Mostrando postagens com marcador tv a cabo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tv a cabo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Moradores sem TV a cabo têm problemas em receber sinal dos canais abertos


Moradores de prédios sem contrato de TV a cabo começam a ter dificuldades para assistir aos canais abertos. O problema ocorre, por um lado, devido ao término do processo de digitalização das TVs por assinatura e, por outro, pela ausência de antena coletiva no edifício.

Há um mês, a bióloga Joyce Pereira, 28, passou a não ter sinal algum com a modificação do sistema da Net. Mesmo sem contrato com a operadora, Joyce recebia o sinal para a TV aberta através do cabo da Net, que atravessava o prédio. "Eu nem sabia que usava o cabo da Net", diz ela, que planeja comprar um conversor digital e investigar a disponibilidade da antena coletiva do condomínio.

Instaladas a partir do fim dos anos 1980, essas antenas captam o sinal e distribuem para todos os apartamentos. Com a popularização da TV a cabo, no entanto, acabaram em desuso em muitos locais. Mas o condomínio só é obrigado a oferecer a antena coletiva se estiver especificado na convenção coletiva, ou se os moradores decidirem por votação em assembleia.

O término do processo de digitalização das TVs por assinatura é um dos motivos para os canais abertos terem desaparecido de muitos lares. A Net informou ter acabado esse processo em São Paulo neste ano. O novo sinal, totalmente digital, não é recebido pelas TVs analógicas, nem em suas frequências abertas (Globo, SBT e Bandeirantes, por exemplo) –o que acontecia antes.

Segundo Huber Bernal Filho, diretor da Teleco, consultoria especializada no tema, a tecnologia digital permite às operadoras habilitar os canais abertos apenas para os seus assinantes. Assim, mesmo quem tem TV digital não consegue mais captar o sinal da Net e precisa recorrer à antena coletiva dos prédios.

No entanto, muitas delas acabaram esquecidas nos condomínios ante à popularização do serviço pago. "Há cerca de cinco anos que ninguém solicita a instalação de uma antena coletiva", afirma Marco Gubeissi, sócio da Verti, administradora de condomínios e diretor do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).

O condomínio só é obrigado a oferecer a antena caso esteja especificado na convenção coletiva ou a instalação tenha sido aprovada em assembleia. Nesses casos, a administração é responsável não só por garantir o equipamento, mas por sua manutenção.

SINAL FECHADO

Já as operadoras têm o direito de fechar o sinal, uma vez que não têm nenhum contrato com o usuário, segundo o advogado Alexandre Marques: "Ao mesmo tempo, é um direito meu de morador não ter TV por assinatura".

Em um prédio em que Ricardo Siqueira, síndico profissional, trabalha em São Paulo, a operadora de TV a cabo cortou o acesso da antena do prédio durante um serviço para assinantes. O caminho da antena coletiva teve que ser "reconstruído". "Nem todos tinham optado pela TV a cabo e esses ficaram duas semanas sem sinal."

Uma opção relativamente barata, mas nem sempre eficaz, para incrementar a televisão e as chances de ver TV é a antena individual, que pode ser digital ou não. Uma antena UHF, que capta o sinal digital, pode ser comprada por cerca de R$ 40. Para que ela funcione, é preciso um conversor digital (cerca de R$ 100) ou que a própria TV tenha o conversor internamente. Já a antena analógica funciona nas TVs mais antigas, sem o conversor.

Por Clara Roman, para o jornal Folha de São Paulo.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Comcast compra Time Warner Cable por US$ 45,2 bilhões



A Comcast, maior operadora de cabo dos EUA, anunciou nesta quinta, 13, que irá adquirir a Time Warner Cable, segunda maior operadora.  O negócio foi confirmado pelas duas companhias após ter sido antecipado pelo canal CNBC(do grupo Comcast) na noite de quarta, 12.

