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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Prefeitura de SP quer copiar modelo do Rio de investir em filmes bons de bilheteria

Quando o assunto é cinema, a chamada "locomotiva da nação" empalidece diante do Rio de Janeiro. São Paulo hoje produz menos filmes e registra menos espectadores por sala do que o estado vizinho, que tem uma economia bem menos potente.

Para reverter esse quadro, a prefeitura paulistana quer aprovar na Câmara até o final deste ano projeto de lei que cria uma agência de fomento ao cinema.

"O Rio construiu uma política agressiva de fortalecimento da produção local. Queremos acelerar isso aqui, com uma agência não igual, mas inspirada no modelo da RioFilme", afirma a produtora Débora Ivanov, que participa da formulação do projeto.

O modelo da RioFilme, originalmente uma distribuidora, sofreu uma inflexão em 2009, quando passou a priorizar investimento em produções com potencial de grande bilheteria.

O resultado é o aumento exponencial do lucro da empresa municipal carioca, que só neste ano soma receita de R$ 5 milhões oriunda da bilheteria dos filmes em que apostou.



Em 26/04/2013, na Folha de São Paulo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Até que a sorte nos separe

261549Até que a sorte nos separe atende um pedido meu ao cinema brasileiro: mais ficção e menos histórias reais. Até por isso, já é um grande começo. No geral, o filme é médio, com alguns clichês comuns às comédias atuais (não só brasileiras), um roteiro equilibrado, e aquele acabamento de novela.

Isso não quer dizer que a parte técnica seja ruim. Muito pelo contrário. É aquilo ao qual já estamos acostumados quando assistimos uma produção com o nome da Rede Globo vinculado. Cara de novela, trejeitos de novela, personagens que lembram novela. Mas, repito, nem por isso ruim. É a marca da Rede Globo, sendo assim, difícil mudar.

Leandro Hassum e Danielle Winits, lideram o elenco e até que não vão mal. Confesso que não conheço muitos trabalhos em cinema ou filmes dos dois, e acredito que para uma comédia, até que as coisas caminharam bem. Hassum é o estilo de comediante físico. Suas caretas lembram até o adorável Jerry Lewis em algumas passagens. Pena que em alguns momentos isso fique um pouco forçado, a ponto de querer tirar o riso do espectador a troco de nada, entende? Winits acabou entrando nessa onda em alguns momentos, mas para o estilo dela, a coisa não funcionou tão bem. Mesmo assim, ela não perde espaço e consegue dividir a tela em pé de igualdade com qualquer outro elemento do elenco.

O roteiro é extremamente funcional. Consegue ser divertido, superficial, oferecendo entretenimento agradável sem exigir muito de seu espectador. É mesmo o caso de um filme para uma sessão matinê com a família ou amigos.

No filme, Tino (Leandro Hassum) é um pai de família de classe média que vê sua vida e, especialmente, seu casamento com Jane (Danielle Winits), completamente transformados após ganhar na loteria. O problema é que ele acaba perdendo tudo em dez anos de uma vida de ostentação. A partir daí, com a ajuda do vizinho Amauri (Kiko Mascarenhas) e de seu melhor amigo Adelson (Aílton Graça), ele cria uma série de situações hilárias para que sua esposa, grávida do terceiro filho, não perceba que está falido.

Não é um filme fantástico, mas é uma produção interessante, que se esforça na intenção de oferecer ao seu espectador uma boa dose de divertimento. Acho que funciona, à medida que você assiste o filme de coração aberto, sem criar muitas expectativas ou imaginar que esse será o melhor filme assistido em sua vida. A produção segue todos os moldes e o acabamento de uma novela, e o elenco até que é bastante equilibrado. Sai da velha máxima do "cinema verdade" tão fortemente impregnado nos filmes brasileiros. No geral, é uma comédia leve, que não se prende em detalhes desnecessários. É uma pedida interessante, mas não entra na lista de imperdíveis.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Roberto Santucci
Elenco: Leandro Hassum, Danielle Winits, Ailton Graça, Kiko Mascarenhas, Rita Elmôr, Henry Fiuka, Maurício Sherman, Carlos Bonow, Julia Dalavia, Julio Braga, Marcelo Saback, Vitor Maia
Produção: Fabiano Gullane, Caio Gullane, Debora Ivanov, Gabriel Lacerda
Roteiro: Paulo Cursino, Angelica Lopes
Fotografia: Juarez Pavelak
Duração: 104 min.
Ano: 2012
País: Brasil
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Downtown Filmes, Paris Filmes, RioFilme
Estúdio: Gullane Filmes / Globo Filmes
Classificação: 12 anos

