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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Na briga com a Netflix, Amazon faz acordo com HBO para exibir séries

A Amazon aumentou a disputa com o Netflix pela supremacia no streaming de vídeos pela internet nos Estados Unidos ao assinar um acordo com a HBO para ter acesso a alguns de seus programas mais populares, como "Os Sopranos", "A Sete Palmos" e The Wire".

Os programas estarão disponíveis para clientes norte-americanos dos serviço Prime Instant Video. A Netflix, que na semana passada anunciou que estava perto de atingir a marca de 50 milhões de assinantes em todo o mundo, é o líder em vídeo por streaming, mas a Amazon tem investido pesado em programas originais e na compra de conteúdo para atrair mais consumidores.

O Morgan Stanley estima que os programas da HBO possam custar de US$ 200 milhões a US$ 250 milhões à Amazon. Analistas da Bernstein Research, por sua vez, dizem que o investimento da Amazon em conteúdo para streaming chegue a US$ 2 bilhões neste ano.

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Para evitar downloads ilegais, canais pagos tentam encurtar atraso de séries


Para combater downloads ilegais e atrair mais público para seus programas, canais brasileiros cada vez mais encurtam o espaço de tempo entre a exibição de séries nos Estados Unidos e no Brasil.

Em janeiro, a HBO repete a estratégia do seriado "Game of Thrones" e estreia duas novas séries simultaneamente nos dois países: "True Detective", em 12 de janeiro, e "Looking", no dia 19.

Além delas, o canal exibe nos EUA e no Brasil, no mesmo dia, a terceira temporada de "Girls", premiada série de Lena Dunham sobre quatro jovens amigas que moram em Nova York, também no dia 12.

O canal diz que é um "compromisso" trazer simultaneamente ao país suas maiores produções. Por causa da diferença de horário, elas irão ao ar aqui após a meia-noite.

No Warner Channel, séries que estrearam em 2013, como a ficção "Almost Human", o suspense "Hostages" e as comédias "Mom" e "Super Fun Night", são exibidas com no máximo duas semanas de atraso em relação aos EUA.

A gerente do canal, Vicky Zambrano, confirma que a janela de exibição cada vez menor é uma preocupação.

"Entendemos que a tecnologia permite que conteúdos de TV viajem rápido e não queremos nem podemos ficar para trás", diz a executiva. Mas ela lembra que transmissões quase simultâneas não são fáceis de conseguir.

"Leva-se tempo para preparar o material de transmissão, adaptando-o aos diferentes mercados, com seus idiomas e especificidades."

Legendagem e dublagem são processos que atrasam a exibição, de acordo com os executivos ouvidos pela Folha. Outro motivo é o preço que se paga para ter a primeira janela de exibição no país.

"O quanto mais próximo da exibição no país de origem, melhor. O que embasa a minha opinião é justamente o valor que se cobra por essas primeiras exibições", diz Paulo Franco, vice-presidente de programação da Fox.

O canal exibe "The Walking Dead", sucesso sobre zumbis, com dois dias de diferença em relação ao canal norte-americano. O mesmo ocorre com "American Horror Story". Já a nova "Sleepy Hollow", de terror, não teve o mesmo tratamento.

"Perdemos a concorrência para a [divisão do canal na] América Latina. Às vezes, a concorrência é interna."

Franco diz que quanto maior a base de fãs, menor tem de ser a janela entre exibições. "Nas séries mais antigas, que têm mais fãs, quanto mais longe estrear, pior. O pessoal fica chateado."
Para a Sony, encurtar a distância é importante, mas às vezes o atraso é estratégico.

"Com 'Breaking Bad', por exemplo, a crítica foi um chamariz importante. Outro parceiro fantástico foi a web. Resolvemos passar a série de novo desde o começo", afirma Alberto Niccoli, gerente geral da Sony no Brasil. "Queremos é que fortaleça o canal."

A TV sob demanda também tenta encurtar a distância. O Netflix anunciou há duas semanas que disponibilizará "Better Call Saul", série originada de "Breaking Bad", que conta a vida pregressa do advogado trambiqueiro Saul Goodman, logo após a exibição nos Estados Unidos pelo canal AMC.

