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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Para evitar downloads ilegais, canais pagos tentam encurtar atraso de séries
Para combater downloads ilegais e atrair mais público para seus programas, canais brasileiros cada vez mais encurtam o espaço de tempo entre a exibição de séries nos Estados Unidos e no Brasil.
Em janeiro, a HBO repete a estratégia do seriado "Game of Thrones" e estreia duas novas séries simultaneamente nos dois países: "True Detective", em 12 de janeiro, e "Looking", no dia 19.
Além delas, o canal exibe nos EUA e no Brasil, no mesmo dia, a terceira temporada de "Girls", premiada série de Lena Dunham sobre quatro jovens amigas que moram em Nova York, também no dia 12.
O canal diz que é um "compromisso" trazer simultaneamente ao país suas maiores produções. Por causa da diferença de horário, elas irão ao ar aqui após a meia-noite.
No Warner Channel, séries que estrearam em 2013, como a ficção "Almost Human", o suspense "Hostages" e as comédias "Mom" e "Super Fun Night", são exibidas com no máximo duas semanas de atraso em relação aos EUA.
A gerente do canal, Vicky Zambrano, confirma que a janela de exibição cada vez menor é uma preocupação.
"Entendemos que a tecnologia permite que conteúdos de TV viajem rápido e não queremos nem podemos ficar para trás", diz a executiva. Mas ela lembra que transmissões quase simultâneas não são fáceis de conseguir.
"Leva-se tempo para preparar o material de transmissão, adaptando-o aos diferentes mercados, com seus idiomas e especificidades."
Legendagem e dublagem são processos que atrasam a exibição, de acordo com os executivos ouvidos pela Folha. Outro motivo é o preço que se paga para ter a primeira janela de exibição no país.
"O quanto mais próximo da exibição no país de origem, melhor. O que embasa a minha opinião é justamente o valor que se cobra por essas primeiras exibições", diz Paulo Franco, vice-presidente de programação da Fox.
O canal exibe "The Walking Dead", sucesso sobre zumbis, com dois dias de diferença em relação ao canal norte-americano. O mesmo ocorre com "American Horror Story". Já a nova "Sleepy Hollow", de terror, não teve o mesmo tratamento.
"Perdemos a concorrência para a [divisão do canal na] América Latina. Às vezes, a concorrência é interna."
Franco diz que quanto maior a base de fãs, menor tem de ser a janela entre exibições. "Nas séries mais antigas, que têm mais fãs, quanto mais longe estrear, pior. O pessoal fica chateado."
Para a Sony, encurtar a distância é importante, mas às vezes o atraso é estratégico.
"Com 'Breaking Bad', por exemplo, a crítica foi um chamariz importante. Outro parceiro fantástico foi a web. Resolvemos passar a série de novo desde o começo", afirma Alberto Niccoli, gerente geral da Sony no Brasil. "Queremos é que fortaleça o canal."
A TV sob demanda também tenta encurtar a distância. O Netflix anunciou há duas semanas que disponibilizará "Better Call Saul", série originada de "Breaking Bad", que conta a vida pregressa do advogado trambiqueiro Saul Goodman, logo após a exibição nos Estados Unidos pelo canal AMC.
Por Isabelle Moreira Lima, para o jornal Folha de São Paulo, em 02/01/2014.
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
Fox investe nos 'hábitos da classe C' para crescer no país
Objeto do desejo de quase todo produtor de conteúdo nos últimos dois anos, a classe C encontrou abrigo, em parte, nos canais da Fox.
A principal receita da programadora, os recursos que recebe de operadoras como Net e Sky pela transmissão dos canais, cresceu 55% no ano fiscal que termina neste mês.
"A gente via que o público que estava chegando [à TV paga], de classe C, tinha hábitos diferentes", descreve o diretor-geral, Gustavo Leme. "E a gente tinha que perseguir esses hábitos."
A Fox partiu para dublar todos os canais, acelerou produções nacionais e contratou um vice de programação que vinha da TV aberta mais popular, ex-Record e SBT. Também lançou seu canal de esportes, concentrado em futebol e com programador também saído da TV aberta.
