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terça-feira, 27 de março de 2012

John Carter gera prejuízo milionário aos estúdios Disney



Os estúdios Disney esperavam emplacar um novo sucesso em 2012, John Carter- Entre Dois Mundos parecia ter tudo para isso. Um filme com temática espacial, grandes efeitos especiais e com um investimento altíssimo, cerca de US$250 milhões.

Só que ao invés do esperado sucesso, o estúdio vai ter de amargar um de seus maiores fracassos. Nos Estados Unidos a arrecadação não chegou nem a metade do que era esperado, somando até este fim de semana apenas US$54 milhões.

O prejuízo só não foi maior pois no mundo o filme se saiu um pouco melhor, mesmo assim muito abaixo das expectativas iniciais: US$126 milhões. No total o longa conseguiu US$ 180 milhões em bilheteria, amargando um prejuízo de 70 milhões, número que deve deixar as contas da Disney, desse primeiro trimestre de 2012, no vermelho.

Apesar dos números negativos, no Brasil John Carter tem feito certo sucesso. O longa conseguiu se manter no topo das arrecadações por duas semana consecutivas, vale lembrar que o filme possuí muitas sessões em 3D, o que torna o ingresso mais caro e ajuda para aumentar essa arrecadação.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Balanço 2011



Acompanhei nos últimos dias uma conversa que se espalhou por alguns blogs e entre os aficionados. Afinal de contas, o cinema em 2011 atingiu suas expectativas? E mais do que isso, as produções para a TV podem ser consideradas como um melhor entretenimento?

Alguns detalhes precisam ser apontados. Primeiramente, eu acredito que nunca antes, na história, o cinema produziu tantas sequências e remakes. Até aí, nenhum problema. Mas é sabido que foram contados os casos em que a continuação esteve à altura de um primeiro episódio. E no caso de remanufaturas, quer seja pelo aspecto histórico, quer seja pelas adaptações do roteiro à realidade atual, é muito provável que um filme baseado em produções antigas se mantenha na beirada do precipício, com uma chance muito grande de queda.

A saída? Apostar em super-heróis. Todos gostam de pessoas com super poderes e a chance de ganhar muito dinheiro é muito grande. Porém, quase nenhum super personagem consegue ter o apelo necessário e chegar ao gosto popular. Exceto por Batman, Homem de Ferro e, muito atrás, Homem Aranha, a nova safra é muito fraca sem sentido. Hellboy, Superman, Thor, Hulk, Capitão América, Demolidor, Besouro Verde, Lanterna Verde, e outros tantos que nem mereceriam o nome de super, simplesmente não chegam lá. Apostam nas continuações. Ou nos eternos reinícios.

Acho que essa falta de roteiros inteligentes acaba afastando as pessoas dos cinemas. Mesmo que o cinema tenha batido muitos recordes de audiência nos últimos anos. A questão é que se tornou uma exigência assistir os últimso blockbusters, ou você acaba ficando por fora na coluna cultural.

Até as animações, cuja qualidade, ao menos em minha opinião, ainda supera de longe muitos filmes da atualidade, também caíram na mesmice. Apelam para o sucesso do passado, para o que já foi. Não que isso seja errado, mas esses filmes acabam caindo naquela seleção de produções pra se assistir em casa, para o caso de não serem tão bons.

Os filmes ganhadores do Oscar também não surpreendem. Claro que são capazes de produzir algo como O discurso do Rei, que é um filme muito acima da média, mas não chega a ser AQUELE filme fantástico. Confesso que dentre os selecionado para o prêmio, é o que mais me chamou a atenção, mas os concorrentes não eram tão brilhantes assim.

E a TV, o que produziu de novo? A TV teve um boom de séries consideradas como grandes produções. Associadas a grandes produtores e diretores, ou ligadas a algum grande estúdio. Destaques? Game of Thrones, Spartacus, e outros tantos. E essa nem chega a ser uma novidade. A TV a cabo sempre investiu em séries. Mas com formato de TV (baixa qualidade e histórias simples). Dessa vez a coisa mudou de figura. E apoiada em roteiros de qualidade, investiu forte na qualidade das séries, com produtos muito acima da qualidade normal.