Se o negócio se concretizar, já que há necessidade de aprovação regulatória, será a maior operadora de cabo dos EUA, em uma transação que resultará em uma mega-operadora de 30 milhões de assinantes (22 milhões da Comcast e 12 milhões da TWC, mas a Comcast anunciou que deve abrir mão de cerca de 3 milhões de clientes). A oferta da Comcast para a Time Warner Cable seria bem acima da oferta feita recentemente pela Charter, mas seria apenas em uma troca de ações, ou seja, os acionistas da TWC não receberiam dinheiro em troca da transação. A avaliação feita pela Comcast estabeleceu um valor de US$ 159 por ação, ou US$ 45,2 bilhões no total de participação adquirida (100% das ações).
Naturalmente, o negócio só sai depois de passar pelo crivo das autoridades norte-americanas. Apesar da grande concentração do mercado como um todo, os problemas concorrenciais imediatos não seriam tão grandes, já que nos EUA não existem duas operadoras de cabo operando nas mesmas cidades. Assim, a cobertura da Comcast se complementaria à da TWC. Mas existem preocupações em relação ao poder de mercado que pode se estabelecer na negociação de conteúdos (inclusive porque a Comcast é uma grande programadora de TV paga e também controladora da rede aberta NBC), na definição de preços para o mercado de banda larga e na compra de equipamentos. Segundo o relato da CNBC, a transação teria como cronograma final o segundo semestre deste ano.
Também favorece a intenção da Comcast o fato de que a Time Warner Cable, apesar de ser a segunda maior operadora de cabo, é apenas a quarta maior operadora de TV paga, atrás da DirecTV (20 milhões de assinantes) e da Dish (14 milhões de assinantes. As duas operadoras de DTH são as maiores competidoras das empresas de cabo, e há ainda, em algumas cidades, concorrência com as empresas de telefonia Verizon (4,7 milhões de clientes de IPTV) e AT&T (4,5 milhões).
A nova companhia será dirigida por Neil Smit, atual CEO da Comcast Cable.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Usar "gatonet" agora é crime e dá até dois anos de cadeia

Usar
Projeto de lei que trata da punição para a interceptação ou recepção não autorizada dos sinais de TV por assinatura, os chamados "gatonets" foi aprovado nesta terça-feira, 10/12, pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). A proposta (PLS 186/2013) considera essa prática como crime, punível com a detenção por seis meses a dois anos.

Os senadores da comissão acolheram o substitutivo proposto pelo relator, senador Sérgio Petecão (PSD-AC) ao projeto de lei do Senado, que foi apresentado por Blairo Maggi ( PR-MT), com o objetivo de preencher uma lacuna no ordenamento jurídico.

“A redação em vigor da Lei de TV a Cabo limita-se a caracterizá-las como ilícito penal, não estabelecendo as sanções correspondentes”, observa Petecão. Além de tentar inibir a interceptação e a receptação irregular de sinais de TV por assinatura, o substitutivo de Petecão amplia o texto original, prevendo outras obrigações dos assinantes para garantir “uma melhor fruição dos serviços.”

Ele propõe que a Lei nº 12.485/2011, que engloba todas as modalidades de serviços de TV por assinatura, incorpore alguns dispositivos já previstos na Lei de TV a Cabo e em regulamentos editados pela Anatel. Entre eles, que o assinante tenha os deveres de utilizar adequadamente o serviço e os equipamentos fornecidos pelas prestadoras; de pagar pela prestação do serviço na forma contratada; e de adquirir, quando for o caso, apenas equipamentos certificados pela Anatel.

O senador explicou que a dosimetria da pena proposta, bem como aspectos de constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa, serão examinados pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em caráter terminativo.

Dados da Anatel mostram que o serviço de TV por assinatura no Brasil cresceu 1,8% em outubro contra setembro, para 17,7 milhões. Foram mais 320 mil assinaturas adicionadas à base. Os serviços, segundo ainda a agência, são distribuídos para aproximadamente 56,6 milhões de brasileiros.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Nova Lei da TV Paga

Começou a valer a partir desse mês, a nova lei da TV Paga, a Lei 12.485/2011, que foi votada no início deste ano, e que valeria a partir de setembro, mas que por alguma razão desconhecida (muito provavelmente pelo pedido das próprias operadoras de TV a cabo, para ajustes nos canais) só passou a valer a partir de agora. Enfim, o que esperar da lei que, além de regulamentar alguns parâmetros técnicos de controle da operação das TVs a cabo, também obriga que parte da programação de TODOS os canais tenha conteúdo nacional, além da obrigatoriedade de uma cota de canais com programação exclusivamente nacional?