Mas o salto de 55% na receita com "eyeballs", globos oculares, como Leme descreve o faturamento junto a assinantes das operadoras, não se refletiu em anúncios, que cresceram 28%. Com o percentual menor de publicidade, a média do aumento da receita da Fox foi de 49%.
Gustavo Leme - Muita mudança. Chegou um momento em que a gente falou, "Olha, a Fox precisa se estruturar de maneira mais sólida no Brasil". Foi há praticamente dois anos. E coincidiu com a Fox comprando a parte da Hicks Muse no Fox Sports. Com o controle de todo o canal, a gente lançou no Brasil.
Nesse período, final de 2011, início de 2012, a gente estava num escritório que era um terço deste e decidiu que iria fazer toda a programação dos canais. Contratamos Paulo Franco, que vem de SBT, Record. A gente via que, com o crescimento da TV por assinatura, o público que estava chegando, de classe C, tinha hábitos diferentes. E a gente tinha que perseguir esses hábitos. Uma decisão foi trazer essa cultura.
Um pouco de TV aberta.
Com o Paulo, a partir da metade do ano passado a gente conseguiu com os canais de entretenimento --a Fox, o FX, o National Geographic, o Bem Simples, o Fox Life-- um crescimento muito grande em audiência. O Fox hoje é o primeiro entre todos os canais de TV por assinatura. O NatGeo é o primeiro em termos de documentários, passou o concorrente. O FX estava lá em 25º e agora está ranqueando entre os dez principais. Foi essa aposta de TV aberta, de investir na dublagem.
Que virou uma política ampla.
Para todos os canais. E a gente passou a produzir muito mais no Brasil. Os conteúdos do Bem Simples, por exemplo, eram todos feitos na Argentina, em português.
"Homens Gourmet", Palmirinha, a Carla Pernambuco com "Brasil no Prato". E a gente está agora em parceria com a Casablanca para produzir a nova temporada.
Em São Paulo?
O estúdio é na Vila Mariana. A produção é terceirizada, porque esse é o objetivo da lei [12.485, de 2012], incentivar a produção independente nacional. A gente contratou a Casablanca também para o Fox Sports. E, para a programação, o Edu Zerbini, também um cara de TV aberta.
Você também convidou Patrícia Abravanel, para o Bem Simples?
Não era convite. A ideia era usar os produtos da Jequiti e eventualmente fazer um programa no Bem Simples. Não era tirar ela do SBT. Era uma coisa comercial, para vender produto cosmético. E não funcionou.
Um ano atrás, você previa um crescimento de faturamento neste ano fiscal que termina em junho. Ele aconteceu?
Aconteceu. Posso dar o número percentual. Comparado com o ano fiscal de 2012, que terminou em junho do ano passado, o de 2013 cresceu 49%, como total do faturamento. A gente teve aumento até da receita de publicidade, porque tem um pacote mais consistente, com entretenimento, esporte, "life style".
O vice da Turner reclamou que no Brasil a TV paga cresce em penetração, mas a publicidade não acompanha.
No caso da Fox, além do aumento na base de assinantes, tivemos aumento de audiência. Isso se reflete num número muito maior de telespectadores, só que a gente não consegue refletir isso no valor da publicidade.
Você vai no anunciante num dado ano e vende um pacote por R$ 1 milhão; no ano seguinte, você teve aumento de base, você aumentou em 50% o número de "eyeballs", de pessoas que estão assistindo, e não consegue repassar para o cara de uma vez.
Por que há essa lentidão?
Porque as verbas já estão em grande parte comprometidas com algumas estratégias. O cara, para tirar dinheiro de TV aberta e passar para TV por assinatura, é difícil.
Tem as bonificações de volume [recursos destinados pelos veículos às agências, para direcionar anunciantes]. Mas aí, no ano seguinte, você já consegue um pedaço maior e vai andando.
