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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

"Estamos à beira de uma revolução da mídia", diz James Cameron, sobre a produção 3D

James Cameron brinda com chineses a parceria entre a Cameron Pace Group (CPG) e empresas chinesas (8/8/2012)

O cineasta James Cameron disse nesta quarta-feira (8) que vai abrir uma joint-venture na China para fornecer tecnologia de filmagem em 3D, no mais recente movimento de Hollywood para garantir uma posição na crescente indústria de filmes do país.

As receitas com bilheteria – crescendo aos trancos e barrancos na China graças à classe média em rápida expansão – têm aberto o apetite de Hollywood, apesar das queixas sobre restrições do governo ao acesso a telas, controle de conteúdo e pirataria.

A CPG China Division, novo braço do Grupo Cameron Pace, vai oferecer aos cineastas chineses a tecnologia de câmera tridimensional, mas não estará imediatamente envolvida na produção de filmes, contou Cameron à Reuters em uma entrevista.

"Nós não vamos dizer aos cineastas chineses como fazer filmes. Nós vamos ajudá-los a fazer uma transição para a tecnologia de produção 3D da forma mais eficaz em custos quanto possível, e de uma maneira que não inibe a criatividade", disse ele.

Os filmes tridimensionais, que melhoram a percepção de profundidade por serem feitos a partir de duas perspectivas, ganharam popularidade durante a década de 2000 e tiveram um grande avanço com o sucesso de "Avatar", de Cameron, em 2009, um filme sobre alienígenas azuis que estabeleceu um recorde de bilheteria mundial de US$ 2,8 bilhões.

Cameron disse que o acordo era "enorme", embora não tenha dado detalhes sobre o montante do investimento ou a divisão do empreendimento com duas entidades estatais – a distribuidora de filmes Tianjin North Film Group e a Tianjin Hi-Tech Holding Group.

O Grupo Cameron Pace, formado há 12 anos com o guru das câmeras Vince Pace, ganhou US$ 58 milhões no ano passado com o aluguel de suas câmeras 3D para equipes de produção de filmes, vídeos de shows e transmissões esportivas.

"Nós achamos que estamos à beira de uma espécie de revolução da mídia. E certamente temos a tecnologia que permite, temos a metodologia, temos aperfeiçoado nossas habilidades."

Outros acordos com a China

 Cameron segue uma série de outros anúncios importantes de Hollywood no país asiático. O próximo "Homem de Ferro" será coproduzido na China, sob um acordo conjunto entre a Walt Disney Co, a Marvel Studios e a DMG Entertainment.

Produtores de cinema dos EUA se animaram com um acordo estudado durante a visita do vice-presidente chinês, Xi Jinping, em fevereiro aos Estados Unidos, que abriu o caminho para a importação de 14 filmes de formato premium, como IMAX ou 3-D.

Se o acordo for implementado, os filmes serão isentos da cota anual de importação da China, de 20 filmes estrangeiros por ano, uma concessão oferecida pelo governo chinês depois de perder uma disputa na Organização Mundial do Comércio sobre a distribuição de mídia em 2009.

Por Michael Martina, em 08/08/2012, no link http://cinema.uol.com.br/ultnot/reuters/2012/08/08/entrevista-cameron-abre-joint-venture-de-filme-3d-na-china.jhtm

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Homens de Preto 3 tira Os Vingadores do topo das bilheterias americanas



Foram três semanas de liderança absoluta, mas os heróis da Marvel tiveram de se render às forças alienígenas. Calma, não estamos falando que Os Vingadores foram derrotados por Loki e suas tropas, mas que MIB– Homens de Preto 3 tomou a liderança nas bilheterias americanas.

Segundo a prévia do fim de semana divulgada hoje, o filme estrelado por Will Smith fez US$56 milhões entre sexta e domingo. Já a produção da Marvel manteve bons número mas caiu para o segundo lugar, com aproximadamente US$37 milhões de arrecadação.

Ambos os números devem aumentar consideravelmente devido ao feriado americano Memorial Day, que neste ano cai na segunda-feira, criando um fim de semana prolongado por lá.

Apesar da liderança, os números de Homens de Preto 3 decepcionaram o estúdio responsável pelo filme. A produção foi orçada em US$250 milhões, quase o dobro dos gastos com filme anterior da franquia, e mesmo com os ingressos inflacionados graças aos efeitos 3D, o longa não conseguiu números mais expressivos.

