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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Rio



Rio é um filme impecável. Visual maravilhoso. Colorido. Técnicamente, é uma produção chamativa, que tem tudo para agradar a molecada e os marmanjos. Os personagens têm bastante apelo, e são igualmente bonitos, e até mesmo divertidos. Acho que poderiam ser mais explorados, como o hilário cachorrão, que salva a pátria em vários momentos, mas no geral são personagens bastante fortes.

No entanto, é na história que a coisa perde um pouco a sua força. O filme serve bem ao propósito de divulgar o Rio de Janeiro. Seu apelo comercial, antecedendo a Copa e as Olimpíadas que ocorrerão no Brasil, é gritante. Mesmo tentando se distanciar, fica difícil não perceber. As músicas, a maioria delas produzida especialmente para o filme, são direcionadas para valorizar aspectos comerciais.

Sei que isso pode incomodar muitas pessoas, e não quero dizer que por causa disso o filme seja ruim. Apenas imagino que alguns desses elementos poderiam ser minimizados. Todos nós já sabemos que o Brasil é o país do futebol, do samba e das mulheres nas praias. Lá fora também sabem disso. São símbolos culturais, do nosso povo. E o filme retoma tudo isso, de novo. E não é com a intenção de apresentar esses elementos para outros países.

Até porque, o Rio de Janeiro não é a selva que mostram no filme, e a Arara Azul não é um animal típico de lá, muito menos as cacatuas. Outro ponto delicado é o do roubo dos animais, ou mesmo o assalto promovido pelos macaquinhos. Ok, o contrabando de animais é um problema sério. E os macaquinhos realmente costumam se encantar com certos objetos, e os levam embora, ou até promovem trocas. Mas levar todo o ouro de turistas, não é o tipo de coisa que eu acho conveniente mostrar em um filme que trata o nosso país. Problemas existem? É claro, mas em uma animação, não precisaria ser o foco da trama.

No filme, Blu (voz original de Jesse Eisenberg) é uma arara domesticada que nunca aprendeu a voar e tem uma vida tranquila e confortável ao lado de Linda (Anne Hathaway), sua dona e melhor amiga em Minnesota, Estados Unidos. Linda é surpreendida com a visita de Túlio (Rodrigo Santoro), que conta da necessidade de Blu ir ao Rio de Janeiro e se reproduzir com a única fêmea restante da espécie. Começa, então, a aventura pela Cidade Maravilhosa em pleno Carnaval.

Uma animação maravilhosa, com ótimo visual, belíssima técnica, excelentes personagens, mas que deixa um pouco a desejar em seu roteiro. Não é nada grave, que tire todo o valor da produção, mas que derrapa em algumas passagens que poderiam valorizar ainda mais aspectos culturais brasileiros. Mesmo que não seja um filme com apelo mais comercial (o que eu não acredito), eu ficaria mais com elementos que apontassem a característica alegre e festiva do povo. Ainda assim, uma grande pedida para a criançada e para os adultos. Difícil não se espantar, e se encantar, com o nível de detalhes do sambódromo ou da dança das aves.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Carlos Saldanha
Elenco: Vozes de Anne Hathaway, Rodrigo Santoro, Jammie Fox, Jesse Eisenberg, George Lopez, Jake T. Austin, Carlos Ponce, Kate del Castillo, Bernardo de Paula
Produção: Bruce Anderson John C. Donkin
Roteiro: Don Rhymer, Joshua Sternin, Jeffrey Ventimilia, Sam Harper, Carlos Saldanha, Earl Richey Jones, Todd Jones
Fotografia: Renato Falcão
Trilha Sonora: John Powell
Duração: 105 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Blue Sky Studios / Twentieth Century Fox Animation
Classificação: Livre

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Zumbilândia



Zumbilândia era um dos filmes que estava havia muito tempo na minha lista de filmes a serem vistos, mas que sempre perdiam a vez para outras produções. Finalmente consegui assisti-lo e devo dizer que o filme não é nada ruim. Na verdade, a combinação criada é super divertida. Como uma sátira aos filmes de terror e zumbis, é uma produção que apela para os absurdos dessas histórias, tornando engraçada a vida em um mundo dominado por esses seres.

O elenco funciona muito bem junto. Com destaque para o cowboy machão, interpretado por Woody Harrelson. No mais, atores jovens (Emma Stone, Abigail Breslin e Jesse Eisenberg), mas experientes, em um filme com uma trama bem sacada e um roteiro bastante divertido.

Não chega a ser um filme exageradamente engraçado, mas fica longe de provocar sustos. É um balanço perfeito entre os dois estilos, com um resultado interessante e inteligente. Não comete os mesmos erros de outras sátiras. Apelando para detalhes irritantes e exagerando no humor negro. Consegue agradar bastante, com boas tiradas cômicas e boas doses de entretenimento.

No filme, Columbus (Jesse Eisenberg) criou o hábito de fugir daquilo que o assusta. Já Tallahassee (Woody Harrelson) não tem medo de nada. Em um mundo cheio de zumbis, os dois trabalham juntos para sobreviver, sem se darem conta que podem acabar matando um ao outro.