Além da publicidade, a receita vem das assinaturas?
É o quanto a gente cobra das operadoras, Net, Sky, Vivo, Claro. É o "fee", o valor que a gente cobra por assinante, por cada canal. O aumento foi muito grande, 55%. Foi o que mais carregou.
Com relação à produção nacional, você vê a lei como positiva, hoje?
Nunca vi a lei como positiva. Não mudou tanto o mercado, pelo menos para a gente, que iria produzir de qualquer maneira. Quando a gente produziu a série "9MM" nem se falava em lei, cotas, essas coisas. A gente tem muito mais conteúdo hoje, em termos de horas, do que determina a lei. A lei também não serviu para crescimento de mercado, porque o mercado iria crescer de qualquer jeito. E não serviu para mudar de mãos o dinheiro que é usado para produção independente, porque os mesmos estão produzindo, para os mesmos. As grandes produtoras continuam centralizando o dinheiro.
E houve consequências negativas?
O que teve um apelo negativo foi a questão de cotas de canais nas operadoras. Isso complicou muito a vida da gente. A gente já poderia ter mais canais, ter novos projetos, mas isso ficou inviável porque os canais obrigatórios acabaram tomando todo o espaço das operadoras. Eles estão sendo lançados e são canais que a gente pode ver que muito poucos têm alguma coisa a acrescentar para o telespectador.
A Fox cresceu, mas a Globosat ainda está muito na frente?
Muito. A gente nunca vai chegar ao tamanho que tem a Globosat.
Até pela limitação de canais.
Pela limitação de canais. Pelo tamanho do investimento que eles já fizeram todos estes anos. A gente tem muito o que correr atrás. Também pelos conteúdos que eles têm. Um canal como o Viva, por exemplo, é baseado em todo o conteúdo histórico da Globo. Isso não tem preço.
O canal Fox já está na frente da RedeTV! na TV paga?
Não consistentemente, mas em muitos momentos o Fox e o Fox Sports superam alguns canais de TV aberta, dentro do universo de cabo. Isso acontece. Não é ainda um comportamente sistemático, mas em muitos momentos a gente já supera. Em alguns, a gente ficou em segundo, só atrás da Globo. Isso no âmbito da TV por assinatura, porque, se você for contar o universo total de TV, não tem como.
Você considera que a maneira como é medida a audiência da TV por assinatura no Brasil está funcionando? Seria bom ter concorrência?
Leme - Seria excelente ter concorrência. Acho muito inconsistente ainda, em termos de quantidade de "people meters", em termos de representatividade da amostra. Podia ser melhor. E também há mudanças muito rápidas, em termos de operadoras e pacotes, e isso é difícil de acompanhar.
O Netflix estreou no Brasil há um ano e meio. Algum impacto?
Não, até agora não. A gente vê com atenção, vê que tem tido um crescimento. Mas não teve nenhum impacto, em termos do nosso negócio, ainda.
A Fox tem participação no Hulu [serviço concorrente do Netflix nos EUA]. Pretende trazer para cá?
Não, não temos nenhum projeto de lançar o Hulu aqui. O projeto que a gente tem é o Fox Play. Mas é um projeto, não está nada fechado. É como HBO Go, o Muu da Globosat, esses.
Através das operadoras ou direto na internet?
Sempre passando pelas operadoras. A gente não quer fazer concorrência ao nosso próprio cliente. Vamos oferecer esse produto através da TV paga. É para este ano.
Em 19/06/2013, no jornal Folha de S. Paulo.
A principal receita da programadora, os recursos que recebe de operadoras como Net e Sky pela transmissão dos canais, cresceu 55% no ano fiscal que termina neste mês.
"A gente via que o público que estava chegando [à TV paga], de classe C, tinha hábitos diferentes", descreve o diretor-geral, Gustavo Leme. "E a gente tinha que perseguir esses hábitos."
A Fox partiu para dublar todos os canais, acelerou produções nacionais e contratou um vice de programação que vinha da TV aberta mais popular, ex-Record e SBT. Também lançou seu canal de esportes, concentrado em futebol e com programador também saído da TV aberta.
