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terça-feira, 7 de junho de 2011

O 3D morreu? Viva o 3D?


Nas últimas duas semanas algo interessante aconteceu no mercado norte americano: o 3D como atrativo de bilheteria mostrou sinais de declínio. Sinais claros, vindos do índice de vendas de ingressos, assinalaram o que pode ser , na melhor das hipóteses, um desinteresse momentâneo e, na pior, o começo de uma curva descendente, o ciclo final de uma tendencia.

Primeiro, vamos ver o quadro geral: a venda de ingressos nos EUA, neste primeiro semestre, está em media 20% abaixo do mesmo periodo ano passado. É o ponto mais baixo de uma curva descendente que vem desde 2002, e que foi interrompida brevemente em 2009-inicio de 2010 por Avatar.

O mega-sucesso de Avatar, como se sabe, levou os nervosíssimos chefões da indústria a uma conclusão simples: o 3D é a salvação! Não apenas é o que público deseja, mas também é um modo de vender ingressos mais caros, dando um reforço na receita!

Como sempre acontece nesses casos, neste nível, ninguém discutiu a necessidade de tais filmes serem tão bons, tão envolventes e tão tecnologicamente avançados quanto Avatar.

Fast forward para o feriadão de Memorial Day, a última segunda feira de maio, que marca o início da temporada-pipoca, em geral a fase das vacas gordas para Hollywood: Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, estreia no topo, como esperado _ mas apenas 46% de sua receita vem das exibições 3D. Uma semana depois, o filme é derrubado por Se Beber Não Case 2, em 2D. Mais sete dias – este final de semana – e Kung Fu Panda 2 fez pior: apenas 45% de seus ingressos vieram de exibições 3D.

A reação em Wall Street – que é onde realmente se resolvem os destinos dos grandes estudios e das empresas que deles dependem – foi rápida: as ações de empresas do setor, como a Real 3D, despencaram vertiginosamente (11% em um dia, em um caso).

Na primeira eclosão do 3D, nos anos 1950, o entusiasmo das plateias durou exatamente três anos. Tentativas posteriores, nos anos 1970 e 80, resistiram menos tempo: um ano e meio, em media. Todas foram vitimadas pela mesma combinação de fatores: filmes vagabundos, falta de paciência com os óculos, problemas técnicos de exibição, alto custo do ingresso.

E nem assim ninguém aprendeu coisa alguma.

Existem algumas diferenças, contudo, entre as trajetórias anteriores do 3D e o que está acontecendo agora.

A primeira, e mais importante, é a força dos mercados internacionais, coisa que não existia em meados do século passado. O 3D pode estar caindo no consumo norte-americano, mas no exterior ainda é uma novidade pela qual, aparentemente, as plateias não se incomodam em pagar mais caro.

Na verdade, eu diria que todos os grandes lançamentos dos estudios, hoje, são criados, desenvolvidos e planejados visando em primeiro lugar o público fora dos EUA, de saturação mais lenta. Ou vocês acham que esses lançamentos simultâneos ou antecipados de arrasa-quarteirão são por acaso, ou apenas por conta do medo da pirataria?

O segundo elemento é o interesse na nova tecnologia por realizadores que não se alinham com o cinemão, como comentamos aqui, há pouco. A plasticidade e o poder visual da nova tecnlogia está oferecendo o que suas versões anteriores não tinham: a capacidade de ser uma real ferramenta narrativa, com resultados empolgantes e imprevisíveis.

Por Ana Maria Bahiana, em 06/06/2011, no link http://anamariabahiana.blogosfera.uol.com.br/2011/06/06/o-3d-morreu-viva-o-3d/

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Óculos 3D: saiba para onde vão os que você usa após cada sessão



Desde o lançamento de Avatar, no final de 2009, o cinema em três dimensões voltou a ser um fenômeno. A técnica, criada no século passado e agora aperfeiçoada, depende do uso de óculos especiais que possibilitam a ilusão de ótica que cativa o público. Ao chegar ao cinema, o espectador recebe os óculos na entrada. Estes podem vir embalados ou não. Ao final da sessão, devolve a um dos funcionários do local ou os deposita numa caixa. Mas, o que acontece com eles depois?



