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segunda-feira, 19 de maio de 2014

AT&T compra DirecTV por R$ 109 bi e consolidação de teles avança nos EUA


A companhia americana de telecomunicações AT&T comprou a DirecTV, operadora de TV por satélite, por cerca de US$ 48,5 bilhões (cerca de R$ 109 bilhões), num negócio que deve mudar o panorama do setor nos Estados Unidos.

Os conselhos das duas companhias aprovaram a transação em reuniões separadas, neste domingo (18).

A compra, no entanto, ainda terá que ser aprovada por órgãos americanos de regulação de controle da concorrência. O governo americano já está avaliando a proposta de compra da Time Warner Cable pela Comcast, por US$ 45 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões).

Se for aprovada, a Comcast terá 30 milhões de assinantes e controlará 30% do mercado de TV paga e 40% do de internet banda larga. Alguns especialistas do mercado entendem que a compra da DirecTV pela AT&T é uma resposta direta ao negócio feito pela Comcast.

O anúncio da criação de uma gigante de TV por assinatura acontece em um momento de transformação no setor, em que o consumo de vídeo, por exemplo, migra das TVs para a internet, e que as empresas de telecomunicação se preparam para lidar com mudanças cada vez mais frequentes.

Analistas do setor vêm crescimento mais fraco em alguns mercados, como o de TV por assinatura e telefonia móvel, enquanto outros têm significativa expansão - caso do segmento de transmissão de conteúdos de vídeo pela internet.

MAIS OPÇÕES

Com o negócio, a AT&T, segunda maior provedora de conexão móvel dos EUA, ganhará acesso a 20 milhões de assinantes da DirecTV, a segunda maior empresa de TV paga do país. Hoje a AT&T tem 5,7 milhões de assinantes desse serviço.

A aquisição também permitirá à empresa, sediada em Dallas, fortalecer suas ofertas de produtos, com telefone, internet banda larga e TV paga - pacotes que até então apenas empresas de cabo, como a Comcast, ofereciam aos consumidores.

Alguns analistas, porém, duvidam que a compra melhore a capacidade da AT&T para competir com a Verizon e a Comcast, que se associaram para vender conjuntamente seus produtos.

PREÇOS EM ALTA

A transação é mais um episódio do momento de consolidação pelo qual passa o mercado de telecomunicações americano, e amplia a preocupação de que consumidores sejam lesados, com menos opções e preços mais altos.

No ano passado, os serviços de TV a cabo tiveram aumento de 5,1% nos EUA, o triplo da inflação, segundo relatório do governo americano.

Pelos termos do acordo, a AT&T pagará US$ 95 por ação - US$ 66,50 serão pagos com ações da companhia e US$ 28,50 em dinheiro.

O valor está 30% acima do que as ações da empresa valiam antes que começassem os rumores sobre a compra. Incluindo as dívidas envolvidas na operação, o negócio está estimado em US$ 67 bilhões (cerca de R$ 150 bilhões).

Em nota, o presidente da AT&T, Randall Stephenson, disse que, com a fusão, espera "aumentar a inovação e oferecer aos clientes novas opções em serviços móveis, de vídeo e de banda larga".

Também afirmou que comprar a DirecTV foi a "melhor opção" para a empresa, porque, além de ser líder no setor de TV por assinatura, cresce em ritmo de expansão acelerada na América Latina.

A DirecTV tem 18 milhões de assinantes na América Latina. No Brasil, a empresa está sob responsabilidade da Sky.

"É uma oportunidade única que irá redefinir a indústria de entretenimento de vídeo e criar uma empresa capaz de oferecer novos pacotes e distribuir conteúdo para os consumidores por meio de múltiplas telas de dispositivos móveis, TVs, notebooks, carros e até aviões", afirmou Stephenson.

Para o presidente da DirecTV, Mike White, o negócio "trará benefícios significativos para todos os consumidores, acionistas e funcionários" da empresa.

CONCENTRAÇÃO

A compra da operadora de TV por satélite a é o maior negócio do setor de televisão por assinatura dos Estados Unidos.

Se os dois negócios forem aprovados pelos órgãos de controle da concorrência dos EUA, as contas de telecomunicações, televisão e internet de 56 milhões de americanos serão controladas por apenas duas empresas - a AT&T e a Comcast.

"O setor precisa de mais concorrência, não mais fusões ", disse o advogado John Bergmayer, do Public Knowledge, grupo de defesa do consumidor sem fins lucrativos.

Craig Aaron, presidente do grupo de defesa de internet aberta Free Press, tem a mesma avaliação: "Os comandantes da nossa indústria de comunicações estão claramente sem idéias. Em vez de inovar e investir em suas redes, empresas como a AT&T e a Comcast estão simplesmente comprando a concorrência."

Em 2011, as autoridades proibiram a compra pela AT&T da concorrente T-Mobile de telefonia móvel.

