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quinta-feira, 7 de março de 2013

A Chave Mestra

7276A Chave Mestra é daqueles filmes que têm tudo para agradar aos fãs do gênero terror/suspense. Não que os menos fãs não recebam sua dose de entretenimento. Acontece que o filme segue um roteiro que investe forte nesse tema, e com algum sacrifício consegue agradar positivamente.

Não se trata de uma produção com força no aspecto visual. Mas que depende de seu elenco, liderados por Kate Hudson, e da sua história, que investe em temas já batidos, para dar susto. A verdade é que A Chave Mestra não surpreende. Se perde em detalhes previsíveis ou explicações desnecessárias. Tornando parte do filme monótona e desgastante.

Consegue arrancar alguns sustos, e recupera sua força já no final. Enquanto esse final não chega, entrega sustos manjados e nem tão assustadores assim. De certa forma, exige algum esforço de seu espectador para que esse aguente a trama até o grand finale.

No filme, Caroline Ellis (Kate Hudson) trabalha como enfermeira particular de um inválido, em uma mansão gótica em Nova Orleans (EUA). Intrigada pelo casal enigmático que a contratou, Caroline começa a explorar a velha mansão. Armada com uma chave mestra que abre todas as portas, ela descobre um ático escondido, que tem um segredo mortal e aterrorizador relacionado à prática de vodu.

Uma produção abaixo da média, que investe na força de seu elenco para assustar o espectador. Não se trata de um primor do gênero terror/suspense, mas tem o suficiente para agradar os fãs do gênero. Para os demais, exige um esforço para aguentar a trama lenta e detalhada até a parte que realmente interessa. Não é um filme fácil, e por isso mesmo, teve uma passagem bem modesta pelo cinema e até pela TV. Se você não é fã, não perderá nada se evitar, mas se realmente curte um suspense sem muitas novidades, talvez seja uma boa pedida.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Iain Softley
Elenco: Kate Hudson, Gena Rowlands, Peter Sarsgaard, John Hurt, Joy Bryant
Produção: Daniel Bobker, Michael Shamberg, Stacey Sher, Iain Softley
Roteiro: Ehren Kruger
Fotografia: Daniel Mindel
Trilha Sonora: Ed Shearmur
Duração: 104 min.
Ano: 2005
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Universal Pictures
Classificação: 14 anos

  

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Imortais



Depois de Alexandre, Tróia, e 300, chega a vez de Imortais, longa que conta a história de Teseu, e sua entrada no rol de Deus, ou de imortal. A trama parece boa, a ideia parece bem aproveitada, mas por incrível que pareça, não é. Sei que são filmes muitos distintos, mas algumas cenas são dignas de 300, um destaque entre os aqui citados, por sua beleza e detalhismo, no mais, o filme é bastante comum. Arrisco dizer, desnecessário, até.

Se a parte gráfica, com seus efeitos fantásticos, algumas boas cenas de luta se destacam positivamente, é no roteiro que a coisa perde todos os seus pontos. Superficial, frio, sem apego, sem força. Uma história rápida (que peca pela falta de detalhes), que não consegue atrair a atenção do seu espectador. Ela conta uma história de maneira distante, e espera que sua audiência complete as lacunas. O resultado deixa a desejar e, mesmo não exagerando nos detalhes, a sensação é que assistir o filme foi uma tremenda perda de tempo.

No elenco, apesar de Mickey Rourke fazer um vilão à altura, que poderia até ter ganho mais tempo na trama, não consegue um "mocinho" à altura. Tanto Henry Cavill, como teseu, como os selecionados para Deuses, são frios, distantes de seus papéis, e pouco acrescentam.

No filme, o Rei Hipérion (Mickey Rourke) declarou guerra contra todo o mundo grego e, para reforçar seu exército, ele tentará libertar os Titãs presos por Zeus (Luke Evans) no Monte Tártato. A fim de detê-lo, Zeus escolhe Teseu (Henry Cavill), um mortal que, com a ajuda de uma bela sacerdotisa (Freida Pinto), comandará o exército grego nessa batalha épica.