O discurso geral afirma que a Lei permitirá que produtores nacionais tenham mais espaço, que os canais nacionais terão condição de divulgar suas programações, sem se preocuparem com os enlatados internacionais. Mas será que a nova lei não visa apenas a quantidade, e não a qualidade? Canais associados à Rede Globo parecem ter um cuidado técnico que já é marca do canal. Embora tudo tenha cara de novela, o jornal é bem produzido, o canal infantil tem um cuidado com toda a estrutura, os canais de esporte são top já faz algum tempo, enfim, apesar de criticada, a Rede Globo criou um conceito de qualidade muito própria, e consegue disseminar isso por seus canais e sua variada programação. No entanto, ao mesmo tempo, isso pode significar que outros não terão a mesma condição. Não por incapacidade técnica ou de conteúdo. Simplesmente pelo fato de o espectador brasileiro ser mais crítico com a programação nacional do que com os programetes de outros países.

Também existe a chance de acontecer o mesmo que já acontece com a TV aberta. Faustão todos os domingos há 499 anos... Xuxa com programa, há 1987 anos... Silvio Santos, quase o mesmo tempo que a Xuxa no ar... e tantos outros exemplos. Muitas vezes os caras mudam de canal, mas o programa fica igual, com outra roupagem. Pela falta de identidade, ou pela vontade de criar um programa com história longa, as emissoras criam esses elefantes brancos, e depois temem qualquer alteração, por prejudicar o espectador já acostumado.

Será que o assinante de TV a cabo quer que o conteúdo da TV aberta invada sua programação PAGA? Será que esse espaço de entretenimento, que já possui tantas restrições por causa de programação internacional distribuída pelos canais, com uma qualidade que nem sempre acompanha os aumentos de valores em suas mensalidades, precisaria de uma interferência do governo, para garantia e manutenção da produção audiovisual nacional?

Não acredito. Particularmente avalio a situação como um jeito de criar empregos para os inúmeros artistas nacionais que não param de surgir, todos com seu espaço, a justificativa de seu salariozinho pago, e a qualidade da programação em queda livre. Tudo em defesa produção audiovisual brasileira.

É um jeito de mudar a opinião da audiência, que sempre avaliou como sendo de mais qualidade os programas internacionais? Com certeza, mas é um jeito de privar o acesso ao que é produzido em outras bandas, também. Justificativas haverão às pencas, pode ter certeza.

O aumento do espaço não significa uma melhor qualidade. Não é de uma hora pra outra que investidores aparecerão querendo colocar seu dinheiro e seu sonho na "nova" TV por assinatura. Vide o caso do cinema. Claro que existem casos positivos, mas nem tudo é baseado em qualidade, e a dificuldade para conseguir apoio e patrocínio é muito grande. Assim como nem toda a programação internacional se baseia na qualidade, em revés da quantidade, mas quando você distribui a responsabilidade (mas não só a responsabilidade) entre mais canais e mais estúdios, a chance de dar mais certo aumentaria. O que não acontece, necessariamente, ao forçar que determinado canal produza um determinado conteúdo.

Independente de avaliarmos qualidade ou quantidade, o fato pode ser visto de uma maneira ainda mais simplista e crua. Se eu já pago por uma programação que nem sempre atende de maneira adequada a minha necessidade (quantos dos 199 canais de TV, você assiste de verdade?), com canais que são empurrados de acordo com o seu pacote, com uma programação que nem sempre atende a sua exigência, mas que faz com que você se adapte e busque algo valioso dentre tantas tranqueiras, por que eu preciso de mais gente interferindo naquilo que eu pago?

Já é tremendamente revoltante você pagar e não poder fazer uma seleção de canais e programas que realmente valem o seu tempo, e o seu dinheiro, e agora alguém interessado em defender os valores audiovisuais da produção brasileira chega e faz com que o seu produto sofra alterações que podem satisfazer sua exigência. Em termos de qualidade e quantidade...

O justo? Permitir que cada espectador ou assinante optasse por uma programação que valha a pena, com canais e programas úteis (ou inúteis, por que não?), mas que atendam sua vontade de assistir, de se divertir, que lhe proporcionem educação, cultura, independente da origem desse programa ou da programação desse canal. Mais uma vez, como espectadores, somos obrigados a engolir uma programação fora da necessidade, só por causa do interesse político em valorizar o produto audiovisual brasileiro. Quando isso realmente se tornar uma verdade, e o produto brasileiro atender a expectativa do brasileiro, e também do momento em que esse brasileiro passe a ser respeitado como consumidor, talvez, só talvez, seja possível ver uma luz no fim do túnel. Enquanto isso, a nova Lei só justifica a criação de canais sem nenhum conteúdo válido, com o aumento dos valores das mensalidades, prejudicando aquele que de fato valoriza o produto audiovisual brasileiro, seu consumidor.

