Mostrando postagens com marcador blockbuster. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blockbuster. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Blockbuster abandona aluguel de DVDs e fecha suas lojas nos EUA
A locadora de vídeo norte-americana Blockbuster abandonará a atividade de aluguel de DVDs e fechará todas as suas lojas nos EUA, vítima do auge do consumo de conteúdos pela internet, anunciou nesta quarta-feira sua controladora, Dish Network.
A empresa deixará de alugar DVDs em suas lojas e por correio no começo de janeiro de 2014 e "fechará suas 300 lojas varejistas restantes nos EUA, assim como seus centros de distribuição", informou a empresa em comunicado.
"Não é uma decisão fácil, mas a demanda dos consumidores evolui claramente para a distribuição digital de vídeo", disse Joseph Clayton, diretor geral da Dish.
A marca Blockbuster continuará sendo usada para ofertas na internet.
A Dish Network, um grupo de TV por satélite, comprou a Blockbuster, que estava em quebra, em 2011.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Blockbuster do Reino Unido é vendida após falência
A rede no Reino Unido possuía um total de 528 lojas quando pediu concordata. Centenas de estabelecimentos da rede foram fechados após seu colapso financeiro.
Administradores da empresa Delloitte afirmaram neste sábado (23/3) que o Gordon Brothers Europe havia adquirido a Blockbuster por uma quantia não revelada, poupando ao menos dois mil empregos e 264 lojas britânicas da rede.
A Blockbuster do Reino Unido é uma subsidiária da norte-americana, com base em Blockbuster LLC, que foi reestruturada, conforme as leis de concordata dos EUA, e depois adquirida pela empresa Dish Network Corp, do Colorado, em 2011.
No Brasil
No Brasil as lojas da Blockbuster foram adquiridas pelo grupo Lojas Americanas. Desde o início de 2007, as locadoras passaram a fazer parte da rede de varejo e a oferecer outros produtos, se transformando em um setor dentro da bandeira Americanas Express. Há cerca de 190 lojas em todo país com esse perfil.
Por Roberto Guerra, em 23/03/2013, no link http://www.cineclick.com.br/noticia/carregar/titulo/blockbuster-do-reino-unido-e-vendida-apos-falencia/id/36619
quinta-feira, 21 de março de 2013
Brasil, Rússia, Índia e China serão responsáveis por 25% da bilheteria mundial
Nos últimos cinco anos, os países dobraram sua fatia na bilheteria mundial, graças a vários fatores: crescimento do mercado, aumento do preço dos ingressos e construção de novas salas, só na China, espera-se que existam 20.000 salas até 2015.
No Brasil, um dos responsáveis é o aumento exponencial de shopping centers, grandes concentradores de salas de cinema. Na Rússia, a popularidade de grandes blockbusters vem crescendo consideravelmente.
A China já é o segundo maior mercado depois dos Estados Unidos, tendo arrecadado mais de US$ 2,7 bilhões no ano passado. A Índia encontra-se no sexto lugar, enquanto a Rússia fica em nono. O Brasil, que não conseguiu bater a marca de US$ 1 bilhão em 2012, está no 12º lugar. Até 2017, o Brasil deve estar na 10ª posição.
Em 2008, o BRIC rendeu US$ 3,08 bilhões, valor que saltou para US$ 6,2 em 2012, um crescimento de 14,9%.
Parece que, a partir de agora, veremos cada vez menos vilões russos, chineses, indianos e brasileiros em Hollywood.
Por Felipe Minozzi, em 21/03/2013, no link http://www.cineclick.com.br/noticia/carregar/titulo/brasil-russia-india-e-china-serao-responsaveis-por-25-da-bilheteria-mundial/id/36598
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Neurocinema: como a tecnologia vai mudar o jeito de se fazer filmes no futuro
Foto: Divulgação
Neurocinema: o filme no controle da atenção do espectador
Uma superprodução cinematográfica é um investimento caro e nenhuma produtora que invista US$ 100, 200 milhões em um filme pode se dar ao luxo de levar às telas um retumbante fracasso. Um fiasco dessas proporções pode levar um estúdio à falência e o valor artístico aqui fica em segundo plano: é preciso, ante de tudo, recuperar o dinheiro investido. Por isso, Hollywood se cerca de estratégias para minimizar os riscos de um blockbuster fracassar. A mais nova e promissora arma dos estúdios é o uso de uma espécie de escâner cerebral para avaliar previamente a receptividade do público a uma produção.
O aparelho se chama Gerador de Imagens por Ressonância Magnética Funcional (fMRI), máquina que produz imagens em tempo real da atividade cerebral, geralmente é usada geralmente para fins médicos. O equipamento já vem sendo utilizado há alguns anos por empresas de neuromarketing como a MindSign, localizada em San Diego, na Califórnia, para ajudar Hollywood a criar trailers de filmes mais eficientes com base nas respostas neurais das pessoas. Atualmente diversos centros de pesquisa vêm realizando testes para tornar também os filmes mais eficientes, ajudando a moldar o produto com a esperança de que fature mais. O trabalho, inclusive, ganhou status de estudo científico e é chamado de Neurocinema, responsável por analisar as reações cerebrais das pessoas diante de uma obra cinematográfica.