Dessa vez, para minimizar o risco de o negócio ser barrado pelos órgãos de controle americanos, a AT&T anunciou que, com a fusão, vai expandir o acesso à Internet de alta velocidade a 15 milhões de usuários localizados principalmente em áreas rurais, que não têm acesso a ela.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Moradores sem TV a cabo têm problemas em receber sinal dos canais abertos


Moradores de prédios sem contrato de TV a cabo começam a ter dificuldades para assistir aos canais abertos. O problema ocorre, por um lado, devido ao término do processo de digitalização das TVs por assinatura e, por outro, pela ausência de antena coletiva no edifício.

Há um mês, a bióloga Joyce Pereira, 28, passou a não ter sinal algum com a modificação do sistema da Net. Mesmo sem contrato com a operadora, Joyce recebia o sinal para a TV aberta através do cabo da Net, que atravessava o prédio. "Eu nem sabia que usava o cabo da Net", diz ela, que planeja comprar um conversor digital e investigar a disponibilidade da antena coletiva do condomínio.

Instaladas a partir do fim dos anos 1980, essas antenas captam o sinal e distribuem para todos os apartamentos. Com a popularização da TV a cabo, no entanto, acabaram em desuso em muitos locais. Mas o condomínio só é obrigado a oferecer a antena coletiva se estiver especificado na convenção coletiva, ou se os moradores decidirem por votação em assembleia.

O término do processo de digitalização das TVs por assinatura é um dos motivos para os canais abertos terem desaparecido de muitos lares. A Net informou ter acabado esse processo em São Paulo neste ano. O novo sinal, totalmente digital, não é recebido pelas TVs analógicas, nem em suas frequências abertas (Globo, SBT e Bandeirantes, por exemplo) –o que acontecia antes.

Segundo Huber Bernal Filho, diretor da Teleco, consultoria especializada no tema, a tecnologia digital permite às operadoras habilitar os canais abertos apenas para os seus assinantes. Assim, mesmo quem tem TV digital não consegue mais captar o sinal da Net e precisa recorrer à antena coletiva dos prédios.

No entanto, muitas delas acabaram esquecidas nos condomínios ante à popularização do serviço pago. "Há cerca de cinco anos que ninguém solicita a instalação de uma antena coletiva", afirma Marco Gubeissi, sócio da Verti, administradora de condomínios e diretor do Secovi-SP (sindicato do mercado imobiliário).

O condomínio só é obrigado a oferecer a antena caso esteja especificado na convenção coletiva ou a instalação tenha sido aprovada em assembleia. Nesses casos, a administração é responsável não só por garantir o equipamento, mas por sua manutenção.

SINAL FECHADO

Já as operadoras têm o direito de fechar o sinal, uma vez que não têm nenhum contrato com o usuário, segundo o advogado Alexandre Marques: "Ao mesmo tempo, é um direito meu de morador não ter TV por assinatura".

Em um prédio em que Ricardo Siqueira, síndico profissional, trabalha em São Paulo, a operadora de TV a cabo cortou o acesso da antena do prédio durante um serviço para assinantes. O caminho da antena coletiva teve que ser "reconstruído". "Nem todos tinham optado pela TV a cabo e esses ficaram duas semanas sem sinal."

Uma opção relativamente barata, mas nem sempre eficaz, para incrementar a televisão e as chances de ver TV é a antena individual, que pode ser digital ou não. Uma antena UHF, que capta o sinal digital, pode ser comprada por cerca de R$ 40. Para que ela funcione, é preciso um conversor digital (cerca de R$ 100) ou que a própria TV tenha o conversor internamente. Já a antena analógica funciona nas TVs mais antigas, sem o conversor.

Por Clara Roman, para o jornal Folha de São Paulo.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

TV aberta vê fuga de audiência aos domingos



As poltronas em frente à TV aos domingos estão mais vazias. E quem ficou está correndo para os canais pagos.

É o que mostra o nível de audiência de um dos horários mais disputados da TV brasileira, os domingos à tarde.

Com base nos índices de audiência ao longo dos 25 anos do “Domingão do Faustão” (Globo), o líder na faixa, é possível observar a fuga de público da TV aberta.

Em 2000, Fausto Silva registrava média de 20,9 pontos de audiência na Globo. Nasceu aí a guerra mais famosa de ibope, Faustão X Gugu, que registrou naquele ano média de 20,8 pontos com seu “Domingo Legal” (SBT). Cada ponto equivale a 65 mil domicílios na Grande SP.

Em 2000, o percentual de televisores ligados no horário era de 60%. Atualmente, está em 51%. Nos primórdios da TV paga, a participação de canais pagos e em UHF no total de televisores ligados no horário era de 6%. Hoje, é de 21,9%.

Em 2001 e 2002, o “Domingão” chegou a alcançar média de 23,2 pontos, enquanto o “Domingo Legal” registrava média de 22,5 pontos.

De lá para cá, os índices despencaram. Faustão perdeu cerca de 30% de seu público e registra em 2014 média de 15,3 pontos.