Mas o salto de 55% na receita com "eyeballs", globos oculares, como Leme descreve o faturamento junto a assinantes das operadoras, não se refletiu em anúncios, que cresceram 28%. Com o percentual menor de publicidade, a média do aumento da receita da Fox foi de 49%.
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O que significou este último ano para a Fox?Gustavo Leme - Muita mudança. Chegou um momento em que a gente falou, "Olha, a Fox precisa se estruturar de maneira mais sólida no Brasil". Foi há praticamente dois anos. E coincidiu com a Fox comprando a parte da Hicks Muse no Fox Sports. Com o controle de todo o canal, a gente lançou no Brasil.
Nesse período, final de 2011, início de 2012, a gente estava num escritório que era um terço deste e decidiu que iria fazer toda a programação dos canais. Contratamos Paulo Franco, que vem de SBT, Record. A gente via que, com o crescimento da TV por assinatura, o público que estava chegando, de classe C, tinha hábitos diferentes. E a gente tinha que perseguir esses hábitos. Uma decisão foi trazer essa cultura.
Um pouco de TV aberta.
Com o Paulo, a partir da metade do ano passado a gente conseguiu com os canais de entretenimento --a Fox, o FX, o National Geographic, o Bem Simples, o Fox Life-- um crescimento muito grande em audiência. O Fox hoje é o primeiro entre todos os canais de TV por assinatura. O NatGeo é o primeiro em termos de documentários, passou o concorrente. O FX estava lá em 25º e agora está ranqueando entre os dez principais. Foi essa aposta de TV aberta, de investir na dublagem.
Que virou uma política ampla.
Para todos os canais. E a gente passou a produzir muito mais no Brasil. Os conteúdos do Bem Simples, por exemplo, eram todos feitos na Argentina, em português.
"Homens Gourmet", Palmirinha, a Carla Pernambuco com "Brasil no Prato". E a gente está agora em parceria com a Casablanca para produzir a nova temporada.
Em São Paulo?
O estúdio é na Vila Mariana. A produção é terceirizada, porque esse é o objetivo da lei [12.485, de 2012], incentivar a produção independente nacional. A gente contratou a Casablanca também para o Fox Sports. E, para a programação, o Edu Zerbini, também um cara de TV aberta.
Você também convidou Patrícia Abravanel, para o Bem Simples?
Não era convite. A ideia era usar os produtos da Jequiti e eventualmente fazer um programa no Bem Simples. Não era tirar ela do SBT. Era uma coisa comercial, para vender produto cosmético. E não funcionou.
Um ano atrás, você previa um crescimento de faturamento neste ano fiscal que termina em junho. Ele aconteceu?
Aconteceu. Posso dar o número percentual. Comparado com o ano fiscal de 2012, que terminou em junho do ano passado, o de 2013 cresceu 49%, como total do faturamento. A gente teve aumento até da receita de publicidade, porque tem um pacote mais consistente, com entretenimento, esporte, "life style".
O vice da Turner reclamou que no Brasil a TV paga cresce em penetração, mas a publicidade não acompanha.
No caso da Fox, além do aumento na base de assinantes, tivemos aumento de audiência. Isso se reflete num número muito maior de telespectadores, só que a gente não consegue refletir isso no valor da publicidade.
Você vai no anunciante num dado ano e vende um pacote por R$ 1 milhão; no ano seguinte, você teve aumento de base, você aumentou em 50% o número de "eyeballs", de pessoas que estão assistindo, e não consegue repassar para o cara de uma vez.
Por que há essa lentidão?
Porque as verbas já estão em grande parte comprometidas com algumas estratégias. O cara, para tirar dinheiro de TV aberta e passar para TV por assinatura, é difícil.
Tem as bonificações de volume [recursos destinados pelos veículos às agências, para direcionar anunciantes]. Mas aí, no ano seguinte, você já consegue um pedaço maior e vai andando.
| Gustavo Leme, diretor-geral da Fox |
Além da publicidade, a receita vem das assinaturas?
