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quarta-feira, 2 de abril de 2014
TV aberta vê fuga de audiência aos domingos
As poltronas em frente à TV aos domingos estão mais vazias. E quem ficou está correndo para os canais pagos.
É o que mostra o nível de audiência de um dos horários mais disputados da TV brasileira, os domingos à tarde.
Com base nos índices de audiência ao longo dos 25 anos do “Domingão do Faustão” (Globo), o líder na faixa, é possível observar a fuga de público da TV aberta.
Em 2000, Fausto Silva registrava média de 20,9 pontos de audiência na Globo. Nasceu aí a guerra mais famosa de ibope, Faustão X Gugu, que registrou naquele ano média de 20,8 pontos com seu “Domingo Legal” (SBT). Cada ponto equivale a 65 mil domicílios na Grande SP.
Em 2000, o percentual de televisores ligados no horário era de 60%. Atualmente, está em 51%. Nos primórdios da TV paga, a participação de canais pagos e em UHF no total de televisores ligados no horário era de 6%. Hoje, é de 21,9%.
Em 2001 e 2002, o “Domingão” chegou a alcançar média de 23,2 pontos, enquanto o “Domingo Legal” registrava média de 22,5 pontos.
De lá para cá, os índices despencaram. Faustão perdeu cerca de 30% de seu público e registra em 2014 média de 15,3 pontos.
Já o SBT perdeu mais de 60% da audiência no horário e registra hoje 6,8 pontos na mesma faixa de horário.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Até que a sorte nos separe
Isso não quer dizer que a parte técnica seja ruim. Muito pelo contrário. É aquilo ao qual já estamos acostumados quando assistimos uma produção com o nome da Rede Globo vinculado. Cara de novela, trejeitos de novela, personagens que lembram novela. Mas, repito, nem por isso ruim. É a marca da Rede Globo, sendo assim, difícil mudar.
Leandro Hassum e Danielle Winits, lideram o elenco e até que não vão mal. Confesso que não conheço muitos trabalhos em cinema ou filmes dos dois, e acredito que para uma comédia, até que as coisas caminharam bem. Hassum é o estilo de comediante físico. Suas caretas lembram até o adorável Jerry Lewis em algumas passagens. Pena que em alguns momentos isso fique um pouco forçado, a ponto de querer tirar o riso do espectador a troco de nada, entende? Winits acabou entrando nessa onda em alguns momentos, mas para o estilo dela, a coisa não funcionou tão bem. Mesmo assim, ela não perde espaço e consegue dividir a tela em pé de igualdade com qualquer outro elemento do elenco.
O roteiro é extremamente funcional. Consegue ser divertido, superficial, oferecendo entretenimento agradável sem exigir muito de seu espectador. É mesmo o caso de um filme para uma sessão matinê com a família ou amigos.
No filme, Tino (Leandro Hassum) é um pai de família de classe média que vê sua vida e, especialmente, seu casamento com Jane (Danielle Winits), completamente transformados após ganhar na loteria. O problema é que ele acaba perdendo tudo em dez anos de uma vida de ostentação. A partir daí, com a ajuda do vizinho Amauri (Kiko Mascarenhas) e de seu melhor amigo Adelson (Aílton Graça), ele cria uma série de situações hilárias para que sua esposa, grávida do terceiro filho, não perceba que está falido.
Não é um filme fantástico, mas é uma produção interessante, que se esforça na intenção de oferecer ao seu espectador uma boa dose de divertimento. Acho que funciona, à medida que você assiste o filme de coração aberto, sem criar muitas expectativas ou imaginar que esse será o melhor filme assistido em sua vida. A produção segue todos os moldes e o acabamento de uma novela, e o elenco até que é bastante equilibrado. Sai da velha máxima do "cinema verdade" tão fortemente impregnado nos filmes brasileiros. No geral, é uma comédia leve, que não se prende em detalhes desnecessários. É uma pedida interessante, mas não entra na lista de imperdíveis.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Roberto Santucci
Elenco: Leandro Hassum, Danielle Winits, Ailton Graça, Kiko Mascarenhas, Rita Elmôr, Henry Fiuka, Maurício Sherman, Carlos Bonow, Julia Dalavia, Julio Braga, Marcelo Saback, Vitor Maia
Produção: Fabiano Gullane, Caio Gullane, Debora Ivanov, Gabriel Lacerda
Roteiro: Paulo Cursino, Angelica Lopes
Fotografia: Juarez Pavelak
Duração: 104 min.
