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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Nanny McPhee - A babá encantada



Já escrevi neste blog a respeito da continuação de Nanny McPhee, e dos erros, comuns na grande maioria das continuações. Mas o caso deste primeiro volume é totalmente diferente. Enquanto a continuação se confunde e não sabe qual tipo de espectador deve alcançar, Nanny McPhee é um filme pra todos os públicos. Obviamente é uma produção voltada ao público infantil, com todas as características de um filme infantil, mas consegue satisfazer e emocionar também o público mais veterano.

O elenco, liderado por Emma Thompson e Colin Firth funciona muito bem. As crianças, todas filhas de Colin, fazem seu papel de levadas no melhor estilo. O grupo de estrelas britânicas agrada e contribui para o desenrolar da história.

O roteiro é um caso à parte. Uma mistura de Mary Poppins com Uma Babá Quase Perfeita, e mais umas outras duas ou três produções, se você prestar bastante atenção. Mas isso não enfraquece a trama. Com suas cores, por vezes exageradas, elementos ligados ao universo infantil, o filme vai bem e sua história é bastante agradável. Não se perde com detalhes desnecessários e cumpre bem sua proposta de entreter.

No filme, os sete filhos do dedicado sr. Brown (Colin Firth) podem ser as crianças mais malcriadas na história do mundo. A mãe deles morreu há apenas um ano e a imperiosa Tia Adelaide (Angela Lansbury), que complementa o salário que ele tira da funerária, ameaça cortar a pensão à família se o sr. Brown não se casar dentro de um mês. Suas dívidas o jogariam na prisão e o destino das crianças seria inimaginável. O pai opta por não lhes contar a verdade, mas, quando as crianças descobrem, acham que seu pai não gosta o bastante delas para contar que logo terão uma madrasta. Como resultado, seus comportamentos pioram e elas conseguem pôr a 17a babá para correr. O sr. Brown vive ouvindo que a pessoa que seus filhos precisam é alguém chamada babá McPhee (Emma Thompson), mas ele não tem idéia de quem ela seja nem de como achá-la. Certa noite, aparece na porta da frente a lendária babá McPhee, uma pequena mulher comicamente feia e austera. Mas uma batida da bengala mágica da babá McPhee muda tudo e as crianças percebem que toda a "arte" que fizerem será usada contra elas, pois parece que a misteriosa babá gosta de fazê-las provar o gosto de seu próprio remédio.

Uma produção deliciosa, com ar de filme infantil, mas com história bem elaborada que consegue atrair todos os tipos de público. O elenco é bastante agradável e contribui para o desenrolar da história. Filme bastante colorido, divertido na medida certa, sério na medida certa. Entretenimento para toda a família. Bom filme para a sessão de vídeo da tarde de sábado.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Kirk Jones
Elenco: Emma Thompson, Colin Firth, Kelly Macdonald, Celia Imrie, Derek Jacobi, Patrick Barlow, Imelda Staunton, Thomas Sangster, Angela Lansbury.
Produção: Tim Bevan, Lindsay Doran, Eric Fellner, Debra Hayward
Roteiro: Emma Thompson, baseado em romances de Christianna Brand
Fotografia: Henry Braham
Trilha Sonora: Patrick Doyle
Duração: 97 min.
Ano: 2005
País: Reino Unido
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Universal Pictures
Classificação: Livre

sexta-feira, 25 de março de 2011

Os fantasmas de Jim Carrey


Uma história maravilhosa em uma animação igualmente deliciosa. Isso resume bem o que é o filme Os Fantasmas de Scrooge. Tipicamente natalino esse filme já teve tantas versões, e sempre surpreende. Não é diferente nesta bela animação, onde Jim Carrey dá vida a um idoso que não acredita no humanismo, e muito menos no espírito de Natal.


O cuidado é tanto com a qualidade do filme e os detalhes, que a produção mais parece uma obra de arte. A história do brilhante escritor Charles Dickens foi representada à altura.


No filme, Ebenezer Scrooge (Jim Carrey) começa as férias de Natal como de costume, mesquinho e de mau humor, berrando com seu fiel assistente (Gary Oldman) e com seu alegre sobrinho (Colin Firth). Mas quando os fantasmas dos Natais Passado, Presente e Futuro o levam em uma surpreendente jornada que revela as verdades que o velho Scrooge reluta em enfrentar, ele deve abrir seu coração para desfazer anos de maldades antes que seja tarde demais.


Uma bela animação, pra ser assistida por toda a família. E vale até o repeteco. Divertida na medida certa, com diálogos inteligentes, uma história bem desenhada, e uma mensagem inteligente. De fato, um filme pra ser curtido por todos. Satisfação garantida.