Já o SBT perdeu mais de 60% da audiência no horário e registra hoje 6,8 pontos na mesma faixa de horário.

terça-feira, 11 de março de 2014

TV paga terminou 2013 com 18 mi de assinantes



O Brasil terminou 2013 com 18,019 milhões de assinantes dos serviços de TV paga, o que representa um crescimento de 11,31% sobre 2012 (ano que encerrou com 16,188 milhões de clientes da TV por assinatura). Considerando critério do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de um número médio de 3,2 pessoas por domicílio, a TV por assinatura atingiu público de 57,66 milhões de brasileiros ao final do ano passado. Esses dados foram apresentados nesta sexta-feira, 7, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

De cada cem domicílios brasileiros, 28,42 contavam com serviços de TV por assinatura em dezembro passado, indica a Anatel. A maior densidade foi verificada no Estado de São Paulo, onde 48,89 de cada cem domicílios tinham TV paga nessa data. O índice mais baixo foi verificado no Piauí, onde 7,14 de cada cem domicílios tinham TV paga ao final de 2013.

Por tipo de tecnologia, o Serviço de Distribuição de Sinais de Televisão e de Áudio por Assinatura Via Satélite (DTH) terminou o ano passado na liderança, com 11,127 milhões de acessos, ou seja, 61,75% do total. O restante é dividido entre outras tecnologias, como meios físicos confinados (Serviço de TV a Cabo - TVC), mediante utilização do espectro radioelétrico em micro-ondas (Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal - MMDS) e na faixa de UHF (Serviço Especial de Televisão por Assinatura - TVA).

Na divisão de mercado, a liderança ficou com o grupo NET/Embratel, com 9,660 milhões de assinantes, ou seja, 53,61% do total. Em segundo lugar ficou o grupo Sky/Directv, com 5,371 milhões de acessos, ou 29,81% do total. A Oi ficou com a terceira colocação, com 828 mil acessos (4,60%). A GVT obteve a quarta posição, com 677 mil acessos (3,76%); e a Telefônica ficou em quinto lugar, com 593 mil acessos (3,30%). Também são citados Viacabo, Algar, NossaTV, TV Cidade, Jangadeiro, Cabo Serviços, todas com menos de 1% de participação, cada. Ao apresentar hoje tais dados, a Anatel ressalvou que os relatórios publicados refletem os dados disponíveis em 7 de fevereiro de 2014 e podem sofrer alterações.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Quase 80% dos brasileiros não conhecem vídeos ‘on demand’


Os serviços de vídeo “on demand” (sob demanda), VOD, não param de crescer, mas quase 80% dos brasileiros não têm a menor ideia do que é um vídeo “on demand”.

Pelo menos é isso que aponta a 20ª PayTV pop, pesquisa realizada pelo Ibope, que pretende mapear e analisar as transformações nos hábitos dos assinantes de TV por assinatura no país.

Realizado anualmente, o estudo, que entrevistou mais de 18 mil pessoas, em 13 metrópoles do Brasil, mostrou em sua mais recente edição, em 2013, que 79% dos brasileiros desconhecem qualquer tipo de serviço de vídeo sob demanda. Apenas 20% dos entrevistados disseram conhecer o VOD e, desses, somente 2% já utilizaram o serviço. Segundo o Ibope, 1% dos entrevistados não opinou sobre o assunto.

O número de usuários é pequeno se comparado aos investimentos de empresas como Netflix e Net nesse setor.

A Net diz que o nome VOD (vídeo on demand’) é pouco difundido no Brasil pelas empresas e que isso pode ter causado confusão entre os participantes da pesquisa. Segundo a operadora, os conceitos do serviço de vídeo on demand’ já são amplamente conhecidos pelos assinantes de TV paga e por seus clientes.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Audiência da TV paga dispara e já é maior do que Record e Band juntas


 
A audiência dos canais por assinatura cresceu 33% em 2013 em todo o Brasil. Na Painel Nacional de Televisão (PNT), os OCNs, siglas para outros canais, já aparecem com 8,1 pontos de média no ano, de janeiro a dezembro.

Essa pontuação é metade da Globo (16,2) e é maior do que a da Record (5,5) e Band (2,3) juntas. Ou de SBT (5,1) e Band (2,3) somadas.

A rigor, os 8,1 pontos não são só de canais pagos. Essa nem é a medição de TV por assinatura. Além de canais pagos, são OCNs os microcanais UHF e até canais de circuito interno de segurança que aparecem na medição de TV aberta. Mas a sigla OCN agrupa majoritariamente canais por assinatura, que cresceram mais de 20% por ano entre 2010 e 2012. Em 2013, o crescimento da base de assinantes deve ficar entre 10% e 12%.

Em 2012, em todo o país, os OCNs somavam 6,1 pontos, apenas 0,1 a mais do que a Record (6,0). Na Grande São Paulo, os OCNs cresceram 26% em 2013. Foram de 5,3 pontos para 6,7.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Usar "gatonet" agora é crime e dá até dois anos de cadeia

Usar
Projeto de lei que trata da punição para a interceptação ou recepção não autorizada dos sinais de TV por assinatura, os chamados "gatonets" foi aprovado nesta terça-feira, 10/12, pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). A proposta (PLS 186/2013) considera essa prática como crime, punível com a detenção por seis meses a dois anos.