Ano: 2012
País: Brasil
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Downtown Filmes, Paris Filmes, RioFilme
Estúdio: Gullane Filmes / Globo Filmes
Classificação: 12 anos
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Produtoras de shows se unem contra meia-entrada para estudantes e idosos
"As empresas de entretenimento ao vivo não estão se unindo porque se amam, mas porque precisam se fortalecer em conjunto. Com a meia-entrada, o Estado faz política pública com dinheiro privado."
A declaração feita à Folha por Leo Ganem, presidente da Geo Eventos, se refere à criação, até o final deste ano, de duas associações no setor de eventos.
Uma para as produtoras de shows e musicais e outra para as empresas que comercializam ingressos.
O objetivo das associações é tentar reverter uma crise que se inicia no setor -os mais recentes sinais dela são o encalhe de ingressos e o cancelamento de shows.
O benefício da meia-entrada, que chega a atingir 90% do total da bilheteria de grandes shows internacionais, é apontado como o grande vilão do setor.
Para empresários e consumidores, o alto valor dos ingressos é o maior culpado por shows cancelados ou vazios. Caso da turnê da cantora pop Madonna, que se apresenta hoje e amanhã em São Paulo. Os ingressos variam entre R$ 150 e R$ 850 (inteira).
Ainda há ingressos para os 12 setores da plateia do show de amanhã, e em nove deles do de hoje. Para diminuir o prejuízo, a T4F, responsável pela turnê, reduziu o preço dos ingressos em até 50%.
MEIA-ENTRADA
O objetivo das associações é tentar reverter uma crise que se inicia no setor -os mais recentes sinais dela são o encalhe de ingressos e o cancelamento de shows.
O benefício da meia-entrada, que chega a atingir 90% do total da bilheteria de grandes shows internacionais, é apontado como o grande vilão do setor.
Para empresários e consumidores, o alto valor dos ingressos é o maior culpado por shows cancelados ou vazios. Caso da turnê da cantora pop Madonna, que se apresenta hoje e amanhã em São Paulo. Os ingressos variam entre R$ 150 e R$ 850 (inteira).
Ainda há ingressos para os 12 setores da plateia do show de amanhã, e em nove deles do de hoje. Para diminuir o prejuízo, a T4F, responsável pela turnê, reduziu o preço dos ingressos em até 50%.
MEIA-ENTRADA
As associações serão criadas a fim de reduzir a proporção de meias-entradas (seja por faixa etária ou por cota) nos eventos. Ou pelo menos conseguir que os governos arquem com parte do benefício.
Segundo a Geo Eventos, 90% dos ingressos vendidos até agora para os três dias do festival Lollapalooza 2013 são meias-entradas.
Segundo a Geo Eventos, 90% dos ingressos vendidos até agora para os três dias do festival Lollapalooza 2013 são meias-entradas.
Para o empresário Luiz Oscar Niemeyer, da Planmusic, a falsificação de comprovantes de estudantes torna a previsão da receita de um show "praticamente impossível".
"Para compensar, colocamos o preço da inteira mais alto. Quem acaba penalizado com isso são as pessoas honestas", diz Niemeyer.
Entidades de defesa do consumidor veem riscos para o público dos shows caso algumas demandas das novas associações sejam contempladas. Para Márcio Marcucci, diretor de fiscalização do Procon-SP, a limitação do número de meias-entradas show não inibiria fraudes.
"As empresas devem aumentar o controle da comprovação do direito ao benefício, na venda e no acesso aos shows, e não buscar limitações para um direito consagrado. Seria um retrocesso."
CRISE À VISTA
O Brasil vive atualmente um crescimento acelerado do segmento de shows internacionais. Segundo levantamento feito pela Folha, o número de artistas e bandas estrangeiros triplicou neste ano em relação a 2010.