Por outro lado, Os Vingadores continua a fazer história e se tornou o filme que mais rápido ultrapassou a marca dos US$500 milhões em território americano, o longa precisou de apenas 23 dias. Com os US$37 milhões deste fim de semana, o filme já soma US$513 milhões e está próximo a ultrapassar Batman – O Cavaleiro das Trevas, que faturou US$533 milhões.

Já na bilheteria mundial, o longa somou cerca de US$100 milhões ao redor do mundo e está apenas a US$33 milhões de ultrapassar Harry Potter e as Relíquias da Morte- Parte 2. Os Vingadores deve se consolidar como a terceira maior arrecadação dos cinemas, ficando atrás apenas das produções de James Cameron: Titanic e Avatar.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

... e o vento levou

Acredito que este seja, pelo menos até agora, o filme mais antigo que comento neste blog. E apesar da idade avançada, este velhinho é um monstro dos cinemas. Capaz de ainda hoje mexer com o sentimento dos seus espectadores, e agradar por sua qualidade em praticamente todas as áreas. É um fenômeno que se transformou em clássico, daqueles impossíveis de repetir.

Estou falando de um filme de 1939. Mais de 70 anos. Quando a visão do mundo, em meio ao início da Segunda Guerra Mundial era muito diferente do que temos hoje. Os filmes tinham um acabamento diferente. Os atores e atrizes eram estilosos, e muitas vezes totalmente responsáveis pelo sucesso de uma produção. E acredito que o principal destaque de E o vento levou, além de ter Clark Gable e Vivien Leigh como seus protagonistas, duas grandes estrelas do cinema, tinha como diferencial seu roteiro.

É sua história, agradável até hoje, que provoca tanto encantamento. Um filme produzido com tanto preciosismo, que apesar de ser tão detalhista, ainda aflora muita emoção em seus diálogos. É o tipo de produção que justifica a existência de clássicos. Não que seja a melhor, mas é, com certeza, um dos principais filmes feitos até a atualidade. Não existem lacunas, todos os momentos estão lá. O filme oferece paixão, ação, drama, emoção, tudo em um único pacote, encantando seu espectador de uma maneira muito especial.

Hoje em dia ele não se encaixaria nos padrões do cinema moderno. As histórias são muito mais dinâmicas e superficiais. Existem muitos elementos que garantiriam que a produção não seguisse os mesmos moldes. Imagino algo como Avatar. Cheio de efeitos especiais, principalmente para justificar a sua produção. E o vento levou não é nada disso. Ele é um estilo à parte. Seu elenco é grandioso. A qualidade técnica de suas cenas, passagens e direção, é algo inimaginável nos dias atuais. E sua história, tão bem amarrada, que eliminar alguma parte seria um pecado mortal.

O filme conta que às vésperas da Guerra Civil Americana, a voluntariosa Scarlett O´Hara (Vivien Leigh) só pensa em colecionar namorados. Mas, quando perde o homem que ama, Ashley (Leslie Howard), frustra-se e acaba se envolvendo com Rhett Butler (Clark Gable), um charmoso aventureiro disposto a tudo por uma aventura amorosa. A explosão da guerra muda a vida da garota, que perde seus luxos e passa de uma menina mimada a uma mulher forte e decidida. Para levantar a fazenda da família, arrasada pela guerra, Scarlett é capaz de tudo, passando por cima das pessoas que a cercam.

Uma produção muito diferente. Um filme que desperta tantos sentimentos, apesar de ser um veterano das telonas. O elenco é de primeira, sua qualidde técnica é superior a muitos dos filmes que se destacam na atualidade. Enfim, um filme para ser "degustado" de uma maneira muito especial. Não é um filme fácil. Sua história é longa e detalhada, por isso mesmo acaba afastando o tipo de espectador mais acostumado aos imediatismos do cinema atual. Ainda assim, uma sessão imperdível para quem aprecia o verdadeiro cinema.

Apenas uma observação, quando a Rede Globo passou o filme, o dividiu em duas partes, criando uma espécie de minissérie. Ainda lembro de levarmos a TV para o quarto, em casa, para que todos pudessem vê-lo. Isso é simplesmente fantástico!!!


FICHA TÉCNICA

Diretor: Victor Fleming
Elenco: Clark Gable, Vivien Leigh, Leslie Howard, Olivia de Havilland, Thomas Mitchell, Hattie McDaniel.
Produção: David O. Selznick
Roteiro: Sidney Howard
Fotografia: Ernest Haller, Ray Rennahan, Lee Garmes
Trilha Sonora: Max Steiner
Duração: 238 min.
Ano: 1939
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Selznick International Pictures / Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Classificação: livre

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Os 10 filmes mais pirateados de todos os tempos

A indústria do cinema fala muito no quanto perde por causa da pirataria e geralmente baseia seus números na quantidade de downloads feitos. Como se cada pessoa que baixou o filme fosse um ingresso a menos nas salas de exibição.