Uma boa pedida para quem procura um filme divertido. Não se trata de uma comédia engraçadíssima, nem um terror assustador. É uma produção equilibrada, com um elenco forte, uma história bem construída, e elementos que garantem uma boa diversão. Não se trata de um filme imperdível, mas uma boa pedida para quem quer entretenimento sem compromisso. Se bobear, vale até o repeteco.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Ruben Fleischer
Elenco: Amber Heard, Emma Stone, Bill Murray, Abigail Breslin, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Mike White.
Produção: Gavin Polone
Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick
Fotografia: Michael Bonvillain
Trilha Sonora: David Sardy
Duração: 81 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Classificação: 14 anos

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Rede Social



A primeira sequência do filme já avisa o que espectador terá pela frente. Muita falação. Muitos diálogos afiados. Muita discussão. E, por fim, um filme comum, que apresenta um outro lado do mundo virtual, com suas vinganças e decisões equivocadas, mas que justificam o resultado final almejado: o sucesso.


Havia visto algumas críticas do filme, e agora, após assistí-lo, li algumas outras opiniões, e não sei se vi o mesmo filme que as outras pessoas. Na verdade, o filme é inteligente, com umas sacadas interessantes, que apresenta a dura vida do camarada que criou uma rede social, mas tirando o problema de aceitação do cara, e suas próprias dificuldades sociais, o filme não chega a ser uma produção fantástica.


Diálogos inteligentes e desafiadores, daqueles que não observam o respeito por quem está do outro lado. Se você acha que está certo, então vale uma resposta que lhe vier à cabeça. Essa é a base do filme. Ok, você precisa se defender do mundo cão que o cerca, mas às vezes as coisas não funcionam bem assim. Exceto no filme.


A produção conta como em uma noite de outono, em 2003, graduado em Harvard e gênio em programação de computadores, Mark Zuckerberg senta diante de seu computador e, acaloradamente, começa a trabalhar em uma nova ideia. No furor dos blogs e programação, o que começa em seu quarto logo se torna uma rede social global e uma revolução na comunicação: o Facebook. Em apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Mark Zuckerberg é o mais jovem bilionário da história... Mas, para este empresário, o sucesso traz complicações pessoais e legais.


O elenco funciona bem, com Jesse Eisenberg e até Justin Timberlake convencendo em seus papeis. Convivendo em uma relação de amor e ódio muito interessante, que até justificaria a comparação com a realidade... ao menos no mundo dos nerds.


No mais, é um filme cansativo, com uma bela fotografia, mas com suas limitações. Vale assistir, mas sem muitas expectativas. É uma produção interessante, mas que no fundo, não acrescenta muito ao espectador.


FICHA TÉCNICA
Diretor: David Fincher
Elenco: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield, Rashida Jones, Brenda Song, Justin Timberlake, John Getz, Dakota Johnson, Mark Saul, Brian Palermo.
Produção: Dana Brunetti, Ceán Chaffin, Michael De Luca, Scott Rudin
Roteiro: Aaron Sorkin, baseado no livro de Ben Mezrich
Fotografia: Jeff Cronenweth
Trilha Sonora: Trent Reznor, Atticus Ross
Duração: 117 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Michael De Luca Productions / Scott Rudin Productions / Trigger Street Productions
Classificação: 14 anos

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Oscar 2011: Bom-humor e ansiedade marcam tradicional almoço

Los Angeles (EUA.), 7 fev (EFE).- O ambiente descontraído marcou o tradicional almoço dos indicados ao Oscar, realizado na segunda-feira em Los Angeles.

O espanhol Javier Bardem foi um dos primeiros a chegar ao hotel Beverly Hilton, onde aconteceu o encontro, no qual estiveram presentes os principais favoritos ao prêmio que será entregue em 27 de fevereiro, entre eles Colin Firth, Natalie Portman e Melissa Leo.

Bardem, candidato à láurea de melhor ator por seu papel em "Biutiful", declarou que foi "um presente incrível" o apoio dado por Julia Roberts, Sean Penn e Michael Mann ao filme nos Estados Unidos.

Apesar de ter experiência no Oscar, já que foi indicado em outras duas oportunidades, Bardem confessou que a candidatura é especial nesta ocasião pelo fato de ser um trabalho realizado em sua língua materna.

O britânico Colin Firth ("O Discurso do Rei") brincou sobre a importância do Oscar na carreira dos atores, e Natalie Portman ("Cisne Negro") criticou a demasiada importância atribuída à sua gravidez.

"É deprimente que isso tenha se transformado no tema de conversa em lugar do próprio filme", se queixou a favorita para o prêmio de melhor atriz.

Já a mais jovem entre as atrizes candidatas, Hailee Steinfeld ("Bravura Indômita"), reconheceu à imprensa que não esperava concorrer ao Oscar um dia.

"Nunca pensei que estaria aqui, isto é incrível", comentou a atriz de 14 anos, demonstrando sentimento semelhante ao de Jesse Eisenberg, que concorre a melhor ator por "A Rede Social".


Tenho a sensação de que não pertenço a este lugar, mas falo com gente que acho que merece estar aqui e me dizem que sentem o mesmo", disse Eisenberg.

O mesmo nervosismo não tomou conta de Jeff Bridges, que chega na edição 2011 do Oscar à sua sexta indicação, desta vez por "Bravura Indômita".

Por sua parte, James Franco, candidato a melhor ator por "127 Horas" e apresentador da gala de 27 de fevereiro junto a Anne Hathaway, aproveitou para antecipar que a cerimônia combinará "o novo e o velho" para atrair os espectadores de todas as idades.

O menu degustado pelas estrelas de Hollywood nesta segunda-feira teve como aperitivo uma salada de queijo de cabra, uma variedade de entradas, entre elas batatas recheadas com caviar, e bacalhau como prato principal.

Em 08/02/2011, da Agência EFE, no link http://cinema.yahoo.net/noticia/carregar/titulo/bom-humor-e-ansiedade-marcam-tradicional-almo-o-pr-oscar/id/29567