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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Na briga com a Netflix, Amazon faz acordo com HBO para exibir séries

A Amazon aumentou a disputa com o Netflix pela supremacia no streaming de vídeos pela internet nos Estados Unidos ao assinar um acordo com a HBO para ter acesso a alguns de seus programas mais populares, como "Os Sopranos", "A Sete Palmos" e The Wire".

Os programas estarão disponíveis para clientes norte-americanos dos serviço Prime Instant Video. A Netflix, que na semana passada anunciou que estava perto de atingir a marca de 50 milhões de assinantes em todo o mundo, é o líder em vídeo por streaming, mas a Amazon tem investido pesado em programas originais e na compra de conteúdo para atrair mais consumidores.

O Morgan Stanley estima que os programas da HBO possam custar de US$ 200 milhões a US$ 250 milhões à Amazon. Analistas da Bernstein Research, por sua vez, dizem que o investimento da Amazon em conteúdo para streaming chegue a US$ 2 bilhões neste ano.

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terça-feira, 22 de abril de 2014

Netflix deve aumentar preços para novos assinantes


A Netflix anunciou nesta segunda-feira, 21, seus resultados trimestrais com uma surpresa: um aumento de preço de seu serviço de streaming de filmes e séries. A empresa não detalhou se serão todos os países que receberão o reajuste, no entanto.

Mas calma, você que já é assinante. Segundo a Netflix, a princípio o aumento não deve afetar quem já tem uma assinatura. Apenas os novos usuários deverão ser afetados com o aumento. A empresa diz que os atuais assinantes poderão aproveitar o valor atual por um período "generoso" de tempo.

Como dito, não se sabe quais serão os países afetados pelo aumento. A Netflix fala apenas em um aumento de US$ 1 ou US$ 2, dependendo da localidade. Por esta lógica, é possível que todos os países sejam afetados, incluindo o Brasil, mas não é confirmado.

Por aqui, o serviço só teve um reajuste desde seu lançamento. Ele chegou custando R$ 15 ao mês, mas agora já custa R$ 17. Caso o novo aumento se aplique ao Brasil, o valor poderia ficar entre R$ 19 e R$ 22 mensais.

De acordo com a Netflix, o aumento "permitirá a aquisição de mais conteúdo e o oferecimento de uma experiência de streaming". A empresa já experimentou um aumento de 1 euro no preço na Irlanda e diz não ter afetado o interesse do público.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Quase 80% dos brasileiros não conhecem vídeos ‘on demand’


Os serviços de vídeo “on demand” (sob demanda), VOD, não param de crescer, mas quase 80% dos brasileiros não têm a menor ideia do que é um vídeo “on demand”.

Pelo menos é isso que aponta a 20ª PayTV pop, pesquisa realizada pelo Ibope, que pretende mapear e analisar as transformações nos hábitos dos assinantes de TV por assinatura no país.

Realizado anualmente, o estudo, que entrevistou mais de 18 mil pessoas, em 13 metrópoles do Brasil, mostrou em sua mais recente edição, em 2013, que 79% dos brasileiros desconhecem qualquer tipo de serviço de vídeo sob demanda. Apenas 20% dos entrevistados disseram conhecer o VOD e, desses, somente 2% já utilizaram o serviço. Segundo o Ibope, 1% dos entrevistados não opinou sobre o assunto.

O número de usuários é pequeno se comparado aos investimentos de empresas como Netflix e Net nesse setor.

A Net diz que o nome VOD (vídeo on demand’) é pouco difundido no Brasil pelas empresas e que isso pode ter causado confusão entre os participantes da pesquisa. Segundo a operadora, os conceitos do serviço de vídeo on demand’ já são amplamente conhecidos pelos assinantes de TV paga e por seus clientes.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Para evitar downloads ilegais, canais pagos tentam encurtar atraso de séries


Para combater downloads ilegais e atrair mais público para seus programas, canais brasileiros cada vez mais encurtam o espaço de tempo entre a exibição de séries nos Estados Unidos e no Brasil.

Em janeiro, a HBO repete a estratégia do seriado "Game of Thrones" e estreia duas novas séries simultaneamente nos dois países: "True Detective", em 12 de janeiro, e "Looking", no dia 19.

