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terça-feira, 20 de março de 2012

O Planeta dos Macacos: A Origem



Se você me falar da série clássica, dos anos 1960, ou do longa de 1968, provavelmente responderei que era uma daquelas séries e filme que marcou época, mas que no fundo não passava de um bando de gente com máscaras de macacos, tentando fingir que aquilo poderia ser algo natural (obviamente, dentro de um campo de ficção). A história nunca caiu no limbo do esquecimento, e teve uma retomada com a versão de Tim Burton, em 2001. O filme era muito mais forte, com mais ação, mais violência, mais atual. A nova versão é ainda mais surpreendente. Pega ainda mais forte na ação, e tenta criar uma ligação com o seu antecessor.

Primeiramente, é importante deixar claro que o filme é um show de efeitos especiais. Todo o trabalho gráfico é de primeiríssima qualidade. Tudo é muito real, sem exageros nos absurdos só por se tratarem de personagens virtuais (em alguns casos). Somada a isso, a seleção musical fecha com estilo a produção. O elenco, encabeçado por James Franco, não decepciona. Funciona bem e agrada com personagens que dão valor à trama.

A história é bastante agradável e não deixa a desejar. Não existem detalhes ou momentos cansativos. A ação acontece desde o começo e vai até os caracteres. Difícil dormir. Alguns momentos podem até ser mais previsíveis, mas nem por isso diminui a qualidade final da produção. Boas cenas de luta, invasão, e dominação. O destaque principal talvez seja pelo fato de o filme buscar dar uma explicação ao longa de Tim Burton, um tipo de continuação às avessas.

O filme conta que no mundo contemporâneo, o jovem cientista Will Rodman (James Franco) está a frente de um grupo de pesquisadores que desenvolvem experimentos genéticos em macacos. Uma de suas experiências é o símio César (Andy Serkis) que com sua super inteligência vai liderar uma rebelião contra os humanos.

Uma ótima produção, com boas doses de ação. Um roteiro inteligente e que chama a atenção do espectador. O elenco é esforçado e não decepciona, mas o grande vai para a parte gráfica da produção. Excelentes efeitos especiais e personagens criados por meio da computação gráfica que parecem reais. Ótimas cenas de luta e o tom de suspense ditam o andamento do filme. Uma excelente pedida, pra quem busca um filme que cumpre bem o que promete. Entretenimento garantido. Ótimo pra qualquer sessão de vídeo.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Rupert Wyatt
Elenco: James Franco , Tom Felton, Freida Pinto, Andy Serkis, Brian Cox, John Lithgow, Tyler Labine, David Hewlett, Sonja Bennett , Jamie Harris, Leah Gibson, David Oyelowo.
Produção: Peter Chernin, Dylan Clark, Rick Jaffa, Amanda Silver
Roteiro: Rick Jaffa, Amanda Silver, baseado no romance de Pierre Boulle
Fotografia: Andrew Lesnie
Trilha Sonora: Patrick Doyle
Duração: 106 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Ficção Científica
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Twentieth Century-Fox Film Corporation / Chernin Entertainment / Dune Entertainment
Classificação: 12 anos

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Imortais



Depois de Alexandre, Tróia, e 300, chega a vez de Imortais, longa que conta a história de Teseu, e sua entrada no rol de Deus, ou de imortal. A trama parece boa, a ideia parece bem aproveitada, mas por incrível que pareça, não é. Sei que são filmes muitos distintos, mas algumas cenas são dignas de 300, um destaque entre os aqui citados, por sua beleza e detalhismo, no mais, o filme é bastante comum. Arrisco dizer, desnecessário, até.

Se a parte gráfica, com seus efeitos fantásticos, algumas boas cenas de luta se destacam positivamente, é no roteiro que a coisa perde todos os seus pontos. Superficial, frio, sem apego, sem força. Uma história rápida (que peca pela falta de detalhes), que não consegue atrair a atenção do seu espectador. Ela conta uma história de maneira distante, e espera que sua audiência complete as lacunas. O resultado deixa a desejar e, mesmo não exagerando nos detalhes, a sensação é que assistir o filme foi uma tremenda perda de tempo.

No elenco, apesar de Mickey Rourke fazer um vilão à altura, que poderia até ter ganho mais tempo na trama, não consegue um "mocinho" à altura. Tanto Henry Cavill, como teseu, como os selecionados para Deuses, são frios, distantes de seus papéis, e pouco acrescentam.

No filme, o Rei Hipérion (Mickey Rourke) declarou guerra contra todo o mundo grego e, para reforçar seu exército, ele tentará libertar os Titãs presos por Zeus (Luke Evans) no Monte Tártato. A fim de detê-lo, Zeus escolhe Teseu (Henry Cavill), um mortal que, com a ajuda de uma bela sacerdotisa (Freida Pinto), comandará o exército grego nessa batalha épica.

Um filme que tinha tudo para ser destaque. Bons efeitos e bons gráficos, uma história atraente, mas que perde sua essência pela falta de profundidade, pelo elenco superficial, e pela mesmice. Se você procura cenas de luta bem combinadas, e detalhes gráficos fora de série, esse é o seu filme. Infelizmente, o filme não ultrapassa a barreira artística e não consegue entreter seu espectador. Se não é a sua praia, fique longe.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Tarsem Singh
Elenco: Henry Cavill, Stephen Dorff, Isabel Lucas, Freida Pinto, Luke Evans, Kellan Lutz, John Hurt, Mickey Rourke
Produção: Mark Canton, Ryan Kavanaugh, Gianni Nunnari
Roteiro: Charles Parlapanides, Vlas Parlapanides
Fotografia: Brendan Galvin
Trilha Sonora: Trevor Morris
Duração: 110 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Universal Pictures / Relativity Media / Atmosphere Entertainment MM / Hollywood Gang Productions
Classificação: 16 anos