O cenário chamou a atenção de grupos de outros segmentos. Nos últimos anos, surgiram XYZ Live (do grupo ABC, de Nizan Guanaes), IMX (de Eike Batista) e Geo Eventos (ligada à Rede Globo).
O mercado estima que as cinco maiores empresas do setor movimentem entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão por ano.
A nova concorrência trouxe choques de agenda de festivais de música e elevou cachês a ponto de tornar alguns shows deficitários.
Para Bazinho Ferraz, presidente da XYZ Live, as novas associações podem servir de espaço para se firmarem "acordos de cavalheiros" e evitar o declínio do setor.
A T4F, maior do segmento de entretenimento ao vivo na América Latina e a única com capital aberto, foi a primeira a apresentar sinais de crise.
Em comunicados a investidores, a empresa anunciou uma queda de 40% no número de ingressos vendidos entre janeiro e setembro deste ano (em relação ao mesmo período em 2011).
Segundo a T4F, o resultado negativo pode ser atribuído à distribuição dos shows ao longo do calendário (em 2011, as maiores rendas ocorreram no primeiro semestre).
No comunicado, a empresa manifestava esperança de bons resultados financeiros com shows de Lady Gaga e Madonna. Ambas turnês tiveram ingressos encalhados.
Com isso, o valor das ações da T4F caíram 10,29%.
O cenário chamou a atenção de grupos de outros segmentos. Nos últimos anos, surgiram XYZ Live (do grupo ABC, de Nizan Guanaes), IMX (de Eike Batista) e Geo Eventos (ligada à Rede Globo).
O mercado estima que as cinco maiores empresas do setor movimentem entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão por ano.
A nova concorrência trouxe choques de agenda de festivais de música e elevou cachês a ponto de tornar alguns shows deficitários.
Para Bazinho Ferraz, presidente da XYZ Live, as novas associações podem servir de espaço para se firmarem "acordos de cavalheiros" e evitar o declínio do setor.
A T4F, maior do segmento de entretenimento ao vivo na América Latina e a única com capital aberto, foi a primeira a apresentar sinais de crise.
Em comunicados a investidores, a empresa anunciou uma queda de 40% no número de ingressos vendidos entre janeiro e setembro deste ano (em relação ao mesmo período em 2011).
Segundo a T4F, o resultado negativo pode ser atribuído à distribuição dos shows ao longo do calendário (em 2011, as maiores rendas ocorreram no primeiro semestre).
No comunicado, a empresa manifestava esperança de bons resultados financeiros com shows de Lady Gaga e Madonna. Ambas turnês tiveram ingressos encalhados.
Com isso, o valor das ações da T4F caíram 10,29%.
Minha opinião
O problema da meia entrada atinge todas as frentes culturais. Como se a população fosse obrigada a arcar pelos prejuízos, ou desejos de sucesso financeiro dos organizadores de shows e suas estrelas. Se o problema é administrativo, causado pelos altos impostos, então significa que independente do grau de fama do artista, e da procura, sempre haverá um lado com lucro.
Claro que sempre há o lado rico da balança, mas esperar que o público seja responsável por esse patrocínio, sem que seja respeitado como consumidor e fã, é no mínimo chamar o público de idiota. O mesmo acontece com teatros e cinema. A diversão, o entretenimento, e de uma maneira geral, a cultura, acabam elitizados, sob efeito de preços que servem para o enriquecimento de alguns, e a alienação do público geral.
Não existem parâmetros, e qualquer comparação com modelos de outros países é forçar ainda mais a barra. Lá fora tudo é diferente, e não digo no sentido de enaltecer o lado mais verde do quintal vizinho, mas no sentido de perceber que as pessoas são respeitadas na fila de um cinema, na seleção de bandas e músicos que farão parte de um show, no acesso ao teatro e aos grandes espetáculos. Por aqui, pelo visto, a ordem é aquela do "tô pagando", e se eu estou pagando mereço o desrespeito e todo constrangimento enfrentado, já que, no geral, o importante é o lucro do organizador ou dos cinemas e dos teatros, independente de isso significar que a cultura se torne cada vez menos acessível para todos.
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