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Bilheteria: Amanhecer – Parte 2 tem a maior abertura da história do Brasil

Pode-se questionar a qualidade técnica da Saga Crepúsculo, porém é impossível ir contra a máxima: a série arrasta multidões para o cinema. Amanhecer – Parte 2 superou todas as expectativas, inclusive os números da própria distribuidora, e conseguiu arrecadar R$ 37 milhões em apenas quatro dias.

O número é quase irreal para o mercado brasileiro, dessa maneira o último episódio da Saga Crepúsculo acaba de se tornar a maior abertura da história do país. Em uma breve comparação, o longa conseguiu quase o dobro de público e renda do que o sucesso Tropa de Elite 2 no seu primeiro fim de semana em cartaz.

Com a ajuda do feriado, cerca de 3,1 milhões de pessoas foram assistir ao filme. Só na quinta-feira, a produção vendeu um milhão de ingressos e esperava-se que o seu fôlego fosse diminuindo. Mas isso não aconteceu, nos três dias seguintes Amanhecer – Parte 2 fez mais US$ 25 milhões para as contas.

Em apenas quatro dias, o título já era a oitava maior bilheteria de 2012 no Brasil. Os números tendem a aumentar, já que são 1.213 salas exibindo o filme. Robert Pattinson, Kristen Stewart e Taylor Lautner devem quebrar o recorde de ingressos vendidos no ano em terras tupiniquins.

Devido a exibição exclusiva em 2D, a liderança por renda de 2012 deve continuar nas mãos de Os Vingadores. Mesmo assim, o sucesso da Saga é gigantesco por aqui, tanto que o Brasil foi a quarta maior bilheteria do longa, que já soma US$ 340,9 milhões ao redor do mundo.

A segunda colocação do ranking ficou para o agente James Bond. 007 - Operação Skyfall teve uma queda de 36% e fez mais R$ 2,2 milhões. O pódio foi completado pela comédia nacional Até que a Sorte nos Separe, em sua sétima semana em cartaz, ela conseguiu manter o nível e ultrapassou a marca dos R$ 30 milhões arrecadados.

Confira abaixo o ranking completo do fim de semana, além das maiores aberturas, por público, da história do cinema brasileiro.

Top 10 - Bilheteria (16,17 e 18)

1. A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2 - R$ 25,3 milhões
2. 007 - Operação Skyfall - R$ 2,2 milhões
3. Até que a Sorte nos Separe - R$ 1,4 milhão
4. Gonzaga - De Pai para Filho - R$ 1,3 milhão
5. Argo - R$ 675 mil
6. Possessão - R$ 420 mil
7. Diário de um Banana 3- R$ 302 mil
8. Atividade Paranormal 4 - R$ 278 mil
9. Hotel Transilvânia - R$ 250 mil
10.Frankenweenie - R$ 239 mil

Top 10 - Maiores Aberturas no Brasil (Público)
1. A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2 - 2,1 milhões
2. A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1 - 1,79 milhão
3. Homem-Aranha 3 - 1,71 milhão
4. Os Vingadores - 1,68 milhão
5. Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 - 1,56 milhão
6. A Saga Crepúsculo: Lua Nova - 1,41 milhão
7. Homem-Aranha 2 - 1,36 milhão
8. Tropa de Elite 2 - 1,3 milhão
9. Homem-Aranha - 1,29 milhão
10.Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 - 1,25 milhão