As pessoas mentem, o cérebro não
Os chamados testes de audiência são uma prática comum nos Estados Unidos há décadas. Muito antes de um longa chegar aos cinemas, centenas de espectadores avaliam o filme ainda em processo de produção por meio de questionários. O processo permite aos realizadores uma visão privilegiada e, com bases nestas respostas, tomam decisões relevantes para o aprimoramento do filme e para a elaboração de sua estratégia de lançamento.
O problema é que todas essas decisões são feitas em cima de impressões subjetivas das pessoas. As pesquisas realizadas pela MindSign mostram, por exemplo, que em testes de audiência as pessoas costumam dizer aquilo que acham que o realizador quer ouvir, ou o que acreditam ser a resposta certa. É aí que o fMRI entra. Os exames de neuroimagem funcionam como uma espécie de polígrafo, evitando que as pessoas mintam ou escondam suas verdadeiras impressões.
Um fato ocorrido em 2007 atesta a eficiência da técnica. Um teste de público ocorrido no Reino Unido apresentou um resultado negativo para um gameshow chamado Quizmania. 30% da audiência afirmou, categoricamente, ter detestado o programa. A rede de TV fez um novo teste usando o fMRI e encontrou evidências de que as pessoas iriam gostar do programa. Resultado: o Quizmania foi lançado e tornou-se um grande sucesso.
Foto: Divulgação
Testes de audiências por meio de questionários: subjetividade humana conduz ao engano
O medo inconsciente
Os resultados dos estudos feitos até agora têm demonstrado que alguns filmes podem exercer controle considerável sobre o cérebro. E este impacto varia consideravelmente de acordo com as sequências de imagens, o conteúdo da produção, edição e estilo de filmagem.
Não à toa a indústria cinematográfica começa a enxergar no fMRI um método seguro e eficiente para avaliar melhor seus produtos. Um teste de audiência comum pode até mostrar que determinada cena não está funcionando, mas o fMRI pode apontar o exato local em que as coisas não deram certo e, possivelmente, fornecer subsídios para corrigir o problema.
O aparelho já vem sendo usado por produtores de filmes de terror, pois verifica uma parte do cérebro chamada amígdala cerebral, identificada como a responsável por lidar com reações primitivas como o medo. Examinando vários cérebros, tira-se uma média dos resultados e define-se os pontos certos a estimular para aumentar a resposta da amígdala. Testes feitos pela MindSign constaram, por exemplo, que em determinado filme uma cena de uma mão se arrastando pela parede surtiu mais efeito estimulante do que um vilão pulando de trás de um arbusto, contrariando o que imaginavam os realizadores.
Foto: Divulgação
Reação: áreas ativivadas pelo cérebro durante a exibição de filmes diferentes
Valores cinematográficos
Ao longo dos anos, cineastas desenvolveram um arsenal de dispositivos (montagem, edição de continuidade, close-up) para dirigir as mentes dos espectadores durante a exibição de um filme. Estas técnicas, que constituem a estrutura formal e estética de qualquer produto cinematográfico, determinam como o público responderá ao filme. Embora a ideia de que os filmes possam exercer controle sobre as mentes dos espectadores não seja nova, até o advento dos métodos do Neurocinema não havia maneira de penetrar a mente do espectador e registrar seus estados mentais.
Não está claro ainda se a tecnologia poderá ser usada para todos os gêneros de filmes, porque o fMRI tem dificuldades de lidar com emoções mais complexas. Quanto mais sutil o trabalho artístico da obra, mais difícil de codificar seus efeitos no cérebro.
Mesmo que muitos testes ainda precisem ser realizados, ao que parece a indústria de cinema de Hollywood parece inclinada a apostar sua fichas no fMRI como uma ferramenta eficaz para envolver o público ainda mais num filme.
O método, sem dúvidas, fornece uma medição segura do nível de controle e os efeitos comuns causados por um filme na mente do público. A semelhança nas reações cerebrais não podem, no entanto, ser a única medida de para avaliar a qualidade de uma obra de cinema. Assim, espera-se que o fMRI não seja utilizado para avaliar os valores estéticos, artísticos, sociais e políticos de um filme. Do contrário, no futuro do cinema não haverá espaço para a criatividade e inovação.
Neurocinema: o filme no controle da atenção do espectador
Uma superprodução cinematográfica é um investimento caro e nenhuma produtora que invista US$ 100, 200 milhões em um filme pode se dar ao luxo de levar às telas um retumbante fracasso. Um fiasco dessas proporções pode levar um estúdio à falência e o valor artístico aqui fica em segundo plano: é preciso, ante de tudo, recuperar o dinheiro investido. Por isso, Hollywood se cerca de estratégias para minimizar os riscos de um blockbuster fracassar. A mais nova e promissora arma dos estúdios é o uso de uma espécie de escâner cerebral para avaliar previamente a receptividade do público a uma produção.
