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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Imortais



Depois de Alexandre, Tróia, e 300, chega a vez de Imortais, longa que conta a história de Teseu, e sua entrada no rol de Deus, ou de imortal. A trama parece boa, a ideia parece bem aproveitada, mas por incrível que pareça, não é. Sei que são filmes muitos distintos, mas algumas cenas são dignas de 300, um destaque entre os aqui citados, por sua beleza e detalhismo, no mais, o filme é bastante comum. Arrisco dizer, desnecessário, até.

Se a parte gráfica, com seus efeitos fantásticos, algumas boas cenas de luta se destacam positivamente, é no roteiro que a coisa perde todos os seus pontos. Superficial, frio, sem apego, sem força. Uma história rápida (que peca pela falta de detalhes), que não consegue atrair a atenção do seu espectador. Ela conta uma história de maneira distante, e espera que sua audiência complete as lacunas. O resultado deixa a desejar e, mesmo não exagerando nos detalhes, a sensação é que assistir o filme foi uma tremenda perda de tempo.

No elenco, apesar de Mickey Rourke fazer um vilão à altura, que poderia até ter ganho mais tempo na trama, não consegue um "mocinho" à altura. Tanto Henry Cavill, como teseu, como os selecionados para Deuses, são frios, distantes de seus papéis, e pouco acrescentam.

No filme, o Rei Hipérion (Mickey Rourke) declarou guerra contra todo o mundo grego e, para reforçar seu exército, ele tentará libertar os Titãs presos por Zeus (Luke Evans) no Monte Tártato. A fim de detê-lo, Zeus escolhe Teseu (Henry Cavill), um mortal que, com a ajuda de uma bela sacerdotisa (Freida Pinto), comandará o exército grego nessa batalha épica.

Um filme que tinha tudo para ser destaque. Bons efeitos e bons gráficos, uma história atraente, mas que perde sua essência pela falta de profundidade, pelo elenco superficial, e pela mesmice. Se você procura cenas de luta bem combinadas, e detalhes gráficos fora de série, esse é o seu filme. Infelizmente, o filme não ultrapassa a barreira artística e não consegue entreter seu espectador. Se não é a sua praia, fique longe.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Tarsem Singh
Elenco: Henry Cavill, Stephen Dorff, Isabel Lucas, Freida Pinto, Luke Evans, Kellan Lutz, John Hurt, Mickey Rourke
Produção: Mark Canton, Ryan Kavanaugh, Gianni Nunnari
Roteiro: Charles Parlapanides, Vlas Parlapanides
Fotografia: Brendan Galvin
Trilha Sonora: Trevor Morris
Duração: 110 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Universal Pictures / Relativity Media / Atmosphere Entertainment MM / Hollywood Gang Productions
Classificação: 16 anos

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Assista se for um deles



Confesso que após assistir o filme, pesquisei algumas opiniões, e o que encontrei me surpreendeu bastante. Mais do que o próprio filme. Na verdade, não gostei do filme. Apesar de entender o tom irônico às produções de ação do passado (em alguns casos, bastante distante), não achei que o filme seja o tal, como muitos apontaram.

O elenco, com Stallone, Bruce Willys, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Arnold Scwartzeneger, Mickey Rourke, e mais alguns, não empolga. São clichês ambulantes. Atuações absurdas e exageradas, que se não existissem, ninguém sentiria falta.

Foi dado um tom de paródia, o que faz com que se relevem muitos dos absurdos da história. O filme abusa das cenas de ação, com efeitos especiais que não são tão especiais assim, com o forte investimento no elenco, que chega a poluir a trama.

No filme, um grupo de mercenários - composto por Barney Ross (Sylvester Stallone), Lee Christmas (Jason Statham), Yin Yang (Jet Li), Hale Caesar (Terry Crews), Toll Road (Randy Couture) e Gunnar Jensen (Dolph Lundgren) - é enviado para um país da América do Sul para derrubar um ditador. Logo após o começo da missão, o grupo descobre que a missão não é tão simples quanto parecia e, de repente, está no meio de uma perigosa conexão.

Não chega a ser engraçado, muito menos empolgar como ação. Muito se fala em assistir para entender o tom crítico aos filmes de ação que construiu boa parte dos currículos desses astros. Não acho que vale a crítica, já que para isso precisaria se esforçar um pouco mais. Tenta ser uma grande produção, na tentativa de ressucitar algumas pérolas da TV. Talvez em breve se transforme num clássico da Sessão da Tarde, mas não é um daqueles filmes imperdível. Assista, mas sem pretensões. Ou melhor, espere passar na TV, pra não ficar com a sensação de dinheiro mal investido.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Sylvester Stallone
Elenco: Sylvester Stallone, Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Eric Roberts, Randy Couture, Steve Austin, Mickey Rourke, Arnold Schwarzenegger, Giselle Itié.
Produção: Kevin King, Avi Lerner, Kevin King Templeton, John Thompson, Les Weldon
Roteiro: Sylvester Stallone
Fotografia: Jeffrey L. Kimball
Trilha Sonora: Brian Tyler
Duração: 104 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Califórnia Filmes
Estúdio: Millennium Films / Nu Image Films / Rogue Marble / Fuzzy Bunny Films
Classificação: 16 anos

terça-feira, 20 de abril de 2010

A luta de um atleta em fim de carreira



O Lutador é um daqueles filmes que não agrada a todos. Particularmente, não sou um fã do gênero luta, e achei que o roteiro fosse mais um daqueles que explora a violência desnecessária, ou algo no estilo Rocky Balboa. Acreditei que o filme não fosse grande coisa, mas os prêmios dados à atuação de Mickey Rourke me convenceram a assisti-lo e, devo confessar, o filme surpreendeu.

Mais do que a atuação de um elenco (Marisa Tomei, Mickey Rourke, Evan Rachel Wood, Mark Margolis, Toddy Barry, Wass Stevens, Judah Friedlander, Ernest Miller) que trabalha muito bem em cada papel, o roteiro (Robert D. Siegel) e a velocidade da narrativa envolvem o telespectador, com uma fotografia (Maryse Alberti) bem trabalhada e uma edição bastante dinâmica.

O resultado é um filme biográfico com uma mensagem que agrada.

Mickey Rourke, no papel de um atleta de luta livre nos anos 80 é impedido de se apresentar depois de sofrer um ataque cardíaco. Também se envolve com drogas, consegue um emprego em um restaurante, inicia uma relação com uma stripper e tenta se aproximar da filha. É tanta coisa e mesmo assim consegue convencer (embora ele esteja a capa da gaita).

Se realmente não é a sua praia, evite, mas no geral, é um excelente filme, com uma trama agradável e uma história que não decepciona, o filme é uma boa pedida e diversão garantida.