Por Isabelle Moreira Lima, para o jornal Folha de São Paulo, em 02/01/2014.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

James Gandolfini, astro de "Família Soprano", morre aos 51 anos

James Gandolfini na pele do mafioso Tony Soprano na série de TV "Família Soprano"

O ator James Gandolfini morreu aos 51 anos por conta de um ataque cardíaco fulminante na Itália. O artista era conhecido por atuar como protagonista na série de TV "Família Soprano" e em filmes como "A Hora Mais Escura" e "O Homem da Máfia". A informação foi divulgada pelo canal HBO e pela revista especializada norte-americana "Variety" nesta quarta-feira (19). O ator deixa a mulher, Deborah Lin, um filho do casamento anterior e uma filha recém-nascida.

Segundo a emissora, Gandolfini estava em férias na cidade de Roma quando morreu. De acordo com o site TMZ, Gandolfini visitaria a Sicília por conta da realização do 59º Festival de Cinema de Taormina. A presença do ator estava confirmada para uma aula magna ao lado do diretor Gabriele Muccino no próximo fim de semana. Em comunicado, o canal afirmou lamentar a morte do ator.

"Estamos todos em choque e sentindo uma tristeza imensurável por conta da perda de um membro amado de nossa família", dizia o texto.

Com ascendência italiana, Gandolfini teve uma carreira marcada por papéis ligados à máfia. O primeiro papel de repercussão do astro no cinema foi no filme "Amor à Queima-Roupa", de 1993, quando interpretou o criminoso Virgil. Mas a fama viria somente a partir de 1999, ao atuar como o mafioso Tony Soprano, chefe de uma família que comandava o crime em Nova Jersey.

Vencedor de três prêmios Emmy por conta do papel, Gandolfini chegou a faturar US$ 1 milhão por episódio. A atuação também rendeu ao artista quatro indicações e uma vitória no Globo de Ouro de 2000, uma das principais premiaçôes da indústria de TV e cinema.

Recentemente, a série foi eleita como a mais bem escrita da história da televisão americana pela associação de roteiristas do país (Writers Guild Of America), à frente de atrações como "Seinfeld" e "The Twilight Zone".

No cinema, o último trabalho do ator foi a participação no longa "The Incredible Burt Wonderstone", estrelado por Steve Carell e Steve Buscemi. O longa ainda não chegou ao Brasil. Ele também estava no elenco de "Animal Rescue", filme previsto para ser lançado em 2014 nos EUA com Tom Hardy.

Já na TV, Gandolfini trabalhava atualmente na série "Criminal Justice", da HBO, e no programa "Taxi 22", da CBS.

Gandolfini ainda esteve em uma peça na Broadway, no começo de sua carreira, como principal ator de uma versão teatral de "Sindicato dos Ladrões", clássico do cinema estrelado por Marlon Brando em 1954. Há quatro anos, o ator retornou aos palcos para estrelar uma adaptação de "Deus da Carnificina".

Repercussão

Celebridades de Hollywood usaram o Twitter para lamentar a morte do ator. Steve Carell, que atuou ao lado de Gandolfini em seu último filme, disse: "Notícias ruins inacreditáveis. Era um grande homem", dizia a mensagem.

Já Ewan McGregor afirmou que o mundo perdeu um de seus principais astros. "Meus pensamentos estão com sua família. Era tão talentoso. Estou muito triste", escreveu.

Jeff Daniels, Kevin Smith e o apresentador Jimmy Kimmel também usaram o microblog para dar o adeus para Gandolfini. Jonah Hill citou o astro como um de seus atores favoritos.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Um em cada 10 assinantes da TV paga faz pirataria de canal premium



Ao menos 10% dos cerca de 17 milhões de assinantes da TV paga no Brasil em todas as modalidades usa um aparelho "decoder" pirata com o objetivo de ter acesso a mais canais do que paga em seu pacote com a operadora.

A constatação é da ABTA (Associação Brasileira de TVs por Assinatura). A "pirataria" se faz por meio de equipamentos que são instalados na casa dos assinantes, em conexões legalizadas.

Em outras palavras: o assinante paga, por exemplo, o pacote mais básico de qualquer operadora. Em seguida, compra na rua ou na internet um aparelho "decoder" que consegue romper a proteção e o sinal que ele recebe em sua casa. Instalado o aparelho por um "técnico" enviado pelo vendedor e "voilà"!