O aparelho se chama Gerador de Imagens por Ressonância Magnética Funcional (fMRI), máquina que produz imagens em tempo real da atividade cerebral, geralmente é usada geralmente para fins médicos. O equipamento já vem sendo utilizado há alguns anos por empresas de neuromarketing como a MindSign, localizada em San Diego, na Califórnia, para ajudar Hollywood a criar trailers de filmes mais eficientes com base nas respostas neurais das pessoas. Atualmente diversos centros de pesquisa vêm realizando testes para tornar também os filmes mais eficientes, ajudando a moldar o produto com a esperança de que fature mais. O trabalho, inclusive, ganhou status de estudo científico e é chamado de Neurocinema, responsável por analisar as reações cerebrais das pessoas diante de uma obra cinematográfica.
As pessoas mentem, o cérebro não
Os chamados testes de audiência são uma prática comum nos Estados Unidos há décadas. Muito antes de um longa chegar aos cinemas, centenas de espectadores avaliam o filme ainda em processo de produção por meio de questionários. O processo permite aos realizadores uma visão privilegiada e, com bases nestas respostas, tomam decisões relevantes para o aprimoramento do filme e para a elaboração de sua estratégia de lançamento.
O problema é que todas essas decisões são feitas em cima de impressões subjetivas das pessoas. As pesquisas realizadas pela MindSign mostram, por exemplo, que em testes de audiência as pessoas costumam dizer aquilo que acham que o realizador quer ouvir, ou o que acreditam ser a resposta certa. É aí que o fMRI entra. Os exames de neuroimagem funcionam como uma espécie de polígrafo, evitando que as pessoas mintam ou escondam suas verdadeiras impressões.
Um fato ocorrido em 2007 atesta a eficiência da técnica. Um teste de público ocorrido no Reino Unido apresentou um resultado negativo para um gameshow chamado Quizmania. 30% da audiência afirmou, categoricamente, ter detestado o programa. A rede de TV fez um novo teste usando o fMRI e encontrou evidências de que as pessoas iriam gostar do programa. Resultado: o Quizmania foi lançado e tornou-se um grande sucesso.
Foto: Divulgação
Testes de audiências por meio de questionários: subjetividade humana conduz ao engano
O medo inconsciente
Os resultados dos estudos feitos até agora têm demonstrado que alguns filmes podem exercer controle considerável sobre o cérebro. E este impacto varia consideravelmente de acordo com as sequências de imagens, o conteúdo da produção, edição e estilo de filmagem.
Não à toa a indústria cinematográfica começa a enxergar no fMRI um método seguro e eficiente para avaliar melhor seus produtos. Um teste de audiência comum pode até mostrar que determinada cena não está funcionando, mas o fMRI pode apontar o exato local em que as coisas não deram certo e, possivelmente, fornecer subsídios para corrigir o problema.
O aparelho já vem sendo usado por produtores de filmes de terror, pois verifica uma parte do cérebro chamada amígdala cerebral, identificada como a responsável por lidar com reações primitivas como o medo. Examinando vários cérebros, tira-se uma média dos resultados e define-se os pontos certos a estimular para aumentar a resposta da amígdala. Testes feitos pela MindSign constaram, por exemplo, que em determinado filme uma cena de uma mão se arrastando pela parede surtiu mais efeito estimulante do que um vilão pulando de trás de um arbusto, contrariando o que imaginavam os realizadores.
Foto: Divulgação
Reação: áreas ativivadas pelo cérebro durante a exibição de filmes diferentes
Valores cinematográficos
Ao longo dos anos, cineastas desenvolveram um arsenal de dispositivos (montagem, edição de continuidade, close-up) para dirigir as mentes dos espectadores durante a exibição de um filme. Estas técnicas, que constituem a estrutura formal e estética de qualquer produto cinematográfico, determinam como o público responderá ao filme. Embora a ideia de que os filmes possam exercer controle sobre as mentes dos espectadores não seja nova, até o advento dos métodos do Neurocinema não havia maneira de penetrar a mente do espectador e registrar seus estados mentais.
Não está claro ainda se a tecnologia poderá ser usada para todos os gêneros de filmes, porque o fMRI tem dificuldades de lidar com emoções mais complexas. Quanto mais sutil o trabalho artístico da obra, mais difícil de codificar seus efeitos no cérebro.
Mesmo que muitos testes ainda precisem ser realizados, ao que parece a indústria de cinema de Hollywood parece inclinada a apostar sua fichas no fMRI como uma ferramenta eficaz para envolver o público ainda mais num filme.
O método, sem dúvidas, fornece uma medição segura do nível de controle e os efeitos comuns causados por um filme na mente do público. A semelhança nas reações cerebrais não podem, no entanto, ser a única medida de para avaliar a qualidade de uma obra de cinema. Assim, espera-se que o fMRI não seja utilizado para avaliar os valores estéticos, artísticos, sociais e políticos de um filme. Do contrário, no futuro do cinema não haverá espaço para a criatividade e inovação.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Locadoras virtuais ou não
Não à toa, nos últimos dias divulguei algumas notícias a respeito da Netflix. Tudo para basear algumas considerações sobre os serviços de locação ou compra de filmes via internet, ou via streaming. Não se trata de uma opinião contrária à Netflix, até porque ela não é a única provedora deste tipo de serviço no Brasil, ou mesmo fora dele. Acontece que se tornaram um modelo, mas um modelo que merece algumas ressalvas.