Os senadores da comissão acolheram o substitutivo proposto pelo relator, senador Sérgio Petecão (PSD-AC) ao projeto de lei do Senado, que foi apresentado por Blairo Maggi ( PR-MT), com o objetivo de preencher uma lacuna no ordenamento jurídico.

“A redação em vigor da Lei de TV a Cabo limita-se a caracterizá-las como ilícito penal, não estabelecendo as sanções correspondentes”, observa Petecão. Além de tentar inibir a interceptação e a receptação irregular de sinais de TV por assinatura, o substitutivo de Petecão amplia o texto original, prevendo outras obrigações dos assinantes para garantir “uma melhor fruição dos serviços.”

Ele propõe que a Lei nº 12.485/2011, que engloba todas as modalidades de serviços de TV por assinatura, incorpore alguns dispositivos já previstos na Lei de TV a Cabo e em regulamentos editados pela Anatel. Entre eles, que o assinante tenha os deveres de utilizar adequadamente o serviço e os equipamentos fornecidos pelas prestadoras; de pagar pela prestação do serviço na forma contratada; e de adquirir, quando for o caso, apenas equipamentos certificados pela Anatel.

O senador explicou que a dosimetria da pena proposta, bem como aspectos de constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa, serão examinados pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em caráter terminativo.

Dados da Anatel mostram que o serviço de TV por assinatura no Brasil cresceu 1,8% em outubro contra setembro, para 17,7 milhões. Foram mais 320 mil assinaturas adicionadas à base. Os serviços, segundo ainda a agência, são distribuídos para aproximadamente 56,6 milhões de brasileiros.

terça-feira, 28 de maio de 2013

TV paga brasileira terá três gigantes americanas


Três grandes empresas americanas de TV por assinatura pretendem aportar no Brasil em breve.

São elas: as programadoras Liberty Global e Scripps Networks Interactive e a operadora Dish.

A mais adiantada na operação é a americana Scripps, especializada em conteúdo sobre estilo de vida (decoração, gastronomia, turismo). A programadora tem no seu portfólio canais famosos de culinária e pretende chegar com força à América Latina.

O escritório central da programadora, que funcionará em São Paulo, já está sendo montado.

Outra empresa que já tem orçamento pronto para entrar no Brasil é a Liberty Global.

Presente em 13 países, a programadora americana possui cerca de 20 milhões de assinantes. Entre os seus canais famosos estão o MGM Channel e o Cosmopolitan.

Há anos a Liberty namora o Brasil, mas só agora iniciou conversas com operadoras de TV paga.

Outra gigante que está de malas prontas é a Dish Network. Em 2011, a operadora venceu leilão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para lançar um satélite em espaço brasileiro.

Após tentar fechar uma parceira com a Oi TV, a Dish resolveu entrar sozinha no país e deve iniciar suas operações até 2016.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Um em cada 10 assinantes da TV paga faz pirataria de canal premium



Ao menos 10% dos cerca de 17 milhões de assinantes da TV paga no Brasil em todas as modalidades usa um aparelho "decoder" pirata com o objetivo de ter acesso a mais canais do que paga em seu pacote com a operadora.

A constatação é da ABTA (Associação Brasileira de TVs por Assinatura). A "pirataria" se faz por meio de equipamentos que são instalados na casa dos assinantes, em conexões legalizadas.

Em outras palavras: o assinante paga, por exemplo, o pacote mais básico de qualquer operadora. Em seguida, compra na rua ou na internet um aparelho "decoder" que consegue romper a proteção e o sinal que ele recebe em sua casa. Instalado o aparelho por um "técnico" enviado pelo vendedor e "voilà"!

Como mágica, o assinante passa a ter acesso a todo o cardápio da operadora, por mais premium que seja: dos caros canais esportivos Premiere ao pacote HBO; dos mais fechados canais pornôs até os que exibem lutas de UFC mediante pagamento. E tudo isso pelo valor da assinatura básica.

"Nós calculamos que operadoras e canais tenham hoje no Brasil por volta de R$ 100 milhões em prejuízo com essa prática", diz Antonio Salles Neto, 60, vice-coordenador de antipirataria da ABTA.
"Estamos muito atentos e preocupados com a curva de assinantes que adquirem esses aparelhos. Ela está crescendo de forma veloz."

PIRATARIA ASIÁTICA

A compra e a venda das caixas "decoder" são proibidas no Brasil desde 2012. Muitas são projetadas na Coreia do Sul e montadas na China.

Elas foram importadas durante muito tempo sob a chancela de serem "decoders" para antenas parabólicas. Mas os técnicos da ABTA descobriram um desvio de finalidade para os aparelhos.

Apesar da proibição, vários estabelecimentos e comerciantes que ficam na rua Santa Ifigênia, região central de São Paulo, vendem o equipamento sem muitas perguntas e ainda indicam um técnico para fazer a instalação.

Salles calcula que haja entre 1,6 milhão e 2 milhões de caixas em operação no país.

"Se a curva da pirataria continuar no ritmo atual, em cinco anos metade das assinaturas já fará uso dela."

O custo desses aparelhos "piratas" caem vertiginosamente. Uma caixa AZbox "topo de linha", vendida por até R$ 899 há um ano e meio, hoje é comercializada por R$ 299.