Como mágica, o assinante passa a ter acesso a todo o cardápio da operadora, por mais premium que seja: dos caros canais esportivos Premiere ao pacote HBO; dos mais fechados canais pornôs até os que exibem lutas de UFC mediante pagamento. E tudo isso pelo valor da assinatura básica.

"Nós calculamos que operadoras e canais tenham hoje no Brasil por volta de R$ 100 milhões em prejuízo com essa prática", diz Antonio Salles Neto, 60, vice-coordenador de antipirataria da ABTA.
"Estamos muito atentos e preocupados com a curva de assinantes que adquirem esses aparelhos. Ela está crescendo de forma veloz."

PIRATARIA ASIÁTICA

A compra e a venda das caixas "decoder" são proibidas no Brasil desde 2012. Muitas são projetadas na Coreia do Sul e montadas na China.

Elas foram importadas durante muito tempo sob a chancela de serem "decoders" para antenas parabólicas. Mas os técnicos da ABTA descobriram um desvio de finalidade para os aparelhos.

Apesar da proibição, vários estabelecimentos e comerciantes que ficam na rua Santa Ifigênia, região central de São Paulo, vendem o equipamento sem muitas perguntas e ainda indicam um técnico para fazer a instalação.

Salles calcula que haja entre 1,6 milhão e 2 milhões de caixas em operação no país.

"Se a curva da pirataria continuar no ritmo atual, em cinco anos metade das assinaturas já fará uso dela."

O custo desses aparelhos "piratas" caem vertiginosamente. Uma caixa AZbox "topo de linha", vendida por até R$ 899 há um ano e meio, hoje é comercializada por R$ 299.

Para Salles, a pirataria não é estimulada pelos altos preços dos serviços e pelo atendimento ao cliente. "A indústria passou, sim, por um mau momento, mas ela agora está em um nível ascendente, e os preços também estão melhores", afirma.

COMO FUNCIONA A PIRATARIA

Opção A:

1- Usuário vai a um centro de comércio pirata ou na internet e adquire um decoder (caixa) ilegal; é preciso ter uma conexão de Internet no local de instalação;

2- O vendedor da caixa envia um funcionário que instala o aparelho, conectando-o à Internet e à fonte de sinal de TV por assinatura usando "portas" diferentes

3- Pela porta conectada à Internet, a rede pirata fornece, graças a seu software próprio, a chave de abertura ilegal da programação. Por meio da rede de uma das operadoras de TV, o usuário recebe o sinal ilegal de qualquer canal que não faça parte do seu pacote. O usuário recebe o sinal de TV paga, mas fica online com uma rede privada de dados ilegal

Opção B:

Usuários que não têm acesso à Internet podem "piratear" com a modalidade de caixa conectada aos satélites por duas antenas. A primeira antena é apontada ao satélite de serviços de TV por assinatura e uma segunda antena - menor e dedicada a dados - é conectada a um satélite.

Esse caminho é usado alternativamente para fornecer as chaves de acesso extraídas pela rede pirata. Essa ação, porém, é mais fácil de ser descoberta e combatida. Operadoras do mundo já conseguem tirá-las do ar.

Opção C:

A caixa pirata usada exclusivamente no caso de TV a acabo similar à anterior, só que em vez de se conectar à antena de satélite, conecta-se na rede de cabo. Muitos usuários, para disfarçar, mantêm o pagamento de um pacote mínimo com acesso à Internet.

Opção D:

A caixa que desbloqueia HD funciona de forma similar, apenas recebendo a chave correspondente ao serviço.

Informações importantes. Todo usuário de decoder (decodificador) ilegal está conectado a uma rede legal e isso o expõe à Justiça e corre o risco de ser indiciado por associação para produzir danos a alguém; trata-se de um crime.
 
Fonte: ABTA (Associação Brasileiras das TVs por Assinatura)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Prêmios Emmy podem trazer noite de surpresas no domingo

Uma noite de surpresas pode estar no cardápio dos Prêmios Emmy no domingo, com as condessas e empregadas do britânico "Downton Abbey" torcendo para acabar com o reinado de "Mad Men", enquanto o suspense psicológico "Homeland", pós-11 de setembro, não fica muito atrás na corrida.