Não estou dizendo que a pirataria não prejudique o lucro dos estúdios ou o retorno financeiro dos filmes, mas fica difícil generalizar os números pois a lista conta com grandes sucessos.

A lista mostra quais os filmes mais baixados no BitTorrent desde 2006 utilizando dados de trackers públicos. Mesmo que não venha a abranger todos os tipos de pirataria possíveis serve como termômetro para a preferência daqueles que recorrem à Internet para pegar filmes.

10 – Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (2007)
Downloads: 14 milhões / Bilheteria mundial: US$ 963.420.425



09 – O Incrível Hulk (2008)
Downloads: 14 milhões / Bilheteria mundial: US$ 263.427.551



08 – Os Infiltrados (2006)
Downloads: 14 milhões / Bilheteria mundial: US$ 289.847.354



07 – Kick-Ass: Quebrando Tudo (2010)
Downloads: 15 milhões / Bilheteria mundial: US$ 96.188.903



06 – Star Trek (2008)
Downloads: 16 milhões / Bilheteria mundial: US$ 385.680.446



05 – Se Beber Não Case (2009)
Downloads: 17 milhões / Bilheteria mundial: US$ 467.483.912



04 – A Origem (2010)
Downloads: 18 milhões / Bilheteria mundial: US$ 825.408.570



03 – Transformers (2007)
Downloads: 19 milhões / Bilheteria mundial: US$ 709.709.780



02 – Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008)
Downloads: 19 milhões / Bilheteria mundial: US$ 1.001.921.825



01 – Avatar (2009)
Downloads: 21 milhões / Bilheteria mundial: US$ 2.782.275.172



No site Pipoca de Bits, em 13/10/2011, no link http://www.pipocadebits.com/2011/10/os-10-filmes-mais-pirateados-de-todos.html

terça-feira, 28 de junho de 2011

Lei que obriga cinemas a higienizar e embalar óculos 3D é aprovada em SP



O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) aprovou na última quarta-feira (22/6) lei que obriga os cinemas do Estado a higienizar e embalar os óculos 3D que distribuem aos espectadores. O projeto de lei foi proposto pelo deputado estadual João Caramez (PSDB) e tramitava desde agosto de 2010 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

De acordo com a nova lei, a higienização dos óculos, realizada entre as sessões, deverá obedecer às recomendações dos fabricantes. Os óculos também deverão ser embalados individualmente em plástico estéril com fechamento a vácuo após o processo. A norma só não se aplica a óculos descartáveis. Não será permitido que os cinemas passem a cobrar uma taxa adicional para os clientes.

Segundo a argumentação de Caramez, a proposta devia ser adotada para evitar potenciais riscos de contaminação e de problemas como a conjuntivite. Surtos da doença teriam ocorrido tanto aqui quanto na Itália na época de Avatar.

Antes da medida, a política de higienização era definida por cada estabelecimento. As punições para as salas que descumprirem a norma variam de multa a suspensão temporária de atividade e até cassação de licença do estabelecimento.

Todos cinemas com óculos 3D deverão conter cartaz com o seguinte informe: "Óculos higienizados nos termos da Lei Estadual nº14.472." A fiscalização ficará a cargo da Vigilância Sanitária. A lei já vigora a partir desta semana.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Óculos 3D: saiba para onde vão os que você usa após cada sessão



Desde o lançamento de Avatar, no final de 2009, o cinema em três dimensões voltou a ser um fenômeno. A técnica, criada no século passado e agora aperfeiçoada, depende do uso de óculos especiais que possibilitam a ilusão de ótica que cativa o público. Ao chegar ao cinema, o espectador recebe os óculos na entrada. Estes podem vir embalados ou não. Ao final da sessão, devolve a um dos funcionários do local ou os deposita numa caixa. Mas, o que acontece com eles depois?



O técnico de audiovisual Adriano Rodrigues esclarece que todos os óculos que saem de uma sessão passam por um processo de esterilização após serem utilizados, não podendo ser reaproveitados de uma sessão para a outra. Ele trabalha com máquinas especializadas nesse tipo de higienização na empresa Transisom Cine Eletrônica, responsável por redes de cinema como Cinemas Unibanco e Cinematográfica Araújo. “Todo o processo é feito com luvas e com bandejas separadas para receber os óculos limpos”, explica Adriano, que destaca também que os equipamentos de limpeza já vêm inclusos na compra do pacote de exibição em 3D quando uma sala de cinema o adquire.



