Mostrando postagens com marcador geoffrey rush. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador geoffrey rush. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A Lenda dos Guardiões



A Lenda dos Guardiões é mais um dos filmes a entrar na categoria de bonitinho mas ordinário. A parte visual do filme é perfeita, com excelentes gráficos, belíssimas animações, belos efeitos e uma preocupação muito grande com os detalhes dos personagens como das paisagens. Mas a qualidade do filme acaba por aí.

A narrativa é lenta, e a história é pra lá de previsível. Parece que a intenção foi caprichar no visual, e deixar a trama em segundo, ou terceiro plano. O resultado é um filme fraco, cansativo, e que ao chegar no fim, não deixa nenhuma saudade.

A combinação animação/direção ficou devendo. O diretor Zack Snyder parece ter se perdido após 300 e Watchmen, com elementos que não deram força à trama, como aconteceria com personagens reais. E a animação, que queria entrar na carona de Happy Feet (trata-se do mesmo estúdio), exagerou.

Aquele jeitão tradicional das corujas inteligentes e conselheiras, tão comum em outros desenhos ou filmes perdeu para o lado da coruja guerreira, interessada em acabar com seu adversário. Não me pareceu uma ideia muito brilhante.

O filme segue Soren, uma jovem coruja fascinada pelas histórias épicas contadas pelo seu pai sobre os Guardiões de Ga’Hoole, um bando mítico de guerreiros alados que lutaram em uma grande batalha para salvar todas as corujas dos maldosos Puros. Enquanto Soren sonha em algum dia unir-se aos seus heróis, seu irmão mais velho, Kludd, zomba da ideia, e prefere caçar, voar e tirar a predileção de seu pai pelo irmão mais novo.

Exceto pelos efeitos visuais, o filme é bastante fraco. Daqueles que exige atenção do espectador, mas que se você perder alguma parte, não deixará de entender a trama. Acredito que seja interessante assistir, principalmente bela beleza dos efeitos e detalhes dos personagens, no mais, é apenas mais um filme sem muito sal ou açúcar. Não chega a agradar os mais jovens, e não anima os mais velhos. Para assistir, mas sem muitas expectativas.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Zack Snyder
Elenco: Emilie de Ravin, Hugo Weaving, Ryan Kwanten, Helen Mirren, Geoffrey Rush
Produção: Zareh Nalbandian
Roteiro: John Orloff, John Collee
Ano: 2010
País: EUA/ Austrália
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Village Roadshow Productions / Warner Bros. / Animal Logic

segunda-feira, 14 de março de 2011

O discurso do rei gago


Taí um filme interessante de ser visto. Não pelas indicações ao Oscar, ou pelos prêmios recebidos (alguns deles, muito merecidos) mas, principalmente, pala aula de atuação tanto de Colin Firth quanto de Geoffrey Rush. Excelente em todos os estágios e, sem dúvida nenhuma, os responsáveis pelo sucesso da história.
O filme tem toda uma preocupação em sua produção e direção. Locações que retratam a época, roupas e maquiagem. No entanto, os diálogos entre Firth e Rush são destaque e sobressaem do restante dos elementos. Na verdade, a sensação que fica é q de que pouco se viu após o término do filme, e a imagem mais latente é a das conversas entre os dois personagens.
Uma produção maravilhosa? Não acredito. Mas um longa tratado com muito cuidado e esmero. Cuidado com as luzes, a trilha, entre outros elementos. No entanto, se o filme se passasse em um porão (e realmente parece que boa parte dele acontece eu um) nada alteraria o rumo da trama.
No filme, George VI (Colin Firth), conhecido como Berty, assume, a contragosto, o trono de rei da Inglaterra quando seu irmão, Edward (Guy Pearce), abdica do posto em 1936. Despreparado, o novo rei pede o auxílio de um especialista em discursos, Lionel Logue (Geoffrey Rush), para superar seu nervosismo e gagueira. Com o tempo, tornam-se amigos.
A primeira impressão é a de que a mensagem do filme se volta justamente para esse detalhe da superação. Do príncipe mais tímido e com problemas, que teve o apoio e a vontade necessária para se tornar um exemplo e o alicerce para o seu povo. Ao mesmo tempo, existe a relação de amizade, que embora impossível (quem imaginaria um indivíduo da realeza se tornar amigo confidente de um qualquer da população) acaba se tornando real.
Sem dúvida, as atuações e a direção são um destaque para o filme. Um belo drama, com uma trama envolvente e bem trabalhada. Não é uma daquelas produções cansativas (como é o caso de A Rainha) mesmo com a quantidade de diálogos. Uma boa pedida para quem procura um filme inteligente e real.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Tom Hooper
Elenco: Helena Bonham Carter, Colin Firth, Guy Pearce, Michael Gambon, Geoffrey Rush, Timothy Spall, Jennifer Ehle, Derek Jacobi, Anthony Andrews, Eve Best, Dominic Applewhite, Max Callum
Produção: Iain Canning, Emile Sherman, Gareth Unwin
Roteiro: David Seidler
Fotografia: Danny Cohen
Trilha Sonora: Alexandre Desplat
Duração: 118 min.
Ano: 2010
País: Reino Unido/ Austrália
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: See Saw Films / Bedlam Productions
Classificação: 12 anos