Além delas, o canal exibe nos EUA e no Brasil, no mesmo dia, a terceira temporada de "Girls", premiada série de Lena Dunham sobre quatro jovens amigas que moram em Nova York, também no dia 12.

O canal diz que é um "compromisso" trazer simultaneamente ao país suas maiores produções. Por causa da diferença de horário, elas irão ao ar aqui após a meia-noite.

No Warner Channel, séries que estrearam em 2013, como a ficção "Almost Human", o suspense "Hostages" e as comédias "Mom" e "Super Fun Night", são exibidas com no máximo duas semanas de atraso em relação aos EUA.

A gerente do canal, Vicky Zambrano, confirma que a janela de exibição cada vez menor é uma preocupação.

"Entendemos que a tecnologia permite que conteúdos de TV viajem rápido e não queremos nem podemos ficar para trás", diz a executiva. Mas ela lembra que transmissões quase simultâneas não são fáceis de conseguir.

"Leva-se tempo para preparar o material de transmissão, adaptando-o aos diferentes mercados, com seus idiomas e especificidades."

Legendagem e dublagem são processos que atrasam a exibição, de acordo com os executivos ouvidos pela Folha. Outro motivo é o preço que se paga para ter a primeira janela de exibição no país.

"O quanto mais próximo da exibição no país de origem, melhor. O que embasa a minha opinião é justamente o valor que se cobra por essas primeiras exibições", diz Paulo Franco, vice-presidente de programação da Fox.

O canal exibe "The Walking Dead", sucesso sobre zumbis, com dois dias de diferença em relação ao canal norte-americano. O mesmo ocorre com "American Horror Story". Já a nova "Sleepy Hollow", de terror, não teve o mesmo tratamento.

"Perdemos a concorrência para a [divisão do canal na] América Latina. Às vezes, a concorrência é interna."

Franco diz que quanto maior a base de fãs, menor tem de ser a janela entre exibições. "Nas séries mais antigas, que têm mais fãs, quanto mais longe estrear, pior. O pessoal fica chateado."
Para a Sony, encurtar a distância é importante, mas às vezes o atraso é estratégico.

"Com 'Breaking Bad', por exemplo, a crítica foi um chamariz importante. Outro parceiro fantástico foi a web. Resolvemos passar a série de novo desde o começo", afirma Alberto Niccoli, gerente geral da Sony no Brasil. "Queremos é que fortaleça o canal."

A TV sob demanda também tenta encurtar a distância. O Netflix anunciou há duas semanas que disponibilizará "Better Call Saul", série originada de "Breaking Bad", que conta a vida pregressa do advogado trambiqueiro Saul Goodman, logo após a exibição nos Estados Unidos pelo canal AMC.

Por Isabelle Moreira Lima, para o jornal Folha de São Paulo, em 02/01/2014.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Netflix tem impressionantes 76.897 gêneros para classificar filmes

netflix

Então, você está de folga e quer aproveitar para ver um filme no Netflix. Mas que tipo de filme? Uma “comédia latino-americana visualmente impressionante”? Que tal um “filme emocional de superação aclamado pela crítica”? De repente, você fica paralisado com tantas opções: como a Atlantic descobriu, há absurdos 76.897 gêneros únicos e diferentes para você (tentar) escolher.

Alexis Madrigal conta como Todd Yellin, vice-presidente do Netflix, criou uma “teoria quântica” para classificar os filmes e séries oferecidos pelo serviço. Basicamente, cada título recebe – manualmente! – uma anotação sobre seu conteúdo (romântico, violento, assustador etc.), sobre seu final (feliz, triste ou ambíguo), local, período em que a história se passa, os empregos dos principais personagens… tudo.

