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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Na briga com a Netflix, Amazon faz acordo com HBO para exibir séries

A Amazon aumentou a disputa com o Netflix pela supremacia no streaming de vídeos pela internet nos Estados Unidos ao assinar um acordo com a HBO para ter acesso a alguns de seus programas mais populares, como "Os Sopranos", "A Sete Palmos" e The Wire".

Os programas estarão disponíveis para clientes norte-americanos dos serviço Prime Instant Video. A Netflix, que na semana passada anunciou que estava perto de atingir a marca de 50 milhões de assinantes em todo o mundo, é o líder em vídeo por streaming, mas a Amazon tem investido pesado em programas originais e na compra de conteúdo para atrair mais consumidores.

O Morgan Stanley estima que os programas da HBO possam custar de US$ 200 milhões a US$ 250 milhões à Amazon. Analistas da Bernstein Research, por sua vez, dizem que o investimento da Amazon em conteúdo para streaming chegue a US$ 2 bilhões neste ano.

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terça-feira, 22 de abril de 2014

Netflix deve aumentar preços para novos assinantes


A Netflix anunciou nesta segunda-feira, 21, seus resultados trimestrais com uma surpresa: um aumento de preço de seu serviço de streaming de filmes e séries. A empresa não detalhou se serão todos os países que receberão o reajuste, no entanto.

Mas calma, você que já é assinante. Segundo a Netflix, a princípio o aumento não deve afetar quem já tem uma assinatura. Apenas os novos usuários deverão ser afetados com o aumento. A empresa diz que os atuais assinantes poderão aproveitar o valor atual por um período "generoso" de tempo.

Como dito, não se sabe quais serão os países afetados pelo aumento. A Netflix fala apenas em um aumento de US$ 1 ou US$ 2, dependendo da localidade. Por esta lógica, é possível que todos os países sejam afetados, incluindo o Brasil, mas não é confirmado.

Por aqui, o serviço só teve um reajuste desde seu lançamento. Ele chegou custando R$ 15 ao mês, mas agora já custa R$ 17. Caso o novo aumento se aplique ao Brasil, o valor poderia ficar entre R$ 19 e R$ 22 mensais.

De acordo com a Netflix, o aumento "permitirá a aquisição de mais conteúdo e o oferecimento de uma experiência de streaming". A empresa já experimentou um aumento de 1 euro no preço na Irlanda e diz não ter afetado o interesse do público.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Netflix completa 9 meses com dificuldades no Brasil


Há quase nove meses, a norte-americana Netflix passou a disponibilizar no Brasil seus serviços de streaming. O que parecia natural nos Estados Unidos e no Canadá se tornou um desafio na América Latina por diversos fatores culturais e estruturais, entre eles a baixa qualidade de conexão com a internet, pouco uso de cartões de crédito e o fato de o brasileiro ainda não ter adquirido como hábito pagar para obter conteúdo na web.


A Netflix está presente hoje em 47 países e soma mais de 26 milhões de clientes. Seu faturamento trimestral é de cerca de US$ 900 milhões. No Brasil, os serviços começaram a ser disponibilizados em julho de 2011, mas a empresa ainda encontra dificuldades de penetração e considera o mercado da América Latina muito peculiar.

“Passamos um longo período escutando os consumidores e adaptando a Netflix para atender aos pedidos deles da melhor forma possível. Serviços de streaming são novos no Brasil e, por isso, ainda vai levar um tempo até que consigamos convencer as pessoas de como eles são fáceis e seguros de usar”, explica Joris Evers, Diretor de Comunicação Corporativa Global da Netflix.

Mudança de comportamento

Um dos principais obstáculos, no entanto, tende a desaparecer com o tempo. Apesar do público brasileiro ainda não estar habituado a pagar por material vindo da internet, a popularidade dos tablets, smartphones e Smart TVs deve, aos poucos, mostrar ao consumidor que vale a pena investir em conteúdo digital.

“Não existe ainda uma predisposição cultural do brasileiro a pagar por este tipo de serviço, mas isso varia muito de mídia para mídia. O brasileiro que usa tablet está mais disposto a pagar pela propriedade intelectual do que o que usa a internet aberta por uma questão de educação prévia”, comenta Fernando de La Riva, especialista em negócios digitais.