Primeiramente, acredito que a iniciativa de disponibilizar filmes, séries, ou qualquer tipo de programação via internet, seja uma baita sacada. Todo serviço que facilite ou que permita um acesso melhor ao usuário sempre é válido. Mas esse tipo de opção tem se tornado a única. E é nesse ponto que percebo a disponibilização via streaming como algo negativo.
Aparentemente, o negócio de vídeo locadoras entrou em uma nova queda livre, talvez somente comparada à entrada das grandes redes no mercado e da mudança dos formatos de VHS para DVD. A locadora 2001, acostumada com os clássicos, se viu pressionada a entrar no mundo dos lançamentos, mas nunca perdeu o seu foco nos antigos. Isso fez com que, aparentemente, não sofresse o mesmo golpe que a rede Blockbuster. O problema, é que somos vítimas dos modelos estrangeiros e, quando a Blockbuster entrou em crise nos EUA, justamente pelo novo modelo de concorrência que surgia no meio online, a "filial" brasileira também surtou, e acabou nas mãos das Lojas Americanas, que aproveitou seus pontos e criou várias lojinhas meia boca.
O formato online chegou com tudo. O números de pessoas com acesso à internet é cada vez maior. As pessoas consomem via internet cada vez mais. Nada mais justo do que focar somente neste formato, ou aumentar o investimento. Acontece que lá nos EUA, que dita as regras nesse sentido, os serviços de streaming vêm sendo questionados nos últimos tempos. Quer seja pelo acervo, pelos valores cobrados, pela qualidade do serviço. E a quantidade de assinantes caiu (http://info.abril.com.br/noticias/mercado/netflix-perde-800-mil-assinantes-nos-eua-25102011-18.shl). Não sei se pela mesma razão, mas talvez impulsionados pelos resultados de fora, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) divulgou na edição de abril da sua revista, o resultado de pesquisas relacionadas a estes serviços de vídeo online, e os resultados não foram tão bons.
Existem problemas com questões contratuais, acervo disponível, problemas com a propaganda, mudanças nos pacotes dos assinantes, incompatibilidade com equipamentos,entre outros. O que fez com que usuários trocassem de serviço ou buscassem novas alternativas.
Independente de qualquer problema apontado por essa pesquisa, algumas perguntas me vêm à mente. Será que a nossa internet alcançou uma qualidade tão alta, que permite o uso de uma tecnologia de streaming com a mesma qualidade de um DVD ou até mesmo blu-ray? Obviamente, tudo depende da sua parte do negócio. O que eu quero dizer com isso? Bom, o filme, belo e formoso está a sua disposição porém, se a sua internet não é boa, se a sua TV ou computador não são bons, a culpa por qualquer questão de qualidade será somente sua. E o brasileiro, cá entre nós, se vira bem, mas quando precisa tratar entretenimento, quer ligar a TV e esquecer desses detalhes técnicos. O que eu concordo plenamente.
Também existe toda uma questão de concorrência. O acervo dessas empresas não contém lançamentos, diferentemente, por exemplo, dos pay per view fornecidos pelas TVs a cabo. Será que por uma questão de valores, esse detalhe seja tão superficial? Novamente, as pessoas gostam de lançamentos. Dificilmente um assinante busca clássicos ou filmes muito antigos para assistir com a família. Claro que existe um nicho de colecionadores ou saudosistas para isso, mas não chega a ser uma grande maioria.
Quanto à questão dos valores, tudo é uma questão de percepção. R$15 reais pode não ser muito, se você considerar somente a questão de poder assistir quantos filmes quiser. No entanto, a coisa começa a ficar mais cara se você considerar que precisará de um acesso à internet, um bom computador, ou uma TV de qualidade, que sejam compatíveis às exigências da empresa fornecedora dos filmes, e que toda a manutenção desses equipamentos é por sua conta. Sim, você também é o responsável pela saúde do seu aparelho de DVD, mas qualquer problema é infinitamente inferior em um equipamento que custa R$150 reais, perto de outro que custa mais de R$1.000, como é o caso de um computador.
Reforço minha opinião que, qualquer forma de permitir o acesso da população à cultura e ao entretenimento, sempre será válida. Mas aproveitar o oba oba tecnológico pelo qual o país atravessa, talvez não seja a maneira ideal de fazer isso acontecer (não questiono o bum comercial que existe por trás disso). Também acredito que mais importante do que fornecer qualquer serviço, também seja importante manter outras alternativas, que permitam que eu assista um belo filme caso minha conexão de internet tenha caído.