A partir daí, um algoritmo criado pelos os engenheiros do Netflix gera as categorias malucas que o serviço oferece. Ou seja, obviamente há um elemento artificial; mas ele combina algo decidido por humanos. Por fim, o Netflix reúne as tags dos títulos que você assiste – e dos que você mais gosta – para assim recomendar filmes e séries.

netflix tags 2

Madrigal nota que o link http://movies.netflix.com/WiAltGenre?agid=1 traz cada microgênero que o Netflix criou na tentativa de fornecer a sugestão perfeita. Vá mudando o número na URL para descobrir as categorias: o número 203 traz “Filmes para chorar aclamados pela crítica”; no 574, há “Filmes de crime com viagem no tempo”; em 5200, temos “Filmes bregas dos anos 80″, e assim vai.
Alguns números não trazem categorias, enquanto outros não trazem nenhum título; afinal, o catálogo do Netflix muda com o tempo, e varia entre países. Além disso, há categorias de filmes em DVD e Blu-ray, e o Netflix não oferece esse serviço no Brasil – por isso elas estão vazias.

Usando um script, Alexis Madrigal reuniu todas as categorias; o processo demorou mais de 20 horas. Com isso, ele obteve informações curiosas sobre o catálogo do serviço. A maioria das tags trata de casamento, realeza e a experiência de ser pai/mãe. Há mais tags sobre cães e gatos do que sobre amizade!
netflix tags
Mas Madrigal foi além: ele analisou as categorias e descobriu como elas são “montadas”. Elas usam certos elementos que se repetem, listados nesta planilha. A fórmula para criar os microgêneros é esta:
Gênero (drama/comédia etc.) + local + adjetivo (independente/romântico etc.) + baseado em… + que se passa em… + da década de… + sobre… + para crianças de X a Y anos
Por exemplo, “Musical britânico e aclamado pela crítica, baseado em um livro, que se passa nos tempos antigos, da década de 80, sobre amizade, para crianças de 8 a 12 anos”.

Claro, nem toda categoria usa todos esses elementos; e elas precisam ter até 50 caracteres. Mas, após a trabalhosa tarefa de descobrir – e analisar – as tags, Madrigal nos ajuda a entender melhor as opções que vemos quando queremos assistir a algo no Netflix. Leia a matéria completa no link a seguir: [The Atlantic]

Por Felipe Ventura, no site Gizmodo Brasil, em 03/01/2014.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Netflix perde licença de quase 2 mil filmes nos EUA


Empresa afirmou que qualidade é mais importante que quantidade
Foto: Paul Sakuma/AP

O Netflix, serviço de streaming de vídeo, cancelou contratos de exbição de 1.794 filmes nos EUA nesta quarta-feira. De acordo com o site “Mashable”, a empresa perdeu o direito de exibir diversos títulos detidos pela Warner Bros., MGM e Universal. Segundo a assessoria de imprensa da empresa no Brasil, a mudança não afeta o catálogo nacional. Em testes na redação do GLOBO, não foi possível acessar alguns filmes da franquia “007”, que estavam disponíveis na semana passada, por exemplo, e estariam entre as baixas do serviço nos EUA. A empresa afirmou que o problema não está relacionado à movimentação nos EUA e pode ser pontual, decorrente de alguma falha técnica.

Segundo o “Mashable”, a decisão dos estúdios em cancelar os contratos é estratégica. As empresas planejam lançar, no mercado americano, um serviço próprio de streaming chamado “Warner Archive Instant”, onde será possível ter acesso aos filmes antes disponíveis no Netflix. A previsão é que a assinatura seja de US$ 10 mensais. Não há informações sobre disponibilidade no Brasil.

A companhia, que não divulga o número exato de atrações — a lista costuma variar semanalmente — afirmou que a quantidade é menos importante que a qualidade dos títulos disponibilizados. Em entrevista ao “Mashable”, Joris Evers, diretor global de comunicações do Netflix afirmou que 500 títulos seriam adicionados nesta quarta-feira no catálogo americano.

— Somos seletivos sobre o que disponibilizamos. Sempre usamos nossas informações sobre o que nossos assinantes gostam de assistir para decidir o que estará no Netflix. Nossa meta é oferecer um mix que agrade nossos assinantes, em vez de tentar ser um distribuidor amplo — disse Evers.

Empresa planeja mais séries originais

Em entrevista ao site “Stuff” publicada nesta quarta-feira, o diretor de conteúdo da empresa, Ted Sarandos, admitiu que “pode levar anos” para que os catálogos internacionais sejam atualizados no mesmo ritmo que o dos EUA. O executivo ressaltou, no entanto, que todas as produções originais do Netflix, como “House of Cards”, estão em cartaz para assinantes de todos os 40 países que contam com o serviço.