A Lei

A Lei 12.485/2011 destrava a concorrência no setor, ao permitir que as concessionárias de telefonia utilizem suas redes para fornecer serviços de TV paga. Permite, assim, que mais brasileiros tenham acesso aos serviços de televisão por assinatura e a outros serviços, tais como banda larga e telefonia, por um preço cada vez menor. A Lei foi aprovada no Congresso Nacional em agosto de 2011 e sancionada em setembro, após quase 5 anos de discussão, em um processo no qual todos os interessados foram ouvidos pelos representantes do povo brasileiro.

Um dos principais objetivos da lei é aumentar a produção e a circulação de conteúdo audiovisual brasileiro, diversificado e de qualidade, gerando emprego, renda, royalties, mais profissionalismo e o fortalecimento da cultura nacional. A lei é fruto do esforço coletivo do Governo federal e dos agentes do mercado, na luta por um novo marco regulatório, atendendo aos interesses da sociedade. A ANCINE se empenhou em conduzir uma transição suave da realidade atual para o novo cenário, estimulando as empresas produtoras e programadores a negociarem a veiculação de produção audiovisual brasileira. Inicia-se assim a construção de uma cultura regulatória do setor audiovisual que seja benéfica para o desenvolvimento do mercado e, ao mesmo tempo, seja capaz de induzir o crescimento da atividade de produção e programação brasileiras, atraindo mais investimento privado para o setor, num ambiente de maior competitividade.

A Lei 12.485 foi regulamentada em 4 de junho pelas Instruções Normativas 100 e 101 da ANCINE. Todas as regras que as duas INs estabeleceram passam a vigorar a partir de 2 de setembro, garantindo a presença de mais conteúdos nacionais e independentes nos canais de TV por assinatura, a diversificação da produção e a articulação das empresas brasileiras que atuam nos vários elos cadeia produtiva do setor.

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE A NOVA LEI DA TV PAGA

- Para quê foi criada a Lei 12.485?
A Lei 12.485 foi discutida por 5 anos no Congresso Nacional e propõe remover barreiras à competição, valorizar a cultura brasileira e incentivar uma nova dinâmica para produção e circulação de conteúdos audiovisuais produzidos no Brasil, de modo que mais brasileiros tenham acesso a esses conteúdos.

Abrindo o mercado a novos competidores, a lei amplia a oferta do serviço e estimula a diminuição do preço final ao assinante, além de estabelecer a obrigação de programação de conteúdos brasileiros nos canais de espaço qualificado, e de canais brasileiros dentro de cada pacote ofertado ao assinante.

Trata-se do primeiro marco regulatório convergente para a comunicação audiovisual no Brasil, ao unificar a regulamentação dos serviços de televisão por assinatura que estava dispersa em diferentes comandos legais.

O sentido da lei é criar as condições para a multiplicação de empreendimentos e a geração de riqueza interna, para que o Brasil se torne um grande pólo produtor de audiovisual, a exemplo de outros países que se consolidaram como produtores de conteúdos e exportadores de formatos audiovisuais.

A Lei 12.485 abre oportunidades de crescimento para diferentes segmentos do mercado: para as produtoras, porque haverá demanda por 1.070 horas anuais de conteúdos nacionais e independentes inéditos; para as programadoras brasileiras, já que a lei induz o aumento da demanda por novos canais brasileiros de espaço qualificado; e para a programadoras estrangeiras, que terão uma proximidade maior do público brasileiro.

- Para o assinante, o que muda de fato? Em que elementos ele verá as mudanças propiciadas pela Lei?
O efeito mais evidente para o consumidor será a maior oferta de conteúdo nacional. Outro efeito importante para o assinante é que as novas regras deverão promover a redução do preço dos pacotes de serviços de TV paga e também do acesso à Internet de banda larga de alta velocidade, já que as empresas de telecomunicações serão estimuladas a investir na modernização das redes de infra-estrutura e expandir sua atuação para novos municípios.