As lavagens duram entre 5 e 10 minutos e podem comportar três bandejas com 12 a 15 óculos cada. Todas são mergulhadas em água a 70°C e entram em contato com detergentes e bactericidas especiais. Após serem retirados, os óculos não passam por contato humano até serem entregues novamente para os usuários nas portas das salas.



Embora este seja o procedimento necessário, os cinemas não estão sujeitos a inspeções periódicas segundo a assessoria da COVISA (Coordenação de Vigilância em Saúde), responsável pela Vigilância Sanitária no município de São Paulo. Para que uma sala passe por algum tipo de fiscalização, é necessária uma denúncia ou o desenvolvimento de um programa específico, como o que ocorreu entre agosto e outubro de 2010. Na ocasião, 12 estabelecimentos pertencentes a diversos grupos cinematográficos com salas 3D da capital foram inspecionados.



A COVISA garante que, apesar da ausência de um padrão legal para a higienização de óculos 3D, reforçou junto aos representantes as medidas que devem ser tomadas para a minimização do risco de contaminação, orientando os exibidores em relação a locais de higienização, produtos utilizados, armazenamento e treinamento de funcionários.



Legislação



Desde agosto de 2010, tramita na ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) o projeto de lei nº 598, proposto pelo deputado estadual João Caramez (PSDB), que oficializa a padronização dos processos de higienização dos óculos 3D. O documento prevê que todos eles sejam “devidamente higienizados e embalados individualmente em plástico estéril com fechamento a vácuo”, algo que a maioria das redes não cumpre à risca.



O projeto já foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e também pela Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor, mas encontra-se parado desde 23 de fevereiro, aguardando a formação de novas comissões na Assembleia, que recebeu novos deputados após ano eleitoral. A única comissão pendente é a de Finanças e Orçamento. Em caso de aprovação, o projeto será encaminhado ao Plenário, onde será votado. A expectativa, segundo a assessoria do deputado, é que seja aprovado ainda neste semestre.



A principal motivação de Caramez para elaborar o projeto foi um surto de conjuntivite ocorrido na cidade na época da proposta. Ele também se informou sobre uma epidemia do mesmo tipo acontecida na Itália quando do lançamento de Avatar. Para o deputado, “essa é, sem dúvida, uma medida simples, mas que se não for adotada pode causar um sério problema de saúde pública”.



Fontes ligadas à ABRAPLEX (Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas) e ao Sindicato das Empresas Exibidoras no Estado de São Paulo disseram que não há um lobby contra o projeto de lei, embora a medida seja antipática para boa parte dos exibidores, que preveem aumento de gastos e produção de lixo excessiva. Ainda assim, não há uma posição em comum sobre a questão, por cada rede ter sua própria dinâmica, equipamentos e tipo de óculos.



Saúde dos olhos



Para o Dr. Cláudio Domingues de Oliveira, pós-graduado pela USP em Oftalmologia, o uso dos óculos 3D para assistir a filmes não faz mal para a visão por si só. Segundo ele, se a pessoa usar os óculos e sentir problemas durante a sessão é recomendável que procure um oftalmologista para verificar um possível problema pré-existente, que não tem relação direta com o uso do acessório.



No entanto, o médico adverte que se a pessoa desenvolve algum problema posterior de conjuntivite e esteve em contato com os óculos 3D higienizados de forma incorretamente, é grande a chance de ter adquirido o problema pelo contato. “Não há como garantir que a doença tenha vindo dos óculos, já que podemos contrair o problema pelo contato com outros equipamentos públicos, como em caixas eletrônicos, mas ainda assim é muito provável que a conjuntivite tenha sido contraída na ocasião”, afirma Oliveira.



Ele aproveita para destacar que o uso dos óculos 3D por cima de óculos de lente pode trazer desconforto para algumas pessoas. “Se a pessoa coloca duas lentes sobrepostas, são duas superfícies que refratam a luz, e como elas refratam de formas diferentes, isso pode causar alguma confusão na percepção”, esclarece o oftalmologista, que diz que em alguns casos pode haver enjoo e mal estar.




Enquanto a lei não é aprovada, os precavidos podem limpar os óculos usando lenços com álcool em gel antes do início da sessão. Existe também a opção de adquirir seus próprios óculos 3D. Os modelos disponíveis no mercado têm preços que variam entre R$ 30 e R$ 150. Alguns modelos importados podem chegar a surpreendentes R$ 1.200.



sexta-feira, 1 de abril de 2011

Para o mestre com carinho



O Último Mestre do Ar é um daqueles filmes que foi buscar inspiração no desenho animado. Isso não quer dizer que o filme é ruim, mas para aqueles que não conhecem a série, a luta entre as nações do fogo, água, terra e ar, pode se tornar um tanto confusa.


