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terça-feira, 27 de novembro de 2012

O Ditador

Achar que o humor de Sacha Baron Cohen é ousado ou ofensivo vai do repertório de cada espectador. Imaginar que seu "protesto" em forma de filme serve para algum propósito político é, no mínimo, valorizar demais a força de sua atuação. Ao mesmo tempo, se ofender com as tiradas nem sempre politicamente corretas de Sacha é bancar o inocente, em uma época que o humor abandonou o lado engraçadinho para atingir o espectador de uma maneira mais racional. Nem sempre o humor tem apenas a intenção de fazer seu espectador rir, mas também refletir a respeito do que acontece no seu entorno. É o que acontece com os filmes de Sacha, em seu jeito peculiar de criticar o mundo, e a partir disso, colecionar fãs ou alguns não tão fãs assim.

No caso de O Ditador, creio haver uma diferença com suas outras produções. Em Borat, ou mesmo Bruño, Sacha tenta aplicar uma cara de documentário às suas produções. Agora a trama segue de maneira diferente, com um enredo e uma história como coluna para sua produção.

O filme capricha na fotografia, e consegue criar uma atmosfera bastante curiosa a respeito da sua história. Com pitadas de realidade aqui e acolá, O Ditador critica abertamente os EUA e sua política internacional. Seu jeito de lidar com as minorias, imigrantes ilegais, trabalho escravo, e como o governo observa e age com cada caso envolvendo estrangeiros. Não deixa de ser um ponto de vista, mas se é o mais correto, ou o mais incorreto, cabe a cada um dos espectadores julgar. O filme é capaz de provocar algumas boas risadas e também alguns bons momentos de reflexão.

O filme conta sobre um ditador árabe (Sacha Baron Cohen) que tenta fazer de tudo para que a democracia não chegue ao seu país. Durante uma reunião da ONU, nos Estados Unidos, ele conhece um sósia e acaba se apaixonando pela dona de uma loja de alimentos, a partir daí, seu governo é colocado em uma situação de risco. Perdendo a cadeira de governante para seu sósia, talvez apenas a democracia, tão odiada e evitada anteriormente, possa ajudá-lo a recuperar seu governo, e também o seu amor.

Não se trata de uma comédia para todos os públicos. Pensar no jeito peculiar com que muitas situações são apresentadas, pode parecer ofensivo em vários momentos. Isso também não transforma o filme em um lixo total. O espectador precisa saber escolher o que vai assistir, e se optar por uma produção desse tipo, preparar seu coração e espírito para a visão crítica de seus produtores, diretores e porque não, até de seu elenco. O Ditador consegue ser mais agradável que os filmes anteriores de Sacha, mas a todo instante rola uma pitadinha de crítica politicamente incorreta. Humor? Talvez. O filme consegue arrancar algumas risadas, mas nem sempre tem apenas a intenção de fazer rir. Uma pedida interessante para quem curte uma comédia mais ácida, ou para quem gosta do estilo de filme feito por Sacha. No geral, embora não seja um filme para toda a família, é menos pesado e mais "atraente" que outras tantas produções que também tentam ser críticas e engraçadinhas.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Larry Charles
Elenco: Megan Fox, Sacha Baron Cohen, Anna Faris, John C. Reilly, Ben Kingsley, B. J. Novak, Kevin Corrigan, J.B. Smoove, Jim Piddock, Aasif Mandvi, Danielle Burgio, Ross Ryman, Fred Melamed, Niyi Oni, Adeel Akhtar, Jeff Grossman, Chris Gethard, Rock Kohli, Pean T. Krishnan, Peter Conboy, Moe Hindi, Joanna Moskwa, Natasha Ononogbo, Tracey Ruggiero, Andrew Rogers, Tony Joe, Loukas Papas, Eliyas Qureshi, Daniel Burress, Mohamed Alshami, Jasmine Hope Bloch, Anton Obeid, Larry Gevirtz, Jenny L. Saldaña, Mahmoud Atry, Carmel Amit, Glenn Andreiev, Ari Barkan, Akim Black, Ivan Cardona, Sheena Colette, Tara Copeland, Barbara Ann Davison, Kevin Dedes, Stephen Dexter, Amanda Dutton, Marshall Factora, Aja Frary, Shawn Gonzalez, Sean Grady, Michael C Hoaglin, Peter Iasillo Jr., Sam Ibram, Ebrahim Jaffer, Sondra James, Alex Kruz, Arash Mokhtar, Dushawn Moses, Michelle Nagell, Kelsey O'Brien, Melina Paez, Catherine Pierce, Dennis Rees Sardor Sodikov, Naeem Uzimann, Steven Weisz
Produção: Sacha Baron Cohen, Alec Berg, David Mandel, Scott Rudin, Jeff Schaffer
Roteiro: Sacha Baron Cohen, Alec Berg, David Mandel, Jeff Schaffer
Fotografia: Lawrence Sher
Trilha Sonora: Erran Baron Cohen
Duração: 94 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Four by Two / Kanzaman
Classificação: 14 anos 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Tá chovendo hambúrguer


Tá chovendo hambúrguer não é uma animação nova, mas ainda gera bons frutos. A verdade é que ele apresenta muitos elementos do universo infantil, como os seus personagens, seu excesso de cores, sua mensagem, mas nem por isso deixa de agradar o público mais velho.

