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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A Era do Gelo 4

Realmente, as animações são o tipo de produção mais surpreendente dos últimos tempos. Não somente na questão da qualidade, mas também por seus roteiros inovadores e extremamente inteligentes. Não é diferente do que acontece em A Era do Gelo 4. O filme se distancia um pouco do primeiro longa da série, mas consegue se reinventar com uma história agradável e muito divertida.

A qualidade técnica da animação é surpreendente. Não chega a imitar a realidade com maestria, como acontece em algumas outras produções, mas faz o suficiente para encher os olhos do espectador com muito movimento e muitas cores.

Novamente, a turma de personagens enriquece a trama e consegue acertar em cada detalhe. Muitas passagens engraçadas, um roteiro com começo, meio e fim, e novas inclusões que funcionam. Na verdade, sou meio contra continuações com adição de novos personagens. Mesmo em A Era do Gelo 2, e 3, os novos personagens parecem ter tirado um pouco da graça da história. Mas isso segue por um caminho muito diferente nesse quarto capítulo. Os novos personagens enriquecem a trama por igual e conseguem fazer cada passagem mais engraçada que a anterior.

O novo longa da turminha gelada traz o tema do efeito estufa e o degelo como pano de fundo para ilustrar uma série de acontecimentos. O faminto esquilo Scrat provoca a separação dos continentes devido sua fixação por noz, que insiste em se afastar dele, tornando-se quase uma maldição. Agora, os amigos Manny, Diego e Sid estão à deriva em alto-mar e usando icebergs como embarcações. Enquanto isso, Sid reencontra sua mal-humorada avó e deve lutar contra terríveis piratas, determinados a impedir que o grupo encontre o caminho de casa.

Uma produção para toda a família. Divertida na medida certa, com muitas passagens capazes de arrancar boas risadas, com boa técnica, bons efeitos, boa trilha, e personagens que dão muito valor à trama. Esse quarto epísódio de A Era do Gelo mostra que a série ainda não se esgotou, e que ainda pode fazer muito sucesso. Acerta em cheio com os novos personagens e consegue deixar o espectador com gostinho de quero mais. Com essas, deixa a pergunta, será que uma continuação demora a sair? Vamos torcer para que isso não aconteça.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Steve Martino, Mike Thurmeier
Elenco:
Produção: Lori Forte, John C. Donkin
Roteiro: Michael Berg, Jason Fuchs, Mike Reiss
Trilha Sonora: John Powell
Duração: 100 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Blue Sky Studios
Classificação: Livre

 


 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Fox e Warner unem forças e criam a maior distribuidora do Brasil

Uma notícia na terça-feira, da última semana (5 de junho), pegou de surpresa o mercado cinematográfico brasileiro. A 20th Century Fox e a Warner Bros. divulgaram que irão unir forças na criação da maior distribuidora do país. Com o sugestivo nome de Fox-Warner, a companhia pretende aproveitar o emergente mercado nacional para cultivar novas oportunidades.

A nova empresa irá atuar a partir do escritório onde hoje fica a Warner, em Alphaville, São Paulo, mas terá como diretora geral Patricia Kamitsuji, que hoje é diretora presidente da Fox no Brasil. O anúncio ocorreu em Los Angeles e foi feito pela presidente de distribuição internacional da Warner, Veronika Kwan Vandenberg, e pelos copresidentes da Fox International, Paul Hanneman e Tomas Jegeus.

Inicialmente, os departamentos de marketing atuarão separadamente, mas a Fox-Warner contará com uma só chefia e operação de vendas. “O que me deixa mais entusiasmada é que o objetivo não é dividir despesas, mas juntar recursos para investir mais no Brasil”, destacou Kamitsuji ao Filme B, portal especializado em mercado. Ainda não se sabe qual será o primeiro lançamento da nova distribuidora. Separadamente, a Fox e a Warner lançam dois aguardados filmes nos próximos dias: Prometheus e Sombras da Noite, respectivamente.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Estúdios de Hollywood reclamam dívidas da Blockbuster


Os estúdios de Hollywood começaram a reclamar as dívidas contraídas pela multinacional de locação de filmes Blockbuster, que está afundando financeiramente, informou nesta quinta-feira "The Hollywood Reporter".

A companhia se declarou em quebra no final de 2010 e depois que os acionistas não entraram em acordo sobre um plano para sua reestruturação se optou por colocar a empresa à venda, um operação que está prevista para ser concluída antes do final de abril.Enquanto isso, Universal Pictures, 20th Century Fox e Summit Entertainment exigiram que a Blockbuster pague as dívidas pendentes associadas à comercialização de seus filmes.

A soma total superaria os US$ 23 milhões, apesar de a Universal ter proposto que a Blockbuster devolvesse os DVDs de sua propriedade em lugar do dinheiro. Atualmente, a empresa de locação de filmes conta com uma oferta de compra de US$ 290 milhões por parte de fundos de investimento que, se for concretizada, resultaria no fechamento de mais de 600 lojas das cerca de de 3,3 mil que ainda tem em funcionamento.




