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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O Substituto

269713Considero clichê começar uma análise falando o que já foi falado em outros sites ou blogs, mas nesse caso, fica difícil não sair dessa "opinião comum". O Substituto não é o tipo de filme ao qual estamos acostumados, que trata a relação entre professores e alunos, e como cada lado transforma a vida do outro, sempre positivamente. Ok, dito isso, vamos partir para as minhas próprias impressões. O Substituto não é um filme fácil. É uma produção séria. Uma história pesada, que exige atenção e boa vontade de seu espectador.

É o tipo de filme que investe na força do seu roteiro e no poder de atuação de seu elenco, com grandes nomes, e liderados pelo igualmente grande Adrien Brody, que segue sério e dramático ao longo de toda a história.

O filme tem um visual bastante interessante, com um jogo de câmeras e ângulos inusitados, variação de cores, para demonstrar tempo, lembranças, enfim, toda imagem serve para ilustrar um lado mais artístico da produção. Algumas vezes funciona bem, outras chegam a ser um desperdício. Mesmo assim, ainda é uma fotografia interessante.

Mas o ponto forte do filme é mesmo seu roteiro. Que provoca, que quer um espectador participante, que exige reflexão, que o tira do conforto de assistir um filme, de entreter, e faz com que o espectador avalie seu entorno. De uma maneira geral, o filme serve como alerta para a situação do ensino, e a maneira como professores, pais, alunos, e governo, estão envolvidos nisso. Apesar do ambiente americano, a situação não chega a ser tão diferente daquela que temos aqui no Brasil.

No filme, Henry Barthes (Adrien Brody) é um professor brilhante com um verdadeiro talento para se conectar com seus alunos. Em outro mundo, ele seria um herói para sua comunidade. Mas, assombrado por um passado conturbado, ele escolhe ser professor substituto - nunca na mesma escola por mais que algumas semanas, nunca permanecendo tempo suficiente para formar qualquer relação com os alunos ou colegas. Uma profissão perfeita para alguém que busca se esconder ao ar livre. Quando uma nova missão o coloca numa decadente escola pública, o isolado mundo de Henry é exposto por três mulheres que mudam a sua visão sobre a vida: uma estudante, uma professora e uma adolescente fugitiva.

Uma produção bastante interessante, séria, que provoca muito, principalmente quando mescla momentos da história com momentos que seriam declarações daqueles que vivem aquelas passagens. Apesar de muito falado, não chega a ser tão cansativo. Claro que poderia ser mais curto, talvez um pouquinho mais leve, mas no geral, é um bom drama. O elenco consegue carregar bem o peso do drama real. Se você procura um filme inteligente, mas que ultrapassa a intenção de entreter, O Substituto é uma excelente pedida, mas se não curte dramas reais e histórias com um conteúdo mais sério, talvez não seja a sua pedida.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Tony Kaye
Elenco: Bryan Cranston, Christina Hendricks, Adrien Brody, Lucy Liu, James Caan, Renée Felice Smith, Blythe Danner, Marcia Gay Harden, William Petersen, Tim Blake Nelson, Sami Gayle, Doug E. Doug, Isiah Whitlock Jr., Josh Pais, Patricia Rae, Louis Zorich, Brennan Brown, Reagan Leonard, Lucian Maisel, Samantha Jade Logan, Mary Joy, Jonathan Gutierrez, Aaron Sauter, Betty Kaye, Michael Morana, Justin Campbell, Chris Papavasiliou, Kevin T. Collins, Celia Au, Heather Pence, Kwoade Cross, Jerry Walsh, Nancy Rodriguez, Ralph Rodriguez, April Maxey, Celia Schaefer, Tiffani Holland, David Hausen, Rebecka Ray, Eli Massillon, Mike Biskupski, Tarikk Mudu, Elvis Muccino, Greg Batie, Melvin Breedlove, Jeremy McLain
Produção: Bingo Gubelmann, Benji Kohn, Carl Lund, Chris Papavasiliou, Greg Shapiro, Austin Stark
Roteiro: Carl Lund
Trilha Sonora: The Newton Brothers
Duração: 97 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Califórnia Home Vídeo
Estúdio: Kingsgate Films / Paper Street Films / Appian Way


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Kung Fu Panda 2



Pensei em escrever somente a respeito do Kung Fu Panda 2, quando percebi que seria muito melhor se escrevesse a respeito do primeiro episódio também, até para destacar as diferenças entre as duas produções. E, mais do que isso, para ilustrar a inusitada situação de a continuação ser melhor do que o primeiro episódio.

Surpresa total. Obviamente a segunda história é muito mais previsível, mas ao mesmo tempo, tem um apelo muito mais forte e valioso para a mensagem de fundo, que deixa o filme agradável e leve. Apesar de voltado às artes marciais, por incrível que pareça, a continuação de Kung Fu Panda é mais leve, mais superficial, mais tranquila. E por isso mesmo, melhor.

