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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Festival reúne grandes nomes em busca de espaço
Começa nesta quarta-feira (29/8) o 69º Festival de Veneza, com nomes uma mistura de nomes consagrados, como Brian de Palma, Paul Thomas Anderson, Terrence Malick, Takeshi Kitano e recentes com Selena Gomez e Vanessa Hudgens e Zac Efron. Ao todo, 50 filmes estreiam no evento.
O thiller político, The Reluctant Fundamentalist, dirigido pela indiana Mira Nair e baseado em best-seller homônimo de Mohsin Hamid, abre o mais antigo festival de cinema no mundo. A trama mostra as contradições de um jovem paquistanês que persegue um sonho em Wall Street ante o fanatismo após os atentados de 11 de setembro de 2011.
Não há nenhum filme latino-americano na cada vez mais compacta seleção da competição , que começa nesta quarta e vai até 8 de setembro. São 18 longas-metragens, enquanto no ano passado, foram 23. Em 2011, aconteceu a mesma coisa: nenhum competidor latino.
A mostra competitiva tem alguns filmes bastante esperados, como The Master, de Paul Thomas Anderson (Magnólia), sobre um culto religioso que se assemelha com a Cientologia, e Passion, de Brian de Palma (Scarface), sobre uma jovem executiva que planeja vingança depois que sua chefe e mentora rouba uma ideia sua.
James Franco, Selena Gomez e Vanessa Hudgens aparecem em Spring Breakers,roubar uma lanchonete para pagar as férias. Fora de competição, serão exibidos The Company You Keep, de Robert Redford, com Shia LaBeouf.
O curta-metragem brasileiro O Afinador, de Fernando Camargo e Matheus Parizi, também participa do festival, mas somente na mostra competitiva Horizontes. Além disso, o diretor Spike Lee (Malcom X) será homenageado com o prêmio Jaeger-LeCoultre Glory to the Filmmaker, entregue a "uma grande personalidade que trouxe inovação ao cinema contemporâneo", anunciou o festival nesta sexta-feira (3/7).
Este ano, Lee exibe, fora da competição, o documentário Bad 25, sobre os 25 anos do álbum Bad, de Michael Jackson.
Veneza tenta a todo custo recuperar o espaço perdido para o festival de Toronto e procura mesclar filmes de grandes estúdios e obras de baixo orçamento de todo o mundo, ingredientes vitais para a sobrevivência do festival que, este ano, lança um pequeno mercado cinematográfico para ajudar a competir com Cannes e Berlim, cuja chave para o sucesso é a compra e venda de filmes.
O 69º Festival de Cinema de Veneza acontece até 8 de setembro.
terça-feira, 20 de março de 2012
O Planeta dos Macacos: A Origem

Se você me falar da série clássica, dos anos 1960, ou do longa de 1968, provavelmente responderei que era uma daquelas séries e filme que marcou época, mas que no fundo não passava de um bando de gente com máscaras de macacos, tentando fingir que aquilo poderia ser algo natural (obviamente, dentro de um campo de ficção). A história nunca caiu no limbo do esquecimento, e teve uma retomada com a versão de Tim Burton, em 2001. O filme era muito mais forte, com mais ação, mais violência, mais atual. A nova versão é ainda mais surpreendente. Pega ainda mais forte na ação, e tenta criar uma ligação com o seu antecessor.
Primeiramente, é importante deixar claro que o filme é um show de efeitos especiais. Todo o trabalho gráfico é de primeiríssima qualidade. Tudo é muito real, sem exageros nos absurdos só por se tratarem de personagens virtuais (em alguns casos). Somada a isso, a seleção musical fecha com estilo a produção. O elenco, encabeçado por James Franco, não decepciona. Funciona bem e agrada com personagens que dão valor à trama.
A história é bastante agradável e não deixa a desejar. Não existem detalhes ou momentos cansativos. A ação acontece desde o começo e vai até os caracteres. Difícil dormir. Alguns momentos podem até ser mais previsíveis, mas nem por isso diminui a qualidade final da produção. Boas cenas de luta, invasão, e dominação. O destaque principal talvez seja pelo fato de o filme buscar dar uma explicação ao longa de Tim Burton, um tipo de continuação às avessas.
O filme conta que no mundo contemporâneo, o jovem cientista Will Rodman (James Franco) está a frente de um grupo de pesquisadores que desenvolvem experimentos genéticos em macacos. Uma de suas experiências é o símio César (Andy Serkis) que com sua super inteligência vai liderar uma rebelião contra os humanos.
Uma ótima produção, com boas doses de ação. Um roteiro inteligente e que chama a atenção do espectador. O elenco é esforçado e não decepciona, mas o grande vai para a parte gráfica da produção. Excelentes efeitos especiais e personagens criados por meio da computação gráfica que parecem reais. Ótimas cenas de luta e o tom de suspense ditam o andamento do filme. Uma excelente pedida, pra quem busca um filme que cumpre bem o que promete. Entretenimento garantido. Ótimo pra qualquer sessão de vídeo.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Rupert Wyatt
Elenco: James Franco , Tom Felton, Freida Pinto, Andy Serkis, Brian Cox, John Lithgow, Tyler Labine, David Hewlett, Sonja Bennett , Jamie Harris, Leah Gibson, David Oyelowo.
Produção: Peter Chernin, Dylan Clark, Rick Jaffa, Amanda Silver
Roteiro: Rick Jaffa, Amanda Silver, baseado no romance de Pierre Boulle
Fotografia: Andrew Lesnie
Trilha Sonora: Patrick Doyle
Duração: 106 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Ficção Científica
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Twentieth Century-Fox Film Corporation / Chernin Entertainment / Dune Entertainment
Classificação: 12 anos
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
127 horas