Rede de videolocadoras americana entrou em concordata com o avanço da internet e a queda no aluguel de filmes



A Blockbuster, rede americana de locadoras de vídeos que entrou em concordata no ano passado, iniciou o processo de venda e já encontrou um possível comprador, segundo informou a Reuters. A Cobalt Video Holdco, empresa controlada por fundo de investimentos, apresentou uma oferta inicial de US$ 290 milhões (R$ 485 milhões aproximadamente).

Esse tipo de proposta ( chamada em inglês de “stalking horse”, ou pretexto) é utilizado como um valor mínimo e outros possíveis interessados terão de oferecer um preço maior para iniciar as negociações.

A Blockbuster também pediu autorização da Justiça para conduzir um leilão de venda.
Além dos EUA, a rede de videolocadoras possui negócios no Canadá, na Dinamarca, Itália, no México e Reino Unido. No Brasil, as operações da Blockbuster foram vendidas para a rede brasileira Lojas Americanas, que hoje apenas detém o direito de utilizar a marca no País. A varejista transformou as videolocadoras em lojas Americanas Express, um formato de lojas mais compactas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Hollywood prepara o enterro definitivo do DVD

A pirataria e o consumo de cinema on-line dobraram os estúdios de Hollywood que, de má vontade, preparam o lançamento de uma plataforma para a distribuição de filmes pela internet em detrimento do DVD.

Fox, Paramount, Sony, Universal e Warner lideram um consórcio de empresas tecnológicas e audiovisuais denominado Digital Entertainment Content Ecosystem (DECE), nascido para discutir a transição do setor do entretenimento do universo rígido dos suportes físicos à flexibilidade do mundo digital.

A resposta de Hollywood ao desafio de internet se chamará UltraViolet e nascerá em meados deste ano, primeiro nos Estados Unidos e depois no Reino Unido e no Canadá, sem que se saiba ainda quando estará disponível em outros países.

Mais que filmes ou programas de televisão em si mesmos, esta plataforma venderá ao usuário uma série de licenças que lhe darão direito de ver os conteúdos que adquirir, que estarão hospedados na nuvem e serão acessíveis a partir de dispositivos conectados à internet.

O comprador poderá também descarregar os filmes, armazená-los no suporte que desejar e fazer cópias sem custo adicional, apesar de o UltraViolet só autorizar um máximo de 12 dispositivos para os clientes, ou seja, o usuário unicamente poderá desfrutar de sua videoteca nos aparelhos que informar ao sistema.

Uma medida que limita a liberdade de desfrutar dos conteúdos e com a qual se pretende dificultar a pirataria. Todo o software associado ao UltraViolet trará incorporado um sistema de proteção para impedir seu uso ilegítimo.

A princípio está previsto que o UltraViolet permita que até seis pessoas associem suas contas de cliente e compartilhem conteúdos de forma legal.

O consórcio Dece, integrado também por multinacionais como Microsoft, IBM, Nokia, Intel, Motorola e Samsung, anunciou a chegada do UltraViolet no marco da maior feira internacional da eletrônica, a Consumer Electronics Show (CES), realizada este mês em Las Vegas, em Nevada.

A ideia dessas companhias é criar um formato padrão para a distribuição digital de conteúdos, como aconteceu então com a fita de VHS, o DVD ou mais recentemente com o blu-ray, embora nem todos os grandes nomes do setor apeoiem a iniciativa.

Os estúdios Disney e a Apple, cujo diretor-executivo Steve Jobs é um importante acionista da empresa do Mickey, decidiram adotar suas próprias estratégias.

A Disney tem um projeto chamado Keychest com características parecidas ao UltraViolet.
A indústria do cinema se viu forçada a tomar estas medidas após negar durante um tempo a assumir uma mudança de tendência no consumo de cinema em casa, com a esperança de que a queda das vendas do lucrativo negócio do DVD fosse um episódio passageiro, ou se conseguisse pôr fim à pirataria pela internet.

A realidade é que a comercialização de DVD continuou caindo durante 2010, com baixa de vendas de 16% nos EUA em relação ao ano anterior.

Esta trajetória decadente, que em 2009 foi inclusive mais pronunciada com queda de 17%, começou em meados da década passada e já parece irreversível, apesar de que em termos absolutos o DVD continue arrecadando mais de US$ 8 bilhões ao ano.

A venda de filmes na internet é outra vertente.

Embora os catálogos de filmes on-line ainda seja reduzido, o negócio cresceu 17% em 2010 nos EUA até superar os US$ 680 milhões, enquanto a receita da televisão a cabo pelo aluguel de filmes subiu 21%, para US$ 1,8 bilhão.

O UltraViolet é o primeiro grande passo de Hollywood para enterrar o DVD, algo que no entanto não teria que representar o final dos suportes físicos.