A verdade é que o filme explora bem efeitos especiais e efeitos de "embelezamento" das locações. O resultado disso é um filme bonito e com cenas com um cuidado plástico espetacular. No entanto, é na força do seu elenco e na trama que o filme deixa a desejar.


O elenco jovem não convence, e a história deixa algumas passagens de fora, deixando de fora também o espectador. O resultado disso é um filme bonito mas cansativo, previsível e, aparentemente, prediminantemente voltado ao público infanto juvenil.


Para essa galerinha que é fã da série, tudo faz sentido e até as lutas sem uma única gota de sangue, ou o estranho desaparecimento de lagartos gigantes no meio de uma grande batalha não reduzem a qualidade da produção. Não que eu faça questão do sangue, mas ainda gostaria de saber o que aconteceu com os animais, que poderiam ser cruciais na batalha...


No filme, quatro nações (Ar, Água, Terra e Fogo) unidas pelo destino quando a Nação do Fogo inicia uma guerra brutal com as outras. Um século se passou sem qualquer esperança em vista de uma mudança neste caminho de destruição. No fogo cruzado entre o combate e a coragem, Aang (Noah Ringer) descobre que é o Avatar, o único com o poder de manipular todos os quatro elementos. Aang reúne-se com Katara (Nicola Peltz), uma dobradora de água, e seu irmão Sokka (Jackson Rathbone), para restaurar o equilíbrio do seu mundo em guerra.


Um filme leve, com uma bela fotografia e bons efeitos visuais. No mais, a trama não parece querer criar muito apego, assim como os seus personagens. Se você é fã da série, não pode perder. Também pode ser uma boa pedida para a criançada, mas se você quer um filme mais "cabeça", talvez não seja uma boa pedida. Pra assistir, mas não considero um filme imperdível.


FICHA TÉCNICA


Diretor: M. Night Shyamalan


Elenco: Jackson Rathbone, Dev Patel, Nicola Peltz, Cliff Curtis, Jessica Andres, Noah Ringer, Seychelle Gabriel, Shaun Toub, Aasif Mandvi.


Produção: Scott Aversano, Frank Marshall, Sam Mercer, M. Night Shyamalan


Roteiro: M. Night Shymalan


Fotografia: Andrew Lesnie


Trilha Sonora: James Newton Howard


Duração: 103 min. Ano: 2010


País: EUA


Gênero: Aventura


Cor: Colorido


Distribuidora: Paramount Pictures Brasil


Estúdio: Paramount Pictures / Nickelodeon Movies


Classificação: 10 anos

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Cinemas brasileiros venderam 137 milhões de ingressos em 2010


Foram divulgados nesta terça-feira os números totais de arrecadação nos cinemas brasileiros em 2010. Segundo levantamento do Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematográficas do Rio de Janeiro, o público total no ano passado foi de 137 milhões. Na comparação com 2009, o crescimento foi de 22%. A arrecadação foi de R$ R$ 1,278 bilhão, um aumento de 32% em relação ao ano anterior.

Um fator importante para o aumento da arrecadação foi o maior número de salas 3D, que têm ingressos mais caros. O Brasil passou de 96 salas em 2009 para 277 em 2010. O público de filmes 3D representou 20% da bilheteria e 13% do público total. O resultado é ainda mais expressivo se considerarmos que foram exibidos apenas 21 títulos em 3D, contra mais de 300 filmes no formato convencional.
“Tivemos um ano muito positivo, porém mantivemos o ritmo de crescimento de 2009. Já o número de salas cresceu apenas 6%, ou seja, não acompanhou o crescimento do mercado", diz o presidente do Sindicato, Jorge Peregrino. O cinema nacional, motivado por sucessos como “Tropa de Elite 2”, "Nosso Lar" e "Chico Xavier", correspondeu a 19% do público total, com um crescimento de 4,7%.