- Por que a transmissão de esporte não foi classificado como espaço qualificado?
Canais de TV aberta, canais esportivos e canais jornalísticos não terão que cumprir qualquer obrigação de veiculação de obras nacionais. Eles continuarão a exibir os mesmos conteúdos que hoje exibem. Nada muda para esses canais a não ser o fato de que terão de observar o limite máximo de 25% de publicidade, como todos os outros canais. É falsa, portanto, a sugestão de que os conteúdos e canais esportivos serão prejudicados pela Lei 12.485: esses canais estão totalmente livres da obrigatoriedade de veiculação de conteúdos nacionais, sem sofrer qualquer impacto.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Especial - Semana de Natal



Com a aproximação do Natal parece que os canais de TV a cabo, e mesmo a TV aberta desenterram aquele pacotão de filmes que só servem mesmo para essa época. Esqueceram de Mim, O Grinch, Um Herói de Brinquedo, Meu Papai é Noel, Um Conto de Natal, e por aí vai.

Sempre os mesmos... em vários canais... em versões dubladas e legendadas... incansáveis...

Por isso, nada mais justo, do que nesses dias que antecedem uma data tão especial, fazer um especial de filmes de Natal. Comentários a respeito de alguns desses "clássicos" que ilustram o Natal, o Papai Noel, e toda a parafernalha que está envolvida na celebração das festas de final de ano.

Espero que gostem da seleção, e se quiserem, mandem sua seleção de filmes de Natal. Aqueles que não podem faltar na celebração das festas da sua família.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Onde estão as vídeo locadoras?



Afinal de contas, o que aconteceu com as vídeo locadoras de bairro? Não muito tempo atrás, elas dominavam espaços com centenas e mais centenas de opções de entretenimento, para todos os gostos e estilos. Fato é que as locadoras simplesmente desapareceram, e apesar dos muitos dificultadores para os empresários desse meio, as desculpas não justificam de todo o seu desaparecimento.

As locadoras tinham infinitas opções em filmes e programas diversos. Em alguns casos chegavam a ter 2 andares com muitas opções. Eram tantos filmes, e tão diferentes, que era possível duvidar da existência de alguns títulos. Daí veio o primeiro golpe: os vídeos digitais. Bolachões caríssimos que serviram como prévia para os DVDs. Esses eram raros, e logo se tornaram obsoletos, mas ainda lembro de vê-los em algumas boas locadoras. Então chegaram os DVDs. Embora a princípio fosse uma tecnologia bastante cara, dessa vez as locadoras seriam obrigadas a substituir os seus acervos. Toneladas de fitas VHS perderiam seu valor, pela modernosa mídia em disco. Mesmo assim, durante longos anos, as opções em locadoras de rua sempre foram inúmeras.

Importante lembrar que nesta época era praticamente impossível fazer a cópia de um DVD. Não era interessante, e os drives gravadores ainda engatinhavam.

Pouco tempo depois, surgiram algumas grandes redes de locação. Antes mesmo da Blockbuster chegar ao Brasil, e da popularização da cult 2001, existiam algumas opções que assustavam, de tantas opções. Lembro de nomes como a da distribuidora PlayArte arriscarem nesse nicho. Eram filmes e games que pareciam não terminar nunca.

Não considero essas grandes redes como uma séria ameaça, uma vez que apesar da variedade de filmes ser infinitamente superior, assim também eram os preços. Em alguns casos, até o triplo cobrado na locadorazinha da esquina.

O tempo passou, as locadoras de bairro desapareceram e, hoje, a maior rede de locação no Brasil (e talvez no mundo) perdeu muito da sua força. Existem duas versões vistuais (uma delivery após pedidos via internet e outra onde é possível assistir o filme online), mas os dois casos parecem não ser tão interessantes e ainda não existe uma procura muito grande por esse tipo de serviço.

Também devemos lembrar da TV a cabo, que pode ser vista como vilã, mas que mesmo assim ainda está longe do sucesso que as locadoras de bairro um dia tiveram.