Inquietante. Um filme que provoca, causa muita aflição, e que exige um esforço sobrenatural do seu espectador. Não para aguentar a trama, mas para suportar a força do roteiro, e o sofrimento do seu protagonista. Justamente após escrever a respeito da importância do elenco de um filme, chega James Franco e, praticamente sozinho, segura uma baita onda em um filme pra lá de complexo.
Não é uma produção fácil, mas nem por isso é ruim. Confesso que adiei um tempão antes de assisti-lo, pois não achei que conseguiria aguentar sua trama. E devo confessar que não foi tão assustador. Claro que não é para os de estômago fraco, mas o trabalho de direção é impecável.
A trilha sonora e as combinações de cenas entre atualidade e lembrança do personagem mesclam perfeitamente, dando uma dinâmica espetacular, cheio de recortes, que provocam ainda mais quem o assiste. A fotografia é belíssima, com locações deslumbrantes.
O filme é uma cinebiografia de Aron Ralston (James Franco), alpinista que, ao se aventurar pelas montanhas de Utah, ficou preso por 127 horas - cinco dias - com uma pedra em cima de seu braço. Não aguentando mais a dor e sem ninguém que pudesse ajudá-lo, Ralston decidiu amputar o membro superior com uma faca que levava consigo. Sem o braço, o alpinista escalou cerca de 20 metros até conseguir ser resgatado.
Não se trata de um terror, ou suspense, mas de um drama real, que atormenta o espectador, que sofre junto com o personagem. Por isso o tom inquietante que o filme assume, que incomoda e exige um esforço grande para que a pessoa não desista de vê-lo antes mesmo que chegue à metade. É uma grande pedida, principalmente se você gosta de filmes fortes... muito fortes...
FICHA TÉCNICA
Diretor: Danny Boyle
Elenco: James Franco, Lizzy Caplan, Kate Mara, Amber Tamblyn, Kate Burton, Darin Southam.
Produção: Danny Boyle, Christian Colson, John Smithson
Roteiro: Danny Boyle, Simon Beaufoy
Fotografia: Enrique Chediak, Anthony Dod Mantle
Trilha Sonora: A.R. Rahman
Duração: 100 min.
Ano: 2010
País: EUA/ Reino Unido
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Cloud Eight Films / Darlow Smithson Productions / Pathé
Classificação: 16 anos
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Oscar 2011: Bom-humor e ansiedade marcam tradicional almoço
Los Angeles (EUA.), 7 fev (EFE).- O ambiente descontraído marcou o tradicional almoço dos indicados ao Oscar, realizado na segunda-feira em Los Angeles.O espanhol Javier Bardem foi um dos primeiros a chegar ao hotel Beverly Hilton, onde aconteceu o encontro, no qual estiveram presentes os principais favoritos ao prêmio que será entregue em 27 de fevereiro, entre eles Colin Firth, Natalie Portman e Melissa Leo.
Bardem, candidato à láurea de melhor ator por seu papel em "Biutiful", declarou que foi "um presente incrível" o apoio dado por Julia Roberts, Sean Penn e Michael Mann ao filme nos Estados Unidos.
Apesar de ter experiência no Oscar, já que foi indicado em outras duas oportunidades, Bardem confessou que a candidatura é especial nesta ocasião pelo fato de ser um trabalho realizado em sua língua materna.
O britânico Colin Firth ("O Discurso do Rei") brincou sobre a importância do Oscar na carreira dos atores, e Natalie Portman ("Cisne Negro") criticou a demasiada importância atribuída à sua gravidez.
"É deprimente que isso tenha se transformado no tema de conversa em lugar do próprio filme", se queixou a favorita para o prêmio de melhor atriz.
Já a mais jovem entre as atrizes candidatas, Hailee Steinfeld ("Bravura Indômita"), reconheceu à imprensa que não esperava concorrer ao Oscar um dia.
"Nunca pensei que estaria aqui, isto é incrível", comentou a atriz de 14 anos, demonstrando sentimento semelhante ao de Jesse Eisenberg, que concorre a melhor ator por "A Rede Social".

Tenho a sensação de que não pertenço a este lugar, mas falo com gente que acho que merece estar aqui e me dizem que sentem o mesmo", disse Eisenberg.
O mesmo nervosismo não tomou conta de Jeff Bridges, que chega na edição 2011 do Oscar à sua sexta indicação, desta vez por "Bravura Indômita".
Por sua parte, James Franco, candidato a melhor ator por "127 Horas" e apresentador da gala de 27 de fevereiro junto a Anne Hathaway, aproveitou para antecipar que a cerimônia combinará "o novo e o velho" para atrair os espectadores de todas as idades.
O menu degustado pelas estrelas de Hollywood nesta segunda-feira teve como aperitivo uma salada de queijo de cabra, uma variedade de entradas, entre elas batatas recheadas com caviar, e bacalhau como prato principal.
Em 08/02/2011, da Agência EFE, no link http://cinema.yahoo.net/noticia/carregar/titulo/bom-humor-e-ansiedade-marcam-tradicional-almo-o-pr-oscar/id/29567
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