Tudo isso somado à grande qualidade da animação e à força dos seus personagens, o que torna o filme ainda mais divertido do que sua edição anterior. No caso dos personagens, mais destaque para o panda, protagonista, e sua história, dando detalhes que realmente importam. Na verdade, pouco me importa a tigresa ou o louva-a-deus, protagonistas secundários, na trama. Quero mesmo saber a respeito do panda que dá nome ao filme, e que no primeiro Kung Fu Panda, precisou dividir seu espaço com essa turma.

Nesse segundo filme, Po (voz original de Jack Black) agora é Dragão Guerreiro, protegendo o Vale da Paz juntamente com os Cinco Furiosos, seus amigos e colegas mestres do Kung Fu. Porém, surge um vilão que planeja usar uma arma secreta e impossível de ser detida para conquistar a China e destruir o kung fu. Po terá de rever seu passado e descobrir os segredos de suas misteriosas origens e, assim, conseguir revelar a força que necessita para vencer.

O filme já mostrou sua força, tanto que se tornará série de TV, mas independente disso, achei importante as mudanças realizadas. Dando mais foco e profundidade à história, além de destacar o personagem que, de fato, faz a diferença. Dessa vez, uma excelente pedida para os admiradores da boa animação. Um filme que conseguiu superar o trauma da continuação e ser mlhor que seu original. Indicado para toda a família, esse é para assistir e repetir.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Jennifer Yuh
Elenco: Vozes na versão original de Angelina Jolie, Seth Rogen, Gary Oldman, Jackie Chan, Jack Black, Jean-Claude Van Damme, Dustin Hoffman, Lucy Liu.
Produção: Melissa Cobb
Roteiro: Jonathan Aibel, Glenn Berger
Trilha Sonora: John Powell, Hans Zimmer
Duração: 90 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: DreamWorks Animation
Classificação: Livre

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Kung Fu Panda



Animação de primeira, personagens cativantes e engraçados, belos efeitos e uma trama interessantes, tudo isso seria mais do que suficiente para fazer de Kung Fu Panda um super filme. Mas, de verdade, não é bem o que acontece. Pode parecer um pecado mortal falar uma coisa assim, mas por toda a proposta da produção, eu esperava muito mais. Na verdade, sinto que a grande falha do filme foi a de não explorar ainda mais a força dos seus personagens, em uma história ainda mais profunda, com uma mensagem de muito mais valor.

Perto de tantas outras animações, não consegui ficar satisfeito com Kung Fu Panda. Acredito mesmo que não alcancei a "liga" necessária com o filme, e me desapontei com pequenos detalhes. Falarei a respeito da sequência no post de amanhã, e acredito que isso foi corrigido, em um filme com muito mais valor.

Na verdade, como já destaquei, Kung Fu Panda tem todos os elementos que fariam dele uma grande pedida. A animação é de primeiríssima qualidade. Muito realismo e detalhes. Efeitos deslumbrantes, em uma produção que tem a intenção de homenagear os filmes de artes marciais dos anos 1960/1970.

Destaque também para os personagens, super cativantes e engraçados. Pelo menos a maioria deles. O panda protagonista é super divertido e atraente. Um ponto extra para a produção, que se perde um pouco em algumas explicações desnecessárias e que deixam o filme um tanto previsível.

No filme, o irreverente e preguiçoso panda chamado Po (Jack Black) é o único capaz de salvar o Vale da Paz do vilão Tai Lung (McShane), um poderoso leopardo das neves. Com os ensinamentos de Shifu (Dustin Hoffman), Po se torna um grande mestre do Kung Fu, à semelhança do Mestre Macaco (Jackie Chan), um exímio guerreiro que é tudo o que o panda quer ser.

Uma produção interessante, mas que apesar da qualidade e do apelo de seus personagens, independente da bela homenagem aos filmes de lutas, não consegue ser destaque. Como entretenimento, é divertido e engraçadinho, mas não consegue alcançar a força e o destaque de outras animações com muito menos expressão. É um belo filme, e tem tudo para agradar a criançada pelo tom super colorido e a gama variada de animais combinados, mas não se compara a outros do mesmo estilo.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Mark Osborne, John Stevenson
Elenco: Vozes na versão original de: Jackie Chan, Jack Black, Dustin Hoffman, Lucy Liu, Ian McShane, Angelina Jolie e David Cross.
Produção: Melissa Cobb
Roteiro: Jonathan Aibel, Glenn Berger
Fotografia: Yong Duk Jhun
Trilha Sonora: Hans Zimmer
Duração: 100 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: DreamWorks Animation
Classificação: Livre