O avanço tecnológico não pode ser esquecido, mas ele tem que servir como mais uma opção, e não como a única. Imaginar que a ferramenta para assistir vídeos online é a única saída para aquele que busca entretenimento (tanto como consumidor como vendedor), é esquecer o deleite da experiência de entrar em uma video locadora física, e poder pegar na mão um DVD, ler sua sinopse, esbarrar em uma fileira onde existe aquele filme que você sempre quis assistir mas que nunca lembrava o nome, comprar a pipoca, o refrigerante e aquele sorvete, tudo ao mesmo tempo. Chegar em casa, se jogar no sofá, e se deliciar com o filme escolhido. E não entrar em um site tendo que saber exatamente o que se quer ver, ou se perder nas opções, nos cliques de um notebook incômodo (ou algo menor e ainda mais difícil de se visualizar), e esperar o download do filme escolhido, torcendo para que a energia não acabe, ou que sua internet não sofra com as variações de velocidade, sentado em sua não tão confortável cadeira de escritório.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Netflix completa 9 meses com dificuldades no Brasil
Há quase nove meses, a norte-americana Netflix passou a disponibilizar no Brasil seus serviços de streaming. O que parecia natural nos Estados Unidos e no Canadá se tornou um desafio na América Latina por diversos fatores culturais e estruturais, entre eles a baixa qualidade de conexão com a internet, pouco uso de cartões de crédito e o fato de o brasileiro ainda não ter adquirido como hábito pagar para obter conteúdo na web.
A Netflix está presente hoje em 47 países e soma mais de 26 milhões de clientes. Seu faturamento trimestral é de cerca de US$ 900 milhões. No Brasil, os serviços começaram a ser disponibilizados em julho de 2011, mas a empresa ainda encontra dificuldades de penetração e considera o mercado da América Latina muito peculiar.
“Passamos um longo período escutando os consumidores e adaptando a Netflix para atender aos pedidos deles da melhor forma possível. Serviços de streaming são novos no Brasil e, por isso, ainda vai levar um tempo até que consigamos convencer as pessoas de como eles são fáceis e seguros de usar”, explica Joris Evers, Diretor de Comunicação Corporativa Global da Netflix.
Mudança de comportamento
Um dos principais obstáculos, no entanto, tende a desaparecer com o tempo. Apesar do público brasileiro ainda não estar habituado a pagar por material vindo da internet, a popularidade dos tablets, smartphones e Smart TVs deve, aos poucos, mostrar ao consumidor que vale a pena investir em conteúdo digital.
“Não existe ainda uma predisposição cultural do brasileiro a pagar por este tipo de serviço, mas isso varia muito de mídia para mídia. O brasileiro que usa tablet está mais disposto a pagar pela propriedade intelectual do que o que usa a internet aberta por uma questão de educação prévia”, comenta Fernando de La Riva, especialista em negócios digitais.
A barreira tecnológica é outro problema enfrentado pela Netflix no Brasil. O país conta com uma internet de baixa qualidade, o que impede uma melhor colocação da companhia no mercado nacional. De acordo com um levantamento do Ibope, 45% das pessoas acessam a internet com velocidades entre 512 Kbs e 2 Mbits. Apenas 10% dos usuários ativos se conectam acima de 8 Mb, enquanto 4% ainda têm conexões de até 128 Kb.
Barreira tecnológica
Em áreas onde a banda larga é pobre ou inexistente, além da pirataria, o serviço de locação de DVD é o campeão. Ao contrário de concorrentes online como a Netmovies e Blockbuster, a Netflix oferece apenas o serviço de streaming e não trabalha com a entrega e coleta de DVDs físicos nas residências dos consumidores.
“Para o mercado atual, um player que trabalhe com distribuição de conteúdo desse tipo teria ainda que ser capaz de fazer entrega de logística física e ir transicionando para um modelo mais definitivo de entrega de conteúdo em rede”, acredita de La Riva.
Outro ponto no qual esbarra a Netflix é a pouca utilização dos cartões de crédito e o fato de muitos bancos ainda considerarem transações de e-commerce como passíveis de fraude. Para tentar contornar a situação, a empresa vem estudando novas formas de pagamento para atender o consumidor brasileiro.
“Estamos considerando novas opções de pagamento, já que descobrimos que nem todos os assinantes no Brasil preferem efetuar a compra no cartão de crédito”, afirma o executivo da Netflix.
Adaptação ao mercado nacional
A própria Netflix considera que algumas estratégias de adaptação ao público não foram bem-sucedidas. Uma delas foi a adequação do conteúdo. Inicialmente, os filmes e séries do catálogo eram oferecidos em versão dublada. A iniciativa não foi bem aceita. Depois de consultar os usuários do serviço, a companhia percebeu que as versões com áudio original são as preferidas e, hoje, quase 100% do conteúdo, com exceção do infantil, é legendado.
“O Brasil tem um mercado bem diferente dos Estados Unidos e aprendemos cada dia mais. Como estamos crescendo no país, procuramos promover a adaptação do conteúdo para satisfazer o gosto dos brasileiros”, ressalta Evers.
Se por um lado as barreiras culturais e de infraestrutura emperram o avanço dos serviços de streaming no Brasil, por outro, o que se observa é um início de mudança na forma de pensar da população, que passa a aceitar com maior facilidade a obtenção de produtos intangíveis. Especialistas atribuem o fato à própria tecnologia, que trouxe para o Brasil os iPhones, iPads e smartphones com sistema operacional Android.