O técnico de audiovisual Adriano Rodrigues esclarece que todos os óculos que saem de uma sessão passam por um processo de esterilização após serem utilizados, não podendo ser reaproveitados de uma sessão para a outra. Ele trabalha com máquinas especializadas nesse tipo de higienização na empresa Transisom Cine Eletrônica, responsável por redes de cinema como Cinemas Unibanco e Cinematográfica Araújo. “Todo o processo é feito com luvas e com bandejas separadas para receber os óculos limpos”, explica Adriano, que destaca também que os equipamentos de limpeza já vêm inclusos na compra do pacote de exibição em 3D quando uma sala de cinema o adquire.



As lavagens duram entre 5 e 10 minutos e podem comportar três bandejas com 12 a 15 óculos cada. Todas são mergulhadas em água a 70°C e entram em contato com detergentes e bactericidas especiais. Após serem retirados, os óculos não passam por contato humano até serem entregues novamente para os usuários nas portas das salas.



Embora este seja o procedimento necessário, os cinemas não estão sujeitos a inspeções periódicas segundo a assessoria da COVISA (Coordenação de Vigilância em Saúde), responsável pela Vigilância Sanitária no município de São Paulo. Para que uma sala passe por algum tipo de fiscalização, é necessária uma denúncia ou o desenvolvimento de um programa específico, como o que ocorreu entre agosto e outubro de 2010. Na ocasião, 12 estabelecimentos pertencentes a diversos grupos cinematográficos com salas 3D da capital foram inspecionados.



A COVISA garante que, apesar da ausência de um padrão legal para a higienização de óculos 3D, reforçou junto aos representantes as medidas que devem ser tomadas para a minimização do risco de contaminação, orientando os exibidores em relação a locais de higienização, produtos utilizados, armazenamento e treinamento de funcionários.



Legislação



Desde agosto de 2010, tramita na ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) o projeto de lei nº 598, proposto pelo deputado estadual João Caramez (PSDB), que oficializa a padronização dos processos de higienização dos óculos 3D. O documento prevê que todos eles sejam “devidamente higienizados e embalados individualmente em plástico estéril com fechamento a vácuo”, algo que a maioria das redes não cumpre à risca.



O projeto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e também pela Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor, mas encontra-se parado desde 23 de fevereiro, aguardando a formação de novas comissões na Assembleia, que recebeu novos deputados após ano eleitoral. A única comissão pendente é a de Finanças e Orçamento. Em caso de aprovação, o projeto será encaminhado ao Plenário, onde será votado. A expectativa, segundo a assessoria do deputado, é que seja aprovado ainda neste semestre.



A principal motivação de Caramez para elaborar o projeto foi um surto de conjuntivite ocorrido na cidade na época da proposta. Ele também se informou sobre uma epidemia do mesmo tipo acontecida na Itália quando do lançamento de Avatar. Para o deputado, “essa é, sem dúvida, uma medida simples, mas que se não for adotada pode causar um sério problema de saúde pública”.



Fontes ligadas à ABRAPLEX (Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas) e ao Sindicato das Empresas Exibidoras no Estado de São Paulo disseram que não há um lobby contra o projeto de lei, embora a medida seja antipática para boa parte dos exibidores, que preveem aumento de gastos e produção de lixo excessiva. Ainda assim, não há uma posição em comum sobre a questão, por cada rede ter sua própria dinâmica, equipamentos e tipo de óculos.



Saúde dos olhos



Para o Dr. Cláudio Domingues de Oliveira, pós-graduado pela USP em Oftalmologia, o uso dos óculos 3D para assistir a filmes não faz mal para a visão por si só. Segundo ele, se a pessoa usar os óculos e sentir problemas durante a sessão é recomendável que procure um oftalmologista para verificar um possível problema pré-existente, que não tem relação direta com o uso do acessório.