Em relação aos planos futuros, Sarandos adiantou a possibilidade de reviver séries antigas, como “Buffy, a Caça-Vampiros”, e o investimento em mais títulos originais, como “Arrested Development”, assinada por Ron Howard, que estreia em 26 de maio, e "Orange is the new Black", prevista para julho.

O próximo passo poderia ser uma série baseada na saga de livros “A Torre Negra”, de Stephen King, que estaria sendo negociada com Howard.

— Conversei com Ron sobre isso. A última vez que falamos sobre isso, a coisa seria lançada pela HBO, mas o projeto não está mais lá. Depois que “Arrested Development” for lançado, vamos voltar a falar sobre o assunto — disse o diretor de conteúdo ao “Stuff”.

Segundo empresa, cancelamento dos contratos não afetou catálogo brasileiro

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/tecnologia/netflix-perde-licenca-de-quase-2-mil-filmes-nos-eua-8267311#ixzz2SA9ZlOws

quarta-feira, 25 de julho de 2012

HBO e Telecine lançam filmes na internet de olho na evolução das tecnologias

Os dois maiores canais de filmes da TV por assinatura brasileira lançarão, nesta semana, serviços independentes do aparelho de televisão.

O Telecine Play (anunciado nesta quarta, 25/7) e o HBO Go (a ser divulgado na quinta) permitem que os assinantes dos canais a cabo assistam, via internet, a seus filmes e séries seja no computador, no tablet ou na telinha do celular.

A iniciativa amplia o conceito tradicional de TV que se tem até hoje no Brasil -com o conteúdo limitado a um aparelho de televisão.

Trata-se de uma tentativa de fidelizar quem já é assinante do Telecine (cerca de 3 milhões) ou da HBO (cerca de 2 milhões), evitando que migrem para serviços "pay-per-view" ou sites que vendem filmes e séries na internet.

Por isso, para ter acesso ao conteúdo que estes canais disponibilizarão na rede, é preciso ser assinante de operadoras como a Sky ou a Net.

JANELA DE LANÇAMENTO

Ao disponibilizar na internet filmes exibidos há pouco tempo nos cinemas, reduzindo a chamada janela de lançamento, estes serviços pretendem desestimular, com uma só estratégia, tanto a migração para serviços como iTunes e "pay-per-view" como a pirataria doméstica.

Janela de lançamento é o tempo que o filme leva para fazer o percurso dos cinemas para o DVD/Blu-ray e deste para a exibição na TV paga, o "streaming" na internet e as sessões em TV aberta.

Em cinco anos, o tempo entre a estreia no cinema e o lançamento em DVD/Blu-ray caiu de seis para quatro meses.

"Em geral, a redução das janelas é um combate à pirataria, mas visa também aproveitar o lançamento aquecido no cinema", diz Carla Fuertes, gerente de marketing da Warner Home Vídeo.
Com o aumento de brasileiros com acesso à banda larga e de apreensões de CDs e DVDs piratas, a pirataria está migrando do camelô da esquina para o computador de casa.

"As pessoas não encontram mais DVDs piratas no centro de São Paulo com a mesma facilidade e hoje baixam filmes ilegalmente pela internet", diz Edsom Ortega, secretário municipal de Segurança Urbana de SP.

(ALBERTO PEREIRA JR., ELISANGELA ROXO, MATHEUS MAGENTA E RODRIGO SALEM)

Editoria de Arte/Folhapress


Publicado na edição de hoje, 25/07/2012, no Jornal Folha de São Paulo.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Locadoras virtuais ou não


Não à toa, nos últimos dias divulguei algumas notícias a respeito da Netflix. Tudo para basear algumas considerações sobre os serviços de locação ou compra de filmes via internet, ou via streaming. Não se trata de uma opinião contrária à Netflix, até porque ela não é a única provedora deste tipo de serviço no Brasil, ou mesmo fora dele. Acontece que se tornaram um modelo, mas um modelo que merece algumas ressalvas.