Para Salles, a pirataria não é estimulada pelos altos preços dos serviços e pelo atendimento ao cliente. "A indústria passou, sim, por um mau momento, mas ela agora está em um nível ascendente, e os preços também estão melhores", afirma.

COMO FUNCIONA A PIRATARIA

Opção A:

1- Usuário vai a um centro de comércio pirata ou na internet e adquire um decoder (caixa) ilegal; é preciso ter uma conexão de Internet no local de instalação;

2- O vendedor da caixa envia um funcionário que instala o aparelho, conectando-o à Internet e à fonte de sinal de TV por assinatura usando "portas" diferentes

3- Pela porta conectada à Internet, a rede pirata fornece, graças a seu software próprio, a chave de abertura ilegal da programação. Por meio da rede de uma das operadoras de TV, o usuário recebe o sinal ilegal de qualquer canal que não faça parte do seu pacote. O usuário recebe o sinal de TV paga, mas fica online com uma rede privada de dados ilegal

Opção B:

Usuários que não têm acesso à Internet podem "piratear" com a modalidade de caixa conectada aos satélites por duas antenas. A primeira antena é apontada ao satélite de serviços de TV por assinatura e uma segunda antena - menor e dedicada a dados - é conectada a um satélite.

Esse caminho é usado alternativamente para fornecer as chaves de acesso extraídas pela rede pirata. Essa ação, porém, é mais fácil de ser descoberta e combatida. Operadoras do mundo já conseguem tirá-las do ar.

Opção C:

A caixa pirata usada exclusivamente no caso de TV a acabo similar à anterior, só que em vez de se conectar à antena de satélite, conecta-se na rede de cabo. Muitos usuários, para disfarçar, mantêm o pagamento de um pacote mínimo com acesso à Internet.

Opção D:

A caixa que desbloqueia HD funciona de forma similar, apenas recebendo a chave correspondente ao serviço.

Informações importantes. Todo usuário de decoder (decodificador) ilegal está conectado a uma rede legal e isso o expõe à Justiça e corre o risco de ser indiciado por associação para produzir danos a alguém; trata-se de um crime.
 
Fonte: ABTA (Associação Brasileiras das TVs por Assinatura)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Nova Lei da TV Paga

Começou a valer a partir desse mês, a nova lei da TV Paga, a Lei 12.485/2011, que foi votada no início deste ano, e que valeria a partir de setembro, mas que por alguma razão desconhecida (muito provavelmente pelo pedido das próprias operadoras de TV a cabo, para ajustes nos canais) só passou a valer a partir de agora. Enfim, o que esperar da lei que, além de regulamentar alguns parâmetros técnicos de controle da operação das TVs a cabo, também obriga que parte da programação de TODOS os canais tenha conteúdo nacional, além da obrigatoriedade de uma cota de canais com programação exclusivamente nacional?

O discurso geral afirma que a Lei permitirá que produtores nacionais tenham mais espaço, que os canais nacionais terão condição de divulgar suas programações, sem se preocuparem com os enlatados internacionais. Mas será que a nova lei não visa apenas a quantidade, e não a qualidade? Canais associados à Rede Globo parecem ter um cuidado técnico que já é marca do canal. Embora tudo tenha cara de novela, o jornal é bem produzido, o canal infantil tem um cuidado com toda a estrutura, os canais de esporte são top já faz algum tempo, enfim, apesar de criticada, a Rede Globo criou um conceito de qualidade muito própria, e consegue disseminar isso por seus canais e sua variada programação. No entanto, ao mesmo tempo, isso pode significar que outros não terão a mesma condição. Não por incapacidade técnica ou de conteúdo. Simplesmente pelo fato de o espectador brasileiro ser mais crítico com a programação nacional do que com os programetes de outros países.

Também existe a chance de acontecer o mesmo que já acontece com a TV aberta. Faustão todos os domingos há 499 anos... Xuxa com programa, há 1987 anos... Silvio Santos, quase o mesmo tempo que a Xuxa no ar... e tantos outros exemplos. Muitas vezes os caras mudam de canal, mas o programa fica igual, com outra roupagem. Pela falta de identidade, ou pela vontade de criar um programa com história longa, as emissoras criam esses elefantes brancos, e depois temem qualquer alteração, por prejudicar o espectador já acostumado.

Será que o assinante de TV a cabo quer que o conteúdo da TV aberta invada sua programação PAGA? Será que esse espaço de entretenimento, que já possui tantas restrições por causa de programação internacional distribuída pelos canais, com uma qualidade que nem sempre acompanha os aumentos de valores em suas mensalidades, precisaria de uma interferência do governo, para garantia e manutenção da produção audiovisual nacional?

Não acredito. Particularmente avalio a situação como um jeito de criar empregos para os inúmeros artistas nacionais que não param de surgir, todos com seu espaço, a justificativa de seu salariozinho pago, e a qualidade da programação em queda livre. Tudo em defesa produção audiovisual brasileira.

