela Time Warner, no valor de US$ 1,5 bilhão -- foi considerada insuficiente.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/811750-estudios-mgm-recorrerao-a-lei-de-falencias-para-reestruturar-divida.shtml
Assinar:
Postagens (Atom)