FICHA TÉCNICA Diretor: Robert Zemeckis Elenco: Jim Carrey, Colin Firth, Gary Oldman, Cary Elwes, Michael J. Fox (narrador), Daryl Sabara, Robin Wright Penn. Produção: Jack Rapke, Steve Starkey, Robert Zemeckis. Roteiro: Robert Zemeckis, baseado em conto de Charles Dickens Fotografia: Robert Presley Trilha Sonora: Alan Silvestri Duração: 96 min. Ano: 2009 País: EUA Gênero: Fantasia Cor: Colorido Distribuidora: Buena Vista Pictures Estúdio: Walt Disney Pictures / ImageMovers Classificação: 10 anos

segunda-feira, 14 de março de 2011

O discurso do rei gago


Taí um filme interessante de ser visto. Não pelas indicações ao Oscar, ou pelos prêmios recebidos (alguns deles, muito merecidos) mas, principalmente, pala aula de atuação tanto de Colin Firth quanto de Geoffrey Rush. Excelente em todos os estágios e, sem dúvida nenhuma, os responsáveis pelo sucesso da história.
O filme tem toda uma preocupação em sua produção e direção. Locações que retratam a época, roupas e maquiagem. No entanto, os diálogos entre Firth e Rush são destaque e sobressaem do restante dos elementos. Na verdade, a sensação que fica é q de que pouco se viu após o término do filme, e a imagem mais latente é a das conversas entre os dois personagens.
Uma produção maravilhosa? Não acredito. Mas um longa tratado com muito cuidado e esmero. Cuidado com as luzes, a trilha, entre outros elementos. No entanto, se o filme se passasse em um porão (e realmente parece que boa parte dele acontece eu um) nada alteraria o rumo da trama.
No filme, George VI (Colin Firth), conhecido como Berty, assume, a contragosto, o trono de rei da Inglaterra quando seu irmão, Edward (Guy Pearce), abdica do posto em 1936. Despreparado, o novo rei pede o auxílio de um especialista em discursos, Lionel Logue (Geoffrey Rush), para superar seu nervosismo e gagueira. Com o tempo, tornam-se amigos.
A primeira impressão é a de que a mensagem do filme se volta justamente para esse detalhe da superação. Do príncipe mais tímido e com problemas, que teve o apoio e a vontade necessária para se tornar um exemplo e o alicerce para o seu povo. Ao mesmo tempo, existe a relação de amizade, que embora impossível (quem imaginaria um indivíduo da realeza se tornar amigo confidente de um qualquer da população) acaba se tornando real.
Sem dúvida, as atuações e a direção são um destaque para o filme. Um belo drama, com uma trama envolvente e bem trabalhada. Não é uma daquelas produções cansativas (como é o caso de A Rainha) mesmo com a quantidade de diálogos. Uma boa pedida para quem procura um filme inteligente e real.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Tom Hooper
Elenco: Helena Bonham Carter, Colin Firth, Guy Pearce, Michael Gambon, Geoffrey Rush, Timothy Spall, Jennifer Ehle, Derek Jacobi, Anthony Andrews, Eve Best, Dominic Applewhite, Max Callum
Produção: Iain Canning, Emile Sherman, Gareth Unwin
Roteiro: David Seidler
Fotografia: Danny Cohen
Trilha Sonora: Alexandre Desplat
Duração: 118 min.
Ano: 2010
País: Reino Unido/ Austrália
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: See Saw Films / Bedlam Productions
Classificação: 12 anos

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

'O discurso do rei' vence filme, ator, diretor e roteiro original no Oscar


O filme "O discurso do rei" foi o grande vencedor da 83ª edição do Oscar, realizada na noite deste domingo (27) em Los Angeles. Indicado em 12 categorias, o longa-metragem de Tom Hooper saiu da cerimônia com quatro das principais estatuetas, incluindo a mais cobiçada: melhor filme, ator, diretor e roteiro original.

Principal rival de "O discurso do rei" na premiação, "A rede social", de David Fincher, recebeu três troféus: roteiro adaptado, trilha original e edição.

Como já se esperava, "A origem", de Christopher Nolan, dominou os chamados prêmios técnicos da noite, levando os Oscars de efeitos visuais, fotografia, mixagem e edição de som. O longa também estava indicado ao prêmio de melhor filme e direção, entre outros.

Concorrendo na categoria documentário, a coprodução Brasil/Reino Unido "Lixo extraordinário", sobre o trabalho do artista Vik Muniz com catadores do aterro do Gramacho, não levou a estatueta. O troféu ficou com "Trabalho interno" ("Inside job", no original), que joga luz sobre a grave crise financeira dos Estados Unidos de 2008.