Primeiramente, acredito que a iniciativa de disponibilizar filmes, séries, ou qualquer tipo de programação via internet, seja uma baita sacada. Todo serviço que facilite ou que permita um acesso melhor ao usuário sempre é válido. Mas esse tipo de opção tem se tornado a única. E é nesse ponto que percebo a disponibilização via streaming como algo negativo.

Aparentemente, o negócio de vídeo locadoras entrou em uma nova queda livre, talvez somente comparada à entrada das grandes redes no mercado e da mudança dos formatos de VHS para DVD. A locadora 2001, acostumada com os clássicos, se viu pressionada a entrar no mundo dos lançamentos, mas nunca perdeu o seu foco nos antigos. Isso fez com que, aparentemente, não sofresse o mesmo golpe que a rede Blockbuster. O problema, é que somos vítimas dos modelos estrangeiros e, quando a Blockbuster entrou em crise nos EUA, justamente pelo novo modelo de concorrência que surgia no meio online, a "filial" brasileira também surtou, e acabou nas mãos das Lojas Americanas, que aproveitou seus pontos e criou várias lojinhas meia boca.

O formato online chegou com tudo. O números de pessoas com acesso à internet é cada vez maior. As pessoas consomem via internet cada vez mais. Nada mais justo do que focar somente neste formato, ou aumentar o investimento. Acontece que lá nos EUA, que dita as regras nesse sentido, os serviços de streaming vêm sendo questionados nos últimos tempos. Quer seja pelo acervo, pelos valores cobrados, pela qualidade do serviço. E a quantidade de assinantes caiu (http://info.abril.com.br/noticias/mercado/netflix-perde-800-mil-assinantes-nos-eua-25102011-18.shl). Não sei se pela mesma razão, mas talvez impulsionados pelos resultados de fora, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) divulgou na edição de abril da sua revista, o resultado de pesquisas relacionadas a estes serviços de vídeo online, e os resultados não foram tão bons.

Existem problemas com questões contratuais, acervo disponível, problemas com a propaganda, mudanças nos pacotes dos assinantes, incompatibilidade com equipamentos,entre outros. O que fez com que usuários trocassem de serviço ou buscassem novas alternativas.

Independente de qualquer problema apontado por essa pesquisa, algumas perguntas me vêm à mente. Será que a nossa internet alcançou uma qualidade tão alta, que permite o uso de uma tecnologia de streaming com a mesma qualidade de um DVD ou até mesmo blu-ray? Obviamente, tudo depende da sua parte do negócio. O que eu quero dizer com isso? Bom, o filme, belo e formoso está a sua disposição porém, se a sua internet não é boa, se a sua TV ou computador não são bons, a culpa por qualquer questão de qualidade será somente sua. E o brasileiro, cá entre nós, se vira bem, mas quando precisa tratar entretenimento, quer ligar a TV e esquecer desses detalhes técnicos. O que eu concordo plenamente.

Também existe toda uma questão de concorrência. O acervo dessas empresas não contém lançamentos, diferentemente, por exemplo, dos pay per view fornecidos pelas TVs a cabo. Será que por uma questão de valores, esse detalhe seja tão superficial? Novamente, as pessoas gostam de lançamentos. Dificilmente um assinante busca clássicos ou filmes muito antigos para assistir com a família. Claro que existe um nicho de colecionadores ou saudosistas para isso, mas não chega a ser uma grande maioria.

Quanto à questão dos valores, tudo é uma questão de percepção. R$15 reais pode não ser muito, se você considerar somente a questão de poder assistir quantos filmes quiser. No entanto, a coisa começa a ficar mais cara se você considerar que precisará de um acesso à internet, um bom computador, ou uma TV de qualidade, que sejam compatíveis às exigências da empresa fornecedora dos filmes, e que toda a manutenção desses equipamentos é por sua conta. Sim, você também é o responsável pela saúde do seu aparelho de DVD, mas qualquer problema é infinitamente inferior em um equipamento que custa R$150 reais, perto de outro que custa mais de R$1.000, como é o caso de um computador.