Mesmo as novas tecnologias, como o 3D, não foram de todo bem aproveitadas. Simplesmente porque não é possível usar a tecnologia em qualquer produção, e o custo, tanto de produção como pra quem assiste, acaba não compensando. Além disso, existe todo um conjunto de detalhes técnicos bobos que acompanham os filmes feitos dessa maneira. O uso dos óculos, com sua higienização, é algo trabalhoso, e não são todos os filmes cujo resultado final fica perfeito ou agrada em cheio. É ainda uma tecnologia em desenvolvimento, mas a exploração exagerada pode enterrá-la antes da hora.

Comparar comparar uma produção feita para TV com a de cinema é um risco grande, e cada uma delas tem o seu público específico, mas a questão aqui é mais quanto a qualidade do entretenimento como quanto à questão de escolha. Roteiros fracos, personagens sem apelo, remakes e continuações intermináveis não são o tipo de características que se busca em um evento de diversão individual ou para toda a família. Nesse ponto, devo concordar com os sériemaníacos... as produções para TV conseguiram empatar e até ganhar uns pontos extras no ano que passou.

terça-feira, 7 de junho de 2011

O 3D morreu? Viva o 3D?


Nas últimas duas semanas algo interessante aconteceu no mercado norte americano: o 3D como atrativo de bilheteria mostrou sinais de declínio. Sinais claros, vindos do índice de vendas de ingressos, assinalaram o que pode ser , na melhor das hipóteses, um desinteresse momentâneo e, na pior, o começo de uma curva descendente, o ciclo final de uma tendencia.

Primeiro, vamos ver o quadro geral: a venda de ingressos nos EUA, neste primeiro semestre, está em media 20% abaixo do mesmo periodo ano passado. É o ponto mais baixo de uma curva descendente que vem desde 2002, e que foi interrompida brevemente em 2009-inicio de 2010 por Avatar.

O mega-sucesso de Avatar, como se sabe, levou os nervosíssimos chefões da indústria a uma conclusão simples: o 3D é a salvação! Não apenas é o que público deseja, mas também é um modo de vender ingressos mais caros, dando um reforço na receita!

Como sempre acontece nesses casos, neste nível, ninguém discutiu a necessidade de tais filmes serem tão bons, tão envolventes e tão tecnologicamente avançados quanto Avatar.

Fast forward para o feriadão de Memorial Day, a última segunda feira de maio, que marca o início da temporada-pipoca, em geral a fase das vacas gordas para Hollywood: Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, estreia no topo, como esperado _ mas apenas 46% de sua receita vem das exibições 3D. Uma semana depois, o filme é derrubado por Se Beber Não Case 2, em 2D. Mais sete dias – este final de semana – e Kung Fu Panda 2 fez pior: apenas 45% de seus ingressos vieram de exibições 3D.

A reação em Wall Street – que é onde realmente se resolvem os destinos dos grandes estudios e das empresas que deles dependem – foi rápida: as ações de empresas do setor, como a Real 3D, despencaram vertiginosamente (11% em um dia, em um caso).

Na primeira eclosão do 3D, nos anos 1950, o entusiasmo das plateias durou exatamente três anos. Tentativas posteriores, nos anos 1970 e 80, resistiram menos tempo: um ano e meio, em media. Todas foram vitimadas pela mesma combinação de fatores: filmes vagabundos, falta de paciência com os óculos, problemas técnicos de exibição, alto custo do ingresso.

E nem assim ninguém aprendeu coisa alguma.

Existem algumas diferenças, contudo, entre as trajetórias anteriores do 3D e o que está acontecendo agora.

A primeira, e mais importante, é a força dos mercados internacionais, coisa que não existia em meados do século passado. O 3D pode estar caindo no consumo norte-americano, mas no exterior ainda é uma novidade pela qual, aparentemente, as plateias não se incomodam em pagar mais caro.

Na verdade, eu diria que todos os grandes lançamentos dos estudios, hoje, são criados, desenvolvidos e planejados visando em primeiro lugar o público fora dos EUA, de saturação mais lenta. Ou vocês acham que esses lançamentos simultâneos ou antecipados de arrasa-quarteirão são por acaso, ou apenas por conta do medo da pirataria?