'Meus homens e minha mãe'Ao receber o prêmio como melhor diretor, Hooper agradeceu aos "homens de meu triângulo amoroso: Colin Firth, Geoffrey Rush e eu". "Só estou aqui por causa de vocês... espero que essa referência não a deixe com ciúmes", completou dirigindo-se a Helena Bonham Carter, que faz o papel da Rainha Mãe em "O discurso do rei".

O diretor também agradeceu a seus pais, em especial à mãe. "Em 2007, minha mãe, que é australiana, foi convidada para ir a uma leitura de uma peça em Londres que não tinha sido produzida nem ensaiada de 'O discurso do rei'. Ela quase não foi, mas graças a Deus acabou indo e quando voltou para casa falou: 'Tom, eu acho que encontrei o seu próximo filme'. Com isso dedico [este prêmio] a você. E a moral da história é: escute a sua mãe."

O gago e a bailarina

" O discurso do rei" também garantiu o prêmio de melhor ator a Colin Firth, por sua interpretação do rei gago George VI. Aparentemente emocionado, o ator britânico não gaguejou em seu discurso de agradecimento, mas brincou: "Estou com um mal-estar no estômago, uma coisa que parece que está dançando na minha barriga. Talvez isso seja problemático, se isso descer para minhas pernas e eu ainda estiver no palco."

Natalie Portman confirmou o favoritismo e venceu a estatueta de melhor atriz por "Cisne negro". Grávida de seu primeiro filho e chorando muito, a atriz agradeceu à toda equipe do filme e principalmente a seu companheiro, o coreógrafo Benjamin Millepied, que a treinou para o filme. "Ele me deu o papel mais importante da minha vida", disse.

As categorias de ator e atriz coadjuvantes foram ambas de "O vencedor", para Melissa Leo e Christian Bale.A animação "Toy story 3", outra que concorria à estatueta de melhor filme, venceu o prêmio de longa-metragem animado e também canção original, por "We belong together". A versão de Tim Burton para "Alice no País das Maravilhas" também levou dois: figurino e direção de arte.




Confira a seguir a lista completa de vencedores do 83º Oscar:

Melhor direção de arte- "Alice no País das Maravilhas"
Melhor fotografia- "A origem"
Melhor atriz coadjuvante:- Melissa Leo – “O vencedor”
Melhor curta-metragem de animação- "The lost thing", de Shaun Tan, Andrew Ruheman
Melhor longa-metragem de animação:- "Toy story 3"
Melhor roteiro adaptado- “A rede social”
Melhor roteiro original- “O discurso do rei”
Melhor filme de língua estrangeira- "Em um mundo melhor" (Dinamarca)
Melhor ator coadjuvante- Christian Bale – “O vencedor”
Melhor trilha sonora original- "A rede social" - Trent Reznor e Atticus Ross
Melhor mixagem de som- "A origem"
Melhor edição de som- "A origem"
Melhor maquiagem- "O lobisomem"
Melhor figurino- "Alice no País das Maravilhas"
Melhor documentário em curta-metragem"Strangers no more"
Melhor curta-metragem- "God of love"
Melhor documentário (longa-metragem)- "Trabalho interno"
Melhores efeitos visuais- "A origem"
Melhor edição- "A rede social"
Melhor canção original- "We belong together", de "Toy story 3"
Melhor diretor- Tom Hooper – “O discurso do rei”
Melhor atriz- Natalie Portman – “Cisne negro”
Melhor ator- Colin Firth – “O discurso do rei”
Melhor filme- “O discurso do rei”

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Oscar 2011: Bom-humor e ansiedade marcam tradicional almoço

Los Angeles (EUA.), 7 fev (EFE).- O ambiente descontraído marcou o tradicional almoço dos indicados ao Oscar, realizado na segunda-feira em Los Angeles.

O espanhol Javier Bardem foi um dos primeiros a chegar ao hotel Beverly Hilton, onde aconteceu o encontro, no qual estiveram presentes os principais favoritos ao prêmio que será entregue em 27 de fevereiro, entre eles Colin Firth, Natalie Portman e Melissa Leo.

Bardem, candidato à láurea de melhor ator por seu papel em "Biutiful", declarou que foi "um presente incrível" o apoio dado por Julia Roberts, Sean Penn e Michael Mann ao filme nos Estados Unidos.

Apesar de ter experiência no Oscar, já que foi indicado em outras duas oportunidades, Bardem confessou que a candidatura é especial nesta ocasião pelo fato de ser um trabalho realizado em sua língua materna.

O britânico Colin Firth ("O Discurso do Rei") brincou sobre a importância do Oscar na carreira dos atores, e Natalie Portman ("Cisne Negro") criticou a demasiada importância atribuída à sua gravidez.