Reforço minha opinião que, qualquer forma de permitir o acesso da população à cultura e ao entretenimento, sempre será válida. Mas aproveitar o oba oba tecnológico pelo qual o país atravessa, talvez não seja a maneira ideal de fazer isso acontecer (não questiono o bum comercial que existe por trás disso). Também acredito que mais importante do que fornecer qualquer serviço, também seja importante manter outras alternativas, que permitam que eu assista um belo filme caso minha conexão de internet tenha caído.

O avanço tecnológico não pode ser esquecido, mas ele tem que servir como mais uma opção, e não como a única. Imaginar que a ferramenta para assistir vídeos online é a única saída para aquele que busca entretenimento (tanto como consumidor como vendedor), é esquecer o deleite da experiência de entrar em uma video locadora física, e poder pegar na mão um DVD, ler sua sinopse, esbarrar em uma fileira onde existe aquele filme que você sempre quis assistir mas que nunca lembrava o nome, comprar a pipoca, o refrigerante e aquele sorvete, tudo ao mesmo tempo. Chegar em casa, se jogar no sofá, e se deliciar com o filme escolhido. E não entrar em um site tendo que saber exatamente o que se quer ver, ou se perder nas opções, nos cliques de um notebook incômodo (ou algo menor e ainda mais difícil de se visualizar), e esperar o download do filme escolhido, torcendo para que a energia não acabe, ou que sua internet não sofra com as variações de velocidade, sentado em sua não tão confortável cadeira de escritório.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Netflix não é mais o inimigo número um da TV por assinatura

Em 2011, o principal evento de TV por assinatura dos EUA foi pautado pelo significado do que representava uma empresa como a Netflix para o modelo tradicional de TV paga. Era o inimigo mais comentado e temido em todas as palestras.

Esse ano, durante a Cable 2012, que acontece esta semana em Boston, o medo se foi e praticamente não se fala mais em Netflix como uma ameaça. Para Craig Moffett, analista de TV paga da Sanford C. Bernstein, entre o evento de 2011 e o deste ano foi possível colocar a ameaça dos serviços over-the-top (OTT) em uma perspectiva melhor, "até por conta dos resultados ruins da Netflix".

Por outro lado, para Peter Stern, principal executivo de estratégia da Time Warner Cable, existe ainda uma questão a ser explorada que é por quê 8 milhões dos 25 milhões de usuários da Netflix não são assinantes de TV a cabo.

"Existe alguma coisa ai, talvez uma oportunidade". Para ele, a migração dos serviços para plataformas IP é uma realidade, e "a resposta das operadoras em uma nova política de empacotamento é crítica para evitar a perda de mercado com os cable cutters. Quando isso for uma ameaça concreta já será tarde". Para ele, o Netflix e outras plataformas over-the-top têm um grande desafio, que é "ocupar todas as TVs da casa", diz Stern. Mas para ele, "nós (operadoras de cabo) temos o desafio de ocupar os espaços fora da casa".

Para Doug Mitchelson, analista do Deutsche Bank, as pessoas estão deixando de ter TV por alguma razão. "E quanto mais se quebra o modelo, mais os custos aumentam", disse. Ele lembrou que os investimentos em rede estão feitos e que é preciso apresentar os novos modelos.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Netflix completa 9 meses com dificuldades no Brasil


Há quase nove meses, a norte-americana Netflix passou a disponibilizar no Brasil seus serviços de streaming. O que parecia natural nos Estados Unidos e no Canadá se tornou um desafio na América Latina por diversos fatores culturais e estruturais, entre eles a baixa qualidade de conexão com a internet, pouco uso de cartões de crédito e o fato de o brasileiro ainda não ter adquirido como hábito pagar para obter conteúdo na web.


A Netflix está presente hoje em 47 países e soma mais de 26 milhões de clientes. Seu faturamento trimestral é de cerca de US$ 900 milhões. No Brasil, os serviços começaram a ser disponibilizados em julho de 2011, mas a empresa ainda encontra dificuldades de penetração e considera o mercado da América Latina muito peculiar.

“Passamos um longo período escutando os consumidores e adaptando a Netflix para atender aos pedidos deles da melhor forma possível. Serviços de streaming são novos no Brasil e, por isso, ainda vai levar um tempo até que consigamos convencer as pessoas de como eles são fáceis e seguros de usar”, explica Joris Evers, Diretor de Comunicação Corporativa Global da Netflix.