É o quanto a gente cobra das operadoras, Net, Sky, Vivo, Claro. É o "fee", o valor que a gente cobra por assinante, por cada canal. O aumento foi muito grande, 55%. Foi o que mais carregou.
Com relação à produção nacional, você vê a lei como positiva, hoje?
Nunca vi a lei como positiva. Não mudou tanto o mercado, pelo menos para a gente, que iria produzir de qualquer maneira. Quando a gente produziu a série "9MM" nem se falava em lei, cotas, essas coisas. A gente tem muito mais conteúdo hoje, em termos de horas, do que determina a lei. A lei também não serviu para crescimento de mercado, porque o mercado iria crescer de qualquer jeito. E não serviu para mudar de mãos o dinheiro que é usado para produção independente, porque os mesmos estão produzindo, para os mesmos. As grandes produtoras continuam centralizando o dinheiro.
E houve consequências negativas?
O que teve um apelo negativo foi a questão de cotas de canais nas operadoras. Isso complicou muito a vida da gente. A gente já poderia ter mais canais, ter novos projetos, mas isso ficou inviável porque os canais obrigatórios acabaram tomando todo o espaço das operadoras. Eles estão sendo lançados e são canais que a gente pode ver que muito poucos têm alguma coisa a acrescentar para o telespectador.
A Fox cresceu, mas a Globosat ainda está muito na frente?
Muito. A gente nunca vai chegar ao tamanho que tem a Globosat.
Até pela limitação de canais.
Pela limitação de canais. Pelo tamanho do investimento que eles já fizeram todos estes anos. A gente tem muito o que correr atrás. Também pelos conteúdos que eles têm. Um canal como o Viva, por exemplo, é baseado em todo o conteúdo histórico da Globo. Isso não tem preço.
O canal Fox já está na frente da RedeTV! na TV paga?
Não consistentemente, mas em muitos momentos o Fox e o Fox Sports superam alguns canais de TV aberta, dentro do universo de cabo. Isso acontece. Não é ainda um comportamente sistemático, mas em muitos momentos a gente já supera. Em alguns, a gente ficou em segundo, só atrás da Globo. Isso no âmbito da TV por assinatura, porque, se você for contar o universo total de TV, não tem como.
Você considera que a maneira como é medida a audiência da TV por assinatura no Brasil está funcionando? Seria bom ter concorrência?
Leme - Seria excelente ter concorrência. Acho muito inconsistente ainda, em termos de quantidade de "people meters", em termos de representatividade da amostra. Podia ser melhor. E também há mudanças muito rápidas, em termos de operadoras e pacotes, e isso é difícil de acompanhar.
O Netflix estreou no Brasil há um ano e meio. Algum impacto?
Não, até agora não. A gente vê com atenção, vê que tem tido um crescimento. Mas não teve nenhum impacto, em termos do nosso negócio, ainda.
A Fox tem participação no Hulu [serviço concorrente do Netflix nos EUA]. Pretende trazer para cá?
Não, não temos nenhum projeto de lançar o Hulu aqui. O projeto que a gente tem é o Fox Play. Mas é um projeto, não está nada fechado. É como HBO Go, o Muu da Globosat, esses.
Através das operadoras ou direto na internet?
Sempre passando pelas operadoras. A gente não quer fazer concorrência ao nosso próprio cliente. Vamos oferecer esse produto através da TV paga. É para este ano.
Em 19/06/2013, no jornal Folha de S. Paulo.
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Estúdios de Hollywood reclamam dívidas da Blockbuster

Os estúdios de Hollywood começaram a reclamar as dívidas contraídas pela multinacional de locação de filmes Blockbuster, que está afundando financeiramente, informou nesta quinta-feira "The Hollywood Reporter".