O segundo elemento é o interesse na nova tecnologia por realizadores que não se alinham com o cinemão, como comentamos aqui, há pouco. A plasticidade e o poder visual da nova tecnlogia está oferecendo o que suas versões anteriores não tinham: a capacidade de ser uma real ferramenta narrativa, com resultados empolgantes e imprevisíveis.

Por Ana Maria Bahiana, em 06/06/2011, no link http://anamariabahiana.blogosfera.uol.com.br/2011/06/06/o-3d-morreu-viva-o-3d/

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Óculos 3D: saiba para onde vão os que você usa após cada sessão



Desde o lançamento de Avatar, no final de 2009, o cinema em três dimensões voltou a ser um fenômeno. A técnica, criada no século passado e agora aperfeiçoada, depende do uso de óculos especiais que possibilitam a ilusão de ótica que cativa o público. Ao chegar ao cinema, o espectador recebe os óculos na entrada. Estes podem vir embalados ou não. Ao final da sessão, devolve a um dos funcionários do local ou os deposita numa caixa. Mas, o que acontece com eles depois?



O técnico de audiovisual Adriano Rodrigues esclarece que todos os óculos que saem de uma sessão passam por um processo de esterilização após serem utilizados, não podendo ser reaproveitados de uma sessão para a outra. Ele trabalha com máquinas especializadas nesse tipo de higienização na empresa Transisom Cine Eletrônica, responsável por redes de cinema como Cinemas Unibanco e Cinematográfica Araújo. “Todo o processo é feito com luvas e com bandejas separadas para receber os óculos limpos”, explica Adriano, que destaca também que os equipamentos de limpeza já vêm inclusos na compra do pacote de exibição em 3D quando uma sala de cinema o adquire.



As lavagens duram entre 5 e 10 minutos e podem comportar três bandejas com 12 a 15 óculos cada. Todas são mergulhadas em água a 70°C e entram em contato com detergentes e bactericidas especiais. Após serem retirados, os óculos não passam por contato humano até serem entregues novamente para os usuários nas portas das salas.



Embora este seja o procedimento necessário, os cinemas não estão sujeitos a inspeções periódicas segundo a assessoria da COVISA (Coordenação de Vigilância em Saúde), responsável pela Vigilância Sanitária no município de São Paulo. Para que uma sala passe por algum tipo de fiscalização, é necessária uma denúncia ou o desenvolvimento de um programa específico, como o que ocorreu entre agosto e outubro de 2010. Na ocasião, 12 estabelecimentos pertencentes a diversos grupos cinematográficos com salas 3D da capital foram inspecionados.



A COVISA garante que, apesar da ausência de um padrão legal para a higienização de óculos 3D, reforçou junto aos representantes as medidas que devem ser tomadas para a minimização do risco de contaminação, orientando os exibidores em relação a locais de higienização, produtos utilizados, armazenamento e treinamento de funcionários.



Legislação



Desde agosto de 2010, tramita na ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) o projeto de lei nº 598, proposto pelo deputado estadual João Caramez (PSDB), que oficializa a padronização dos processos de higienização dos óculos 3D. O documento prevê que todos eles sejam “devidamente higienizados e embalados individualmente em plástico estéril com fechamento a vácuo”, algo que a maioria das redes não cumpre à risca.



O projeto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e também pela Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor, mas encontra-se parado desde 23 de fevereiro, aguardando a formação de novas comissões na Assembleia, que recebeu novos deputados após ano eleitoral. A única comissão pendente é a de Finanças e Orçamento. Em caso de aprovação, o projeto será encaminhado ao Plenário, onde será votado. A expectativa, segundo a assessoria do deputado, é que seja aprovado ainda neste semestre.



A principal motivação de Caramez para elaborar o projeto foi um surto de conjuntivite ocorrido na cidade na época da proposta. Ele também se informou sobre uma epidemia do mesmo tipo acontecida na Itália quando do lançamento de Avatar. Para o deputado, “essa é, sem dúvida, uma medida simples, mas que se não for adotada pode causar um sério problema de saúde pública”.