Mudança de comportamento

Um dos principais obstáculos, no entanto, tende a desaparecer com o tempo. Apesar do público brasileiro ainda não estar habituado a pagar por material vindo da internet, a popularidade dos tablets, smartphones e Smart TVs deve, aos poucos, mostrar ao consumidor que vale a pena investir em conteúdo digital.

“Não existe ainda uma predisposição cultural do brasileiro a pagar por este tipo de serviço, mas isso varia muito de mídia para mídia. O brasileiro que usa tablet está mais disposto a pagar pela propriedade intelectual do que o que usa a internet aberta por uma questão de educação prévia”, comenta Fernando de La Riva, especialista em negócios digitais.

A barreira tecnológica é outro problema enfrentado pela Netflix no Brasil. O país conta com uma internet de baixa qualidade, o que impede uma melhor colocação da companhia no mercado nacional. De acordo com um levantamento do Ibope, 45% das pessoas acessam a internet com velocidades entre 512 Kbs e 2 Mbits. Apenas 10% dos usuários ativos se conectam acima de 8 Mb, enquanto 4% ainda têm conexões de até 128 Kb.

Barreira tecnológica

Em áreas onde a banda larga é pobre ou inexistente, além da pirataria, o serviço de locação de DVD é o campeão. Ao contrário de concorrentes online como a Netmovies e Blockbuster, a Netflix oferece apenas o serviço de streaming e não trabalha com a entrega e coleta de DVDs físicos nas residências dos consumidores.

“Para o mercado atual, um player que trabalhe com distribuição de conteúdo desse tipo teria ainda que ser capaz de fazer entrega de logística física e ir transicionando para um modelo mais definitivo de entrega de conteúdo em rede”, acredita de La Riva.

Outro ponto no qual esbarra a Netflix é a pouca utilização dos cartões de crédito e o fato de muitos bancos ainda considerarem transações de e-commerce como passíveis de fraude. Para tentar contornar a situação, a empresa vem estudando novas formas de pagamento para atender o consumidor brasileiro.

“Estamos considerando novas opções de pagamento, já que descobrimos que nem todos os assinantes no Brasil preferem efetuar a compra no cartão de crédito”, afirma o executivo da Netflix.

Adaptação ao mercado nacional

A própria Netflix considera que algumas estratégias de adaptação ao público não foram bem-sucedidas. Uma delas foi a adequação do conteúdo. Inicialmente, os filmes e séries do catálogo eram oferecidos em versão dublada. A iniciativa não foi bem aceita. Depois de consultar os usuários do serviço, a companhia percebeu que as versões com áudio original são as preferidas e, hoje, quase 100% do conteúdo, com exceção do infantil, é legendado.

“O Brasil tem um mercado bem diferente dos Estados Unidos e aprendemos cada dia mais. Como estamos crescendo no país, procuramos promover a adaptação do conteúdo para satisfazer o gosto dos brasileiros”, ressalta Evers.

Se por um lado as barreiras culturais e de infraestrutura emperram o avanço dos serviços de streaming no Brasil, por outro, o que se observa é um início de mudança na forma de pensar da população, que passa a aceitar com maior facilidade a obtenção de produtos intangíveis. Especialistas atribuem o fato à própria tecnologia, que trouxe para o Brasil os iPhones, iPads e smartphones com sistema operacional Android.

“A App Store e os equipamentos Android, que disponibilizam aplicativos e jogos, vêm ajudando a mudar essa consciência. Tudo isso tende a tornar o brasileiro mais predisposto a pagar. É uma mudança também madura da indústria, que para de ficar em uma posição de questionar o velho modelo e passa a abraçar a mudança”, diz o especialista em negócios digitais.

Continuar investindo no Brasil é um dos principais planos da Netflix, que considera o país, ao lado do México, como um mercado importante. Para os próximos meses, o objetivo é continuar adicionando conteúdo, incluindo filmes recentes, como o último vencedor do Oscar de Melhor Filme, O Artista.

A empresa também disponibiliza mais filmes locais no catálogo, além de documentários, comédias stand-up e programas clássicos esportivos. No início de 2012, por exemplo, foi incluída a seção Só para Crianças, dedicada a menores de 12 anos com programas da Disney e Nickelodeon.

