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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Moradores sem TV a cabo têm problemas em receber sinal dos canais abertos


Moradores de prédios sem contrato de TV a cabo começam a ter dificuldades para assistir aos canais abertos. O problema ocorre, por um lado, devido ao término do processo de digitalização das TVs por assinatura e, por outro, pela ausência de antena coletiva no edifício.

Há um mês, a bióloga Joyce Pereira, 28, passou a não ter sinal algum com a modificação do sistema da Net. Mesmo sem contrato com a operadora, Joyce recebia o sinal para a TV aberta através do cabo da Net, que atravessava o prédio. "Eu nem sabia que usava o cabo da Net", diz ela, que planeja comprar um conversor digital e investigar a disponibilidade da antena coletiva do condomínio.

Instaladas a partir do fim dos anos 1980, essas antenas captam o sinal e distribuem para todos os apartamentos. Com a popularização da TV a cabo, no entanto, acabaram em desuso em muitos locais. Mas o condomínio só é obrigado a oferecer a antena coletiva se estiver especificado na convenção coletiva, ou se os moradores decidirem por votação em assembleia.

O término do processo de digitalização das TVs por assinatura é um dos motivos para os canais abertos terem desaparecido de muitos lares. A Net informou ter acabado esse processo em São Paulo neste ano. O novo sinal, totalmente digital, não é recebido pelas TVs analógicas, nem em suas frequências abertas (Globo, SBT e Bandeirantes, por exemplo) –o que acontecia antes.

Segundo Huber Bernal Filho, diretor da Teleco, consultoria especializada no tema, a tecnologia digital permite às operadoras habilitar os canais abertos apenas para os seus assinantes. Assim, mesmo quem tem TV digital não consegue mais captar o sinal da Net e precisa recorrer à antena coletiva dos prédios.

No entanto, muitas delas acabaram esquecidas nos condomínios ante à popularização do serviço pago. "Há cerca de cinco anos que ninguém solicita a instalação de uma antena coletiva", afirma Marco Gubeissi, sócio da Verti, administradora de condomínios e diretor do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).

O condomínio só é obrigado a oferecer a antena caso esteja especificado na convenção coletiva ou a instalação tenha sido aprovada em assembleia. Nesses casos, a administração é responsável não só por garantir o equipamento, mas por sua manutenção.

SINAL FECHADO

Já as operadoras têm o direito de fechar o sinal, uma vez que não têm nenhum contrato com o usuário, segundo o advogado Alexandre Marques: "Ao mesmo tempo, é um direito meu de morador não ter TV por assinatura".

Em um prédio em que Ricardo Siqueira, síndico profissional, trabalha em São Paulo, a operadora de TV a cabo cortou o acesso da antena do prédio durante um serviço para assinantes. O caminho da antena coletiva teve que ser "reconstruído". "Nem todos tinham optado pela TV a cabo e esses ficaram duas semanas sem sinal."

Uma opção relativamente barata, mas nem sempre eficaz, para incrementar a televisão e as chances de ver TV é a antena individual, que pode ser digital ou não. Uma antena UHF, que capta o sinal digital, pode ser comprada por cerca de R$ 40. Para que ela funcione, é preciso um conversor digital (cerca de R$ 100) ou que a própria TV tenha o conversor internamente. Já a antena analógica funciona nas TVs mais antigas, sem o conversor.

Por Clara Roman, para o jornal Folha de São Paulo.

terça-feira, 11 de março de 2014

TV paga terminou 2013 com 18 mi de assinantes



O Brasil terminou 2013 com 18,019 milhões de assinantes dos serviços de TV paga, o que representa um crescimento de 11,31% sobre 2012 (ano que encerrou com 16,188 milhões de clientes da TV por assinatura). Considerando critério do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de um número médio de 3,2 pessoas por domicílio, a TV por assinatura atingiu público de 57,66 milhões de brasileiros ao final do ano passado. Esses dados foram apresentados nesta sexta-feira, 7, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

De cada cem domicílios brasileiros, 28,42 contavam com serviços de TV por assinatura em dezembro passado, indica a Anatel. A maior densidade foi verificada no Estado de São Paulo, onde 48,89 de cada cem domicílios tinham TV paga nessa data. O índice mais baixo foi verificado no Piauí, onde 7,14 de cada cem domicílios tinham TV paga ao final de 2013.

Por tipo de tecnologia, o Serviço de Distribuição de Sinais de Televisão e de Áudio por Assinatura Via Satélite (DTH) terminou o ano passado na liderança, com 11,127 milhões de acessos, ou seja, 61,75% do total. O restante é dividido entre outras tecnologias, como meios físicos confinados (Serviço de TV a Cabo - TVC), mediante utilização do espectro radioelétrico em micro-ondas (Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal - MMDS) e na faixa de UHF (Serviço Especial de Televisão por Assinatura - TVA).

Na divisão de mercado, a liderança ficou com o grupo NET/Embratel, com 9,660 milhões de assinantes, ou seja, 53,61% do total. Em segundo lugar ficou o grupo Sky/Directv, com 5,371 milhões de acessos, ou 29,81% do total. A Oi ficou com a terceira colocação, com 828 mil acessos (4,60%). A GVT obteve a quarta posição, com 677 mil acessos (3,76%); e a Telefônica ficou em quinto lugar, com 593 mil acessos (3,30%). Também são citados Viacabo, Algar, NossaTV, TV Cidade, Jangadeiro, Cabo Serviços, todas com menos de 1% de participação, cada. Ao apresentar hoje tais dados, a Anatel ressalvou que os relatórios publicados refletem os dados disponíveis em 7 de fevereiro de 2014 e podem sofrer alterações.