A barreira tecnológica é outro problema enfrentado pela Netflix no Brasil. O país conta com uma internet de baixa qualidade, o que impede uma melhor colocação da companhia no mercado nacional. De acordo com um levantamento do Ibope, 45% das pessoas acessam a internet com velocidades entre 512 Kbs e 2 Mbits. Apenas 10% dos usuários ativos se conectam acima de 8 Mb, enquanto 4% ainda têm conexões de até 128 Kb.

Barreira tecnológica

Em áreas onde a banda larga é pobre ou inexistente, além da pirataria, o serviço de locação de DVD é o campeão. Ao contrário de concorrentes online como a Netmovies e Blockbuster, a Netflix oferece apenas o serviço de streaming e não trabalha com a entrega e coleta de DVDs físicos nas residências dos consumidores.

“Para o mercado atual, um player que trabalhe com distribuição de conteúdo desse tipo teria ainda que ser capaz de fazer entrega de logística física e ir transicionando para um modelo mais definitivo de entrega de conteúdo em rede”, acredita de La Riva.

Outro ponto no qual esbarra a Netflix é a pouca utilização dos cartões de crédito e o fato de muitos bancos ainda considerarem transações de e-commerce como passíveis de fraude. Para tentar contornar a situação, a empresa vem estudando novas formas de pagamento para atender o consumidor brasileiro.

“Estamos considerando novas opções de pagamento, já que descobrimos que nem todos os assinantes no Brasil preferem efetuar a compra no cartão de crédito”, afirma o executivo da Netflix.

Adaptação ao mercado nacional

A própria Netflix considera que algumas estratégias de adaptação ao público não foram bem-sucedidas. Uma delas foi a adequação do conteúdo. Inicialmente, os filmes e séries do catálogo eram oferecidos em versão dublada. A iniciativa não foi bem aceita. Depois de consultar os usuários do serviço, a companhia percebeu que as versões com áudio original são as preferidas e, hoje, quase 100% do conteúdo, com exceção do infantil, é legendado.

“O Brasil tem um mercado bem diferente dos Estados Unidos e aprendemos cada dia mais. Como estamos crescendo no país, procuramos promover a adaptação do conteúdo para satisfazer o gosto dos brasileiros”, ressalta Evers.

Se por um lado as barreiras culturais e de infraestrutura emperram o avanço dos serviços de streaming no Brasil, por outro, o que se observa é um início de mudança na forma de pensar da população, que passa a aceitar com maior facilidade a obtenção de produtos intangíveis. Especialistas atribuem o fato à própria tecnologia, que trouxe para o Brasil os iPhones, iPads e smartphones com sistema operacional Android.

“A App Store e os equipamentos Android, que disponibilizam aplicativos e jogos, vêm ajudando a mudar essa consciência. Tudo isso tende a tornar o brasileiro mais predisposto a pagar. É uma mudança também madura da indústria, que para de ficar em uma posição de questionar o velho modelo e passa a abraçar a mudança”, diz o especialista em negócios digitais.

Continuar investindo no Brasil é um dos principais planos da Netflix, que considera o país, ao lado do México, como um mercado importante. Para os próximos meses, o objetivo é continuar adicionando conteúdo, incluindo filmes recentes, como o último vencedor do Oscar de Melhor Filme, O Artista.

A empresa também disponibiliza mais filmes locais no catálogo, além de documentários, comédias stand-up e programas clássicos esportivos. No início de 2012, por exemplo, foi incluída a seção Só para Crianças, dedicada a menores de 12 anos com programas da Disney e Nickelodeon.

Em 16/05/2012, no link http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/netflix-completa-9-meses-com-dificuldades-no-brasil?page=1&slug_name=netflix-completa-9-meses-com-dificuldades-no-brasil

quarta-feira, 7 de março de 2012

Você ainda compra DVDs?



Recebi ontem um newsletter da CNET, um portal de tecnologia, onde um dos editores lançava exatamente essa questão. Você ainda compra DVDs? O texto sugere que as mídias tradicionais DVDs e Blu-rays caminhem para a extinção, assim como aconteceu com o VHS, principalmente por causa das novas tecnologias que disponibilizam vídeos por streaming, os chamados videos on demand. Isso provocou um emaranhado de pensamentos, que listo a seguir.