Um filme que tinha tudo para ser destaque. Bons efeitos e bons gráficos, uma história atraente, mas que perde sua essência pela falta de profundidade, pelo elenco superficial, e pela mesmice. Se você procura cenas de luta bem combinadas, e detalhes gráficos fora de série, esse é o seu filme. Infelizmente, o filme não ultrapassa a barreira artística e não consegue entreter seu espectador. Se não é a sua praia, fique longe.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Tarsem Singh
Elenco: Henry Cavill, Stephen Dorff, Isabel Lucas, Freida Pinto, Luke Evans, Kellan Lutz, John Hurt, Mickey Rourke
Produção: Mark Canton, Ryan Kavanaugh, Gianni Nunnari
Roteiro: Charles Parlapanides, Vlas Parlapanides
Fotografia: Brendan Galvin
Trilha Sonora: Trevor Morris
Duração: 110 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Universal Pictures / Relativity Media / Atmosphere Entertainment MM / Hollywood Gang Productions
Classificação: 16 anos

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal



Com os boatos de que poderia ser feito um quinto filme da série Indiana Jones, e que Harrison Ford adoraria que o fim do herói fosse sua morte (pois é, inacreditável, não é mesmo???) decidi falar um pouco do quarto filme da série. Difícil falar da quarta edição sem mencionar os outros três (em breve prometo fazer um especial sobre os primeiros filmes aqui, neste blog). Mas o fato é que o último filme (até agora) não conseguiu seguir à risca o sucesso ou a qualidade dos seus antecessores.

Indiana Joens e o Reino da Caveira de Cristal viaja em vários sentidos. Mantém a boa dinâmica dos diálogos inteligentes de Indi, assim como do seu restante elenco de peso. Tem bons cenários e uma bela fotografia, mas no quesito história e efeitos, se perde bastante. Os filmes anteriores eram mais simples, apesar da aparência glamourosa. Mesmo seus efeitos eram mais caprichados, seguindo essa simplicidade que era comum na série. Mas essa última versão as coisas parecem um pouco forçadas. Até mesmo para um grande fã dos filmes desse personagem.

A cena da floresta é a mais exagerada, com sequências de video game. Nesse caso, o mínimo esperado era que fosse oferecido ao espectador alguma semelhança entre história e realidade (sem querer estragar a surpresa de quem não assistiu, mas onde já se viu uma perseguição entre carros no meio de uma floresta parecer que é uma corrida em um autódromo com o melhor dos asfaltos que poderia existir?).

A inclusão de novos personagens sempre torna tudo mais trumatizante. Como a chegada de Shia LaBeouf como filho, e provável sucessor, de Indiana. Tornou a coisa mecanizada, já que em quase nenhum momento parece, de fato, que se trata de uma relação entre pai e filho.

A história também tem seus exageros. Não que nos filmes anteriores também não ocorresse uma sobra aqui ou ali, mas envolver alienígenas em um vilarejo Maya no meio de uma floresta, vigiada por índios que veneram esses seres, pareceu mais com o roteiro de um filme B de terror do que uma produção digna de Indiana Jones.

Depois de anos tentando reunir a equipe original, vários empecilhos e diversas alterações no misterioso roteiro, o quarto filme da série, protagonizada pelo arqueólogo Indiana Jones (Harrison Ford), chega com muito entusiasmo (pelo menos da parte de seus espectadores) e menos sucesso que os episódios anteriores. Dezenove anos depois do lançamento do último longa, o herói irá se aventurar em 1957, no meio da Guerra Fria, tendo os soviéticos como vilões da história.

Um filme divertido, mas que se perde com efeitos e detalhes desnecessários. Tenta passar a bola do personagem para outro ator, cogitando seu filho como provável sucessor de Indiana, o que não agrada (até porque Shia não chega a ser um ator dos mais agradáveis e simpáticos para o papel). No mais, é um filme com bons diálogos e tiradas ainda engraçadas por parte de Indiana. Em um certo momento se torna longo e cansativo. É um filme que cumpre seu papel de entreter, mas fica longe dos filmes anteriores em todas as categorias. Assista sem muitas expectativas. Pra curtir sem se preocupar com os exageros da história e das loucas cenas.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Steven Spielberg
Elenco: Harrison Ford, Karen Allen, Cate Blanchett, Shia LaBeouf, John Hurt, Ray Winstone, Jim Broadbent, Alan Dale, Andrew Divoff, Pavel Lychnikoff, Joel Stoffer, Igor Jijikine.
Produção: Frank Marshall
Roteiro: David Koepp, George Lucas
Fotografia: Janusz Kaminski
Trilha Sonora: John Williams
Duração: 122 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Paramount Pictures / Amblin Entertainment
Classificação: 12 anos