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terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Paramount focará no digital e não irá mais produzir filmes em película
A Paramount, um dos estúdios de cinema mais importantes de Hollywood, irá parar de produzir filmes em película. A partir de 2014, a empresa trabalhará apenas com o formato digital. De acordo com o portal Filme B, 92% das salas de cinema dos Estados Unidos são digitais.
No Brasil, esta porcentagem cai para 45%, o que pode levar a problemas de distribuição em um futuro próximo, principalmente quando se trata de blockbusters, cuja distribuição vai além dos centros urbanos. Só para citar alguns exemplos, filmes como Homem de Ferro, Missão Impossível e Titanic são da Paramount.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Globo de Ouro perde prestígio e influencia menos na corrida pelo Oscar
A expressão de espanto de Ben Affleck quando foi anunciado como o vencedor do Globo de Ouro de melhor diretor rapidamente se transformou em felicidade pela vitória. O galã provavelmente não acreditava que sairia da festa com o prêmio depois de ter sido esnobado pelo Oscar. Seu trabalho à frente de “Argo”, um dos filmes mais elogiados do ano, sequer é finalista na categoria de direção, embora o longa tenha recebido sete indicações.
Os resultados de 2013 parecem apontar que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, a dona do Oscar, e Associação de Imprensa Estrangeira nos Estados Unidos, a mãe do Globo de Ouro, que sempre foi considerado uma prévia do prêmio da Academia, caminham por estradas cada vez mais diferentes. Apenas dois cineastas concorrem na categoria de direção nas duas premiações: Steven Spielberg e Ang Lee.
“Argo” ainda foi eleito como melhor filme dramático pelo Globo de Ouro. Em outras épocas, ele seria o franco favorito para o Oscar de melhor filme, mas se o resultado se repetir na festa da Academia, será a primeira vez em 23 anos que um filme ganha o prêmio principal sem ter o diretor indicado. Em toda a história do Oscar, isso só aconteceu três vezes: com “Asas” (1927), de William Wellman, “Grande Hotel” (1932), de Edmund Goulding, e “Conduzindo Miss Daisy” (1989), de Bruce Beresford.
Durante muito tempo, a vitória no Globo de Ouro era uma espécie de carimbo para o prêmio da Academia. Os produtores de filmes como “Ben-Hur”, “A Noviça Rebelde”, “Um Estranho no Ninho”, “Laços de Ternura” e “Titanic” passaram pelo palco do prêmio dos jornalistas estrangeiros antes de receber o Oscar. Dos 69 anos em que os prêmios coexistem, os vencedores se repetiram 45 vezes. Número que só não é maior porque, nos últimos dez anos, a Academia resolveu ignorar o resultado do Globo de Ouro.
Dos dez últimos vencedores do Oscar de melhor filme, apenas quatro levaram o prêmio dos jornalistas estrangeiros: “Chicago”, “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”, “Quem Quer Ser um Milionário?” e “O Artista”. E isso porque, teoricamente, o Globo de Ouro tem duas chances de “adivinhar” o ganhador do Oscar, já que premia os filmes em duas categorias separadas: melhor filme dramático e melhor comédia ou musical.
E quando acontecem os desencontros, eles mostram que as duas premiações seguem lados praticamente opostos. O melodrama “O Segredo de Brokeback Mountain” ganhou o Globo de Ouro em 2006, ano em que a Academia elegeu o urbano “Crash”. Em 2008, foi a vez do drama de época, “Desejo e Reparação”, levar o Globo de Ouro, enquanto o Oscar preferiu o independente “Onde os Fracos Não Têm Vez”. Já em 2011, o moderninho “A Rede Social” ficou com o prêmio dos jornalistas, enquanto os acadêmicos escolheram o tradicional “O Discurso do Rei”.
De uns tempos para cá, a Associação da Imprensa Estrangeira tem demonstrado uma preocupação com o show televisivo que é a festa de entrega dos prêmios. Quantos mais astros e estrelas no palco e na plateia, melhor. Um caso clássico é o de Sharon Stone, que venceu o Globo de Ouro por “Cassino”, única vez em que concorreu ao Oscar, mas recebeu ao todo quatro indicações. Duas delas por filmes que caíram no esquecimento ou que ninguém chegou a ver, “Sempre Amigos” e “A Musa”. Tom Cruise nunca ganhou um Oscar, mas tem três indicações. O prêmio dos jornalistas ele já levou três vezes (de um total de nove candidaturas).