No entanto, o médico adverte que se a pessoa desenvolve algum problema posterior de conjuntivite e esteve em contato com os óculos 3D higienizados de forma incorretamente, é grande a chance de ter adquirido o problema pelo contato. “Não há como garantir que a doença tenha vindo dos óculos, já que podemos contrair o problema pelo contato com outros equipamentos públicos, como em caixas eletrônicos, mas ainda assim é muito provável que a conjuntivite tenha sido contraída na ocasião”, afirma Oliveira.



Ele aproveita para destacar que o uso dos óculos 3D por cima de óculos de lente pode trazer desconforto para algumas pessoas. “Se a pessoa coloca duas lentes sobrepostas, são duas superfícies que refratam a luz, e como elas refratam de formas diferentes, isso pode causar alguma confusão na percepção”, esclarece o oftalmologista, que diz que em alguns casos pode haver enjoo e mal estar.




Enquanto a lei não é aprovada, os precavidos podem limpar os óculos usando lenços com álcool em gel antes do início da sessão. Existe também a opção de adquirir seus próprios óculos 3D. Os modelos disponíveis no mercado têm preços que variam entre R$ 30 e R$ 150. Alguns modelos importados podem chegar a surpreendentes R$ 1.200.



quinta-feira, 10 de junho de 2010

"3D não é um modismo", diz executivo de Hollywood

Na temporada pipoca de 2012 – entre maio e agosto, verão no hemisfério norte – todos os grandes lancamentos serão em 3D. Entre eles: novos "MIB-Homens de Preto", "Fúria de Titãs", "X-Men", "Constantine", "Godzilla", "Batman", "O Exterminador do Futuro" e "Homem Aranha", refilmagens de "O Chamado", "Hellraiser", "Duna", "Tartarugas Mutantes Ninja", "Jetsons", "20 mil Léguas Submarinas" e "Flash Gordon", relançamento de "Titanic" com visão tridimensional, e, na animação, "An African Tale" e "Paws & Wires".

A razão é muito simples: em dezembro de 2009, os lançamentos em 3D já haviam contribuído com US$ 1,3 bilhões em receita – e isso antes do lançamento mundial de "Avatar", o filme que mudou para sempre as regras do jogo em termos de 2D versus 3D. “Hoje, todo mundo tem que ter pelo menos um filme 3D em sua carteira”, diz um agente de vendas com grande experiência no mercado internacional. Recém-chegado de Cannes, onde fechou bons negócios com "Space Dogs", um longa de animação em 3D produzido na Rússia, o agente (que, como quase todos os ouvidos pelo UOL Cinema para esta matéria, preferiu se manter anônimo), o agente tem certeza de que “3D não é um modismo passageiro, não com o atual padrão de produção.” E que apenas uma coisa pode de fato comprometer a riqueza do filão: exatamente a má qualidade do acabamento. “É muito fácil colocar um adesivo '3D' em qualquer lançamento, depois de uma conversão às pressas. Mas se o mercado for invadido por esse tipo de produto, poderemos ver o esgotamento do formato e a desilusão do público.”

As empresas de conversão, contudo, não se preocupam nem um pouco com esse fator. A cada semana assistimos o anúncio de mais uma nova companhia dedicada a transformar filmes – ao vivo e de animação – em lançamentos 3D. “É uma opção acessível para quem quer participar de um mercado cada vez mais competitivo”, diz o representante de marketing de uma “casa de conversão”, termo da indústria para empresas de finalização que cria, artificialmente o look 3D (como foi o caso de "Fúria de Titãs" e , em breve "O Último Mestre do Ar"). “Estamos repensando várias decisões criativas”, diz um executivo de produção, definindo em termos os mais vagos possíveis a tensão que se apossa de todo distribuidor que tem um filme onde um look 3D poderia ser um apelo de bilheteria.