Em 16/05/2012, no link http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/netflix-completa-9-meses-com-dificuldades-no-brasil?page=1&slug_name=netflix-completa-9-meses-com-dificuldades-no-brasil

terça-feira, 8 de maio de 2012

Netflix registra prejuízo no primeiro trimestre


A empresa de locação de vídeos Netflix registrou prejuízo no primeiro trimestre, mas as perdas foram menos exorbitantes do que o mercado esperava. Ainda assim, a ação da companhia caiu após uma previsão desapontadora de novas assinaturas no próximo trimestre.

A ação caiu 13,6 por cento nos negócios do after-market, após fechar a 101,84 dólares.

Investidores estão preocupados com a previsão de novas assinaturas no segundo trimestre da empresa, disse o analista Michael Pachter, do Wedbush Securitie. A Netflix disse que o valor líquido advindo de novas assinaturas domésticas do serviço de streaming no segundo trimestre será menor do que o mesmo dado no segundo trimestre de 2010, embora espere que o valor total no ano seja "aproximadamente o mesmo de 2010".

"Eles estão alertando o mercado de que a história de crescimento acabou", disse Pachter, cuja recomendação relativa ao papel da Netflix é "vender".

A Netflix registrou 870 milhões de dólares em receita no primeiro trimestre, 21 por cento acima do mesmo período no ano anterior. O lucro líquido caiu, e a empresa divulgou prejuízo de 0,08 dólar por ação. Analistas haviam previsto um prejuízo de 0,27 dólar por ação, de acordo com dados do serviço Thomson Reuters I/B/E/S.

Em 23/04/2012, no link http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/servicos/noticias/netflix-registra-prejuizo-no-primeiro-trimestre


terça-feira, 12 de julho de 2011

Blockbuster é leiloada por U$ 320 milhões



A Dish Network venceu o leilão pela deficitária Blockbuster por US$ 320 milhões, expandindo seus negócios além da transmissão de TV por satélite e entrando em um possível confronto com a Netflix.

A Dish, segunda maior companhia de transmissão de TV por satélite dos Estados Unidos, atrás da DirecTV, venceu pelo menos outras três outras empresas que fizeram ofertas pela Blockbuster, anteriormente líder no aluguel de filmes, incluindo o investidor ativista Carl Icahn.

A Dish afirmou que a negociação, que inclui mais de 1,7 mil lojas da Blockbuster, dá à empresa novas formas de fazer marketing de seus serviços.

O acordo cobre “essencialmente todos” os negócios da rede de aluguel de filmes, e aparentemente dá à Dish os direitos da Blockbuster de transmitir vídeos pela internet, o nome da marca da Blockbuster e sua base de clientes.

A Dish se recusou a fazer comentários além de um comunicado divulgado à imprensa.

“Isso é muito esperto da parte deles”, afirmou Todd Mitchell, analista da Kaufman Brothers. “A Dish pode fazer uma transição do modelo de varejo para um de transmissão de conteúdo. Assim ela teria basicamente uma oferta de serviços como os da Netflix”.

O acordo se segue a dois outros conduzidos pelo presidente-executivo e conselheiro da Dish, Charlie Ergen, neste ano, que podem transformar a Dish em uma grande provedora de vídeos sob demanda por meio do sistema de transmissão via satélite, e, por fim, em uma operadora de redes de telecomunicações para aparelhos móveis, de acordo com analistas.

No mês passado, a Dish comprou a empresa de comunicações via satélite e transmissores baseados em terra DBSD North America, por cerca de US$ 1,4 bilhão, o que expandiu o espectro da banda-larga da companhia.

Em fevereiro, a fabricante de set-top boxes EchoStar, da qual Ergen também é conselheiro, concordou em comprar a Hughes Communications, a qual Mitchell afirmou que pode vir a proporcionar tecnologia para uma rede de telecomunicações.

A Dish espera pagar cerca de 228 milhões em dinheiro pelos bens da Blockbuster, que incluíam em 27 de fevereiro mais de US$ 100 milhões de recebíveis e caixa e uma coleção de títulos avaliada em US$ 175 milhões.