Com uma disputa acirrada para o prêmio de melhor série de drama e um grande ano para as atrizes de comédia, a maior noite da indústria da televisão pode ser bastante dramática.
 
"O que torna os Emmys deste ano tão cheios de previsões antecipadas é que não há prognósticos fáceis e isso deixa o show emocionante", disse o editor-executivo da Xfinity TV, Todd Gold.
 
"Houve um período na década de 1990 quando os Emmys pareciam muito previsíveis. Este é um ano que realmente reflete a força e profundidade de toda a TV", afirmou Gold à Reuters.
 
Os Primetime Emmy Awards serão transmitidos ao vivo de Los Angeles no domingo pelo canal ABC, apresentados pelo comediante Jimmy Kimmel.
 
"Mad Men", o programa da AMC amado pelos críticos, que se passa nos anos 1960, espera registrar a quinta vitória consecutiva na categoria melhor série de drama, de um total de 17 indicações ao Emmy.
 
Mas "Downton Abbey", o drama de época ambientado numa casa aristocrática inglesa, está bem perto, com 16 nomeações em um dos melhores anos da emissora PBS nos Emmys.
 
CATEGORIA DE ARTE
 
Programas britânicos costumam se dar bem em premiações norte-americanas. "Hollywood, como o restante da América, tem um complexo de inferioridade secreto sobre todas as coisas britânicas. ‘Downton Abbey' foi muito melhor nas nomeações do que se pensava", comentou Tom O'Neil do site Goldderby.com.
 
"Mad Men" saiu de mãos vazias da parcela de prêmios Emmy ligados a Arte no fim de semana passado -- que homenageia figurinos, cabelo e outras categorias técnicas --, algo que O'Neil acredita que "possa ser um presságio do que está por vir".
 
Embora o sucesso nas categorias artísticas -- onde a fantasia medieval da HBO "Game of Thrones" foi a grande vencedora -- não indique necessariamente a glória nos prêmios principais, "o normalmente imperturbável (personagem principal de 'Mad Men') Don Draper pode estar suando sob seu colarinho branco agora", acrescentou O'Neil.
 
O drama sobre drogas "Breaking Bad", em sua quinta e última temporada na AMC, o programa da era gângster nos anos 1930 "Boardwalk Empire", da HBO, "Game of Thrones", e o recém-chegado "Homeland" completam as escolhas para melhor série de drama dos 15.000 eleitores da Academia de Televisão.
 
Claire Danes, que interpreta uma agente bipolar da CIA em "Homeland", é vista como uma aposta certa para levar para casa o Emmy de melhor atriz de drama no domingo.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

HBO e Telecine disponibilizam conteúdo dos canais pela internet


O controle remoto corre o risco de se tornar obsoleto. Para reverter a situação, a TV paga resolveu fazer um "upgrade" de programação.

A televisão vai dividir agora espaço com qualquer outra tela conectada à internet.

Os dois principais canais de filmes e séries do país, a rede Telecine e a HBO --que disputam os cerca de 14 milhões de assinantes de TV por assinatura do Brasil-- disponibilizarão seu conteúdo na web para o público assistir às atrações quando quiser.

A lógica de ambos (Play e Go) é ampliar as plataformas de quem paga para assistir aos filmes e séries na TV.

Em agosto, os cerca de 2 milhões de assinantes dos pacotes de dez canais HBO na televisão vão poder assistir às produções originais deles em qualquer computador pelo serviço HBO Go.

A tecnologia para acessar o serviço em outros dispositivos, como iPad, iPhone e iPod ou aparelhos que têm o Android como sistema operacional, será disponibilizada até o fim do ano.

O cardápio do Go inclui cerca de 1.000 títulos, desde o último episódio de "True Blood" --que estará disponível sempre na manhã seguinte à exibição na TV-- ao acervo de filmes próprios da HBO, que tem produções como "Game Change", em que Julianne Moore ("Ensaio sobre a Cegueira") interpreta a política americana Sarah Palin, ex-candidata à Presidência dos Estados Unidos.

"É um serviço adicional para agregar valor à assinatura dos nossos canais", explica à Folha Miguel Oliva, diretor da HBO.

O Brasil será o primeiro país da América Latina a testar o Go, já disponível nos Estados Unidos e em alguns países da Ásia.