A manutenção de duas categorias (drama e comédia) para atores e atrizes protagonistas garante que haja 30 intérpretes indicados a cada ano, em vez dos 20 nos quatro quesitos de atuação no Oscar. Por causa de opções como esta, Meryl Streep, que ganhou 3 e foi indicada 17 vezes ao Oscar, já levou 7 Globos de Ouro e foi finalista 25 vezes (sem contar os prêmios de TV). Leonardo Di Caprio, indicado neste ano, já concorreu 9 vezes ao Globo de Ouro e ganhou numa delas, mas tem apenas 3 indicações ao Oscar.
Essa preocupação com a presença de estrelas ajuda a decifrar algumas vitórias na edição 2013 do Globo de Ouro. Na categoria de roteiro, “Lincoln” e “Argo” eram favoritos, com “O Lado Bom da Vida” correndo por fora, mas o vencedor foi “Django Livre”. Curiosamente, Quentin Tarantino era o único “astro” entre os indicados. Bradley Cooper, elogiadíssimo, era o preferido nas apostas para ator em comédia ou musical, mas ter Hugh Jackman, de “Os Miseráveis”, no palco foi irresistível para o Globo de Ouro.
Diante do choque entre os dois prêmios, o que podemos esperar que aconteça na noite de entrega do Oscar?
Filme -- “Argo” ganhou o Globo de Ouro de filme dramático. “Os Miseráveis” foi eleito na categoria comédia ou musical. Os dois longa concorrem, mas nenhum tem o diretor indicado ao Oscar, o que enfraquece suas candidaturas. Será que isso vai beneficiar “Lincoln”, de Steven Spielberg?
Diretor -- Ben Affleck ganhou o Globo de Ouro e sequer é finalista para o Oscar. Pela lógica da popularidade, Spielberg já ganhou.
Daniel Day-Lewis, ganhador do Globo de Ouro de melhor ator de drama por "Lincoln", é o favorito ao Oscar de melhor ator
Ator -- Daniel Day-Lewis (“Lincoln”), repetindo toda a temporada de prêmios, foi o melhor ator dramático. Parece imbatível.
Atriz -- Jessica Chastain (“A Hora Mais Escura”) e Jennifer Lawrence (“O Lado Bom da Vida”) ganharam o Globo de Ouro. Seriam as favoritas, mas o Oscar indicou Emmanuelle Riva, de “Amor”. Só duas atrizes estrangeiras ganharam o Oscar falando seus idiomas nativos, Sophia Loren e Marion Cotillard, mas será que a Academia vai resistir a uma velhinha de 86 anos, lenda viva do cinema, por um filme que teve surpreendentes 5 indicações?
Ator Coadjuvante -- Christoph Waltz (“Django Livre”) levou o Globo de Ouro, mas taí uma categoria em que qualquer um (Philip Seymour Hoffman, Robert De Niro, Alan Arkin e Tommy Lee Jones) tem chance de ganhar. Todos já levaram pelo menos um Oscar.
Atriz Coadjuvante -- Anne Hathaway (“Os Miseráveis”), outra aposta pop do Globo de Ouro, mas esta parece ser mesmo a favorita ao Oscar.
Resta aguardar as especulações e o lobby que vão correr soltos nos próximos dias e terão influência decisiva nos votos dos integrantes da Academia. A única certeza na festa deste ano é que esse “racha” com o Globo de Ouro deixou a festa do Oscar menos previsível e, como o que interessa em Hollywood é o espetáculo, a noite do dia 24 de fevereiro promete muito mais surpresas do que nos últimos anos.
Por Chico Fireman, em 16/01/2013, no link http://cinema.uol.com.br/ultnot/2013/01/16/globo-de-ouro-perde-prestigio-e-influencia-menos-na-corrida-pelo-oscar.jhtm
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
"Estamos à beira de uma revolução da mídia", diz James Cameron, sobre a produção 3D
O cineasta James Cameron disse nesta quarta-feira (8) que vai abrir uma joint-venture na China para fornecer tecnologia de filmagem em 3D, no mais recente movimento de Hollywood para garantir uma posição na crescente indústria de filmes do país.
As receitas com bilheteria – crescendo aos trancos e barrancos na China graças à classe média em rápida expansão – têm aberto o apetite de Hollywood, apesar das queixas sobre restrições do governo ao acesso a telas, controle de conteúdo e pirataria.