"É deprimente que isso tenha se transformado no tema de conversa em lugar do próprio filme", se queixou a favorita para o prêmio de melhor atriz.

Já a mais jovem entre as atrizes candidatas, Hailee Steinfeld ("Bravura Indômita"), reconheceu à imprensa que não esperava concorrer ao Oscar um dia.

"Nunca pensei que estaria aqui, isto é incrível", comentou a atriz de 14 anos, demonstrando sentimento semelhante ao de Jesse Eisenberg, que concorre a melhor ator por "A Rede Social".


Tenho a sensação de que não pertenço a este lugar, mas falo com gente que acho que merece estar aqui e me dizem que sentem o mesmo", disse Eisenberg.

O mesmo nervosismo não tomou conta de Jeff Bridges, que chega na edição 2011 do Oscar à sua sexta indicação, desta vez por "Bravura Indômita".

Por sua parte, James Franco, candidato a melhor ator por "127 Horas" e apresentador da gala de 27 de fevereiro junto a Anne Hathaway, aproveitou para antecipar que a cerimônia combinará "o novo e o velho" para atrair os espectadores de todas as idades.

O menu degustado pelas estrelas de Hollywood nesta segunda-feira teve como aperitivo uma salada de queijo de cabra, uma variedade de entradas, entre elas batatas recheadas com caviar, e bacalhau como prato principal.

Em 08/02/2011, da Agência EFE, no link http://cinema.yahoo.net/noticia/carregar/titulo/bom-humor-e-ansiedade-marcam-tradicional-almo-o-pr-oscar/id/29567

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

'O discurso do rei' é o grande vencedor em premiação dos atores

O sindicato dos atores de Hollywood (Screen Actors Guild - SAG) entregou a "O discurso do rei" dois dos principais troféus de sua premiação na noite deste domingo (30) e confirmou o favoritismo do filme de Tom Hooper para a noite do Oscar, em 27 de fevereiro.

"O discurso do rei" levou os prêmios de Melhor Elenco de Cinema - o mais concorrido da festa - e também o de Melhor Ator de Cinema, para Colin Firth. O ator britânico é um dos mais cotados para levar a estatueta da categoria no Oscar.

Outro destaque da noite foi o longa "O vencedor", premiado nas categorias Melhor Ator Coadjuvante (Christian Bale) e Melhor Atriz Coadjuvante (Melissa Leo).
Natalie Portman foi escolhida por seus colegas de profissão como Melhor Atriz por seu papel no drama "Cisne negro", de Darren Aronofsky. Grávida de seu primeiro filho, ela agradeceu ao sindicato por protegê-la quando ainda era adolescente e começou a trabalhar no cinema. Uma das grandes favoritas ao Oscar em sua categoria, Portman venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz no último dia 17.

"A rede social", considerado uma das principais ameaças a "O discurso do rei" no Oscar não recebeu nenhum prêmio do SAG.
Baseado na história do rei George VI, que tem de contornar problemas de gagueira para ascender ao trono da Grã Bretanha, "O discurso do rei" também venceu neste sábado o prêmio de Melhor Direção no Directors Guild of America Awards, promovido pelo sindicato dos roteiristas. O filme de Tom Hooper já havia sido escolhido na semana como melhor do ano pelos produtores de Hollywood.
Considerando os perfis dos vontantes da Academia, em sua maioria atores, diretores e produtores da indústria de Hollywood, o bom desempenho de "O discurso do rei" nas respectivas premiações o coloca como um dos mais prováveis vencedor da noite do Oscar. O filme está indicado em 12 categorias, maior número de indicações deste ano.
Confira a seguir a lista completa dos vencedores da premiação do sindicato dos atores (SAG):
CINEMA
Melhor Elenco
"O discurso do rei"
Melhor Ator
Colin Firth, "O discurso do rei"
Melhor Atriz
Natalie Portman, "Cisne negro"
Melhor Ator Coadjuvante
Christian Bale, "O vencedor"
Melhor Atriz Coadjuvante
Melissa Leo, "O vencedor"
TELEVISÃO
Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV
Claire Danes, "Temple Grandin"
Melhor Ator em Minissérie ou Filme para TV
Al Pacino, "You don't know Jack"
Melhor Elenco - Série de Comédia
"Modern family"
Melhor Atriz - Série de Comédia
Betty White, "Hot in Cleveland"
Melhor Ator - Série de Comédia
Alec Baldwin - "30 rock"
Melhor Elenco - Série de Drama
"Boardwalk empire"
Melhor Atriz - Série de Drama
Juliana Margulies, "The good wife"
Melhor Ator - Série de Drama
Steve Buscemi, "Boardwalk empire"
Prêmio Especial pela Carreira
Ernest Borgnine