“A App Store e os equipamentos Android, que disponibilizam aplicativos e jogos, vêm ajudando a mudar essa consciência. Tudo isso tende a tornar o brasileiro mais predisposto a pagar. É uma mudança também madura da indústria, que para de ficar em uma posição de questionar o velho modelo e passa a abraçar a mudança”, diz o especialista em negócios digitais.
Continuar investindo no Brasil é um dos principais planos da Netflix, que considera o país, ao lado do México, como um mercado importante. Para os próximos meses, o objetivo é continuar adicionando conteúdo, incluindo filmes recentes, como o último vencedor do Oscar de Melhor Filme, O Artista.
A empresa também disponibiliza mais filmes locais no catálogo, além de documentários, comédias stand-up e programas clássicos esportivos. No início de 2012, por exemplo, foi incluída a seção Só para Crianças, dedicada a menores de 12 anos com programas da Disney e Nickelodeon.
Em 16/05/2012, no link http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/netflix-completa-9-meses-com-dificuldades-no-brasil?page=1&slug_name=netflix-completa-9-meses-com-dificuldades-no-brasil
terça-feira, 19 de julho de 2011
Onde estão as vídeo locadoras?

Afinal de contas, o que aconteceu com as vídeo locadoras de bairro? Não muito tempo atrás, elas dominavam espaços com centenas e mais centenas de opções de entretenimento, para todos os gostos e estilos. Fato é que as locadoras simplesmente desapareceram, e apesar dos muitos dificultadores para os empresários desse meio, as desculpas não justificam de todo o seu desaparecimento.
As locadoras tinham infinitas opções em filmes e programas diversos. Em alguns casos chegavam a ter 2 andares com muitas opções. Eram tantos filmes, e tão diferentes, que era possível duvidar da existência de alguns títulos. Daí veio o primeiro golpe: os vídeos digitais. Bolachões caríssimos que serviram como prévia para os DVDs. Esses eram raros, e logo se tornaram obsoletos, mas ainda lembro de vê-los em algumas boas locadoras. Então chegaram os DVDs. Embora a princípio fosse uma tecnologia bastante cara, dessa vez as locadoras seriam obrigadas a substituir os seus acervos. Toneladas de fitas VHS perderiam seu valor, pela modernosa mídia em disco. Mesmo assim, durante longos anos, as opções em locadoras de rua sempre foram inúmeras.
Importante lembrar que nesta época era praticamente impossível fazer a cópia de um DVD. Não era interessante, e os drives gravadores ainda engatinhavam.
Pouco tempo depois, surgiram algumas grandes redes de locação. Antes mesmo da Blockbuster chegar ao Brasil, e da popularização da cult 2001, existiam algumas opções que assustavam, de tantas opções. Lembro de nomes como a da distribuidora PlayArte arriscarem nesse nicho. Eram filmes e games que pareciam não terminar nunca.
Não considero essas grandes redes como uma séria ameaça, uma vez que apesar da variedade de filmes ser infinitamente superior, assim também eram os preços. Em alguns casos, até o triplo cobrado na locadorazinha da esquina.
O tempo passou, as locadoras de bairro desapareceram e, hoje, a maior rede de locação no Brasil (e talvez no mundo) perdeu muito da sua força. Existem duas versões vistuais (uma delivery após pedidos via internet e outra onde é possível assistir o filme online), mas os dois casos parecem não ser tão interessantes e ainda não existe uma procura muito grande por esse tipo de serviço.
Também devemos lembrar da TV a cabo, que pode ser vista como vilã, mas que mesmo assim ainda está longe do sucesso que as locadoras de bairro um dia tiveram.
Particularmente, não acredito que essas razões tenham sido suficientes para exterminar uma fonte tão agradável de entretenimento. Talvez dificultar a vida, mas não desaparecer quase que totalmente com as boas opções de rua que existiam. Sinto falta daquela corrida à locadora na primeira hora do sabadão para não perder aquele filme que tinha até lista de espera. Da própria lista de locação, que deixavam as pessoas malucas por várias semanas, até que uma cópia daquele lançamento sensacional estivesse disponível. Enfim, tenho saudades da diversão que só as vídeo locadoras de rua poderiam oferecer. Uma pena!!!
terça-feira, 12 de julho de 2011
Blockbuster é leiloada por U$ 320 milhões

A Dish Network venceu o leilão pela deficitária Blockbuster por US$ 320 milhões, expandindo seus negócios além da transmissão de TV por satélite e entrando em um possível confronto com a Netflix.
A Dish, segunda maior companhia de transmissão de TV por satélite dos Estados Unidos, atrás da DirecTV, venceu pelo menos outras três outras empresas que fizeram ofertas pela Blockbuster, anteriormente líder no aluguel de filmes, incluindo o investidor ativista Carl Icahn.
A Dish afirmou que a negociação, que inclui mais de 1,7 mil lojas da Blockbuster, dá à empresa novas formas de fazer marketing de seus serviços.
O acordo cobre “essencialmente todos” os negócios da rede de aluguel de filmes, e aparentemente dá à Dish os direitos da Blockbuster de transmitir vídeos pela internet, o nome da marca da Blockbuster e sua base de clientes.
A Dish se recusou a fazer comentários além de um comunicado divulgado à imprensa.