O longa-metragem mais assistido do ano foi “Tropa de Elite 2” com mais de 11 milhões de espectadores, seguido por “Shrek Para Sempre”, “Avatar” (apesar de lançado em 2009, teve boa parte de seu público em 2010), “Eclipse”, “Alvin e os Esquilos 2”, “Harry Potter 7 - parte 1”, “Toy Story 3”, “Alice No País das Maravilhas”, “Nosso Lar” e “Chico Xavier”.
Fonte: Ig São Paulo - 18/01/2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Total de 2010 confirma recorde para cinema brasileiro


Público aumentou 60% e renda, 71% em relação a 2009; bilheteria geral também teve avanço e salas 3D quase triplicaram

O cinema brasileiro teve um desempenho histórico em 2010. De acordo com o portal especializado Filme B, o público para filmes nacionais teve aumento de 60% em comparação a 2009, pulando para 25,5 milhões de espectadores, o maior da retomada. A bilheteria alcançou expansão ainda maior: 71%, total de R$ 225 milhões.

Três longas produzidos no país entraram no Top 10 do ano – o recordista "Tropa de Elite 2" na primeira posição, "Nosso Lar" e "Chico Xavier". Com isso, a particação do cinema nacional no mercado foi de 19%, o segundo melhor índice da década, ficando atrás somente de 2003 (22%).

Apesar de apresentar queda de público de 12,6% em dezembro – o único mês em que isso aconteceu –, o ano foi de comemoração para o circuito exibidor. No total, foram 134,8 milhões de ingressos vendidos (+20%) e bilheteria de R$ 1,26 bilhão (+30%).
A explosão de salas com tecnologia 3D está relacionada a esse desempenho. O total de cinemas aparelhados saltou de 97 em janeiro para 262 em dezembro, aumento de 150%. A expansão só não foi maior pela falta de equipamentos disponíveis no mercado. A multiplicação de salas teve reflexo no faturamento, já que os ingressos são mais caros do que nas salas convencionais: R$ 244 milhões, alta de 230%.
Veja abaixo a lista dos 10 filmes campeões de bilheteria no Brasil em 2010:
1. "Tropa de Elite" – renda: R$ 102,5 milhões; público: 11,01 milhões
2. "Avatar" – renda: R$ 72,8 milhões; público: 5,98 milhões
3. "Shrek para Sempre" – renda: R$ 70,4 milhões; público: 7,36 milhões
4. "Saga Crepúsculo: Eclipe" – renda: R$ 53,8 milhões; público: 6,23 milhões
5. "Alice no País das Maravilhas" – renda: R$ 47,9 milhões; público: 4,34 milhões
6. "Toy Story 3" – renda: R$ 42,2 milhões; público: 4,34 milhões
7. "Alvin e os Esquilos 2" – renda: R$ 38,8 milhões; público: 5,15 milhões
8. "Harry Potter e Relíquias da Morte - Parte 1" – renda: R$ 37,6 milhões; público: 4,41 milhões
9. "Nosso Lar" – renda: R$ 36,1 milhões; público: 4,05 milhões
10. "Chico Xavier" – renda: R$ 30,3 milhões; público: 3,41 milhões

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Tecnologia 3D causa controvérsia no mercado de TVs

Para alguns consultores, a moda é passageira; terceira dimensão não é enxergada por pessoas com problemas de visão

O filme Avatar, lançado em dezembro do ano passado em 3D, atiçou a vontade de muitos consumidores de ter a tecnologia em suas casas. O desejo foi uma ordem e algumas fabricantes de TV decidiram apostar em lançamentos com a tecnologia para este ano. Existe, no entanto, quem acredite que o 3D é passageiro e a moda não vai pegar.

Os motivos para a baixa adesão aos modelos 3D são inúmeros, segundo o setor. O preço mais elevado dos aparelhos com a tecnologia (uma TV com a tecnologia chega a custar o dobro) e a falta de capacidade de muitas pessoas não enxergarem o 3D são algumas das razões.

De acordo com fabricantes de aparelhos, 18% da população mundial não conseguem enxergar o 3D por algum problema de visão. O número é contestado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, mas a falta de visão binocular é comum entre as pessoas, afirmou o Mauro Onishi, professor da Escola Paulista de Medicina.

Segundo ele, muitos problemas, como miopia, estrabismo ou astigmatismo, podem comprometer o bom resultado do 3D. “Para uma pessoa enxergar a tecnologia, ela precisa ter a visão boa nos dois olhos. Caso contrário, ela pode sentir algumas reações negativas, como dor de cabeça e náuseas”, afirmou o professor.

A Philips é uma das companhias que afirmam que os televisores 3D não são a grande sensação do momento. A companhia planeja apenas dois lançamentos de aparelhos com a tecnologia no Brasil e suas apostas são focadas em qualidade de imagem e TVs com acesso a internet. “Trata-se de uma tecnologia transitória, por isso vamos investir em qualidade de imagem”. Os dois lançamentos 3D da companhia devem chegas às lojas em outubro.