Segundo dados do Digital Entertainment Group, a receita com a venda de Blu-ray, formato de maior qualidade e preço que o DVD, aumentaram em 2010 53% nos EUA, para US% 2,3 bilhões, um sintoma claro de que os espectadores continuam gostando de comprar cinema enlatado.

Por Fernando Mexía, em 10/01/2011, para a Folha.com.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Segundo capítulo de fantasias



Na continuação de As Crônicas de Nárnia, mais uma vez, destaque para a excelente qualidade de toda a produção. A fotografia do filme é belíssima, com o amadurecimento do elenco, que agora acolhe novas estrelas. Mas, como não poderia deixar de ser como em qualquer continuação, perde um pouco da sua excelência. A narrativa é mais veloz, tornando difícil pegar a história pela metade, para aqueles que não assistiram o primeiro longa. E os personagens perdem um pouco da sua riqueza.

Nada disso atrapalha o telespectador. O filme ainda é uma excelente pedida para toda a família.

Dessa vez, a história volta tempos depois, quando Nárnia precisa novamente da ajuda dos irmãos Pevensie contra a dominação dos telmarinos, que baniram os animais falantes e as criaturas mitológicas. Eles são invocados pela trompa mágica de Susana (Anna Popplewell) e, ironicamente, Caspian (Ben Barnes), legítimo herdeiro desse povo, clama pelos reis em nome da antiga magia de Nárnia.

A história toma corpo e prepara a jornada para os próximos filmes. Só espero que a partir do terceiro, que foi lançado agora, em dezembro de 2010, os lançamentos sejam mais próximos.

Apesar da troca de produtoras (Disney por Fox), o filme mantém a sua essência principal, e seu zelo pela qualidade. Os efeitos especiais, somados às doses de ação e aventura são deliciosos. Realmente, uma excelente pedida para aqueles que gostam de uma boa produção cinematográfica.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Andrew Adamson
Elenco: Liam Neeson, Warwick Davis, Ben Barnes, Peter Dinklage, William Moseley, Anna Popplewell, Georgie Henley, Skandar Keynes, Shane Rangi, Sergio Castellitto.
Produção: Andrew Adamson, Mark Johnson, Perry Moore, Philip Steuer
Roteiro: Andrew Adamson, Christopher Markus, Stephen McFeely, baseado na obra de C.S. Lewis
Fotografia: Karl Walter Lindenlaub
Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams
Duração: 147 min.
Ano: 2008
País: EUA/ Reino Unido
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Walt Disney Pictures / Walden Media
Classificação: 10 anos

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Um mundo de fantasia


Em meio à estreia da parte 3 desse belo filme, me sinto inspirado para uma avaliação. Inspiração, que realmente enriquece e comove, de tão bela. Uma produção Disney, sem sombra de dúvida, com toda a sua riqueza de detalhes, roteiro apuradíssimo, elenco formidável, personagens intrigantes e apaixonantes, efeitos especiais, cenas de ação e aventura, diversão e muito mais.

O filme é espetacular. E apesar de não ser mais tão novinho (2005), é tão atual e continua nos oferecendo um belo mundo de fantasias e imaginação.

Uma pena a demora nas suas continuações (Príncipe Caspian só foi lançado em 2008, e A Viagem do Peregrino da Alvorada apenas no fim de 2010), causada principalmente pelo desinteresse da própria Disney na sua produção, o que a fez abandonar a série em sua terceira parte, e que agora, além da Walden Media, tem a 20th Century Fox e outros estúdios da família Fox como produtores.

No filme, os irmãos Peter (William Moseley), Susan (Anna Popplewell), Edmund (Skandar Keynes) e Lucy (Georgie Henley), separados dos pais em meio aos ataques nazistas a Londres durante a Segunda Guerra Mundial, são mandados para o interior da Inglaterra. Lá, eles descobrem um guarda-roupa mágico que leva ao maravilhoso mundo de Nárnia, onde vivem muitas aventuras.

Rico, muito bem construído, com um elenco novato, mas ainda assim de primeira linha, com uma excelente velocidade, colorido, divertido, é um filme pra toda família e pra todos os momentos. Pra todos que gostarem do filme recomendo os livros. Além da surpreendente história, os livros complementam os filmes, tornando-os ainda mais agradáveis.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Andrew Adamson
Elenco: Georgie Henley, William Moseley, Skandar Keynes, Anna Popplewell, Tilda Swinton, Rupert Everett, James McAvoy, Shane Rangi, Patrick Kake, Elizabeth Hawthorne, Kiran Shah, Ray Winstone, Liam Neeson.
Produção: Mark Johnson
Roteiro: Andrew Adamson, Christopher Markus, Stephen McFeely, Ann Peacock
Fotografia: Donald McAlpine
Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams
Duração: 135 min.
Ano: 2005
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Walt Disney Pictures / Walden Media
Classificação: 10 anos