“Isso é muito esperto da parte deles”, afirmou Todd Mitchell, analista da Kaufman Brothers. “A Dish pode fazer uma transição do modelo de varejo para um de transmissão de conteúdo. Assim ela teria basicamente uma oferta de serviços como os da Netflix”.
O acordo se segue a dois outros conduzidos pelo presidente-executivo e conselheiro da Dish, Charlie Ergen, neste ano, que podem transformar a Dish em uma grande provedora de vídeos sob demanda por meio do sistema de transmissão via satélite, e, por fim, em uma operadora de redes de telecomunicações para aparelhos móveis, de acordo com analistas.
No mês passado, a Dish comprou a empresa de comunicações via satélite e transmissores baseados em terra DBSD North America, por cerca de US$ 1,4 bilhão, o que expandiu o espectro da banda-larga da companhia.
Em fevereiro, a fabricante de set-top boxes EchoStar, da qual Ergen também é conselheiro, concordou em comprar a Hughes Communications, a qual Mitchell afirmou que pode vir a proporcionar tecnologia para uma rede de telecomunicações.
A Dish espera pagar cerca de 228 milhões em dinheiro pelos bens da Blockbuster, que incluíam em 27 de fevereiro mais de US$ 100 milhões de recebíveis e caixa e uma coleção de títulos avaliada em US$ 175 milhões.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Leilão nesta segunda-feira decidirá quem fica com a rede Blockbuster
Diversos interessados devem disputar o controle da concordatária rede de locadoras de vídeo Blockbuster em um leilão nesta segunda-feira (4) que decidirá quem controlará a empresa e quanto terá de pagar aos credores. A Blockbuster, no passado a maior rede de locadoras de vídeo do mundo, chegou a ter valor de mercado superior a US$ 5 bilhões em seu pico, em 2002, mas posteriormente passou a sofrer forte pressão por parte de concorrentes digitais e de entrega postal como a Netflix. O leilão pode preservar a Blockbuster como empresa, ainda que os participantes devam ter a opção de liquidar a companhia ou fechá-la. Os proventos da venda se tornarão parte da massa falida. A operadora de TV via satélite Dish Network e o investidor bilionário Carl Icahn se qualificaram para o leilão ao submeter lances na semana passada, reportou o “Wall Street Journal” na sexta-feira, mencionando fontes familiarizadas com o tema. A empresa decidiu se colocar à venda em fevereiro, depois do fracasso de um plano de reorganização. O leilão da segunda-feira será seguido por uma audiência diante do juiz Burton Lifland, do tribunal de falências, em 7 de abril, para aprovar o novo proprietário, que tirará a empresa da concordata. Um lance inicial apresentado em fevereiro por um grupo de fundos de hedge liderado pela Monarch Alternative Capital, no valor de US$ 290 milhões, estabeleceu um piso para as ofertas. Outros participantes apresentaram lances de valor inferior a US$ 296 milhões para se qualificar para o leilão, na semana passada, de acordo com o jornal. Um porta-voz da Dish se recusou a comentar; Icahn não respondeu a telefonemas solicitando comentários. O grupo liderado pela Monarch inclui Owl Creek Asset Management, Stonehill Capital Management e Varde Partners. A SK Telecom, maior operadora de telefonia móvel da Coreia do Sul, também está interessada em investir na Blockbuster, disse um executivo da empresa à Reuters na semana passada. Em 04/04/2011, no link http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/04/04/leilao-nesta-segunda-feira-decidira-quem-fica-com-a-rede-blockbuster.jhtm
sexta-feira, 11 de março de 2011
Após concordata, Blockbuster inicia processo de venda nos EUA

A rede de locadoras de vídeo Blockbuster, que havia entrado com pedido de concordata nos Estados Unidos em setembro, iniciará processo de venda da companhia em abril, após acordo firmado com seus credores. Um grupo de fundos de investimento liderado pela Monarch Capital chegou a um acordo com os credores - que incluem estúdios em Hollywood como a Disney - quanto aos termos do processo de venda.
A dívida da Blockbuster junto aos estúdios soma mais de US$ 100 milhões. Na ocasião do pedido de concordata, a empresa planejava reduzir sua dívida total de quase US$ 1 bilhão para cerca de US$ 100 milhões. Os estúdios e outros credores solicitaram à Justiça que o processo de concordata fosse convertido em uma liquidação total da companhia, mas o juiz Burton Lifland decidiu contra um processo de "Chapter 7".
O acordo prevê uma audiência em 4 de abril, seguida por outra três dias depois para aprovar a venda. Os atuais negócios da Blockbuster podem ser preservados após a operação, ainda que o comprador tenha a opção de encerrá-los parcial ou totalmente. A companhia, que conta com 2,5 mil lojas nos Estados Unidos, vem lutando contra a concorrência de serviços online de filmes como o Netflix.
No Brasil, o direito de uso da marca Blockbuster foi adquirido pela Lojas Americanas em 2007, por 20 anos, não possuindo vínculos com as operações internacionais da empresa. A Monarch submeteu oferta inicial de US$ 290 milhões pela empresa. A companhia listou ativos de cerca de US$ 1 bilhão até 30 de janeiro.