É um jeito de mudar a opinião da audiência, que sempre avaliou como sendo de mais qualidade os programas internacionais? Com certeza, mas é um jeito de privar o acesso ao que é produzido em outras bandas, também. Justificativas haverão às pencas, pode ter certeza.

O aumento do espaço não significa uma melhor qualidade. Não é de uma hora pra outra que investidores aparecerão querendo colocar seu dinheiro e seu sonho na "nova" TV por assinatura. Vide o caso do cinema. Claro que existem casos positivos, mas nem tudo é baseado em qualidade, e a dificuldade para conseguir apoio e patrocínio é muito grande. Assim como nem toda a programação internacional se baseia na qualidade, em revés da quantidade, mas quando você distribui a responsabilidade (mas não só a responsabilidade) entre mais canais e mais estúdios, a chance de dar mais certo aumentaria. O que não acontece, necessariamente, ao forçar que determinado canal produza um determinado conteúdo.

Independente de avaliarmos qualidade ou quantidade, o fato pode ser visto de uma maneira ainda mais simplista e crua. Se eu já pago por uma programação que nem sempre atende de maneira adequada a minha necessidade (quantos dos 199 canais de TV, você assiste de verdade?), com canais que são empurrados de acordo com o seu pacote, com uma programação que nem sempre atende a sua exigência, mas que faz com que você se adapte e busque algo valioso dentre tantas tranqueiras, por que eu preciso de mais gente interferindo naquilo que eu pago?

Já é tremendamente revoltante você pagar e não poder fazer uma seleção de canais e programas que realmente valem o seu tempo, e o seu dinheiro, e agora alguém interessado em defender os valores audiovisuais da produção brasileira chega e faz com que o seu produto sofra alterações que podem satisfazer sua exigência. Em termos de qualidade e quantidade...

O justo? Permitir que cada espectador ou assinante optasse por uma programação que valha a pena, com canais e programas úteis (ou inúteis, por que não?), mas que atendam sua vontade de assistir, de se divertir, que lhe proporcionem educação, cultura, independente da origem desse programa ou da programação desse canal. Mais uma vez, como espectadores, somos obrigados a engolir uma programação fora da necessidade, só por causa do interesse político em valorizar o produto audiovisual brasileiro. Quando isso realmente se tornar uma verdade, e o produto brasileiro atender a expectativa do brasileiro, e também do momento em que esse brasileiro passe a ser respeitado como consumidor, talvez, só talvez, seja possível ver uma luz no fim do túnel. Enquanto isso, a nova Lei só justifica a criação de canais sem nenhum conteúdo válido, com o aumento dos valores das mensalidades, prejudicando aquele que de fato valoriza o produto audiovisual brasileiro, seu consumidor.

A Lei

A Lei 12.485/2011 destrava a concorrência no setor, ao permitir que as concessionárias de telefonia utilizem suas redes para fornecer serviços de TV paga. Permite, assim, que mais brasileiros tenham acesso aos serviços de televisão por assinatura e a outros serviços, tais como banda larga e telefonia, por um preço cada vez menor. A Lei foi aprovada no Congresso Nacional em agosto de 2011 e sancionada em setembro, após quase 5 anos de discussão, em um processo no qual todos os interessados foram ouvidos pelos representantes do povo brasileiro.

Um dos principais objetivos da lei é aumentar a produção e a circulação de conteúdo audiovisual brasileiro, diversificado e de qualidade, gerando emprego, renda, royalties, mais profissionalismo e o fortalecimento da cultura nacional. A lei é fruto do esforço coletivo do Governo federal e dos agentes do mercado, na luta por um novo marco regulatório, atendendo aos interesses da sociedade. A ANCINE se empenhou em conduzir uma transição suave da realidade atual para o novo cenário, estimulando as empresas produtoras e programadores a negociarem a veiculação de produção audiovisual brasileira. Inicia-se assim a construção de uma cultura regulatória do setor audiovisual que seja benéfica para o desenvolvimento do mercado e, ao mesmo tempo, seja capaz de induzir o crescimento da atividade de produção e programação brasileiras, atraindo mais investimento privado para o setor, num ambiente de maior competitividade.

A Lei 12.485 foi regulamentada em 4 de junho pelas Instruções Normativas 100 e 101 da ANCINE. Todas as regras que as duas INs estabeleceram passam a vigorar a partir de 2 de setembro, garantindo a presença de mais conteúdos nacionais e independentes nos canais de TV por assinatura, a diversificação da produção e a articulação das empresas brasileiras que atuam nos vários elos cadeia produtiva do setor.

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE A NOVA LEI DA TV PAGA

- Para quê foi criada a Lei 12.485?
A Lei 12.485 foi discutida por 5 anos no Congresso Nacional e propõe remover barreiras à competição, valorizar a cultura brasileira e incentivar uma nova dinâmica para produção e circulação de conteúdos audiovisuais produzidos no Brasil, de modo que mais brasileiros tenham acesso a esses conteúdos.

Abrindo o mercado a novos competidores, a lei amplia a oferta do serviço e estimula a diminuição do preço final ao assinante, além de estabelecer a obrigação de programação de conteúdos brasileiros nos canais de espaço qualificado, e de canais brasileiros dentro de cada pacote ofertado ao assinante.

