A maior indústria cinematográfica do planeta não costuma se importar com um simples curta que angariou US$ 52 mil (R$ 104 mil) para ajudar na distribuição e na campanha de marketing.
Dez dias depois, no entanto, veio o recado que todo executivo entende.
A proposta de financiar um filme baseado em "Veronica Mars", série pouco vista, mas cultuada nos EUA entre 2004 e 2007, foi jogada pelo diretor Rob Thomas no Kickstarter.
Se ele captasse US$ 2 milhões em 30 dias, o longa seria filmado, enquanto a Warner, dona dos direitos do programa, cuidaria da distribuição e do marketing.
O projeto alcançou o objetivo em 12 horas e já arrecadou US$ 3,7 milhões (R$ 7,4 milhões), bancados por 57 mil fãs que gostariam de ver a série ganhar nova vida no cinema -as doações iam de US$ 10 (R$ 20) a US$ 10 mil (R$ 20 mil) e geraram recompensas: a mais alta era a possibilidade de ter um papel falado no filme.
A notícia é uma bomba para Hollywood. Apesar de "Veronica Mars" ter passado pela aprovação da Warner, o processo de cortar o atravessador (o estúdio) se apresentou com força pela primeira vez.
FIM DOS ESTÚDIOS?
"Se as pessoas podem pagar para criar filmes, não precisamos mais de estúdios. A Warner acabou de anunciar seu fim", decretou o cineasta independente Joe Swanberg ("Drinking Buddies").
"Não gosto de antecipar grandes mudanças por causa de um incidente particular, mas isso pode convencer os estúdios a permitir expansões da propriedade intelectual", declarou John Rogers, criador da série "Leverage".
O fato é que filmes com financiamento coletivo atraem cada vez mais nomes importantes. David Fincher, cineasta de "A Rede Social" (2010), colocou seu desenho "The Goon" para coletar US$ 400 mil (R$ 800 mil) e compor um storyboard animado.
Paul Schrader, diretor de "Gigolô Americano" (1980), conseguiu US$ 160 mil (R$ 320 mil) para ajudar no financiamento de "The Canyons", seu polêmico projeto com Lindsay Lohan e um ator pornô.
SÉRIES RESSUSCITADAS
Agora, séries consideradas mortas podem ser resgatadas por seus fãs no cinema.
Zachary Levi, protagonista de "Chuck" (série extinta ano passado), já está fazendo campanha on-line, enquanto o criador de "Pushing Daisies" (2007-2009) diz que precisaria de mais dinheiro que " Veronica Mars" por causa dos efeitos e maquiagem.
Até brasileiros nos EUA estão aproveitando a plataforma. A roteirista Luciana Faulhaber, que mora em Nova York, colocou seu filme de horror "Don't Look Back" no Kickstarter e, faltando quatro dias para o fim da captação, precisa de US$ 18 mil (de US$ 50 mil) para ter o sinal verde.
"Após a queda da economia americana, os estúdios estão mais medrosos. Então, precisamos arrumar maneiras de gerar nosso próprio trabalho", explica Luciana.
Por Rodrigo Salem, em 22/03/2013, no link http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1250169-fas-captam-us-2-milhoes-para-levar-serie-ao-cinema-e-mostram-futuro-para-hollywood.shtml




Matt Damon apresentou prêmio especial para Robert De Niro. "Muitos o consideram o melhor ator vivo do mundo", afirmou Damon, que lembrou algumas frases de filmes de De Niro. "Ele possui uma das melhores carreiras da história do cinema", concluiu, abrindo passagem para um vídeo com cenas de filmes como “Taxi driver” (1976) e “Touro indomável” (1980).
Anne Hathaway - “O amor e outras drogas”
Darren Arronofsky - “Cisne negro”