Em 11/03/2011, no link http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201103111252_RTR_SPE72KCWC
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Estúdios de Hollywood reclamam dívidas da Blockbuster

Os estúdios de Hollywood começaram a reclamar as dívidas contraídas pela multinacional de locação de filmes Blockbuster, que está afundando financeiramente, informou nesta quinta-feira "The Hollywood Reporter".
A companhia se declarou em quebra no final de 2010 e depois que os acionistas não entraram em acordo sobre um plano para sua reestruturação se optou por colocar a empresa à venda, um operação que está prevista para ser concluída antes do final de abril.Enquanto isso, Universal Pictures, 20th Century Fox e Summit Entertainment exigiram que a Blockbuster pague as dívidas pendentes associadas à comercialização de seus filmes.
A soma total superaria os US$ 23 milhões, apesar de a Universal ter proposto que a Blockbuster devolvesse os DVDs de sua propriedade em lugar do dinheiro. Atualmente, a empresa de locação de filmes conta com uma oferta de compra de US$ 290 milhões por parte de fundos de investimento que, se for concretizada, resultaria no fechamento de mais de 600 lojas das cerca de de 3,3 mil que ainda tem em funcionamento.
Rede de videolocadoras americana entrou em concordata com o avanço da internet e a queda no aluguel de filmes
A Blockbuster, rede americana de locadoras de vídeos que entrou em concordata no ano passado, iniciou o processo de venda e já encontrou um possível comprador, segundo informou a Reuters. A Cobalt Video Holdco, empresa controlada por fundo de investimentos, apresentou uma oferta inicial de US$ 290 milhões (R$ 485 milhões aproximadamente).
Esse tipo de proposta ( chamada em inglês de “stalking horse”, ou pretexto) é utilizado como um valor mínimo e outros possíveis interessados terão de oferecer um preço maior para iniciar as negociações.
A Blockbuster também pediu autorização da Justiça para conduzir um leilão de venda.
Além dos EUA, a rede de videolocadoras possui negócios no Canadá, na Dinamarca, Itália, no México e Reino Unido. No Brasil, as operações da Blockbuster foram vendidas para a rede brasileira Lojas Americanas, que hoje apenas detém o direito de utilizar a marca no País. A varejista transformou as videolocadoras em lojas Americanas Express, um formato de lojas mais compactas.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Quem quer ser um milionário?

Tanto se falou do melhor filme do ano, na escolha do Oscar, mas acho que sempre se tem o que falar de um filme como esse.
Pra ser sincero, muitas das críticas e opiniões que li sobre o filme foram muito negativas. Que seu roteiro é apelativo, no sentido de explorar a pobreza da sociedade indiana, e a desgraça de crianças, que tem a intenção de comovar, fazer com que o telespectador se comova, e passe a pensar nos personagens como heróis.
Acredito que algumas dessas colocações estejam corretas, mas não creio que o filme seja tão simplista. Na verdade, analisando a parte técnica do filme, esta se apresenta impecável, com uma bela fotografia, uma montagem sonora perfeita, e um roteiro que sai daquele marasmo hollywoodiano.
Não se trata apenas de explorar o sofrimento de um país de terceiro mundo (ou quarto, ou quinto...), mas a de transmitir uma mensagem positiva, de otimismo, de crescimento pessoal, e de uma análise das dificuldades e situações críticas pelas quais passamos hoje em dia.
Mas então é um filminho de mensagem? Não!!! É, sim, um filme que cumpre o seu papel de entreter e divertir o seu telespectador. Com um elenco desconhecido, mas que agrada, que emociona sem ser melado, com um tempo de narração muito dinâmico.
Talvez não deva ser considerado um clássico do cinema, mas é um filme que derrota a série de blockbusters concorrentes. Um filme que convence e vale o valor do seu ingresso.
Pra ser sincero, muitas das críticas e opiniões que li sobre o filme foram muito negativas. Que seu roteiro é apelativo, no sentido de explorar a pobreza da sociedade indiana, e a desgraça de crianças, que tem a intenção de comovar, fazer com que o telespectador se comova, e passe a pensar nos personagens como heróis.
Acredito que algumas dessas colocações estejam corretas, mas não creio que o filme seja tão simplista. Na verdade, analisando a parte técnica do filme, esta se apresenta impecável, com uma bela fotografia, uma montagem sonora perfeita, e um roteiro que sai daquele marasmo hollywoodiano.
Não se trata apenas de explorar o sofrimento de um país de terceiro mundo (ou quarto, ou quinto...), mas a de transmitir uma mensagem positiva, de otimismo, de crescimento pessoal, e de uma análise das dificuldades e situações críticas pelas quais passamos hoje em dia.
Mas então é um filminho de mensagem? Não!!! É, sim, um filme que cumpre o seu papel de entreter e divertir o seu telespectador. Com um elenco desconhecido, mas que agrada, que emociona sem ser melado, com um tempo de narração muito dinâmico.
Talvez não deva ser considerado um clássico do cinema, mas é um filme que derrota a série de blockbusters concorrentes. Um filme que convence e vale o valor do seu ingresso.
Assinar:
Postagens (Atom)