A companhia se declarou em quebra no final de 2010 e depois que os acionistas não entraram em acordo sobre um plano para sua reestruturação se optou por colocar a empresa à venda, um operação que está prevista para ser concluída antes do final de abril.Enquanto isso, Universal Pictures, 20th Century Fox e Summit Entertainment exigiram que a Blockbuster pague as dívidas pendentes associadas à comercialização de seus filmes.
A soma total superaria os US$ 23 milhões, apesar de a Universal ter proposto que a Blockbuster devolvesse os DVDs de sua propriedade em lugar do dinheiro. Atualmente, a empresa de locação de filmes conta com uma oferta de compra de US$ 290 milhões por parte de fundos de investimento que, se for concretizada, resultaria no fechamento de mais de 600 lojas das cerca de de 3,3 mil que ainda tem em funcionamento.
Rede de videolocadoras americana entrou em concordata com o avanço da internet e a queda no aluguel de filmes
A Blockbuster, rede americana de locadoras de vídeos que entrou em concordata no ano passado, iniciou o processo de venda e já encontrou um possível comprador, segundo informou a Reuters. A Cobalt Video Holdco, empresa controlada por fundo de investimentos, apresentou uma oferta inicial de US$ 290 milhões (R$ 485 milhões aproximadamente).
Esse tipo de proposta ( chamada em inglês de “stalking horse”, ou pretexto) é utilizado como um valor mínimo e outros possíveis interessados terão de oferecer um preço maior para iniciar as negociações.
A Blockbuster também pediu autorização da Justiça para conduzir um leilão de venda.
Além dos EUA, a rede de videolocadoras possui negócios no Canadá, na Dinamarca, Itália, no México e Reino Unido. No Brasil, as operações da Blockbuster foram vendidas para a rede brasileira Lojas Americanas, que hoje apenas detém o direito de utilizar a marca no País. A varejista transformou as videolocadoras em lojas Americanas Express, um formato de lojas mais compactas.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Copa do Mundo é um desafio para estúdios de Hollywood
Por Stuart Kemp e Scott Roxborough, em 11/06/2010, no link http://cinema.uol.com.br/ultnot/reuters/2010/06/11/copa-do-mundo-e-um-desafio-para-estudios-de-hollywood.jhtm .
LONDON (Hollywood Reporter) - O maior show nos gramados, a Copa do Mundo, começa. E, para europeus atingidos pela recessão, o evento é recebido como uma boa dose de entretenimento de graça em meio a medidas governamentais para reduzir gastos por todo o continente.
Os organizadores receberam mais de 3,4 bilhões de dólares pelo valor dos direitos de transmissão e de patrocínio, enquanto bilhões vão aumentar a receita de publicidade das redes de televisão.
O canal comercial ITV, que divide os direitos da Copa do Mundo com a BBC na Inglaterra, está prevendo um aumento de 25 por cento na receita com publicidade por conta do torneio - valor que pode subir se a Inglaterra tiver bom desempenho. A alta de 25 por cento pode significar valores de 100 milhões de dólares.
Apesar da confiança das redes de televisão, os estúdios dos Estados Unidos veem o evento como um mês inteiro de dores de cabeça. As duas primeiras semanas são as piores, já que haverá jogos na hora do almoço, no meio da tarde e no horário nobre na Europa.
"É uma distração gigantesca, e se o país em questão está jogando, o negócio (nos cinemas) cai como uma pedra", disse Duncan Clark, vice-presidente da Universal Pictures International. "É possível fazer algo nos dias entre as partidas. Podemos ter grandes negócios nesses dias se estivermos preparados para aceitar alguns dias de baixa", acrescentou.
Filmes para mulheres e focados em famílias são os preferidos como alternativa à Copa do Mundo.
A Disney lança a comédia romântica com Kristen Bell "When in Rome" na Itália, Alemanha, Espanha e Holanda na primeira semana do torneio. O filme gerou apenas 33 milhões de dólares na América do Norte após a estreia em janeiro.
Já a Paramount entra com "She's Out Of My League" (lançado três meses atrás na América do Norte para gerar 32 milhões de dólares) nos maiores países, incluindo Reino Unido, Itália e França. A empresa agendou o lançamento europeu de "Shrek Forever After" para o estágio de quartas de final da Copa do Mundo.