A LG acredita na tecnologia a principal representante do segmento no Brasil. Em um dos principais sites de vendas online do País, dos 21 modelos 3D ofertados 14 são da companhia.

Por Daniela Barbosa, para iG São Paulo, em 28/09/2010, no link http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/tecnologia+3d+causa+controversia+no+mercado+de+tvs/n1237785432034.html

quinta-feira, 10 de junho de 2010

"3D não é um modismo", diz executivo de Hollywood

Na temporada pipoca de 2012 – entre maio e agosto, verão no hemisfério norte – todos os grandes lancamentos serão em 3D. Entre eles: novos "MIB-Homens de Preto", "Fúria de Titãs", "X-Men", "Constantine", "Godzilla", "Batman", "O Exterminador do Futuro" e "Homem Aranha", refilmagens de "O Chamado", "Hellraiser", "Duna", "Tartarugas Mutantes Ninja", "Jetsons", "20 mil Léguas Submarinas" e "Flash Gordon", relançamento de "Titanic" com visão tridimensional, e, na animação, "An African Tale" e "Paws & Wires".

A razão é muito simples: em dezembro de 2009, os lançamentos em 3D já haviam contribuído com US$ 1,3 bilhões em receita – e isso antes do lançamento mundial de "Avatar", o filme que mudou para sempre as regras do jogo em termos de 2D versus 3D. “Hoje, todo mundo tem que ter pelo menos um filme 3D em sua carteira”, diz um agente de vendas com grande experiência no mercado internacional. Recém-chegado de Cannes, onde fechou bons negócios com "Space Dogs", um longa de animação em 3D produzido na Rússia, o agente (que, como quase todos os ouvidos pelo UOL Cinema para esta matéria, preferiu se manter anônimo), o agente tem certeza de que “3D não é um modismo passageiro, não com o atual padrão de produção.” E que apenas uma coisa pode de fato comprometer a riqueza do filão: exatamente a má qualidade do acabamento. “É muito fácil colocar um adesivo '3D' em qualquer lançamento, depois de uma conversão às pressas. Mas se o mercado for invadido por esse tipo de produto, poderemos ver o esgotamento do formato e a desilusão do público.”

As empresas de conversão, contudo, não se preocupam nem um pouco com esse fator. A cada semana assistimos o anúncio de mais uma nova companhia dedicada a transformar filmes – ao vivo e de animação – em lançamentos 3D. “É uma opção acessível para quem quer participar de um mercado cada vez mais competitivo”, diz o representante de marketing de uma “casa de conversão”, termo da indústria para empresas de finalização que cria, artificialmente o look 3D (como foi o caso de "Fúria de Titãs" e , em breve "O Último Mestre do Ar"). “Estamos repensando várias decisões criativas”, diz um executivo de produção, definindo em termos os mais vagos possíveis a tensão que se apossa de todo distribuidor que tem um filme onde um look 3D poderia ser um apelo de bilheteria.

“Mais uma vez corremos o risco de matar a galinha dos ovos de ouro”, diz um alto executivo de marketing, responsável por algumas das maiores e mais bem sucedidas campanhas internacionais dos últimos anos. “O 3D é uma excelente ferramenta de marketing. O problema é que, a partir de 'Avatar', todo mundo quer entrar na brincadeira. 'Avatar' foi extraordinário em todos os sentidos. Temo por um mercado tomado por lançamentos abaixo do nível, que certamente vão desgastar o apelo do formato.”

Se o chamariz de bilheteria aguça o apetite dos departamentos de marketing e distribuição, é a liberdade criativa que serve de atrativo a realizadores tão diversos quanto James Cameron, um dos primeiros apóstolos do 3D, e Martin Scorsese, o mais recente convertido com seu projeto "Hugo Cabret", uma fantástica história infantil que se passa na Paris dos anos 1930 e que tem lançamento previsto para dezembro de 2011.

“É estimulante poder pensar em três dimensões”, diz o roteirista Neil Landau, atualmente trabalhando no longa de animação "Tadeo Jones", baseado num premiado curta espanhol. “Você tem que trabalhar desde o início sabendo que está criando para um ambiente tridimensional e pensar em ações que ocupem todo o espaço do olhar do espectador. Mas esse mesmo recurso pode ser usado de forma excessiva e gratuita, para anestesiar a platéia – muitas coisas voando em cima dos espectadores, por exemplo, é cansativo.”