“Mais uma vez corremos o risco de matar a galinha dos ovos de ouro”, diz um alto executivo de marketing, responsável por algumas das maiores e mais bem sucedidas campanhas internacionais dos últimos anos. “O 3D é uma excelente ferramenta de marketing. O problema é que, a partir de 'Avatar', todo mundo quer entrar na brincadeira. 'Avatar' foi extraordinário em todos os sentidos. Temo por um mercado tomado por lançamentos abaixo do nível, que certamente vão desgastar o apelo do formato.”

Se o chamariz de bilheteria aguça o apetite dos departamentos de marketing e distribuição, é a liberdade criativa que serve de atrativo a realizadores tão diversos quanto James Cameron, um dos primeiros apóstolos do 3D, e Martin Scorsese, o mais recente convertido com seu projeto "Hugo Cabret", uma fantástica história infantil que se passa na Paris dos anos 1930 e que tem lançamento previsto para dezembro de 2011.

“É estimulante poder pensar em três dimensões”, diz o roteirista Neil Landau, atualmente trabalhando no longa de animação "Tadeo Jones", baseado num premiado curta espanhol. “Você tem que trabalhar desde o início sabendo que está criando para um ambiente tridimensional e pensar em ações que ocupem todo o espaço do olhar do espectador. Mas esse mesmo recurso pode ser usado de forma excessiva e gratuita, para anestesiar a platéia – muitas coisas voando em cima dos espectadores, por exemplo, é cansativo.”

Aí está, diz Landau, a diferença entre uma moda passageira – como foram as primeiras tentativas de 3D nos anos 1950 e 60 – e um bom recurso criativo. “No fim das contas, o que vale é ainda uma boa história, bons personagens e uma visão criativa. Em 'Avatar' tudo isso existia e se completava com a experiência imersiva do 3D, utilizado de um modo genial, orgânico, dentro do próprio processo criativo. Em Álice', achei supérfluo – a visão de Tim Burton por si mesma já valia a trajetória do filme. Não se pode usar o 3D para compensar por fraqueza narrativa. Temo que esse vai ser o maior risco do 3D.”

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A vez do cinema 3D

O cinema vive a febre dos filmes 3D. Antes eram apenas as animações. Algumas. Hoje, as sessões tridimensionais de determinada película ultrapassam as da chamada exibição convencional. Mas o que isso pode ter de positivo na sétima arte?

Todo avanço tecnológico é positivo. Mais ainda. Toda intenção de aumentar o poder de interação do telespectador soa como algo fora do comum, algo extraordinário. Não que não o seja. Mas as conversas das filas dos cinemas pode ser um pouco diferente.

Muito já se falou em relação a problemas com a visualização desses tipos de filmes. Imagens distorcidas, óculos inapropriados, redução na qualidade da imagem e, em alguns casos mais exagerados, até problemas com a saúde das pessoas que assistiam a esses filmes.

Um grupo de 6 pessoas que estavam atrás de mim na fila para assistir à sessão do Homem de Ferro 2 discutiam o assunto. Uma das garotas que assistiu Avatar, dizia que não enxergava nada com os óculos, mas que "achava" que o filme tinha sido bom. Outro disparava que as imagens ficavam "embaralhadas", mas que se guiava pelos comentários de outros amigos. Outro, ainda mais radical, disse que sempre ficava com dores de cabeça nessas sessões, mas como todos assistiam, ele se sentia na obrigação de assistir também.

Opiniões como essas não faltarão. E nem é o caso de diminuir a qualidade desse tipo de exibição. Fato é que novas tecnologias surgem a todo momento. Algumas muito boas, outras nem tanto. E esse caso coloca à prova algo maior, que é a exibição de filmes (ou o que quer que seja) na sala de nossas casas, já que as TVs agora já possuem o recurso 3D (alguns modelos lançados recentemente), portanto, essa "modinha" tem tudo para invadir nossos lares.