Fontes ligadas à ABRAPLEX (Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas) e ao Sindicato das Empresas Exibidoras no Estado de São Paulo disseram que não há um lobby contra o projeto de lei, embora a medida seja antipática para boa parte dos exibidores, que preveem aumento de gastos e produção de lixo excessiva. Ainda assim, não há uma posição em comum sobre a questão, por cada rede ter sua própria dinâmica, equipamentos e tipo de óculos.



Saúde dos olhos



Para o Dr. Cláudio Domingues de Oliveira, pós-graduado pela USP em Oftalmologia, o uso dos óculos 3D para assistir a filmes não faz mal para a visão por si só. Segundo ele, se a pessoa usar os óculos e sentir problemas durante a sessão é recomendável que procure um oftalmologista para verificar um possível problema pré-existente, que não tem relação direta com o uso do acessório.



No entanto, o médico adverte que se a pessoa desenvolve algum problema posterior de conjuntivite e esteve em contato com os óculos 3D higienizados de forma incorretamente, é grande a chance de ter adquirido o problema pelo contato. “Não há como garantir que a doença tenha vindo dos óculos, já que podemos contrair o problema pelo contato com outros equipamentos públicos, como em caixas eletrônicos, mas ainda assim é muito provável que a conjuntivite tenha sido contraída na ocasião”, afirma Oliveira.



Ele aproveita para destacar que o uso dos óculos 3D por cima de óculos de lente pode trazer desconforto para algumas pessoas. “Se a pessoa coloca duas lentes sobrepostas, são duas superfícies que refratam a luz, e como elas refratam de formas diferentes, isso pode causar alguma confusão na percepção”, esclarece o oftalmologista, que diz que em alguns casos pode haver enjoo e mal estar.




Enquanto a lei não é aprovada, os precavidos podem limpar os óculos usando lenços com álcool em gel antes do início da sessão. Existe também a opção de adquirir seus próprios óculos 3D. Os modelos disponíveis no mercado têm preços que variam entre R$ 30 e R$ 150. Alguns modelos importados podem chegar a surpreendentes R$ 1.200.



terça-feira, 28 de setembro de 2010

Tecnologia 3D causa controvérsia no mercado de TVs

Para alguns consultores, a moda é passageira; terceira dimensão não é enxergada por pessoas com problemas de visão

O filme Avatar, lançado em dezembro do ano passado em 3D, atiçou a vontade de muitos consumidores de ter a tecnologia em suas casas. O desejo foi uma ordem e algumas fabricantes de TV decidiram apostar em lançamentos com a tecnologia para este ano. Existe, no entanto, quem acredite que o 3D é passageiro e a moda não vai pegar.

Os motivos para a baixa adesão aos modelos 3D são inúmeros, segundo o setor. O preço mais elevado dos aparelhos com a tecnologia (uma TV com a tecnologia chega a custar o dobro) e a falta de capacidade de muitas pessoas não enxergarem o 3D são algumas das razões.

De acordo com fabricantes de aparelhos, 18% da população mundial não conseguem enxergar o 3D por algum problema de visão. O número é contestado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, mas a falta de visão binocular é comum entre as pessoas, afirmou o Mauro Onishi, professor da Escola Paulista de Medicina.

Segundo ele, muitos problemas, como miopia, estrabismo ou astigmatismo, podem comprometer o bom resultado do 3D. “Para uma pessoa enxergar a tecnologia, ela precisa ter a visão boa nos dois olhos. Caso contrário, ela pode sentir algumas reações negativas, como dor de cabeça e náuseas”, afirmou o professor.

A Philips é uma das companhias que afirmam que os televisores 3D não são a grande sensação do momento. A companhia planeja apenas dois lançamentos de aparelhos com a tecnologia no Brasil e suas apostas são focadas em qualidade de imagem e TVs com acesso a internet. “Trata-se de uma tecnologia transitória, por isso vamos investir em qualidade de imagem”. Os dois lançamentos 3D da companhia devem chegas às lojas em outubro.

A LG acredita na tecnologia a principal representante do segmento no Brasil. Em um dos principais sites de vendas online do País, dos 21 modelos 3D ofertados 14 são da companhia.

Por Daniela Barbosa, para iG São Paulo, em 28/09/2010, no link http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/tecnologia+3d+causa+controversia+no+mercado+de+tvs/n1237785432034.html