A CPG China Division, novo braço do Grupo Cameron Pace, vai oferecer aos cineastas chineses a tecnologia de câmera tridimensional, mas não estará imediatamente envolvida na produção de filmes, contou Cameron à Reuters em uma entrevista.
"Nós não vamos dizer aos cineastas chineses como fazer filmes. Nós vamos ajudá-los a fazer uma transição para a tecnologia de produção 3D da forma mais eficaz em custos quanto possível, e de uma maneira que não inibe a criatividade", disse ele.
Os filmes tridimensionais, que melhoram a percepção de profundidade por serem feitos a partir de duas perspectivas, ganharam popularidade durante a década de 2000 e tiveram um grande avanço com o sucesso de "Avatar", de Cameron, em 2009, um filme sobre alienígenas azuis que estabeleceu um recorde de bilheteria mundial de US$ 2,8 bilhões.
Cameron disse que o acordo era "enorme", embora não tenha dado detalhes sobre o montante do investimento ou a divisão do empreendimento com duas entidades estatais – a distribuidora de filmes Tianjin North Film Group e a Tianjin Hi-Tech Holding Group.
O Grupo Cameron Pace, formado há 12 anos com o guru das câmeras Vince Pace, ganhou US$ 58 milhões no ano passado com o aluguel de suas câmeras 3D para equipes de produção de filmes, vídeos de shows e transmissões esportivas.
"Nós achamos que estamos à beira de uma espécie de revolução da mídia. E certamente temos a tecnologia que permite, temos a metodologia, temos aperfeiçoado nossas habilidades."
Outros acordos com a China
Cameron segue uma série de outros anúncios importantes de Hollywood no país asiático. O próximo "Homem de Ferro" será coproduzido na China, sob um acordo conjunto entre a Walt Disney Co, a Marvel Studios e a DMG Entertainment.
Produtores de cinema dos EUA se animaram com um acordo estudado durante a visita do vice-presidente chinês, Xi Jinping, em fevereiro aos Estados Unidos, que abriu o caminho para a importação de 14 filmes de formato premium, como IMAX ou 3-D.
Se o acordo for implementado, os filmes serão isentos da cota anual de importação da China, de 20 filmes estrangeiros por ano, uma concessão oferecida pelo governo chinês depois de perder uma disputa na Organização Mundial do Comércio sobre a distribuição de mídia em 2009.
Por Michael Martina, em 08/08/2012, no link http://cinema.uol.com.br/ultnot/reuters/2012/08/08/entrevista-cameron-abre-joint-venture-de-filme-3d-na-china.jhtm
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
Homens de Preto 3 tira Os Vingadores do topo das bilheterias americanas
Foram três semanas de liderança absoluta, mas os heróis da Marvel tiveram de se render às forças alienígenas. Calma, não estamos falando que Os Vingadores foram derrotados por Loki e suas tropas, mas que MIB– Homens de Preto 3 tomou a liderança nas bilheterias americanas.
Segundo a prévia do fim de semana divulgada hoje, o filme estrelado por Will Smith fez US$56 milhões entre sexta e domingo. Já a produção da Marvel manteve bons número mas caiu para o segundo lugar, com aproximadamente US$37 milhões de arrecadação.
Ambos os números devem aumentar consideravelmente devido ao feriado americano Memorial Day, que neste ano cai na segunda-feira, criando um fim de semana prolongado por lá.
Apesar da liderança, os números de Homens de Preto 3 decepcionaram o estúdio responsável pelo filme. A produção foi orçada em US$250 milhões, quase o dobro dos gastos com filme anterior da franquia, e mesmo com os ingressos inflacionados graças aos efeitos 3D, o longa não conseguiu números mais expressivos.
Por outro lado, Os Vingadores continua a fazer história e se tornou o filme que mais rápido ultrapassou a marca dos US$500 milhões em território americano, o longa precisou de apenas 23 dias. Com os US$37 milhões deste fim de semana, o filme já soma US$513 milhões e está próximo a ultrapassar Batman – O Cavaleiro das Trevas, que faturou US$533 milhões.
Já na bilheteria mundial, o longa somou cerca de US$100 milhões ao redor do mundo e está apenas a US$33 milhões de ultrapassar Harry Potter e as Relíquias da Morte- Parte 2. Os Vingadores deve se consolidar como a terceira maior arrecadação dos cinemas, ficando atrás apenas das produções de James Cameron: Titanic e Avatar.
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