O filme acerta em cheio na sua história. Todos gostam de personagens enfrentando desafios ou limitações até chegar ao final feliz. Funciona, deixa a sensação de bem estar, de que é possível mudar a própria vida. E é isso o que deixa o cinema ainda mais animado.

E no caso de Tá chovendo hambúrguer, somado a isso, existe toda a questão de imaginação, como a chuva de alimentos, que alimenta (perdoem o trocadilho) ainda mais o graça e a força dos personagens. O filme aposta em algumas piadas prontas, mas independente disso consegue provocar boas risadas.

A parte técnica é realmente o destaque do filme. A animação é de primeira linha. E a narrativa não deixa a história se perder em detalhes bobos. O filme é muito rápido. Tudo isso ajuda ainda mais e o resultado final realmente surpreende e diverte.

No filme, um cientista com intenções de tentar acabar com a fome no mundo. Pelo menos para a população da pequena cidade de Chewandswallow, tudo parece perfeito quando começa a chover sopa, e, depois, uma tempestade de hambúrgueres. Ele só não imaginava que isso iria causar um problema de proporções globais.


Uma excelente animação, que entrega ao seu espectador exatamente o que promete. Boa diversão, história agradável, personagens fortes, muitas cores, e boas piadas. Talvez não se compare a outras animações de estúdios grandes, mas ainda assim, é uma excelente pedida. Tanto para a criançada quanto para os marmanjos. Uma produção deliciosa, pra assistir, se divertir e repetir até cansar.
FICHA TÉCNICA

Diretor: Phil Lord, Chris Miller
Elenco: Vozes na versão original de: Anna Faris, Bruce Campbell, Bill Hader, Andy Samberg, James Caan, Mr. T., Tracy Morgan.
Produção: Pam Marsden
Roteiro: Phil Lord, Chris Miller, baseado em livro de Judi e Ron Barrett
Trilha Sonora: Mark Mothersbaugh
Duração: 95 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: Sony Pictures Animation
Classificação: Livre


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Zé Colméia - O filme



Divertido na medida certa. Esse é uma boa maneira para definir o longa Zé Colméia - O Filme, cuja referência é a série de desenhos animados dos anos 60. Até aqui, você pode dizer que o filme serve para os marmanjos mais saudosistas, mas não é bem assim, a criançada também se divertirá com o velho Zé.

Na verdade, para quem se lembra do desenho, não há muita diferença, um urso que adora roubar cestas de piquenique com o seu fiel escudeiro, Catatau, mas que é sempre vigiado pelo guarda florestal. Em cima disso, também não há muito o que ser inventado, sem que se perdesse o rumo original do personagem.

O que eu quero dizer com isso é que o filme tem uma história leve, com um bom jogo entre personagens reais e personagens computadorizados, locações belíssimas, e um tom de humor de desenho dos anos 60. Não acho que isso seja ruim, mas os mais acostumados às comédias mais ácidas da atualidade podem estranhar.

No filme, o parque Jellystone tem perdido seus visitantes, o que leva o ganancioso prefeito Brown (Andrew Daly) a querer fechar o lugar e vender o terreno. Zé Colmeia (Dan Aykroyd) e Catatau (Justin Timberlake) correm então contra o tempo para salvar o parque para as famílias e, claro, para eles mesmos.

O áudio original, com as vozes de Dan e Justin é delicioso, mas a versão dublada não fica atrás. Uma pena apenas pela voz do Catatau, mas o dublador de Zé Colméia conseguiu ficar bastante parecido com a versão do desenho.

Um filme para curtir no feriadão prolongado, por toda a família. Inicialmente, para a criançada, mas que matará a saudade de muitos marmanjos. Particularmente, achei a produção bem acima da expectativa. Divertido na medida certa, consegue arrancar algumas risadas e cumpre bem o seu papel de entreter. Se você já assistiu outros filmes da mesma linha, tipo Garfield ou Scooby-Doo, sabe o que vem por aí. Uma história leve, mas divertida.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Eric Brevig
Elenco: Vozes na versão original: Anna Faris, Justin Timberlake, Dan Aykroyd, Nathan Corddry
Produção: Donald De Line, Karen Rosenfelt
Roteiro: Brad Copeland, Joshua Sternin, Jeffrey Ventimilia
Fotografia: Peter James
Trilha Sonora: Andrew Lockington
Duração: 80 min.
Ano: 2010
País: EUA/ Nova Zelândia
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: De Line Pictures / Picnic Basket / Rhythm and Hues / Sunswept Entertainment
Classificação: Livre