"É um período difícil", disse Andrew Cripps, presidente do braço internacional do estúdio. "Nós achamos que abre espaço para filmes para família ter audiência, mas não há dúvida que é um grande desafio."
A Fox é a única que está enfrentando a Copa do Mundo com o lançamento do filme de ação orientado ao público masculino "The A-Team" neste final de semana em 34 países, incluindo aqueles envolvidos no torneio como Reino Unido, Austrália, Brasil, Holanda e México.
Para enfrentar a concorrência, diversas salas de cinema decidiram abraçar o torneio e vão transmitir jogos. Países como Espanha e Itália vão oferecer versão em 3D das partidas.
Os distribuidores internacionais de filmes enfrentam outro desafio após a final da Copa no dia 11 de julho. Há muitos títulos importantes nas semanas seguintes, como "Crepúsculo" e "Toy Story 3", o que corre o risco de criar um engarrafamento de filmes.
LONDON (Hollywood Reporter) - O maior show nos gramados, a Copa do Mundo, começa. E, para europeus atingidos pela recessão, o evento é recebido como uma boa dose de entretenimento de graça em meio a medidas governamentais para reduzir gastos por todo o continente.
Os organizadores receberam mais de 3,4 bilhões de dólares pelo valor dos direitos de transmissão e de patrocínio, enquanto bilhões vão aumentar a receita de publicidade das redes de televisão.
O canal comercial ITV, que divide os direitos da Copa do Mundo com a BBC na Inglaterra, está prevendo um aumento de 25 por cento na receita com publicidade por conta do torneio - valor que pode subir se a Inglaterra tiver bom desempenho. A alta de 25 por cento pode significar valores de 100 milhões de dólares.
Apesar da confiança das redes de televisão, os estúdios dos Estados Unidos veem o evento como um mês inteiro de dores de cabeça. As duas primeiras semanas são as piores, já que haverá jogos na hora do almoço, no meio da tarde e no horário nobre na Europa.
"É uma distração gigantesca, e se o país em questão está jogando, o negócio (nos cinemas) cai como uma pedra", disse Duncan Clark, vice-presidente da Universal Pictures International. "É possível fazer algo nos dias entre as partidas. Podemos ter grandes negócios nesses dias se estivermos preparados para aceitar alguns dias de baixa", acrescentou.
Filmes para mulheres e focados em famílias são os preferidos como alternativa à Copa do Mundo.
A Disney lança a comédia romântica com Kristen Bell "When in Rome" na Itália, Alemanha, Espanha e Holanda na primeira semana do torneio. O filme gerou apenas 33 milhões de dólares na América do Norte após a estreia em janeiro.
Já a Paramount entra com "She's Out Of My League" (lançado três meses atrás na América do Norte para gerar 32 milhões de dólares) nos maiores países, incluindo Reino Unido, Itália e França. A empresa agendou o lançamento europeu de "Shrek Forever After" para o estágio de quartas de final da Copa do Mundo.
"É um período difícil", disse Andrew Cripps, presidente do braço internacional do estúdio. "Nós achamos que abre espaço para filmes para família ter audiência, mas não há dúvida que é um grande desafio."
A Fox é a única que está enfrentando a Copa do Mundo com o lançamento do filme de ação orientado ao público masculino "The A-Team" neste final de semana em 34 países, incluindo aqueles envolvidos no torneio como Reino Unido, Austrália, Brasil, Holanda e México.
Para enfrentar a concorrência, diversas salas de cinema decidiram abraçar o torneio e vão transmitir jogos. Países como Espanha e Itália vão oferecer versão em 3D das partidas.
Os distribuidores internacionais de filmes enfrentam outro desafio após a final da Copa no dia 11 de julho. Há muitos títulos importantes nas semanas seguintes, como "Crepúsculo" e "Toy Story 3", o que corre o risco de criar um engarrafamento de filmes.
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