Particularmente, não acredito que essas razões tenham sido suficientes para exterminar uma fonte tão agradável de entretenimento. Talvez dificultar a vida, mas não desaparecer quase que totalmente com as boas opções de rua que existiam. Sinto falta daquela corrida à locadora na primeira hora do sabadão para não perder aquele filme que tinha até lista de espera. Da própria lista de locação, que deixavam as pessoas malucas por várias semanas, até que uma cópia daquele lançamento sensacional estivesse disponível. Enfim, tenho saudades da diversão que só as vídeo locadoras de rua poderiam oferecer. Uma pena!!!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Copa do Mundo e eleições animam mercado de TV por assinatura


A Copa do Mundo de 2010 teve um grande impacto no número de assinantes de TV paga neste primeiro semestre. De acordo com a Abta (Associação Brasileira de TV por Assinatura), o Mundial elevou em 13,11% o número de contratos de assinaturas, já que as pessoas tinham a intenção de assistir aos jogos com melhor qualidade audiovisual. Para o presidente da Abta, Alexandre Annenberg, o crescimento deve continuar no segundo semestre, quando o horário eleitoral gratuito entrar no ar. Annenberg acredita que a programação da TV paga funciona como alternativa para quem busca outro conteúdo.

No entanto, ele afirma que a associação tem dois desafios pela frente, que dependem da aprovação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações): uma mudança na legislação, com a entrada de novas empresas no mercado; e novas concessões de outorgas, já que as últimas foram concedidas há mais de 10 anos. "Há que ter mais concorrência no mercado e mais abrangência", diz o presidente.
Hoje, no mercado, existem apenas quatro operadoras na liderança: Oi, Telmex, Telefonica e GVT/Vivendi. Com a abertura para novas operadoras no Brasil, haveria espaço para pequenas e médias empresas locais. "Essas empresas de menor porte poderiam levar a TV por assinatura a municípios menores, já que as grandes provavelmente levariam o foco de seus produtos aos centros urbanos", sugere Annenberg.
Essas e outras questões --como a revolução da convergência (multiplataforma) e o desenvolvimento de produtos segmentados para a classe C-- serão apresentadas e poderão ser debatidas na "18ª da Abta 2010 - Feira e Congresso", que acontece em São Paulo entre os dias 10 e 12 de agosto. De acordo com Rubens Glasberg, presidente da Converge Comunicações, neste ano o evento terá 25 empresas da China, além da presença de canais estrangeiros de grande relevância, como o Canal Plus (França) e a Televisa (México), que estão apostando no crescimento do mercado brasileiro. "A expectativa de termos novas empresas trabalhando aqui no Brasil com a TV paga anima as emissoras estrangeiras. Por isso, é necessário um novo planejamento de concessões públicas."

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O estranho mundo via cabo


Sou um grande admirador da televisão, perco boa parte do meu tempo livre em frente a ela. E, ouvi muita coisa a seu respeito, e também vi muita coisa surgir. Coisas boas, coisas medianas, coisas ruins e coisas muito ruins.

Quero acreditar que a TV a cabo tenha sido uma grande sacada daqueles que controlam esse veículo de comunicação. Não só por cobrar por aquilo que as pessoas (pelo menos a grande maioria) mais gostam, ao mesmo tempo em que oferece uma variedade de opções em atendimento a todas as tribos televisivas.

Sou assinante desse serviço desde 1995. Um relacionamento cheio de emoções, desde o mais insano amor até o mais áspero ódio. Sendo que a passagem de um para o outro aconteceu como o simples ato de trocar o canal.

Não quero parecer um falso moralista, daqueles que dizem que a TV não presta e que o melhor é ler livros e coisas afins. Gosto de TV e recomendo, mas com doses homeopáticas.

Também não tenho a intenção de comparar a TV aberta com a TV fechada. Quem teve a oportunidade de assistir as duas vai entender bem do que eu estou falando. E deixo claro que o meu sentimento em relação à primeira é de repúdio e asco total. Afinal de contas, investir em programas iguais por mais de 10 anos só pode insinuar que sua audiência é muito estúpida.

Mas vamos ao que interessa. Primeiramente, o início da TV a cabo foi algo sensacional. O sinal nem sempre estava lá, mas a programação era algo impressionante. Filmes realmente inéditos, séries variadas, desenhos animados de qualidade, programas culturais que realmente continham cultura, enfim, um sonho.

A própria concorrência tornava a coisa toda interessante. Tínhamos dois grandes (grupo Globo e grupo Abril) brigando intensamente por assinantes, numa troca que só poderia trazer bons resultados aos seus telespectadores.

E então os problemas começaram a ser identificados. A programação era boa, mas a quantidade de repetições era impressionante. Eu, por exemplo, era daqueles fãs de carteirinha dos seriados americanos, que não podia esperar pelo próximo episódio. No período de férias, as emissoras só distribuíam repetecos. Mandei e-mails, liguei, fiz amizade com o serviço telefônico de algumas delas, tudo em vão.