Segundo Oliva, a ideia do serviço, restrito aos assinantes do pacote de TV, nunca foi desvincular os conteúdos do canal, mas responder a uma mudança de hábito entre seus consumidores, também usuários de internet.

CONCORRÊNCIA

Os 3 milhões de assinantes dos seis canais Telecine vão ter outros 1.000 títulos disponíveis para do menu de programação na internet, no serviço chamado de Telecine Play, lançado nesta quarta (25).

Por enquanto, o acervo só estará acessível para computadores --ainda não há data para outros dispositivos.

Essa é uma tendência mundial que desembarcou no país no ano passado com o crescimento do site brasileiro Netmovies e a chegada do americano Netflix.

Os dois oferecem um menu com filmes e séries on-line, a partir de assinatura mensal. Em nove meses de atuação no país, o Netflix, que tem o Brasil como principal mercado na América Latina, alcançou 1 milhão de assinantes latinos.

Para Nelson Hoineff, presidente do Instituto de Estudos de Televisão, o Brasil demorou para entrar na nova onda de programação televisiva fora da televisão.

Agora, então, seria o momento da TV paga fidelizar seus novos consumidores em outras plataformas.

"As operadoras tiveram um crescimento neste primeiro semestre de 14,8%. E elas estão 'amarrando' os clientes ao oferecer sinal de TV, telefone e internet ao mesmo tempo", ele explica.

Ao oferecer serviços múltiplos, esse tipo de iniciativa fez mudar o consumo de conteúdos audiovisuais.

"A organização da TV, com a grade fixa, é engessada, ultrapassada e anacrônica. A geração virtual vê o que quer, na hora que quer e como quer. A internet é a ferramenta do novo consumidor", diz o especialista.

No caderno Ilustrada, do jornal Folha de São Paulo, edição de 25/07/2012.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

HBO e Telecine lançam filmes na internet de olho na evolução das tecnologias

Os dois maiores canais de filmes da TV por assinatura brasileira lançarão, nesta semana, serviços independentes do aparelho de televisão.

O Telecine Play (anunciado nesta quarta, 25/7) e o HBO Go (a ser divulgado na quinta) permitem que os assinantes dos canais a cabo assistam, via internet, a seus filmes e séries seja no computador, no tablet ou na telinha do celular.

A iniciativa amplia o conceito tradicional de TV que se tem até hoje no Brasil -com o conteúdo limitado a um aparelho de televisão.

Trata-se de uma tentativa de fidelizar quem já é assinante do Telecine (cerca de 3 milhões) ou da HBO (cerca de 2 milhões), evitando que migrem para serviços "pay-per-view" ou sites que vendem filmes e séries na internet.

Por isso, para ter acesso ao conteúdo que estes canais disponibilizarão na rede, é preciso ser assinante de operadoras como a Sky ou a Net.

JANELA DE LANÇAMENTO

Ao disponibilizar na internet filmes exibidos há pouco tempo nos cinemas, reduzindo a chamada janela de lançamento, estes serviços pretendem desestimular, com uma só estratégia, tanto a migração para serviços como iTunes e "pay-per-view" como a pirataria doméstica.

Janela de lançamento é o tempo que o filme leva para fazer o percurso dos cinemas para o DVD/Blu-ray e deste para a exibição na TV paga, o "streaming" na internet e as sessões em TV aberta.

Em cinco anos, o tempo entre a estreia no cinema e o lançamento em DVD/Blu-ray caiu de seis para quatro meses.

"Em geral, a redução das janelas é um combate à pirataria, mas visa também aproveitar o lançamento aquecido no cinema", diz Carla Fuertes, gerente de marketing da Warner Home Vídeo.
Com o aumento de brasileiros com acesso à banda larga e de apreensões de CDs e DVDs piratas, a pirataria está migrando do camelô da esquina para o computador de casa.

"As pessoas não encontram mais DVDs piratas no centro de São Paulo com a mesma facilidade e hoje baixam filmes ilegalmente pela internet", diz Edsom Ortega, secretário municipal de Segurança Urbana de SP.

(ALBERTO PEREIRA JR., ELISANGELA ROXO, MATHEUS MAGENTA E RODRIGO SALEM)

Editoria de Arte/Folhapress


Publicado na edição de hoje, 25/07/2012, no Jornal Folha de São Paulo.