Mostrando postagens com marcador helena bonham carter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador helena bonham carter. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Saga Harry Potter



Tentarei falar um pouco de toda a saga de filmes de Harry Potter, que se encerra de maneira brilhante, com o oitavo filme da série. Difícil falar das produções sem falar do fenômeno que envolve mais do que uma forma de entretenimento, mas uma mudança nos hábitos de leitura de crianças, adolescentes e adultos, ao mesmo tempo em que muitos desses espectadores cresciam lado a lado com os seus personagens preferidos.

Harry Potter se apresentou de maneira fantástica desde o seu primeiro longa. Com muitos destaques positivos. Quer seja pela qualidade acima da média de sua fotografia, direção, efeitos, e até do seu elenco de crianças. Tudo funcionou bem desde o início e, quando alguém podia imaginar que nada de novo poderia acontecer, chegava a continuação com qualidade superior à do seu anterior.

A cada novo filme, mais qualidade, mais sucesso, e mais surpresas. Tudo isso regado com muita ansiedade, pelas notícias, pelas informações, e pelo desejo de assistir a continuação da saga.

O cuidado com o público também é um diferencial da série. Assim como seus espectadores, seu elenco cresceu com a história que, por sua vez, também crescia a cada novo capítulo. Engana-se quem acha que o filme foi o mesmo do começo ao fim. Tudo se aperfeiçoou. Parecia que sempre era um filme completamente novo, renovado, mas sem esquecer os elementos de sucesso da edição anterior.

Em as Relíquias da Morte, Parte II, o filme atinge um momento grandioso. Não somente por encerrar a série de filmes, mas pelo altíssimo nível de qualidade em todos os aspectos. O elenco, mais uma vez surpreendente, que pareceu se reciclar a todo instante. A qualidade de efeitos e fotografia, que fizeram do filme uma verdadeira aula de arte. Efeitos especiais usados com maestria. A direção que conseguiu mesclar vários momentos e tempos de narração, sem tornar a história cansativa. E uma história cuja trama era surpreendente por si só.

No capítulo final da saga, Harry Potter (Daniel Radcliffe), Hermione (Emma Watson) e Ron (Rupert Grint) terão de fazer um último sacrifício para reunir os demais horcruxes, antes que Voldemort, em posse da Varinha das Varinhas, ataque Hogwarts.

Todos os filmes foram muito bons, mas este último episódio fecha a saga com chave de ouro. A produção consegue apresentar elementos que agradam a todos os tipos de público, e surpreendem até aqueles que conhecem intimamente o Harry Potter dos livros ou dos filmes anteriores. Uma série de filmes indicada para toda a família. Uma verdadeira aula de cinema. Satisfação garantida, até mesmo para quem não conseguiu ler os livros, ou para quem não gosta muito do estilo. Vale assistir, repetir, e recomeçar tudo de novo, até cansar.

FICHA TÉCNICA
Diretor: David Yates
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Alan Rickman, Bonnie Wright, Tom Felton, Maggie Smith, Jim Broadbent.
Produção: David Barron, David Heyman
Roteiro: Steve Kloves
Fotografia: Eduardo Serra
Ano: 2011
País: EUA/ Reino Unido
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Warner Bros. / Heyday Films

terça-feira, 26 de abril de 2011

Alice no País das Maravilhas





Demorei algum tempo para criar coragem e assistir esse filme. Não pela produção em si, mas pela história de Alice que, confesso, nunca me chamou a atenção. Não me sentia confortável com toda aquela nova perspectiva de mundo que seu criador, o autor Lewis Carroll, me empurrava com seus personagens desajeitados (aquele coelho do relógio sempre me irritou) e sem relação. Mesmo agora, entendendo a coisa toda, continuo não gostando, mas o filme de Tim Burton me deixou surpreso.


Outro dia falei dos filmes com o DNA de Clint Eastwood, e acho que o mesmo se aplica a Tim Burton. Seus filmes contêm seu jeito, sua fotografia e paleta de cores especial, que permite o destaque e o reconhecimento de que existe ali algo especial.


É isso mesmo o que é aplicado em Alice no País das Maravilhas. O filme tem a cara das produções de Tim, e representa exatamente tudo aquilo que é Alice. Uma história com personagens amalucados, situações sem muita explicação, e um tom sombrio que agrada bastante (mesmo para quem não é muito fã da história original).