Trata-se do primeiro marco regulatório convergente para a comunicação audiovisual no Brasil, ao unificar a regulamentação dos serviços de televisão por assinatura que estava dispersa em diferentes comandos legais.

O sentido da lei é criar as condições para a multiplicação de empreendimentos e a geração de riqueza interna, para que o Brasil se torne um grande pólo produtor de audiovisual, a exemplo de outros países que se consolidaram como produtores de conteúdos e exportadores de formatos audiovisuais.

A Lei 12.485 abre oportunidades de crescimento para diferentes segmentos do mercado: para as produtoras, porque haverá demanda por 1.070 horas anuais de conteúdos nacionais e independentes inéditos; para as programadoras brasileiras, já que a lei induz o aumento da demanda por novos canais brasileiros de espaço qualificado; e para a programadoras estrangeiras, que terão uma proximidade maior do público brasileiro.

- Para o assinante, o que muda de fato? Em que elementos ele verá as mudanças propiciadas pela Lei?
O efeito mais evidente para o consumidor será a maior oferta de conteúdo nacional. Outro efeito importante para o assinante é que as novas regras deverão promover a redução do preço dos pacotes de serviços de TV paga e também do acesso à Internet de banda larga de alta velocidade, já que as empresas de telecomunicações serão estimuladas a investir na modernização das redes de infra-estrutura e expandir sua atuação para novos municípios.

- Por que a transmissão de esporte não foi classificado como espaço qualificado?
Canais de TV aberta, canais esportivos e canais jornalísticos não terão que cumprir qualquer obrigação de veiculação de obras nacionais. Eles continuarão a exibir os mesmos conteúdos que hoje exibem. Nada muda para esses canais a não ser o fato de que terão de observar o limite máximo de 25% de publicidade, como todos os outros canais. É falsa, portanto, a sugestão de que os conteúdos e canais esportivos serão prejudicados pela Lei 12.485: esses canais estão totalmente livres da obrigatoriedade de veiculação de conteúdos nacionais, sem sofrer qualquer impacto.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

HBO e Telecine disponibilizam conteúdo dos canais pela internet


O controle remoto corre o risco de se tornar obsoleto. Para reverter a situação, a TV paga resolveu fazer um "upgrade" de programação.

A televisão vai dividir agora espaço com qualquer outra tela conectada à internet.

Os dois principais canais de filmes e séries do país, a rede Telecine e a HBO --que disputam os cerca de 14 milhões de assinantes de TV por assinatura do Brasil-- disponibilizarão seu conteúdo na web para o público assistir às atrações quando quiser.

A lógica de ambos (Play e Go) é ampliar as plataformas de quem paga para assistir aos filmes e séries na TV.

Em agosto, os cerca de 2 milhões de assinantes dos pacotes de dez canais HBO na televisão vão poder assistir às produções originais deles em qualquer computador pelo serviço HBO Go.

A tecnologia para acessar o serviço em outros dispositivos, como iPad, iPhone e iPod ou aparelhos que têm o Android como sistema operacional, será disponibilizada até o fim do ano.

O cardápio do Go inclui cerca de 1.000 títulos, desde o último episódio de "True Blood" --que estará disponível sempre na manhã seguinte à exibição na TV-- ao acervo de filmes próprios da HBO, que tem produções como "Game Change", em que Julianne Moore ("Ensaio sobre a Cegueira") interpreta a política americana Sarah Palin, ex-candidata à Presidência dos Estados Unidos.

"É um serviço adicional para agregar valor à assinatura dos nossos canais", explica à Folha Miguel Oliva, diretor da HBO.

O Brasil será o primeiro país da América Latina a testar o Go, já disponível nos Estados Unidos e em alguns países da Ásia.

Segundo Oliva, a ideia do serviço, restrito aos assinantes do pacote de TV, nunca foi desvincular os conteúdos do canal, mas responder a uma mudança de hábito entre seus consumidores, também usuários de internet.

CONCORRÊNCIA

Os 3 milhões de assinantes dos seis canais Telecine vão ter outros 1.000 títulos disponíveis para do menu de programação na internet, no serviço chamado de Telecine Play, lançado nesta quarta (25).

Por enquanto, o acervo só estará acessível para computadores --ainda não há data para outros dispositivos.

Essa é uma tendência mundial que desembarcou no país no ano passado com o crescimento do site brasileiro Netmovies e a chegada do americano Netflix.

Os dois oferecem um menu com filmes e séries on-line, a partir de assinatura mensal. Em nove meses de atuação no país, o Netflix, que tem o Brasil como principal mercado na América Latina, alcançou 1 milhão de assinantes latinos.

Para Nelson Hoineff, presidente do Instituto de Estudos de Televisão, o Brasil demorou para entrar na nova onda de programação televisiva fora da televisão.

Agora, então, seria o momento da TV paga fidelizar seus novos consumidores em outras plataformas.

"As operadoras tiveram um crescimento neste primeiro semestre de 14,8%. E elas estão 'amarrando' os clientes ao oferecer sinal de TV, telefone e internet ao mesmo tempo", ele explica.