Aí está, diz Landau, a diferença entre uma moda passageira – como foram as primeiras tentativas de 3D nos anos 1950 e 60 – e um bom recurso criativo. “No fim das contas, o que vale é ainda uma boa história, bons personagens e uma visão criativa. Em 'Avatar' tudo isso existia e se completava com a experiência imersiva do 3D, utilizado de um modo genial, orgânico, dentro do próprio processo criativo. Em Álice', achei supérfluo – a visão de Tim Burton por si mesma já valia a trajetória do filme. Não se pode usar o 3D para compensar por fraqueza narrativa. Temo que esse vai ser o maior risco do 3D.”

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A vez do cinema 3D

O cinema vive a febre dos filmes 3D. Antes eram apenas as animações. Algumas. Hoje, as sessões tridimensionais de determinada película ultrapassam as da chamada exibição convencional. Mas o que isso pode ter de positivo na sétima arte?

Todo avanço tecnológico é positivo. Mais ainda. Toda intenção de aumentar o poder de interação do telespectador soa como algo fora do comum, algo extraordinário. Não que não o seja. Mas as conversas das filas dos cinemas pode ser um pouco diferente.

Muito já se falou em relação a problemas com a visualização desses tipos de filmes. Imagens distorcidas, óculos inapropriados, redução na qualidade da imagem e, em alguns casos mais exagerados, até problemas com a saúde das pessoas que assistiam a esses filmes.

Um grupo de 6 pessoas que estavam atrás de mim na fila para assistir à sessão do Homem de Ferro 2 discutiam o assunto. Uma das garotas que assistiu Avatar, dizia que não enxergava nada com os óculos, mas que "achava" que o filme tinha sido bom. Outro disparava que as imagens ficavam "embaralhadas", mas que se guiava pelos comentários de outros amigos. Outro, ainda mais radical, disse que sempre ficava com dores de cabeça nessas sessões, mas como todos assistiam, ele se sentia na obrigação de assistir também.

Opiniões como essas não faltarão. E nem é o caso de diminuir a qualidade desse tipo de exibição. Fato é que novas tecnologias surgem a todo momento. Algumas muito boas, outras nem tanto. E esse caso coloca à prova algo maior, que é a exibição de filmes (ou o que quer que seja) na sala de nossas casas, já que as TVs agora já possuem o recurso 3D (alguns modelos lançados recentemente), portanto, essa "modinha" tem tudo para invadir nossos lares.

O próprio diretor Tim Burton, em post divulgado neste blog dias atrás, explicava que este é momento de os diretores brincarem com essa nova possibilidade. E, no meu ponto de vista, ganhar muito dinheiro com isso. Mas na verdade isso tudo não passa de uma brincadeira. Os custos das produção são maiores e, quando os telespectadores perceberem que o valor do ingresso não vale o produto oferecido, acredito que também haverá uma nova avaliação desta tecnologia.

Particularmente, acredito que existam outros problemas a serem resolvidos, (guardadas as devidas proporções) como a economia das legendas na cor branca das versões brasileiras que dificultam a visualização em vários momentos. A imundicie das salas de cinema. E até o controle do limite de idade para determinadas apresentações. Mas isso talvez seja tópico para um novo post. E você, o que pensa a respeito desse assunto?

P.S.: Antes que perguntem, arrisquei assistir algumas sessões 3D, mas a coisa toda não me impressionou como acontece em comerciais. Além disso, em alguns casos, a labirintite foi mais latente que a história da telona.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Avatando...


Creio que muito já foi falado a respeito do filme Avatar, do diretor James Cameron. Algumas acusações de plágio rolaram, e até o Oscar passou. Era favorito pra desbancar muitos filmes classificados como clássicos, mas para a surpresa de todos (será?), as coisas não foram muito bem para a película repleta de efeitos especiais.

Nada contra. De verdade. Adorei o filme. Acho que a combinação de efeitos especiais e ação ficou muito boa. O elenco até funcionou bem. Os vilões são maus de verdade, e os mocinhos... enfim... fazem com que a torcida fique ao lado deles.

Mas alguma coisa ficou presa ao céu da boca, e não foi a casquinha do milho da pipoca.

Se você desmantelar o filme, retirando efeitos especiais, cenários de tirar o fôlego, sobra um roteiro de ação, com uma mensagem moral que permeia muitas outras produções.

Não que isso não seja suficiente para produzir um excelente filme. O que questiono por aqui, é justamente os excessivos elogios, que fazem o filme parecer algo fora do comum. Ele realmente reúne e utiliza recursos inéditos, transformando a história em um bom filme, mas não o avalio como sendo um filme fora do comum. E você leitor, o que acha? Mande a sua opinião.