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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Argo dá a Ben Affleck o prêmio do Sindicato dos Diretores dos EUA

Ben Affleck, diretor do candidato ao Oscar Argo, foi eleito melhor diretor do ano pelo Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos (DGA) neste sábado (2/2).

O prêmio representa mais um troféu para o drama sobre a crise dos reféns americanos no Irã em 1979, a apenas três semanas do Oscar.

"Houve um ponto em minha vida em que estava realmente cabisbaixo, confuso, quando não sabia o que aconteceria. E depois pensei 'deveria ser diretor'. E foi o que eu fiz, e trabalhei muito duro para isto", afirmou o também ator ao receber o prêmio. "Trabalhei muito duro para tentar ser o melhor diretor que posso ser", completou.

Geralmente, o diretor premiado pela DGA também leva a estatueta de melhor diretor do Oscar, mas Affleck não tem a possibilidade por inexplicavelmente não ter sido indicado na categoria.

Affleck derrotou Steven Spielberg, indicado por Lincoln; Kathryn Bigelow, de A Hora Mais Escura; Tom Hooper, de Os Miseráveis; e Ang Lee, de As Aventuras de Pi.

Argo venceu os Globos de Ouro de filme e diretor, assim como o prêmio do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA) e o prêmio de melhor elenco do Sindicato dos Atores (SAG), o que faz da produção a favorita para o Oscar.

segunda-feira, 14 de março de 2011

O discurso do rei gago


Taí um filme interessante de ser visto. Não pelas indicações ao Oscar, ou pelos prêmios recebidos (alguns deles, muito merecidos) mas, principalmente, pala aula de atuação tanto de Colin Firth quanto de Geoffrey Rush. Excelente em todos os estágios e, sem dúvida nenhuma, os responsáveis pelo sucesso da história.
O filme tem toda uma preocupação em sua produção e direção. Locações que retratam a época, roupas e maquiagem. No entanto, os diálogos entre Firth e Rush são destaque e sobressaem do restante dos elementos. Na verdade, a sensação que fica é q de que pouco se viu após o término do filme, e a imagem mais latente é a das conversas entre os dois personagens.
Uma produção maravilhosa? Não acredito. Mas um longa tratado com muito cuidado e esmero. Cuidado com as luzes, a trilha, entre outros elementos. No entanto, se o filme se passasse em um porão (e realmente parece que boa parte dele acontece eu um) nada alteraria o rumo da trama.
No filme, George VI (Colin Firth), conhecido como Berty, assume, a contragosto, o trono de rei da Inglaterra quando seu irmão, Edward (Guy Pearce), abdica do posto em 1936. Despreparado, o novo rei pede o auxílio de um especialista em discursos, Lionel Logue (Geoffrey Rush), para superar seu nervosismo e gagueira. Com o tempo, tornam-se amigos.
A primeira impressão é a de que a mensagem do filme se volta justamente para esse detalhe da superação. Do príncipe mais tímido e com problemas, que teve o apoio e a vontade necessária para se tornar um exemplo e o alicerce para o seu povo. Ao mesmo tempo, existe a relação de amizade, que embora impossível (quem imaginaria um indivíduo da realeza se tornar amigo confidente de um qualquer da população) acaba se tornando real.
Sem dúvida, as atuações e a direção são um destaque para o filme. Um belo drama, com uma trama envolvente e bem trabalhada. Não é uma daquelas produções cansativas (como é o caso de A Rainha) mesmo com a quantidade de diálogos. Uma boa pedida para quem procura um filme inteligente e real.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Tom Hooper
Elenco: Helena Bonham Carter, Colin Firth, Guy Pearce, Michael Gambon, Geoffrey Rush, Timothy Spall, Jennifer Ehle, Derek Jacobi, Anthony Andrews, Eve Best, Dominic Applewhite, Max Callum
Produção: Iain Canning, Emile Sherman, Gareth Unwin
Roteiro: David Seidler
Fotografia: Danny Cohen
Trilha Sonora: Alexandre Desplat
Duração: 118 min.
Ano: 2010
País: Reino Unido/ Austrália
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: See Saw Films / Bedlam Productions
Classificação: 12 anos