Ao oferecer serviços múltiplos, esse tipo de iniciativa fez mudar o consumo de conteúdos audiovisuais.

"A organização da TV, com a grade fixa, é engessada, ultrapassada e anacrônica. A geração virtual vê o que quer, na hora que quer e como quer. A internet é a ferramenta do novo consumidor", diz o especialista.

No caderno Ilustrada, do jornal Folha de São Paulo, edição de 25/07/2012.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

HBO e Telecine lançam filmes na internet de olho na evolução das tecnologias

Os dois maiores canais de filmes da TV por assinatura brasileira lançarão, nesta semana, serviços independentes do aparelho de televisão.

O Telecine Play (anunciado nesta quarta, 25/7) e o HBO Go (a ser divulgado na quinta) permitem que os assinantes dos canais a cabo assistam, via internet, a seus filmes e séries seja no computador, no tablet ou na telinha do celular.

A iniciativa amplia o conceito tradicional de TV que se tem até hoje no Brasil -com o conteúdo limitado a um aparelho de televisão.

Trata-se de uma tentativa de fidelizar quem já é assinante do Telecine (cerca de 3 milhões) ou da HBO (cerca de 2 milhões), evitando que migrem para serviços "pay-per-view" ou sites que vendem filmes e séries na internet.

Por isso, para ter acesso ao conteúdo que estes canais disponibilizarão na rede, é preciso ser assinante de operadoras como a Sky ou a Net.

JANELA DE LANÇAMENTO

Ao disponibilizar na internet filmes exibidos há pouco tempo nos cinemas, reduzindo a chamada janela de lançamento, estes serviços pretendem desestimular, com uma só estratégia, tanto a migração para serviços como iTunes e "pay-per-view" como a pirataria doméstica.

Janela de lançamento é o tempo que o filme leva para fazer o percurso dos cinemas para o DVD/Blu-ray e deste para a exibição na TV paga, o "streaming" na internet e as sessões em TV aberta.

Em cinco anos, o tempo entre a estreia no cinema e o lançamento em DVD/Blu-ray caiu de seis para quatro meses.

"Em geral, a redução das janelas é um combate à pirataria, mas visa também aproveitar o lançamento aquecido no cinema", diz Carla Fuertes, gerente de marketing da Warner Home Vídeo.
Com o aumento de brasileiros com acesso à banda larga e de apreensões de CDs e DVDs piratas, a pirataria está migrando do camelô da esquina para o computador de casa.

"As pessoas não encontram mais DVDs piratas no centro de São Paulo com a mesma facilidade e hoje baixam filmes ilegalmente pela internet", diz Edsom Ortega, secretário municipal de Segurança Urbana de SP.

(ALBERTO PEREIRA JR., ELISANGELA ROXO, MATHEUS MAGENTA E RODRIGO SALEM)

Editoria de Arte/Folhapress


Publicado na edição de hoje, 25/07/2012, no Jornal Folha de São Paulo.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Copa do Mundo e eleições animam mercado de TV por assinatura


A Copa do Mundo de 2010 teve um grande impacto no número de assinantes de TV paga neste primeiro semestre. De acordo com a Abta (Associação Brasileira de TV por Assinatura), o Mundial elevou em 13,11% o número de contratos de assinaturas, já que as pessoas tinham a intenção de assistir aos jogos com melhor qualidade audiovisual. Para o presidente da Abta, Alexandre Annenberg, o crescimento deve continuar no segundo semestre, quando o horário eleitoral gratuito entrar no ar. Annenberg acredita que a programação da TV paga funciona como alternativa para quem busca outro conteúdo.

No entanto, ele afirma que a associação tem dois desafios pela frente, que dependem da aprovação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações): uma mudança na legislação, com a entrada de novas empresas no mercado; e novas concessões de outorgas, já que as últimas foram concedidas há mais de 10 anos. "Há que ter mais concorrência no mercado e mais abrangência", diz o presidente.
Hoje, no mercado, existem apenas quatro operadoras na liderança: Oi, Telmex, Telefonica e GVT/Vivendi. Com a abertura para novas operadoras no Brasil, haveria espaço para pequenas e médias empresas locais. "Essas empresas de menor porte poderiam levar a TV por assinatura a municípios menores, já que as grandes provavelmente levariam o foco de seus produtos aos centros urbanos", sugere Annenberg.
Essas e outras questões --como a revolução da convergência (multiplataforma) e o desenvolvimento de produtos segmentados para a classe C-- serão apresentadas e poderão ser debatidas na "18ª da Abta 2010 - Feira e Congresso", que acontece em São Paulo entre os dias 10 e 12 de agosto. De acordo com Rubens Glasberg, presidente da Converge Comunicações, neste ano o evento terá 25 empresas da China, além da presença de canais estrangeiros de grande relevância, como o Canal Plus (França) e a Televisa (México), que estão apostando no crescimento do mercado brasileiro. "A expectativa de termos novas empresas trabalhando aqui no Brasil com a TV paga anima as emissoras estrangeiras. Por isso, é necessário um novo planejamento de concessões públicas."