Nada de diálogos exageradamente rebuscados, Johnny Depp na melhor versão do Chapeleiro Maluco, Helena Bonham Carter muito bem no papel da Rainha Vermelha e até a novata Mia Wasikowska, atuando como uma Alice nem tão inocente assim, garantem um bom resultado final.


Um filme cheio de efeitos e personagens distorcidos, que encaram de boa suas diferenças, e fogem dos modismos da história original sem perder a referência.


No filme, Alice (Mia Wasikowska), aos 19 anos de idade, volta ao País das Maravilhas, fugindo de um casamento arranjado. No mundo mágico, ela reencontra os personagens estranhos, como o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), a Rainha Branca (Anne Hathaway) e a Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter), inspirados na obra de Lewis Carroll. É nessa jornada fantástica que a jovem tentará encontrar seu verdadeiro destino e acabar com o reino de terror da Rainha Vermelha.


Um filme diferente, no final das contas. Uma versão mais dark do conto infantil, e com isso, uma leitura muito mais agradável deste clássico. O filme é bastante rápido, partindo logo para as soluções, sem detalhes longos e cansativos. Uma boa pedida para quem procura um filme alternativo. Para minha surpresa, muito agradável.


FICHA TÉCNICA
Diretor: Tim Burton
Elenco: Mia Wasikowska, Johnny Depp, Michael Sheen, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter, Matt Lucas, Alan Rickman, Christopher Lee, Crispin Glover, Stephen Fry
Produção: Richard Zanuck, Joe Roth, Jennifer e Suzanne Todd
Roteiro: Linda Woolverton
Fotografia: Dariusz Wolski
Duração: 109 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Fantasia
Cor: Colorido
Distribuidora: Disney
Classificação: 10 anos

segunda-feira, 14 de março de 2011

O discurso do rei gago


Taí um filme interessante de ser visto. Não pelas indicações ao Oscar, ou pelos prêmios recebidos (alguns deles, muito merecidos) mas, principalmente, pala aula de atuação tanto de Colin Firth quanto de Geoffrey Rush. Excelente em todos os estágios e, sem dúvida nenhuma, os responsáveis pelo sucesso da história.
O filme tem toda uma preocupação em sua produção e direção. Locações que retratam a época, roupas e maquiagem. No entanto, os diálogos entre Firth e Rush são destaque e sobressaem do restante dos elementos. Na verdade, a sensação que fica é q de que pouco se viu após o término do filme, e a imagem mais latente é a das conversas entre os dois personagens.
Uma produção maravilhosa? Não acredito. Mas um longa tratado com muito cuidado e esmero. Cuidado com as luzes, a trilha, entre outros elementos. No entanto, se o filme se passasse em um porão (e realmente parece que boa parte dele acontece eu um) nada alteraria o rumo da trama.
No filme, George VI (Colin Firth), conhecido como Berty, assume, a contragosto, o trono de rei da Inglaterra quando seu irmão, Edward (Guy Pearce), abdica do posto em 1936. Despreparado, o novo rei pede o auxílio de um especialista em discursos, Lionel Logue (Geoffrey Rush), para superar seu nervosismo e gagueira. Com o tempo, tornam-se amigos.
A primeira impressão é a de que a mensagem do filme se volta justamente para esse detalhe da superação. Do príncipe mais tímido e com problemas, que teve o apoio e a vontade necessária para se tornar um exemplo e o alicerce para o seu povo. Ao mesmo tempo, existe a relação de amizade, que embora impossível (quem imaginaria um indivíduo da realeza se tornar amigo confidente de um qualquer da população) acaba se tornando real.
Sem dúvida, as atuações e a direção são um destaque para o filme. Um belo drama, com uma trama envolvente e bem trabalhada. Não é uma daquelas produções cansativas (como é o caso de A Rainha) mesmo com a quantidade de diálogos. Uma boa pedida para quem procura um filme inteligente e real.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Tom Hooper
Elenco: Helena Bonham Carter, Colin Firth, Guy Pearce, Michael Gambon, Geoffrey Rush, Timothy Spall, Jennifer Ehle, Derek Jacobi, Anthony Andrews, Eve Best, Dominic Applewhite, Max Callum
Produção: Iain Canning, Emile Sherman, Gareth Unwin
Roteiro: David Seidler
Fotografia: Danny Cohen
Trilha Sonora: Alexandre Desplat
Duração: 118 min.
Ano: 2010
País: Reino Unido/ Austrália
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: See Saw Films / Bedlam Productions
Classificação: 12 anos