Chegava o final do ano e as séries eram interrompidas até depois do carnaval. A resposta que eu mais recebi foi que isso era feito “em respeito aos assinantes/fãs que viajavam na época de festas”. Realmente, respeito aos que viajavam de novembro a março, e desrespeito àqueles que precisavam trabalhar para pagar a mensalidade do serviço de TV.

Mas depois de alguns anos, me acostumei, e desisti de brigar. Mudei meu perfil para os programas culturais, daqueles que passam nos canais que exalam história e curiosidades acerca de assunto ligados à geografia, química e física. Tudo era maravilhoso. Tomadas espetaculares, ângulos jamais conseguidos, fotografia de cinema, enfim, tudo do melhor.

E então os publicitários descobriram o nicho da TV a cabo. O lema era: invista!!! E foi o que fizeram. Aqueles programas que duravam trinta minutos, passaram a durar uma hora e meia. Tudo graças aos incansáveis comerciais. Eu conseguia assistir a 3 programas ao mesmo tempo, sem perder nenhuma parte de qualquer um deles. Até que descobriram que isso era possível, e os comerciais passaram a ser combinados para passarem no mesmo momento e com a mesma duração.

Reassumi a infância e me tornei um fã dos desenhos animados. Maravilha. Adorava aqueles desenhos mais escrotos, cujo personagem não tinha os traços definidos ou cuja história não tinha nada para contar. Mas alguém tirou os pop-ups do computador e socou nos desenhos. Cada vez que começava um, era uma enxurrada de chamadas de programação, concursos, frases do dia, interatividade ou, simplesmente, algum bichinho tinha que pular no meio da história. Resolvi desistir.

Então migrei para o lado forte da coisa: os filmes. Estranho não ter começado com eles, desde que assumi minha cinefilia. Adoro filmes, e meu hábito de colecionar dificultava encontrar lançamentos que eram, de fato, novidades, mas mesmo assim, valeria a intenção.

Em um primeiro momento, gostei do que vi. A variedade era boa, e eu podia curtir o filme do jeito que mais gosto, desde a chamada do limite de idade, até o finalzinho dos créditos.

Novamente fui pego de surpresa pelos amigos da publicidade. Às vezes esperava o mês inteiro para pegar aquele filme exclusivo e, na hora “H”, quando tudo já estava iniciado, surgia uma chamada de um sabonete, ou um banco, ou um perfume que nem podia ser encontrado nas lojas.

Mas a coisa não parava por aí. Os letreiros que indicavam os nomes daqueles que haviam trabalhado para construir o filme começaram a voar. Tudo para aumentar o tempo dos comerciais.

Dessa vez a coisa tinha sido profunda, mas ainda não queria desistir. Descobri que a madrugada era muito melhor, com menos comerciais e mais programas com a minha cara. Infelizmente, os vendedores de tapetes, jóias e gadgets que só funcionam na TV invadiram a minha noite e tomaram a minha programação.
Pra fechar o cerco (ou seria o circo?), desde maio desse ano passou a vigorar o Projeto de Lei 29, do deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), que exige que um percentual de canais e programação do horário nobre contenham material nacional. Isso, além de tentar quebrar monopólios (ah, fala sério...) permitindo que empresas de telefonia móvel e fixa participem desse nicho de entretenimento. A coisa ainda está em fase de ajustes, mas mais uma vez a nem tão especial programação da TV a cabo deverá inserir conteúdo que não me interessa.

É claro que tudo isso ainda acontece na programação atual, algumas coisas ainda em fase de adaptação, ou em aspectos muito mais invasivos. Tudo isso faz com que eu duvide daquela coisa de pagar pra ver o que se quer. Todos nós pagamos por uma TV que acreditamos ser menos poluída, e melhor intencionada (se é que isso existe). Mas no final, todos nós somos enganados na intenção de se ter algo com qualidade.

A solução? Mobilizar os assinantes por uma programação melhor. Coisa que eu, particularmente, não acredito ser possível. Mas fica aqui a sugestão. E, se alguém tiver outra idéia, me avise. Pois estou louco pra ter a TV a cabo com um pacote de canais e programas pelos quais o meu dinheiro realmente mereça ser gasto.