O próprio diretor Tim Burton, em post divulgado neste blog dias atrás, explicava que este é momento de os diretores brincarem com essa nova possibilidade. E, no meu ponto de vista, ganhar muito dinheiro com isso. Mas na verdade isso tudo não passa de uma brincadeira. Os custos das produção são maiores e, quando os telespectadores perceberem que o valor do ingresso não vale o produto oferecido, acredito que também haverá uma nova avaliação desta tecnologia.

Particularmente, acredito que existam outros problemas a serem resolvidos, (guardadas as devidas proporções) como a economia das legendas na cor branca das versões brasileiras que dificultam a visualização em vários momentos. A imundicie das salas de cinema. E até o controle do limite de idade para determinadas apresentações. Mas isso talvez seja tópico para um novo post. E você, o que pensa a respeito desse assunto?

P.S.: Antes que perguntem, arrisquei assistir algumas sessões 3D, mas a coisa toda não me impressionou como acontece em comerciais. Além disso, em alguns casos, a labirintite foi mais latente que a história da telona.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O 3D não vai salvar o cinema, é só uma ferramenta para brincar


Enquanto lota salas de cinema no mundo todo com sua versão 3D de “Alice no País das Maravilhas”, o americano Tim Burton terá com seu júri pelos próximos dez dias a tarefa de dar a Palma de Ouro a um filme da competição de Cannes. São filmes de autor que normalmente não conseguem nem um centésimo do público que ele conseguiu com seu último blockbuster.

“Um festival de cinema pra mim já é algo como um filme de fantasia. Não há preconceitos, vamos sentir os filmes e discuti-los racional e emocionalmente. Não estamos procurando por nada específico neles. Em vez de julgar, vamos vê-los com generosidade. Não queremos ser nove artistas com raiva (nine angry artists)”, declarou, fazendo uma brincadeira com o filme “Twelve Angry Men” (Doze Homens e uma Sentença, 1957), de Sidney Lumet.
Entre os oito artistas que lhe ajudarão na tarefa, está Benicio Del Toro, vencedor da Palma de ator em Cannes em 2008 por encarnar o guerrilheiro Che Guevara no épico “Che”. Há ainda duas atrizes: a inglesa Kate Beckingsale, a mocinha de “Pearl Harbor”; e a italiana Giovanna Mezzogiorno, que já trabalhou com Wim Wenders (“Palermo Shooting”) e Marco Bellochio (“Vincere”).

Outros três começaram a carreira como escritores e críticos de cinema: o cineasta espanhol Victor Erice, diretor do aclamado “O Espírito da Colmeia” (1973); o francês Emmanuel Carrère, autor do romance “O Adversário”, origem do filme estrelado por Daniel Auteuil; e o italiano Alberto Barbera, diretor do Museu do Cinema de Turim. Completam o time o cineasta Shekar Kapur, indiano radicado na Inglaterra, conhecido pelos filmes “Elizabeth” e “Elizabeth – A Era de Ouro”; e o compositor francês Alexandre Desplat, autor de 120 trilhas sonoras pra cinema, entre elas as de “Julie && Julia”, “Lua Nova” e “O Curioso Caso de Benjamin Button”.

Perguntado por UOL Cinema se acha que algum dia Cannes poderá ter um filme em 3D competindo pela Palma de Ouro, Burton minimizou a importância da nova tecnologia: “Quando surgiu a animação por computador, todo mundo achava que a animação manual ia acabar, mas não acabou. Não acredito nessa história de que o 3D vai salvar o cinema, o mundo ou mesmo a economia. É só mais uma ferramenta com a qual nós diretores podemos brincar”.

Ao final, foi do espanhol Victor Erice a frase mais bonita sobre o trabalho do júri: “Toda seleção de filmes é um espelho de duas faces. Uma representa o presente, a outra é uma amostra do que o cinema pode ser no futuro. Essa segunda face é certamente a mais apaixonante”.