Obviamente, não é possível brecar o avanço tecnológico. Novas mídias e novas tecnologias surgirão de tempos em tempos, exigindo uma adaptação do mercado e de seus usuários. Me lembro quando lançaram o primeiro vídeo laser, nos idos anos de 1990. A mídia era linda, um DVD do tamanho de um disco de vinil, dourado, sem inscrições nem identificações. Era caro, difícil de manejar, e o seu conteúdo era muito pequeno. No Brasil, não pegou, e acho que no restante do mundo também. Logo foi substituído pelo DVD.

Mesmo a fase de transição entre VHS e DVD não foi das mais fáceis. Não pela adaptação, uma vez que as pessoas já haviam adquirido o costume (e gostado) de comprar CDs de músicas, e o formato, tamanho e, principalmente, qualidade, facilitaram o processo. Mesmo assim existia a questão de custo. Quando lançado, um filme era muito caro, e as locadoras também passavam por um processo de transição, deixando o custo da renovação do estoque por conta dos novos usuários. O valor da nova tecnologia era o principal empecilho. Hoje encontramos aparelhos de DVD a menos de 100 reais, e mídias por menos de 10 reais, mas no auge do seu lançamento, um player poderia custar mais de 1500 reais, e um filme, muito próximo dos 150 reais.

O mesmo pode ser falado do formato blu-ray. Dessa vez, parece que a tecnologia não empolgou tanto aqui no Brasil. Ainda existe toda a relação de custo, mesmo que os valores já tenham reduzido muito. Um player pode ser achado por até 300 reais, mas é no valor da mídia que o bicho pega. Os filmes são extremamente caros e, apesar de toda a qualidade, extras, e novidades, ainda não fizeram compensar seu valor. O resultado disso também pode ser percebido em seu repertório de lançamentos.

E as novas locadoras virtuais? Assim como as operadoras de TV a cabo que oferecem vídeos que podem ser assistidos com o simples apertar de um botão, sem que você saia do conforto da sua sala. Tudo isso tende a somar. Oferecer possibilidades. Mas no fundo, se o custo não for interessante, é somente mais um serviço disponível, mas sem uso. Como aquele seguro do seu cartão de crédito. Isso quer dizer que é um serviço ruim? Não. Hoje é um serviço de locação em um molde muito mais funcional, e com preços muito mais interessantes que os das locadoras. Em outros países, como os EUA, já colocou em xeque várias vídeo locadoras tradicionais, como a própria Blockbuster.

Mas e aí, sou a favor ou contra esse pensamento de extinção dos DVDs? Eu sou um colecionador. Um caso muito à parte daquilo que pode ser considerado um consumidor normal (sim, eu não me considero normal). Ainda invisto em VHS e, torço para que isso dê certo para que o valor do DVD caia e eu possa aumentar ainda mais a minha coleção. Mas esse é um caso diferente. A minha realidade.

A verdade é que essas mudanças costumam levar algum tempo por aqui. Exigem uma tecnologia de bom nível (acesso à internet com boa velocidade, por exemplo), e não só isso. A qualidade da transmissão está diretamente ligada ao equipamento que você tem em casa. Se é uma boa TV, pode ser que você consiga ver o filme em alta definição. Caso contrário, só será mais uma dor de cabeça.

Ainda assim, existe o custo da operação. A promessa é que você pague apenas 15 reais em muitos dos novos serviços oferecidos. Mas, como na TV a cabo, isso é apenas o pacote básico, com meia dúzia de canais sem muita graça. O aperitivo de um serviço que exigirá muito mais investimento da sua parte. Nos EUA, onde esse tipo de serviço é mais comum, o mercado sofreu uma estagnada nos últimos meses. Face à crise e ao crescente aumento nas tarifas.

Talvez seja uma boa saída frente aos preços exorbitantes cobrados pelas locadoras reais, mas para quem curte ter a mídia nas mãos, assistir quando bem entender, emprestar, deixar a família inteira assistir e repetir incansavelmente o mesmo filme durante o final de semana, pode não ser a solução ideal. Como destaquei, o serviço exige um tipo de tecnologia que não depende apenas da disponibilidade de bons títulos e de um bom equipamento em sua casa. Se o caminho (online) até a sua casa não for o melhor, pode ser que sua sessão de entretenimento não seja tão divertida quanto o prometido.

E quanto à extinção do velho DVD e até do blu-ray, isso é o caminho comum diante do avanço tecnológico. Não sei se será exatamente agora, mas isso com certeza acontecerá um dia. Desde que o mercado ofereça opções funcionais para essa provável substituição.